Poemas Lya Luft fim de Semana
DESLEMBRAR (soneto)
Quando no verso deixar-te silenciado
Para habitar, por fim, a sensação fria
Em que nada mais no peito é agonia
Te peço que fique inerte no passado
Não mais quero o versar com poesia
Qual o rimar tinha sentido apaixonado
E o carinho tão latente e tão amelado
Ah, quero os versos sem essa profecia
Depois que te poetizar este apartado
A inspiração não mais terá saudade
E o cântico no sentimento será calado
A versificação terá então outra emoção
Em cada verso um reverso de liberdade
E o deslembrar o novo tom do coração.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 julho 2025, 17’48” – Araguari, MG
Uma sensação de felicidade? Pense nisso como um local de tristeza, mas em um momento de paz. Um fim de tarde em uma floresta escura, talvez.
É nesses momentos em que as horas passam, mas não importa. É como uma desistência, mas não um fracasso. Nada fica tão importante: o espelho, dinheiro, divídas, responsabilidades.
É como um sonho, um filme de romance da segunda década dos anos 2000. A cada minuto, o daquilo que me faz comer, menos isso acontece. E algo tão natural como o tic-tac me preocupa.
"E se eu estiver perdida..."
Talvez estar perdida não seja o fim, mas o início.
O início de uma travessia silenciosa entre quem eu era e quem estou me tornando.
Nem sempre o caminho é claro — mas às vezes, o que parece desorientação é só o convite da alma para desacelerar.
Para ouvir. Sentir.
E reaprender a confiar em mim.
É desconfortável não saber.
Mas é nesse não saber que mora a potência do recomeço.
Talvez o meu caminho agora não seja uma estrada reta.
Talvez seja um campo aberto, onde eu mesma vou plantar as pegadas.
E se eu estiver perdida…
Que seja no meio de mim mesma, me reencontrando.
Com amor, com verdade, com paciência.
Porque às vezes, o que parece caos é só a vida me ensinando a nascer de novo.
“Depois do Fim”
Amor, foi chama, foi luz,
foi abrigo em noite escura.
Mas também foi tempestade,
despedida, ruptura.
Nos olhos, um céu tão vasto,
no peito, um nó sem razão.
Te perder foi como um raio
partindo em dois o chão.
Mas da dor nasceu coragem,
na ausência, renasci.
Se o amor virou saudade,
a vida seguiu em mim.
Cada lágrima caída
regou o chão da esperança.
E aprendi, na despedida,
a força que a alma alcança.
Não fui feito só de encontro,
também sou de superação.
Resiliência me guia
pelos trilhos do perdão.
Hoje sigo mais inteiro,
mesmo com pedaços meus.
O amor partiu comigo,
mas a fé me ergueu dos breus.
Que a dor não seja o fim,
mas ponte para a mudança.
Quem sobrevive à separação,
renasce com mais esperança.
Enquanto o Sol brilhar
A gente vai viver até o fim
E nesse sonho tão vulgar
Eu quero me encontrar
E me perder
- "O Que Te Faz Bem"
FIM DE ANO
Ele expirou farto de dias,
levando consigo as desventuras vividas.
Porém, nos deixou o legado da experiência, da perseverança, da tolerância, do amor e sobre tudo da fé.
Ele vagarosamente agora se vai,
pra despertar novamente, cheio de vida e esperança.
As esperanças se renovam nos minutos que se seguirão, ao raiar de um novo dia.
Porém, nada muda se não mudares primeiro, tudo em você.
Então... Transforme-se, renove-se, creia em Deus e siga em frente; Receba o novo ano, totamente diferente.
Pois a misericórdia do Senhor, também será nova, novamente.
Feliz ano Novo!!!
Autor: Cicero Marcos
QUEM É DEUS?
Deus é um ser perfeito,
que não tem início nem fim,
é maior que o universo e menor que meu peito, pois cabe dentro de mim.
Cícero Marcos
Quero viver
acorda pra realidade
resolvi por fim em minha dor
agora vem você de novo
ja é tarde estou em outra
amor
diversas vezes eu lhe procurei
mas nem se quer você quis me ouvir
seu telefone sempre desligado
agora é tarde você quis assim
quero viver preciso me encontrar
dar adeus a desilusão
quero voltar a sorrir pra vida
espantar de vez a solidão
sei que você está arrependida
quero dizer que não te ignoro
a amizade foi o que restou
viver a vida é o que me importa agora
Não me dê o fim!…
Quero entrelaçar o infinito
No nosso gozo
Quente, fulgurante de chamas.
Quero me ausentar,
Presentear
Quando preciso.
...
Não bata os olhos,
E não me dê o fim!...
(...)
Observei tua boca,
olhos,
orelhas,
nariz…
De cima a baixo
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.
Mas onde esta o teu corpo
Que estava perto de mim?
Parte da poesia "Onde está o teu corpo".
(...)
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.
(...)
Parte da poesia "Onde está o teu corpo".
(...)
Vamos aproveitar
Segundos, minutos, horas, o fim, o começo
Como estivéssemos vivenciando
O gosto do último gole
De um prazeroso vinho
E passar a sentir a essência
De um grande perfume
Vou mostrá-lo que a vida
Não precisa ser tão longa
Para ser tão amada
Mas ela é curta
Para se ter
Inimigos.
Da poesia "Coração de pedra", essa poesia se encontra no livro "Toque de Acalanto: Poesias, Valter Bitencourt Júnior, 2017, Clube de Autores/Amazon, pág. 09, ISBN: 9781549710971.
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.
O ENTARDECER DE BELAS CORES
Autora: Profª Lourdes Duarte
A cada fim de tarde o céu ganha novo tom
Brilha o entardecer de belas cores
Mistura de cores, mistura de pensamentos
Tarde marítima, dunas finíssimas ou verdes campos.
O entardecer de belas cores tem seus mistérios
No cerrado, a tarde cai,
Sombreando a vegetação rasteira
Nos montes as eminências se azulam
Anunciando a noite que logo chega.
E mesmo quando no entardecer a chuva cai
podemos ver que ainda ali há cores e beleza
Nas gotas de chuva que cai sobre a terra
O brilho que cintila mostra sua beleza.
Entre todos, um astro se delineia com clareza
O sol que brilha empalidecendo no horizonte
Buscando descanso depois de um dia reluzente
Que ele descanse mas que aqueça seu coração,
Aonde quer que se esconda.
Ao entardecer meus pensamentos vagueiam
Ouvindo a melodia dos pássaros a revoar
Impossível não lembrar de você,
E dos momentos que juntos vivemos
Num temporal de amor, eu e você
Tempo ao Tempo.
Bem escrito.
Se o fim é inevitável , se é que existe fim, ele deve ser bem escrito...e assim foi.
Sua missão
Do princípio planejado ao fim premeditado,
Cristo o Deus-homem cumpriu o que a tempos era aguardado.
Sua aparição entre os homens não foi em vão,
Pois esvaziou-se para cumprir Sua missão.
Como esquece-lo, deixando de tornar notória a Sua vinda?
Que mesmo morrendo na cruz não significou o fim da Sua lida,
Apenas demostrou Sua soberania divina, vencendo a morte com a vida.
Pequenos somos a frente de tal ação caridosa,
Tornou Sua graça em nossas vidas, frondosa.
CHAMADO AO FIM
Hoje não me furtarei aos teus quereres.
Toma-me a atravessar esse abismo,
e me tornas rei sem cetro, em sonho.
Na imensidão desse mar ilusório, sigo.
Os riscos são meus, na margem de cá,
os prazeres são teus, na imersa parte de lá.
Chapisca acintosamente tua ingenuidade,
me cobres de predicados que só tu vês
e como deleite, açoita minha dopada resistência.
Mas tua audácia me enleva e me dá ânimo,
num suspiro profundo em querer te vencer
neste fatídico e irresistível capítulo do teu prazer.
Tempo ao Tempo.
O teste.
Misture uma porção de realidade, outra igual de ilusão e, por fim, uma de utopia.
Agite bastante.
Veja o resultado...as três não se misturam.
Quando a gente ta junto
É como se o mundo parasse
e quando nos damos conta,
já é fim da tarde.
O lado bom é que cada minuto Vale a pena
Mais o outro é a despedida , que dói
Mais confesso ,
Tu me tem de um jeito que ninguém nunca teve
Talvez tenha sido por que tivemos conexão desde o primeiro dia
Ou teu sorriso que eu sou completamente apaixonada
Se eu fosse te descrever , faltariam palavras
Mais Eu te amo
E não me arrependo nem um pouco de ter te escolhido entre todos os outros. Pq eu sei que é você , com quem eu vou me casar.
Atenta aos sinais do tempo,
Me vi perdida pelas ruas dos sem fim que há em mim.
Sou flor que se fez pedra para habitar o mundo,
Mas que não desiste de acreditar na força do bem que nutro aqui...
