Poemas para a Mãe
Não existe dia dos pais
Nem o dia das mães
Muito menos o dos namorados
Pois todos os dias são dias para serem lembrados
Mas nós humanos
Nos damos o luxo
De nos limitar-mos
A dias e datas dos calendários
Quando se trata de algo tão simples
Que é lembrar das pessoas que estão ao nosso lado.
Uma vez
Quando eu era criança
Uma das mães
Que a vida deu
Me contou
Que a vida cansa
E
Que não seria mansa a minha
Mas
Que era a missão
Que alguém escolheu
A ausência de mansidão
Que o tempo trouxe
Não deu-me tempo
de parar para pensar
Em muita arte
Que fiz ou
Queria ter feito
Mas nunca permitiu
Que se afastasse
A lembrança do Rosário
Que desfiou
Aquela Mãe
de nome doce
Que nunca afastou-se
de verdade
E eu a vejo às vezes, ainda
Quando abro os olhos pela manhã
Isso permite
Que eu suporte a saudade
De minha velha Mãe Maria
E aquela expressão, tão linda!
De me olhar
Como quem olha a um filho
Que nunca haveria de pisar
Um tapete vermelho
Eu queria apenas vislumbrar
As lágrimas
Que ela previu naqueles dias
Sentado em seu colo quente
Não calculei mágoas tão frias
Hoje sei
Que caminhei por boa parte
Sei também
Que não foram mais sombrias
Devido àquela doce companhia
Que me fez e faz ainda
Minha doce e amada Avó Maria
Que cedo assim
partiu para o Mundo
Porém,
nunca apartou-se de mim.
PAPAI E MAMÃE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Certas mães têm natureza total de pai. Amam com praticidade, alguma dureza e um olhar técnico, impessoal para o comportamento do filho. Essas mães não fazem cerimônia nem consideram a hipótese de estarem erradas quando acham (e quase sempre acham) que os conflitos do filho são frescuras; os temores são dramas; os descontentos e opiniões próprias, pura pirraça; os gostos pessoais, mera esquisitice.
Por outro lado, alguns pais têm natureza total de mãe: amam com extremamento e cegueira; com entrega irrestrita; um olhar derretido. Esses pais sempre acham que seu zelo é pouco; é ineficiente. Superprotegem o filho e supervalorizam seus conflitos, temores e descontentos. Respeitam as escolhas e opiniões, e minimizam as esquisitices. São confidentes em potencial.
Cada natureza tem seus excessos e pecados. Ambas cometem erros; distorções de conceitos e olhares. No entanto, são ambas necessárias, se cada uma for exercida a contento. Não deixar buracos. Houver uma interação de lado a lado, gerando a entrega plena do pacote humano que formará o caráter de mais um cidadão imperfeito, porém sadio de afetividade, resolução interna, equilíbrio de caráter e certeza de quem é.
Para que as coisas sejam dessa forma, é necessário que todo filho tenha pai e mãe. Se a mãe for pai, que o pai seja mãe, e vice-versa. Não importa que sejam pais avós, pais tios, adotivos ou pais gays. Um terá que ser pai, o outro mãe, ainda que os papéis estejam trocados. Não sendo assim, até será possível criar um ser humano. Mas na hora de se formar cidadão, esse filho terá que ter a sorte de contar com a própria natureza.
DESMITIFICAR AS MÃES
Demétrio Sena - Magé
Precisamos nos permitir humanizar as mães ou suas memórias em nosso imaginário e nas nossas falas. As mães erram. Todas erram. Erram muito. Na verdade, além de mães elas são (ou foram) mulheres. Além de mulheres, seres humanos. Por melhores que sejam ou que tenham sido, elas têm seus históricos de preferência filial, se há mais de um filho; de superproteção, se tem filho único; de muitas injustiças, em julgamentos de qual filho começou uma contenda e qual é o mais inteligente, ajuda mais ou merece os maiores cuidados seus.
É preciso entender que mães blefam; xingam ou pensam xingamentos... elas também desejam alguém que não entenderíamos e têm manias secretas, como nós temos. O passado? Ah... ninguém queira vasculhar o passado da própria mãe, nos detalhes. Ela pode até parecer um suave livro aberto, mas a partir da página conveniente para si mesma e seus rebentos. Pode não ter feito nada demais; no entanto, para o que os filhos esperam das mães, tudo é demais. Tudo tem a gravidade própria de qualquer olhar filial, por sua parcialidade.
O admirável na mãe... admirável, é o conjunto: a transformação em fera, para proteger o filho; o amor sem limite que se revela nas renúncias pessoais necessárias pelos rebentos. Nas vigílias, quando a cria está em perigo, adoece ou sofre uma decepção. Em todos os momentos nos quais A MÃE precisa sublimar a mulher; o ser humano. Aí se afigura o valor materno, mas "peraí": nada impedirá seu retorno aos vícios, erros e fragilidades pessoais. É ilusório e injusto seguirmos impondo às nossas mães essa imagem de perfeição, fortaleza e santidade.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
CARÊNCIA REBORN
Demétrio Sena - Magé
O que menos vejo em supostas mães de bebês reborn é motivo para rir. Tal assunto é sério; de saúde pública. Oposto aos que levam para o campo da personalidade, este leigo em assuntos de saúde ou doença emocional não teme dizer que há muita gente íntegra, de boa fé, culta, inteligente que está apegada aos bonecos como se a filhos e até netos.
Se não tenho diagnóstico médico para esse caso, posso pelo menos prescrever uma receita humana capaz de ajudar um pouco a essas pessoas. Ela concentra em sua fórmula, ombro amigo, atenção, ouvidos desarmados e nenhum julgamento. E se nada disso resolver, o que é possivel, quem foi capaz de se doar a tal ponto já terá oferecido um oásis no deserto afetivo dessas pessoas, sejam elas solitárias fisicamente ou não.
Se vamos dar conselhos às "mães" (e até aos "pais") de bebês reborn, que não sejam conselhos pejorativos; desses que desqualificam a inteligência ou as capacidades cognitivas delas. Muito menos a índole pessoal. O caráter. Ninguém conhece as angústias, o tamanho real da solidão, nem faz a menor ideia dos abalos estruturais por um possível trauma. Da confusão interna de quem chegou a tal ponto.
Talvez não possamos fazer mais nada por alguém que sofre dessa carência tão profunda e doentia. Entretanto, se já é falha de caráter nossa, não tentar fazer algo para dar algum apoio, não termos nem respeito só pode levar a uma conclusão: nós também estamos necessitados de ajuda. Também estamos profundamente doentes... e sem bonecos.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Indigestão mental !!
Só há indigestão mental
Quando não conseguimos digerir e saborear com maestria os três ingredientes de nosso prato da vida que se chamam juventude , média idade e 3 idade
Nesse menu não existe prato feito !!!!
Poema - Mães
Durante a gravidez
Os nove meses
Dentro da barriga
Um cordão que liga
Até o dia do parto
O útero é deixado.
Primeiros dias
Carinho e companhia
Necessita de atenção
Uma boa alimentação
Fraldas, cuidados e descanso
É normal sentir sono.
Mais grandinho
Mostrar os caminhos
Com os ensinamentos
Entendendo o desenvolvimento
Da sequência
De criança até á adolescência.
Desde do útero
Até virar adulto
No progresso de crescer
Sempre esteve com você
Elas sempre nos acompanhe
Assim são às mães.
Mamãe era uma dessas mães que vivia repetindo esses ditos populares:
"Quem nunca comeu melado quando come se lambuza!"
..escutei muitas vezes.
Como qualquer criança curiosa, fiz a pergunta sobre o tal ditado popular:
- Mamãe, por que você fala isso?!
-Ela me respondeu:
"Filha, essa expressão quer dizer que, quem nunca teve uma boa oportunidade (ou alguma coisa boa), quando a consegue, acaba não aproveitando da melhor maneira possível".
Honre-se todas as mães, encarnadas e desencarnadas.
Honre-se todas as mulheres, que passam por este planeta de provas e expiações conjugando o verbo amar em todos os tempos e formas
e, se fazem mães de algum jeito e maneira.
Um dia alegre e todo besuntado de amor!
☆Haredita Angel - 13.05.2018
Chegando o Dia das Mães, lembro-me da minha.
Todas as mães são muito especiais, eu sei, pois hoje sou mãe.
Mas a minha era a mais especial de todas, pois "ela era a minha mãe!".
Em meus oito anos de filha única, passamos muita coisa juntas...
Essa música (História de minha vida/Emilinha Borba), era uma de suas preferidas, entre um sorriso e outro, ela cantava... e me girava no ar... sempre sorrindo.
Um dia, enquanto a família crescia, ela esqueceu de cantar...
mas nunca esqueceu de sorrir, mesmo nos momentos de maiores angústias.
Mamãe, onde você estiver, receba essa singela homenagem dessa sua filha, que foi o seu primeiro altar.
Valeu, Dona Sula!
Haredita Angel-08.05.2015
Performance sua na travessa da rua sem saída
Constituída por passos ligeiros
De habilidade e maestria,
Invocando mais atração
Que uma potente ventania.
Gesticulações apuradas,
Dignas de uma profecia,
Bailando embrulhada
Num pano, assemelhada
A uma especiaria.
Coreografia impecável
Instantaneamente tecida,
Performance sua
Na travessa da rua sem saída.
Movimentos simultâneos,
Andamento de façanhas,
Combinadas de exatidão.
Exaltadas as proezas
Vindouras d' articulação.
Exauriam as reservas,
De um reles observador,
Magnetismo de uma leva,
Certeira como o arpoador.
Coreografia impecável
Instantaneamente tecida,
Performance sua
Na travessa da rua sem saída.
O calçamento vibrou
Quando a moçoila pisou,
Relando sua superfície
Exímia cirurgiã,
Fraterna como a artífice
Entalhando um talismã.
A sarjeta como corda bamba,
O coreto lhe empresta o estrado,
Os postes, os fios e a caçamba,
São auditório pro sapateado.
Virando a travessa no avesso,
O excesso é um sucesso reverso,
Versado no que venha ser controverso.
Coreografia impecável
Instantaneamente tecida,
Performance sua
Na travessa da rua sem saída.
Trance seus cabelos!
Assim já ensinavam as mães e as avós!
Para laçar os fios luminosos e sua coroa enfeitar,
Trance seus cabelos,
Para os pensamentos organizar, numa laçada branda e com a vida se conectar,
com aquilo que há de mais bonito em sua ancestralidade a dançar.
Trance seus cabelos para celebrar o sorriso no rosto e a fita colorida que paira sobre o ar!
Não importa se você é neta, filha, mãe, avó,
trance seus cabelos e sinta alinhar as energias no cosmo,
fio a fio, assim cada uma a trançar!
Honre sua força interna, ensine as mais jovens,
aprenda com as mais velhas e conecte-se com a medicina e as energias do sagrado feminino que já há!
Trance seus cabelos!
Nós, Mães Atípicas, sofremos muito com a imprevisibilidade no autismo, gerando ansiedade e estresse em desregulação emocional tanto para nós quanto para nossos filhos.
Entre um suspiro e outro, olhamos para o céu, pois é de lá que vem nossa força!
Lu Lena
Da marcha das Mães
passo a passo,
a toque de letras
na Nicarágua;
E abraços arrancados
e que sequer foram
dados na Venezuela,
Não te esqueças:
os filhos devem
integralmente
serem devolvidos
a cada uma delas.
Se é para apoiar,
não ofenda,
Se é para
a liberdade pedir,
não ofenda,
Se é para discordar,
não ofenda;
Porque conviver
num ambiente hostil,
Jamais compensa.
Há muita história
para contar,
Para que não
se repita
com soldados
em degredo
e em degrado,
Um processo
de perdão é preciso
para ver esse
povo reconciliado.
Mães do continente,
por elas não tem
como ficar contente,
Com fibra no peito,
e sangue quente,
Não nasci para ser
nessa vida indiferente:
o 'crime' que esses
filhos cometeram
foi pensar diferente.
Vem, me diga
onde está o General,
e se ele está vivo?
Até agora nada sei
desse imerecido
e absurdo castigo.
Maio é o mês mais
poético que existe,
Comemoramos
as mães e as noivas,
Você pode viver
o seu mês plantando
flores amando a cada
dia uma poesia
diferente mesmo
que seja só aquela
que sente sem
precisar escrever.
Toninho, meu filho
Que tempo esquisito
Que céu-nostalgia
No olhar do infinito.
Que vento, que sombra
Que saudade viva
Que tédio que ronda
Abraçando esta vida
Toninho,
Os anos passaram
As flores se foram.
Agora me resta a lembrança
Da minha emoção com a sua
Chegada no meu coração.
Toninho, eu te sinto
Te abraço no vento
Te beijo no tempo do meu soluçar
São noites e noites de insônia
E saudade querendo te ver
E poder te abraçar.
Meu filho, a chuva é saudade
E a dor é vizinha
Por isso, meu filho
Desnudo de dores
Despido de mágoas
Avante meu filho
Replanta tuas flores!
Oi, TONINHO!
Como vai, MEU FILHO?
Lembrando você aqui
Achei por bem perguntar:
"Como está você aí?"
Aqui a saudade é muita
A inquietude é maior
Preciso tanto saber
Se a vida aí é melhor!
Aqui continua tudo
Num desespero total
A gente atrás da sorte
E ela tão desigual!
Seus discos e seus troféus
Ficaram tão divididos
Viraram sonhos na mente
Pedaços de mim perdidos!
Até nem sei o que faço,
Para ajudar meu coração
Sinto não ter mais espaço
Para tanta recordação!
Boa noite, MEU FILHO
O sono vai me levar...
Quem sabe
Num dos caminhos
Ainda vou te encontrar...
BOA NOITE!
José Carlos com sua simpatia
Ouvindo a voz de Jacilene
Sentiu a grande amizade;
Entrando em sintonia,
Conversaram alguns minutos!
Aqui estão juntando as alegrias
Revendo por alguns instantes
Longas histórias, fazendo
Os corações palpitantes...
Se devem seguir avante,
Esse momento triunfante!
Jacilene bem decidida
Aqui chegou com uma proposta:
Conhecer de perto!
Indiferente do que seja,
Lembrando que és respeitador Educado, comunicativo!
Não olhando a distância
Entre a idade e a cidade;
És corajosa, decidida...
Não importa o que os outros pensem:
Conversando estão se entendendo
Os corações se amando...
Não pretende perder tempo!!!
Todo tempo é pouco pra quem quer
Recomeçar, aproveitando a vida
Ouvindo a voz do coração...
Cada um do seu jeito, buscando
A compreensão...
Sendo força e luz
Um para o outro, navegando
A mar aberto, ou buscando encontrar Lindas florestas e cachoeiras para
Nelas se banharem!!
Sou grata por ser mãe.
Filhos lindos, que são o centro do meu peito, os nomes mais sagrados que carrego na alma.
Gratidão por ser colo, por ser caminho, por ser direção, por ser mãe.
Vocês são o milagre diário que me reinventa todos os dias.
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