Poemas Melancólicos
O Delicado Poder de Decidir
Há decisões que não ferem moldam. Outras, porém, se recusam a nascer, e nessa inércia jazem os destinos não vividos, os amores que não se anunciaram, as auroras que jamais se ergueram. A pior decisão, portanto, não é a errada é a que se dissolve no medo antes mesmo de existir.
Decidir é confrontar-se com o abismo íntimo entre o que se sonha e o que se realiza. É um gesto de lucidez, uma convocação da vontade à arena da consciência. O indeciso acredita proteger-se na hesitação, mas ignora que a própria vida não suspende o seu curso para esperar-lhe a coragem. Nada é mais corrosivo do que a postergação disfarçada de prudência.
Não se colhem rosas a golpes de machado, porque toda conquista verdadeira exige delicadeza. O mundo interior responde não à força, mas à harmonia; não ao ímpeto brutal, mas à persistência serena. É necessário compreender que os frutos do destino não amadurecem sob coerção — são persuadidos pela paciência.
A vida, em sua soberana neutralidade, apenas reflete o cenário que lhe é oferecido. Se a alma lhe apresenta tempestade, ela a devolve em desordem; se lhe oferece jardim, ela o devolve em perfume. Somos, pois, escultores invisíveis daquilo que nos sucede.
Assumir a própria escolha é aceitar a dignidade de ser causa e não simples efeito. É o gesto silencioso de quem reconhece: “sou o autor do instante que me define.”
Porque viver, afinal, é decidir e decidir é despertar.
Cansei; cansei de tanta dor.
Dor do descaso, dor do acaso que serei.
Cansei! Cansei de disfarçar que tudo está bem.
Fiz até cantar... Agora! Confesso, nem isso me convém.
Sei que o certo é se calar.
Tampouco se queixar.
Mas, agora!
Me dói: a dor do acaso, que serei.
Eu a queria aqui agora
Eu a queria aqui agora
Por maior que sejam os ressentimentos, a saudade impera
Eu queria ao menos vê-la
Apesar de sua gigantesca ausência a gente supera
A gente espera que melhore
Que boas surpresas nos surpreendam
Que aquele beijo e aquele abraço sejam repetidos ou até superados
Que ótimas lembranças sejam substituídas por outras ainda melhores
Mas tudo isso só pode acontecer com ela aqui
Por isso... eu a queria aqui agora
Respeite o Estado Emocional dos Ouvintes
É preciso que aqueles que sobem o altar para ministrar a palavra de Deus, respeitem o estado emocional do público! Nem todos que estão ali para ouvir uma palavra de Deus, estão felizes ou animados para glorificar, repetir frases de efeitos ou fazer gestos proféticos. Na verdade ninguém é obrigado a nada disso!
Sabemos que a alegria faz parte do culto que dedicamos a Deus (Salmos 98.4; Salmos 100.1-2; Sl 122.1), mas a tristeza também. Sim, quem está triste, com a alma abatida ou desanimada, não deve ficar em casa ou esconder seus sentimentos no culto. A tristeza, a dor e a decepção devem ser trazidas ao culto, e apresentadas a Deus (Esdras 3.10-13; 1º Samuel 1.10-15; Tiago 5.13).
Portanto, aqueles que estão ministrando no altar, devem respeitar o estado emocional das pessoas, os que estão tristes não devem ser constrangidos; o culto não é um palco de entretenimento. O ministro está ali para ministrar uma palavra de Deus aos corações dos ouvintes, independente do estado emocional dos ouvintes.
Nenhum ministro do Evangelho deve se comportar como um animador de auditório, constrangendo os ouvintes que estão passando por um momento difícil a repetir bordões motivacionais, a dar glória a Deus ou fazer gestos infantis que não passam de truques emocionais, e que vão apenas constranger quem está triste.
Devemos pregar a palavra, e cabe ao Espírito Santo trabalhar no coração dos ouvintes, e cada um reaja á palavra da maneira que foi tocado naquele momento. Que cada expressão de louvor ou cada lágrima derramada seja espontânea, e não porque foram constrangidos pelo ministrante.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
"Por que foge da dor?"
O mundo acontecia! Eu chorava e sorria,
Por horas, em longos dias me escondia,
Das flores, das dores, dos horrores que eu não via.
Hoje, em solidão, sem jornal em corredores sem canções.
Pelas janelas, ouço sonhos e orações.
Pelas brechas de luzes que nunca se apagam vejo passos e murmúrios,
gemidos e sussurros.
Os corações estão em feridas,
que sonham em ser mais que uma só vida.
Meu lamento não é sobre despedida, nem sobre achar que não existe mais vida.
Meu lamento é um alento!
Meu alento é um momento!
Meu momento é um pensamento.
"Do mundo, das dores dos horrores eu não vi, hoje dessas dores dos horrores eu senti".
NO INTERIOR DA SOMBRA.
Há um quarto dentro de mim
onde a luz entra devagar
como quem pede licença ao sofrimento.
Ali guardo versões antigas de mim mesmo
rostos que sorriam por dever
silêncios que sangravam por dentro.
Carrego uma ternura exausta
que não aprendeu a abandonar
mesmo quando tudo já havia partido.
Existe um cansaço que não vem do corpo
mas da consciência.
É o peso de perceber-se falível
e ainda assim desejar ser digno.
Às vezes sinto que sou feito de ausências.
Caminho entre pessoas
como quem atravessa corredores de vidro
temendo quebrar-se ao menor toque.
O coração não grita.
Ele pensa.
E ao pensar
recorda cada gesto omitido
cada afeto não entregue
cada palavra que poderia ter salvado uma tarde.
Sou delicado demais para o ruído do mundo
e severo demais comigo mesmo.
Habito essa contradição
como quem aceita morar em ruínas elegantes.
Há beleza na tristeza
quando ela não se torna espetáculo
mas reflexão.
Ela ensina a ouvir o invisível
a reconhecer a fragilidade como matéria nobre.
Não quero aplausos
quero coerência.
Não desejo fuga
quero compreensão.
Se sou feito de sombras
que sejam sombras conscientes.
Se falhei
que o erro me eduque.
Se doeu
que a dor refine.
Porque a verdadeira grandeza não está em nunca cair
mas em transformar cada queda em consciência mais lúcida
e seguir.
Escritor Solitário
No cair da noite, o sussurro abafado paralisa a voz enfraquecida, e vão surgindo as primeiras palavras rabiscadas em um papel qualquer, que esvaziam da mente os pensamentos turbados e abranda a dor do coração ferido.
O papel e a caneta tornam-se amigos fieis das longas horas de solidão e vazio, onde por companhia, só se têm um travesseiro macio e salobras gotas quentes de lágrimas inocentes.
O tempo passa, e com ele se vão o encanto e a magia de um sonho fascinante, eternizando a força robusta do desejo frustrado.
As promessas de amor eterno são como nuvens escuras durante as tempestades fortes, que vem rapidamente, para tão logo partirem para sempre.
O vento forte sopra lá fora, uivando como uma música triste a embalar a melancolia do escritor, que mesmo não a vendo, escuta o som de sua voz o consolando no seu desafeto.
Toda a sua tristeza desaba nas vogais e consoantes como um furacão, que na formação das palavras, o transporta à um lugar seguro e feliz do mundo do faz de conta.
Amortiça a dor com a alegria das suas frases, que no momento tornaram-se o seu único e mais precioso tesouro.
E por companhia, só raça e a profunda solidão, que nos braços da saudade, e na melodia de fundo, reflete em seus versos poéticos, coragem e ousadia.
Nasce o sol, esconde a lua, inicia mais um dia, na aflição desse escritor, que para esquecer a sua dor, mistura música e cor, e na ternura de sua pena, a sua alma pequena, se cura com outro amor.
A sabedoria não tem idade...
Sabedoria não tem idade,
Sábio é aquele que pensa antes de julgar
E esquece as diferenças e aprende a perdoar.
Fica quieto para não discutir,
Sempre fala a verdade, não sabe mentir.
Nem todo louco é sábio e nem todo sábio é louco
Presta atenção e aprende, mais um pouco.
No fundo, no fundo do meu coração...
No fundo, no fundo,
Eu queria entender?
No fundo, no fundo,
Eu quero você.
No fundo, no fundo,
Eu estou apaixonado.
No fundo, no fundo,
Eu só queria está ao seu lado.
No fundo, no fundo,
Eu digo que não!
No fundo, no fundo,
Do meu coração...
Pensamentos de um poeta...
Eu quero pensar,
Não quero falar.
Eu quero ouvir,
Não quero fugir.
Não quero entender,
Não quero ler,
Eu quero escrever.
Não quero ser refém da dor,
Eu quero apenas um amor.
Não quero uma menina,
Eu quero uma mulher.
Que além de ser carinhosa
Sabe bem o que quer...
Não estou a migué,
Estou a procura de um grande amor,
De uma garota que me faça sentir calor.
Um sentimento que não pode ser explicado
Coisas que nós só sentimos
Quando o nosso coração está apaixonado.
Sei que você está em algum lugar,
Não demore, venha de pressa,
Venha me encontrar, pois
O meu coração já cansou de apanhar
E assim vou vivendo sem ela
Seguindo em frente
Com os meus pensamentos de poeta.
Não culpe ninguém pelo o que você faz...
Não culpe ninguém pelo o que você é,
Nem pelo o que você faz.
Procure uma igreja, que lá você
Vai encontrar a sua verdadeira paz!
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
Os teus olhos tristes...
Um dia vou te fazer muito feliz
Tirar a dor dos seus olhos tristes
Ainda trago tudo na lembrança
O verdadeiro motivo que te jogou
nesse escuro e nessa desilusão.
Naquele tempo eu não sabia como
aquilo iria ferir tanto teu coração.
Mas, desde a minha mocidade
eu não perdi a minha esperança,
E tenho fé no Senhor Nosso Deus
que antes de findar os anos teus
Eu verei seus olhos com felicidade!
Marta Gouvêa
O que muito vale muito exige. O mesmo se verifica com os metais: o mais precioso deles demora mais para ser fundido, e pesa mais.
E como o prazer é o primeiro e inato bem, é igualmente por este motivo que não escolhemos qualquer prazer; antes, pomos de lado muitos prazeres quando, como resultado deles, sofremos maiores pesares; e igualmente preferimos muitas dores aos prazeres quando, depois de longamente havermos suportado as dores, gozamos de prazeres maiores. Por conseguinte, cada um dos prazeres possui por natureza um bem próprio, mas não deve escolher-se cada um deles; do mesmo modo, cada dor é um mal, mas nem sempre se deve evitá-las. Convém, então, valorizar todas as coisas de acordo com a medida e o critério dos benefícios e dos prejuízos, pois que, segundo as ocasiões, o bem nos produz o mal e, em troca, o mal, o bem.
Se a sua consciência ainda pesa com certas atitudes, isso significa que você ainda tem algum caráter.
É um peso ter que ignorar determinados assuntos a fim de fazer com que certa união se mantenha saudável, e saber que essa 'união saudável' é temporária, se desfaz com verdades.
O LUTO e o NASCIMENTO são acontecimentos que unem verdadeiramente as pessoas. (TODOS IRÃO ENFRENTAR MAIS CEDO OU MAIS TARDE). A morte e o nascimento são fatos encantadores que sempre serão grandes mistérios da humanidade. Não sabemos o que vamos encontrar do lado de lá e quando voltamos também não nos lembramos de nada. Não devemos ver com maus olhos a SENHORA MORTE, em todo seu mistério, em todo o pavor que nos causa tem um brilhantismo. Sempre saímos da devastação causada pela PERDA com um ensinamento: Viva se queira viver mas sempre com a certeza de que há algo do outro lado.
O selvagem é como a criança; suas alegrias e pesares são tão vivos e violentos, quão passageiros e fáceis de se dissipar.
