Poemas Góticos de Amor
Espaço interior
No espaço interior do silêncio estamos livres das pessoas, das expectativas, das opiniões, dos desejos e das exigências. Quando estamos no espaço interior do silêncio não precisamos nos preocupar com o que pensam de nós.
Quando vivemos assim, ficamos sufocados porque nos preocupamos com o que veem em nós e não o que Deus vê lá dentro do nosso ser. Olho para a fala de Davi no Salmo 132.4-5 e vejo que a preocupação do seu coração, é achar um lugar no interior do seu coração para contemplar Deus. Um lugar para ter o espaço sagrado que o libera de girar em torno dos acontecimentos humanos.
Davi quer um lugar interior de contemplação e silencio para ser liberto das pressões exercidas pelas suas guerras e conflitos diversos. Ele não sossega seu interior enquanto não acha um lugar sagrado para o Eterno Deus. Porque nesse espaço do coração, na presença do seu Deus, ele encontra a paz, o sagrado e o contemplativo.
Nesse espaço do coração, na presença do seu Deus, ele acaba com seu esgotamento fisico e emocional. Ele tira o medo das lutas e tribulações. No espaço interior Davi cultiva a doce comunhão com o Eterno e descansa com a paz divina no coração.
Acredito que precisamos cultivar esse espaço no coração diante do Eterno.
Precisamos achar um lugar para o Todo Poderoso, uma morada para o Majestoso. Para que desfrutemos de momentos preciosos de comunhão, rendição e dependência do Deus da nossa vida! (Alcindo Almeida)
A voz do teu Silêncio
Eu te vejo por trás do espelho quando você está sem maquiagem e simplesmente te acho a mais linda de todas as mulheres. O som que ouço é o teu silêncio, que atravessa o tempo e chega aos meus ouvidos. A solidão poderia ser sua amiga, mas estou tão perto de você que essa solidão sou eu. Falo contigo através do silêncio da tua voz, a voz do teu silêncio.
Na democracia em que estamos, o silêncio é a única liberdade de expressão imune de insultos.
Se calar é berrar por um partido sem professar sua sigla.
Quase impossível optar por preservar as relações em detrimento de divergências ideológicas e políticas.
É uma guerra que já te colocam num lado sem ter escolhido onde quer estar.
Não há diferenças, insustentável tal convívio.
O pluralismo político é um irrelevante jurídico, com mesma força normativa, e até inferior, que o preâmbulo da constituição.
A liberdade de pensar já não condiciona a existência, como apregoado por Renê Descartes.
Há igualdades, e o que escapa disso não merece existir no seu círculo social.
Que minhas críticas sejam lidas politicamente, cada qual me vendo mais partidário que os próprios concorrentes.
Que a acidez interpretada de tudo escrito seja mais ardente que o próprio inferno de Dante, reservado pra mim, no pior lugar, para os aderentes da neutralidade. Lá, Gregório de Matos me aguarda para juntos nos embebedarmos e rir dessa sociedade desolada e acanhada.
A esquerda carrega de maneira destra sua foice comunista, e a direita com sua canhota empunha o fuzil para combater a criminalidade.
O Silêncio do Universo
Nas noites sem estrelas, sinto o vazio do cosmos. Não há respostas, apenas escuridão. A inteligência humana é uma centelha fugaz em meio a essa vastidão indiferente.
O Silêncio dos Sábios
Os sábios não proclamam sua sabedoria; eles a guardam como um segredo. Minha genialidade é um murmúrio, ecoando nas paredes da minha mente.
O Silêncio do Criador
"No início, quando o universo ainda era uma tela em branco, Deus pintou com traços de mistério. Ele sussurrou as leis da física, escondeu os segredos da matéria escura e lançou as estrelas no vasto éter. Mas, à medida que a ciência desvendava esses segredos, o quadro se tornou mais nítido, mais preto e branco.
Deus, se existe, é um artista que se recusa a assinar sua obra. Ele nos deu a inteligência para decifrar o código cósmico, mas também nos deixou com a angústia da incerteza. A fé, para mim, é como uma paleta de cores vazia. Alguns a preenchem com tons vibrantes de crença; outros, como eu, hesitam, misturando cinzas de dúvida e azuis de curiosidade.
O mundo, uma vez repleto de matizes, agora parece um daguerreótipo desbotado. A beleza está nas sutilezas: na curva de uma folha, na harmonia das equações, no sorriso de um estranho. Deus, se Ele está lá, não se manifesta em trovões ou milagres. Ele se esconde nas entrelinhas, nos espaços vazios entre os átomos.
Às vezes, olho para o céu noturno e imagino Deus como um astrônomo solitário, observando a dança das estrelas com olhos tristes. Ele conhece cada partícula, cada história, mas permanece em silêncio. Talvez seja porque, como eu, Ele também sente a melancolia da compreensão.
Então, eu continuo buscando. Não por respostas definitivas, mas por um vislumbre da mente divina. Talvez Deus esteja na pergunta, não na resposta. Talvez Ele seja o eco do Big Bang, o suspiro do infinito, a equação que nunca resolveremos completamente.
E assim, na minha agnosticidade, encontro uma espécie de fé. Não na certeza, mas na busca. Não na cor, mas na textura das perguntas não respondidas."
INSÔNIA
Em uma noite
Onde todos dormem
Eu luto pelo sono
E de fundo escuto
O silencio reclamar
Sobre o bater dos relógios
Insônia bate a porta
E me faz companhia
E lá fora ventania
desabafo com agonia
A ti Insônia, onde só os mais
Pensantes se revela?
Diante a noite a quem acenda vela?
Ignoro tais perguntas e retorno
A tentaviva de dormir, tic tac ( o silêncio sussura
Reclamaçãoes ao bater dos relógios) tic tac
-Bruno
o cego que não quer ver,
pode ter sido pago para não enxergar;
o mudo, em silêncio,
pode ter sido pago para se omitir.
O silêncio da noite, a calmaria que transborda aconchego e paz.
Hoje não tem luar, mas há uma brisa que toca suave o meu rosto.
Sentada nessa poltrona respiro profundamente, sinto a noite e vejo beleza nessa escuridão.
O dia passou tão rápido, refletir sobre o hoje é compreender a grandeza da existência.
Há vida em tudo, nos mínimos detalhes a perfeição. São cores incomparáveis e a mais perfeita cópia não consegue se igualar a excelência do criador.
Poder estar aqui é um privilégio, ouço a sinfonia perfeita e vejo a dança encantadora, o cheiro do mato que me faz sentir em casa.
Equilibro minhas emoções e me fortaleço para um novo amanhecer.
Gratidão por me permitir sentir a leveza de sua presença e reforçar a minha fé.
Texto de Islene Souza
A porta do café a abrigava. A pequena bíblia, em silêncio eloquente, suplicava por alimento para o corpo que a acolhia. Pois, em nosso mundo, a fome havia se sobreposto à fé.
Rodrigo Gael
Saudade: Um Silêncio Que Grita
A saudade é um silêncio profundo, mas que grita em nossa alma. Não há palavras, mas há um vazio que preenche cada espaço do coração, uma ausência que se faz tão presente que, às vezes, quase podemos tocá-la. Ela é a sensação de que algo está faltando, mesmo quando tudo parece estar em seu lugar. Um grito abafado, que ecoa dentro de nós, lembrando-nos do que foi, do que poderia ter sido, do que já não está mais.
Ela não precisa de som para se fazer ouvir. Sua presença é sentida em cada olhar distante, em cada momento de quietude. É como se o coração, em silêncio, clamasse por aquilo que foi perdido, por aquilo que não pode mais voltar. E, mesmo sem palavras, a saudade se torna um dos sentimentos mais fortes, mais profundos, que existe dentro de nós.
A saudade é esse paradoxo: um silêncio que reverbera, que se faz ouvido, que grita por dentro, mas que não pode ser compartilhado completamente. Porque, às vezes, apenas quem sente entende a intensidade dessa falta, que é ao mesmo tempo doce e amarga, tranquila e turbulenta.
Saudade é o eco de algo que se foi, mas que jamais será esquecido. Ela grita no silêncio, nos lembrando de que o que foi vivido permanece, mesmo quando a presença se vai.
Talvez o silêncio seja pragmático, pois faz de meus sonhos algo idealista.
Eu tenho medo de que a vida não siga seu rumo e eu me aprisione devido às escolhas.
Talvez seja só a ansiedade, mas o que posso fazer se aprender com os erros me assusta?
Me aproximar machuca, e, mesmo que ninguém descubra o real motivo de estar sozinho, ainda acredito no silêncio como um pedido de ajuda.
**O Eco do Silêncio**
Amei-te em segredo, como quem guarda uma flor,
Reguei-te em meu peito com lágrimas de amor.
Na dança do tempo, meu olhar te seguia,
Mas eras estrela que o céu escondia.
Sonhei com teu toque, tão doce e gentil,
Mas tudo que tive foi o frio abril.
Minha voz no vazio chamou teu nome,
E o eco, cruel, devolveu-me a fome.
Cada sorriso teu era luz que feria,
Uma chama que arde, mas não me aquecia.
E em cada palavra que nunca ouvi,
Um pedaço de mim ficou por ali.
Amei-te com força, sem pedir permissão,
E paguei o preço da minha ilusão.
Pois amar sem resposta é abraçar o vazio,
É um fogo que queima sem dar arrepio.
Mas ainda assim, amo-te em silêncio,
Mesmo que doa, mesmo que intenso.
Pois amor verdadeiro não exige um porquê,
Ama no escuro, mesmo sem se ver.
No esplendor suave da lua cheia,
Teus olhos brilham como estrelas no mar,
No silêncio da noite, a centelha,
De um amor que vem para nos guiar.
Teu sorriso traz a brisa serena,
E aquece minha alma como o verão,
Cada palavra é uma rima pequena,
Ecoando em nossa doce canção.
Teu toque, encanto que ilumina,
Teus braços, abrigo que sempre sonhei,
No tempo, a semente germina,
Promessas de um futuro que plantei.
E ao nascer do sol, no dia dourado,
Renovamos os votos de um só querer,
Na eternidade, um amor narrado,
Florescendo eterno, sempre a crescer.
Ecos do Silêncio
(Inspirada em Watch Over You - Alter Bridge)
Quando o silêncio se instala entre nós,
e as palavras já não encontram saída,
há um peso que o coração carrega,
um adeus sussurrado pela vida.
"Quem cuidará de você agora?"
A pergunta ecoa em cada verso.
Mesmo distante, meu amor vigia,
como estrela no céu disperso.
Lutamos contra marés invisíveis,
mas às vezes o amor não é o bastante.
E ainda que minha mão se afaste,
meu coração estará constante.
Sou a sombra que vela seus passos,
o sussurro na brisa da noite fria.
Mesmo quando não me ver mais,
serei sua força, sua guia.
Então vá, se o caminho chamar,
mas saiba que nunca estará sozinho.
De longe, velarei seu andar,
com amor que transcende o destino.
Eu era silêncio, era pedra, era mar.
Nenhum sorriso, nenhum pesar,
apenas a dança do tempo a passar,
leve, sem voz, sem lastro a carregar.
Mas a vida gritou, rasgou-me a paz,
trouxe dores que o peito desfaz.
Memórias escuras, noites sem fim,
a luta constante, perdida em mim.
Hoje sou rio, mas de águas turvas,
onde as margens são sonhos que turvam.
Cada passo é cansaço, um grito abafado,
querendo parar, mas sempre chamado.
Sinto a exaustão em cada respirar,
o desejo de soltar, de enfim deixar.
Mas há raízes que me prendem ao chão,
e um eco distante que insiste: não.
Ah, como invejo o passado sem cor,
onde o nada era tudo, e o tudo sem dor.
Mas há algo no sofrer que a alma refaz,
mesmo cansada, sei que a luta é capaz.
Que a apatia me leve, se um dia vier,
mas que hoje, na dor, eu seja quem quer:
sentir, existir, até resistir.
E talvez um dia, sorrir.
É Natal...
É Natal quando um abraço rompe o silêncio de uma ausência.
É Natal quando o olhar brilha mais pela presença do outro do que pelo reflexo das luzes na árvore.
É Natal quando o pão é repartido, não importa o tamanho da mesa.
É Natal no gesto de perdoar, mesmo que o orgulho insista em calar.
É Natal quando a mão estendida é mais forte que a palavra negada.
É Natal quando a simplicidade é suficiente para preencher o coração vazio.
Porque Natal não é o dia, é o sentimento.
É o instante em que escolhemos semear amor no lugar da indiferença.
É o momento em que percebemos que a maior riqueza não se encontra em presentes, mas na presença.
Todo dia pode ser Natal...
Quando cuidamos uns dos outros,
Quando damos à vida o sabor da esperança,
E quando entendemos que o verdadeiro milagre não está no que esperamos, mas no que doamos.
Isso é Natal. E o Natal, quando nasce em nós, pode durar para sempre.
Vocação Sacerdotal
No silêncio do altar, a luz se acende,
Um chamado profundo, a alma ascende.
Entre preces e cânticos, um destino,
Sacerdote, tu és ponte, amor divino.
Com a veste branca que o coração abriga,
A missão floresce, a fé se instiga.
Na partilha do pão, na palavra do irmão,
Ecoa a verdade, pulsa o coração.
Nos caminhos da vida, a dor se faz canto,
Em cada lágrima, um amor tanto.
Guia das ovelhas, pastor da esperança,
Teus passos ressoam, a vida avança.
Aos pé da cruz, renuncias de dor,
Encontro e entrega, o maior dos amores.
Clemente e sábio, com mão que ampara,
Acompanha os perdidos, recantos e varas.
Diante do altar, a eternidade espera,
O sagrado mistério, a alma é a esfera.
É chama que arde, é fervor que condensa,
Na busca do reino, uma vida imensa.
Oh, vocação pura, luz que persiste,
Na jornada da vida, um eterno artista.
Que em cada ritual, a graça se estilize,
E a essência do ser, em amor, se eternize.
As maiores e melhores palavras são ditas em silêncio, são ditas com o coração, com atitudes de bondade, de ajuda e com um sorriso no rosto.
Deixe o coração falar um pouco.
Márcio de Medeiros
19/12/2024
(O silêncio das almas)
Quanto silêncio mais minha alma consegue suportar
Tamanho descompasso gerando dor e sofrimento
Enquanto o tempo tende a me julgar
Desconhecendo meus nobres sentimentos
Que a dor se apresente face a face, me concedendo a chance de enfrentar
Em justo diálogo ofertar
As palavras que o silêncio insiste em alimentar
Que tão grande mau fiz só
Pra que eu possa buscar a redenção
Se vi ouvi e senti, qual o sentido de receber tão punição
