Poemas para Fita de fim de Curso

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Na minha vida a Graça do meu Deus me basta.

E não há nada que eu faça, ou que alguém possa fazer, que altere o amor dele por mim.

Isso me constrange, me conquista, me transforma.

Inserida por tihhgoncalves

É assim que tem que acontecer.
- Sem pressa, a gente só tem que esperar a nossa vez, e torcer pra tudo dar certo quando a hora chegar.
- Sem pressão, a gente tem que viver a vida no ciclo natural, e fazer as coisas quando realmente acha que tem que fazer.
- Com sinceridade, ela muitas vezes machuca, mas é sempre o melhor caminho, ela liberta a todos, e mostra a verdadeira cara do sentimento.

Inserida por heitorlevinski

Conversa de Senhora

Ôh nêga!
O café está na mesa?
Já raiou o dia
Quero a mesa posta,
Quero toda mordomia.

Vá nêga!
Mexa o doce,
Para que de tarde a mesa seja posta à corte.

Virá a mulher do prefeito.
Virá a do coronel.
Quero a toalha engomada
Branca feito véu
Senão é tronco nêga.

Cadê o açúcar?
Cadê o melaço?
Os seus já cortaram a cana?
Mande dar dura nesses escravos!
E arrume minha cama.

Depois faça quitutes nêga,
e leve os restos à senzala,
Loucos que falam de liberdade...
Vocês vivem melhor que muita majestade.

Jovens baderneiros!
Querem pregar a abolição.
Esbórnia e bagunça nêga.
Pregue este botão!
Perderam a noção.

Quem irá servir o café?
Quem vai mexer o tacho?
Quem cuida do meu filho?
Eu não lavo nem passo.

Sinhá (pensa)
Não tome como ofensa...
Mas filho teu brinca
o meu encurva o lombo na cinta.
Filho teu estuda...
Filho meu luta...
Pela comida,
Pela água,
Pela vida.

Mas não sentimos nada...
Nem que somos gente.
Nem que estamos vivos
Nóis não sentimos nada.

Haikai
A hegemonia que triunfa
A minoria que cai.

Inserida por renecadide

FLORES ROUCAS

Uma voz rouca que mortifica-se
Uma alma que pesa de um silêncio que grita.
Nas intrigas dos nossos pensamentos.
Silêncio onde guarda-nos o fardo da vida.
Rosa branca que murchou com o calor do sol
Só restam agora os espinhos de dor.
Ventos frios das luzes do palco que iluminam
Sobrevive quem tem a sorte de uma vida esmigalhada.
Canto triste de um lamento
voz rouca que pesa no silêncio.
Essência de uma alma das minhas belas camélias floridas.
Onde está a fragrância da flor, dos nossos anos perdidos.
O silêncio da nossa agonia ou talvez da nossa velhice.
A felicidade das nossas lembranças, das nossas memórias
São aquelas que não vivemos nem sentimos.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

JANELA E ALGUÉM


Alguém já escreveu que os olhos são a janela da alma.
Eu concordo com esta verdade
hoje eu acordei decidida a mudar
Passei a noite acordada
mais uma noite quente de outono maldita insônia
Maldito pesadelo
malditas ideias que me fazem questionar
as coisas que eu alguma vez
nunca quis questionar, deste mundo cada vez mais perverso, desumano e frio
Enfim resolvi reviver
os melhores momentos de nós os dois
dei-me conta de que já vivemos tantas coisas bonitas das coisas que já passámos
e por um instante dei-me conta a sorrir mesmo à gargalhada.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

MÃE

Ser mãe é descobrir forças que achávamos que não tínhamos
É ter noites em branco, é amar e amar
É educar, é sonhar, é sentir
É saber lidar com os medos que pensamos não existir

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"As dificuldades do caminho, Deus transforma em lições.
As orações, Deus transforma em alimento.
A fé, Deus transforma em bênçãos.
A confiança, Ele transforma em força.
O hoje em aprendizado e o amanhã em vitória."

Inserida por PensamentosdoDia

"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

Pé descalço, coração de pedra magoado
Que cega esta nossa
Mais que nossa idolatria
Voluntária morte
Esta mortal vida,mal vivida
Onde deixamos reinar a tirania
Tão mal servida
Que bravas águas
Lágrimas no oceano profundo
Perdidas e esquecidas
Que chorei na mocidade
Daquelas que já foram celebradas
Noutra idade
Relembradas em liberdade
Sentidas de bravura
Águas claras
Mostrai-vos tão nossas conquistadas
Da memória antiga
Pé descalço e já magoado
Quando não poder ser amado
O canto das aves
Alegraram o meu pensamento
E o meu ouvido
O perfume das flores
Mostraram-me o céu na terra
Vivo isento e pobre sem abalar
O sentimento da fraca
Humanidade que se vive neste mundo
Cada vez mais frio
De calor humano
Pé descalço e magoado dos caminhos
Onde o mais escuro é claro
O mais leve é pesado
O mais brando é duro
Como as fragas das serras
De giestas, estevas.
Que cega esta nossa idolatria
Desta nossa voluntária morte
Sem viver a mortal vida
Reinando a tirania
Fechando os olhos
De sermos mal servidos
Pé descalço, magoado coração de pedra!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"PORQUE"


Porque é mais fácil para mim escrever
O meu pesar, do que alegria que sinto no ar
Porque é mais fácil escrever a dor que sinto
Do que a felicidade em que eu vivo
Porquê, porquê!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"TECER AS PALAVRAS"

As sombras das casas senhoriais frias
De pedras escuras
Sobreviventes aos séculos em estado de destruição
Hoje queria tecer as lágrimas
Da chuva que cai lá fora
Pérolas que enlaçam o fio da tua
Da minha sorte
Ser agulha nas malhas de lá do nosso esquecimento
Tecer todas as mágoas no linho
Dos lençóis ao vento no estendal.
Nas horas difíceis
Morremos de tédio acendemos a televisão
Navegamos na corrente
Barco sem remos, velas erguidas ao tempo
Atiramos pedras ao rio sem as ver cair
Gememos de fúrias esmagadas.
Fragmentos de memórias que tombam desamparadas
Como folhas soltas
Ao sabor do vento, no tempo
Gaivotas que levam as letras ilegíveis
De palavras irônicas.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Oh formosa e delicada
Com sua sublime e silenciosa calma
Me bate um arrepio ao sentir teu sopro vindo do horizonte
E em teus brilhos eu enxego o céu
Céu escuro, terra escura...
Terra essa que é iluminada pelo reflexo daquela que me aquece
Doce brilho que me faz acordar
Nessa noite fria e serena, onde a lua é pequena
Perto do brilho do seu olhar.
Oh noite serena
Me deixa entrar em tua cena
Onde a lua pequena
Me faça sonhar.

Inserida por ParkourDuUH

AGASALHO MEU

Amor amo-te em silêncio
Como a mansidão do rio
...........
Que cala negando
Na insensatez do vento
......
Deixo-me ir nas águas
De um remoinho
............
Sombras de uma luz
Que ilumina a minha alma
............
As horas que passam são folhas
Secas de um inverno esquecido
.......
As tuas lembranças são
O agasalho do meu desejo
............
Só a tua essência veste
A minha inocência desta noite
.......
Abraço os teus sentidos
Recolho-me no caminho da saudade!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

AMOR DE ALERTA

Colhe
Em mim o amor
......
O amor
Que se avizinha
.......
Toma-o
Ou
......
Toma-me
Nos teus braços
......
Onde no teu ombro
Eu repouso
.......
O meu corpo
O meu cansaço
........
Perdidos e germinados
Num único olhar
.....
Em ti refaço-me
Das dores da alma
......
O meu descanso
O meu remanso
........
O amor de alerta
Que me penetra nas entranhas
.......
Talvez de tantas
Tantas artimanhas
........
Colhe em mim o amor
O amor que se avizinha!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

DESÁGUE, A MINHA ALMA

Para onde vai a minha alma
Enquanto eu desço a ladeira
Nas veias ferve o sangue
Perdido nos meus pensamentos
Alguém que desague em mim
E que me faça ver o mar
Rios onde as águas se encontram
Beijam-se, enrolam-se na areia branca
Onde agora só quero e pertenço ao mar
Preciso de colo
Preciso de alguém que me olhe nos olhos
E que os faça brilhar...
Como uma lua cheia de esperança
Quando cortamos as amarras que nos prendem
Sabemos que a vida é um voo livre
Muitas vezes há uma lança que nos trespassa o peito...
Depois da ferida curada, sarada
Descobrimos que a dor
Apesar de alucinante não foi nada...
Para onde vai a minha alma
Enquanto eu desço a ladeira
Eu só quero alguém que deságue em mim
E que me faça ver o mar!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

AMORES

Os meus filhos...
São os meus amores
Onde quer que eu vá
Levo-os sempre comigo.
Estão no meu coração,
Nos meus pensamentos,
Sinto-os em todos os momentos.
Em todos os lugares que estou
Eles são a razão da minha vida
Da minha própria existência
Amo-os mais, do que a minha própria vida
Os meus filhos são tudo...tudo
O meu sangue, a minha carne...
A minha alegria, a minha felicidade!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

PARA RENASCER DE NOVO

Senti-te e abandonei-te enquanto te tinha
Meu amor; por medo de ser queimada...
Pelo ardor da paixão que sentíamos.
Amo-te com o sopro do meu coração
Queria adormecer em ti, dentro de mim
Como se tu e eu fôssemos nós.
Amo-te nos momentos de ausência.
Mesmo quanto a vida nos foge.
Amo-te à procura de respirar.
O cheiro da tua alma perdida em mim.
Amo-te quando pediste-me para me perder contigo.
Amo-te de olhos fechados
Quando gritei o teu nome ao vento.
Entrei meu amor
Sossegada dentro de ti; quietinha, calada.
Senti que me amavas, sorris-te, porque também o senti.
Deixei-te aconchegar-te no meu ventre, no meu peito.
Percorreste com os teus dedos as estradas imaginárias.
Encontrei-me, mais uma vez, sossegado dentro de ti.
Gritei bem alto o teu nome e morri de amor.
Para renascer de novo, renasci.
Senti-te e abandonei-te enquanto te tinha
Por medo de ser queimada pelo ardor da nossa paixão!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

AMO-TE TANTO

Amo-te em cada beijo que te dou
Amo-te em cada olhar que perco
Amo-te em cada verso que faço
Amo-te no grito e na dor do meu silêncio
Amo-te nas noites escuras sem fim
Amo-te em cada lágrima que cai do meu rosto
Amo-te nas minhas recordações e lembranças
Amo-te nas mágoas e nas tristezas que irei sentir
Amo-te como uma louca em cada palavra sentida
Amo-te como um grão de areia no deserto da minha alma
Amo-te por amar-te tanto, ainda que nunca
Tenhas-me pedido para amar-te!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Essência
Acordar e viver mais um dia, sentir que tudo está no lugar é bom. Más, acordar e perceber que temos um problema para resolver, um amor para conquistar, e, uma vida inteira para lutar, não tem preço!
O que será de nós se mergulharmos no marasmo de ter tudo em nossas mãos? O que seria das paixões se não tivéssemos que lutar para conquistá-las?
E aquele frio na barriga quando tememos não conseguir?
E aquela felicidade que temos ao alcançar uma graça?
Como é bom está nessa aventura que é viver, e como é bom partilhar todos os dias um pouco dessa história com você.
E como seria não tê-lo ao meu lado?
Não sei! Também não vou esforçar-me para saber! Quero apenas acorda assim, com saudades de você, sentindo teu cheiro em meus cabelos longos, ouvindo o som da tua voz nem que seja em meus pensamentos, descobrindo a cada dia, um pouco mais de ti.
Às vezes menino, às vezes moleque, às vezes "demônio", e, sempre, sempre, meu anjo!
Que Deus te abençoe neste dia, que teus planos e sonhos se realizem e que tua jornada diária tenha muita graça, mas, que também tenha espinhos!
Espinhos sim! Sabe por quê? Porque eles te darão a sapiência necessária para valorizar tuas conquistas e os que lutaram contigo. Quero está ao seu lado para sorrir, e, acima de tudo, para enxugar as tuas lágrimas, te fazer mais forte, te dar colo quando precisares.
Sabe, gosto muito de ti, só quero que você entenda uma coisa, para mim, o importante é te ver feliz.

Inserida por jacelinemarques

ABRAÇA-ME!

Abraça-me forte como se fosse a última vez
Com a tua alma, com doçura, ternura
Desejo e muita loucura
Envolve-me neste momento de amor com magia
Sentir as nossas mãos e corpos entrelaçados
O meu coração chama por ti
Quero ficar assim abraçada a ti
Nesse amor, sem fim
Os teus lábios são labirintos
O teu beijo o meu afago
Suspira os nossos sentidos
Que atraem os meus instintos
Acordando e dando cor à minha vida "À NOSSA VIDA"

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"FALSA FRAQUEZA"


Diferente dos olhos menos se atreve
A quem mais louvar quer
Cega idolatria
Pelas coisas banais desta mortal vida
Morte voluntária, dura guerra de todos os dias
Pensamentos renovados sombra fresca de água fria
Doce lima onde me cerca a dor
Lembranças que me lastima
Tempos passados no mundo já desenganados
Logrando-me da tua companhia
Oh sepultura minha da morte com bravura
Falso caminho onde habita a fraqueza da alma pura
Defeitos de um coração aflito
Resiste ao sentimento
Sem reagir ao consentimento
Os claros desenganos
Das certezas que sofrem mais de tristezas
Colhidas entre as flores
De espinhos feridas na carne
Do nosso desentendimento
Gemidos transparentes, duros sentidos
Que penetram as entranhas do descontentamento
Desencanto dos passos no caminho
Espinhas engasgadas na carne viva das saudades
Morte consentida da alma porque
O corpo há muito já deixou a vida
Com temor nas águas do oceano, lágrimas perdidas
Onde o amor se banha tantas vezes
De pena e de tamanha dor se consola.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro