Poemas Góticos de Amor

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⁠Domingo sem sol

Esse dia sem cor
Contempla a solicitude
Encanta com harmonia do silêncio
Dessa reflexão tardia
Dessa imensidão de porquês.

Inserida por kaike_machado_1

⁠O silêncio

O silêncio é um sorriso
nós lábios,
E uma flecha no coração”
Ele abre a porta do medo
E faz convite a solidão
Chega assim sem avisar
Sem saber qual a razão
E mesmo sem ter motivo
Ele insiste em ficar
E se há algo positivo
É bem melhor pensar
Tudo antes de falar.


Inserida por evessantana_everaldo

⁠No ínfimo silêncio, fecundo ébria;
Ahh que bela coreografia...
Na coxia, a bela intérprete, envolta de espúria;
Mais uma vez, dançais no palco doente;
E o público aplaude, em olhar gélido e coração ausente;
Palhaços disfarçados, atletas moribundos;
Murmúrios ditam o insumo primário e facundo;
A psique distorcida, um teatro insano;
Que rejo-o, no centro do engano.

Inserida por Ryukendo

Silenciar.
Por Vezes aqui Venho
Em Silêncio. Apenas
Observo o Seu sentir,
Descrito no Seu Pensar.
Em Silêncio Permaneço,
Observando,
Lhe Vendo Passar.
Ricardo Mellen.. (*."

Inserida por RicardoMellen

⁠Aquele quase beijo,
com um respirar quente
o olho no olho durante um silêncio que diz tudo.
O testemunho de uma lua mágica que espiona
o beijo roubado.
Os momentos de simples bom humor
e o suspirar que te eleva
ao desconhecido...


Inserida por betinha360

⁠O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio
Mas deixaram suas marcas

Fagner

Nota: Trecho da música Noturno (coração alado).

Inserida por ANDREMURALHA

⁠Saudade de você é vento frio no peito,
é tarde que demora a passar,
é silêncio gritando teu nome
em cada canto que eu olho.

Saudade de você tem gosto de ontem,
cheiro de abraço que não veio,
toque que a pele ainda sente,
mas as mãos já não alcançam.

E eu fico aqui,
tentando vestir o tempo com tua presença,
costurando lembranças na alma,
até que o destino te traga de volta.

Inserida por geovana_carla

⁠Silêncio

Basta-me um breve olhar,
sutil como a brisa fria,
para que sintas em mim
o que minha alma diria…
– mas nunca direi.

Uma nota mal tocada,
ecoando na distância,
desfaz sombras e muros,
acende luz na lembrança…
– melodia que calarei.

Para que encontres meu ser,
entre as margens do vazio,
desfaço em névoa os meus passos,
me escondo em versos tardios,
– que em silêncio guardarei.

E enquanto não me percebes,
os dias seguem flutuando,
entre o ontem e o nunca,
onde o tempo vai passando…
– até que me apagarei.

Inserida por joemarro

⁠Nem toda letra vira música, mas toda dor vira verso.
O silêncio, quando canta, é mais profundo que o universo.
A verdade mora no que se esconde entre as linhas,
Nos vazios que a voz não preenche, mas ilumina.

A gente vai, tropeça, sangra, aprende —
Cada queda, um mapa; cada erro, um norte.
E mesmo quando a noite pesa no peito,
Amanhece. Sempre. O sol se põe no nosso jeito.

A dor? Só o primeiro acorde.
O amor? O refrão que insiste e reverbera.
Pronto pro beijo, pro abraço, pro recomeço,
Porque a vida é um disco riscado que gira no mesmo preceito.

Fantasia de novo, sem porquês, sem escalas:
Os sonhos não pedem licença, rompem as muralhas.
O medo é só tinta escura num quadro em branco —
Apago, recomeço. Tudo se refaz. Tudo é tanto.

O tempo não é linha — é espiral.
Cada volta traz a mesma estrela com luz diferente.
A estrada dobra, mas não some:
Ela é a cicatriz que virou ponte.

E quando o caminho parecer só incerteza,
Lembre: até o deserto guarda o eco de uma prece.
O que nos faz humanos é a fissura, não a perfeição —
O amor que racha, mas nunca perde a canção.

A dor é só o começo.
O abraço? O verso que se alonga no peito.
Fantasia outra vez, sem medo de ser brecha:
Os sonhos são asas. O resto? Só trincheira.
Tudo se refaz.
Tudo se refaz.

Inserida por Lenini

⁠Por aqui eu vivo bem
no silêncio da madrugada
tenho cantiga do vem vem
e uma tarde ensolarada
e as vezes quem muito tem
muita vezes não tem nada.

Inserida por guibson

⁠No silêncio da solidão, um canto a vibrar,
Um coração contente, a dançar e a cantar,
Sem precisar de aplausos, de um palco ou de um olhar,
A felicidade floresce, em meu próprio lugar.

Em cada passo, um ritmo, em cada olhar, um sol,
A paz que me acolhe, um refúgio sem igual,
Em cada sonho, um voo, em cada toque, um farol,
A felicidade reside, em meu próprio ritual.

Não busco companhia, em cada face sorridente,
A felicidade autêntica, é a que me faz contente,
Em cada instante, um presente, em cada passo, um recomeço,
A felicidade autêntica, é o meu maior desejo.

No meu jardim interior, florescem as alegrias,
Em cada canto, um canto, em cada abraço, a poesia,
A felicidade autêntica, é a que me faz feliz,
Em cada momento, uma dança, em cada instante, um bis.

Inserida por makezeencavanagh

⁠SOLIDÃO

-Te amei no escuro, onde não pude ver seu rosto

-Te amei no silêncio, onde não pude ouvir a sua voz

-Te amei no passado, onde pude me lembrar de você...

Inserida por VictorCarvalho

Silêncio Entre a Gente

⁠Num mundo tão vazio,
você foi… especial.
Palavras digitadas,
risos compartilhados,
tudo era tão leve,
tão inesperado.

Falávamos de tudo,
sem medir o tempo,
dividíamos segredos
no mesmo momento.

Mesmo sem te ver,
eu pude sentir sua presença,
como se a distância
não fizesse diferença.

Você foi mais que um amigo comum.
Foi abrigo
quando eu não tinha nenhum.
Agora restou só a solidão digital
e um adeus
que nunca foi oficial.

Te conhecia
até sem precisar falar,
mas hoje
o silêncio é grito entre a gente.

Estou preso
entre o orgulho
e a vontade de voltar,
mas o caminho de volta
parece diferente.

A gente se falava todo dia
risada, desabafo,
até teoria.
Mesmo de longe,
parecia irmão,
conexão de verdade,
tipo extensão do coração.

Mas bastou uma briga,
uns mal-entendidos,
respostas secas…
E agora?
Silêncio.

Só sei que a gente
parou de se entender.
E a pior parte é não saber
se ainda se importa,
ou se é melhor esquecer.

Sinto falta
das ideias aleatórias,
dos memes,
dos planos pro futuro,
das histórias.

Mas nem sei
se faz sentido
mandar um “oi”...
Vai que o que a gente tinha
já se foi.

Inserida por YRU18

⁠Talvez o que encante seja isso:
o silêncio que permanece,
mesmo depois que a voz se vai.”

Inserida por marcoantonio04

Aqueles que verdadeiramente me conhecem decifram, no silêncio que me reveste, as palavras que o mundo jamais escutará, mas que a alma, em segredo, clama. Fazei uso da vossa consciência, porém recordai: tudo quanto nela despontar não foi jamais por mim proferido — são apenas ecos do vosso próprio pensamento, que se apressa a dar voz àquilo que em mim permanece calado. O silêncio, esse, é o meu mais leal confidente.

Talvez, na cessação da guerra irracional, a paz ressurja — não para me reinventar, mas para me restituir ao sentido original do meu ser. Regressar à essência não é retorno à peça de origem, mas reencontro com o sopro que me é próprio, sem que para tal se invoquem, por necessidade, os moldes paternos ou maternos.

Huambo, 07 de Abril de 2025
In Crónicas da Vida

Inserida por Miguel87

⁠Te encontrei no silêncio que acalma meu ser,
como brisa que toca, faz a alma florescer.
Teus olhos, faróis que iluminam meu cais,
me guiam nos mares dos sonhos reais.

Teu riso é abrigo, teu toque é canção,
que embala o amor no compasso do coração.
És porto seguro, razão do meu verso,
meu mundo, meu tudo, meu universo.

Inserida por bruno_silvestre

⁠Sem você

Quantos pensamentos cabem em um segundo de silêncio?
Quantas lágrimas molharam meu rosto num dia longe de você?
Por que a distância nos aproxima tanto?
São tantas questões nesse quarto vazio,
Tanto sentimento nessa cama...

Sem você, sou metade, dividido por um terço, multiplicado por zero.
Sou uma palavra sem sílaba, sem vogal, sem conjunção verbal.
Sou vácuo em uma atmosfera,
Sou letra sem tinta, sou dia sem sol, sou mar sem água.

Sem você, sorrir é tão sem graça...
Sem você, o dia não passa,minutos são anos, horas séculos.
Falta muito para quarta-feira?
Queria que fosse hoje, queria que fosse agora.

É pedir muito você aqui?
Vem!

Inserida por DaviRogerio

⁠O Silêncio das Respostas

Me fala mais...
Me ajuda a entender —
o que se passa nessa tua mente
que tanto diz sem dizer?

É tudo real, ou fui eu,
que sonhei demais,
que criei mundos com mãos vazias
e castelos em temporais?

Esse grito que mora em mim,
vem de onde?
Vai pra onde?
Será saudade, será solidão,
ou só um eco sem nome?

Cadê você?
Cadê as respostas que o tempo esconde?

Vago...
Passivo...
Inconsequente...

Palavras estranhas,
frases sem tradução,
um idioma que talvez
meu coração
nunca vá entender.

Inserida por WisleneCardoso

⁠No silêncio da noite, ouço o teu nome,
Um sussurro suave que o vento me traz.
Teus olhos, estrelas que brilham e somem,
Refletem a luz do amor que se faz.

Teus abraços são laços que prendem minha alma,
Um porto seguro em meio à tempestade.
Em cada toque, uma dança, uma calma,
Desperta em mim a mais pura felicidade.

Te amo nas manhãs com o sol a nascer,
No aroma do café e no calor do lar.
Em cada detalhe, em cada amanhecer,
Teu amor é poesia que não cessa de amar.

E mesmo quando a vida nos desafia,
E as sombras tentam nos separar,
Teu sorriso é a luz que me guia,
É o farol que nunca deixa de brilhar.

Juntos escrevemos nossa história,
Com versos de amor e toques de dor.
Cada capítulo é uma nova vitória,
Pois te amar é o meu maior valor.

Então aqui estou, com meu coração aberto,
Para te dizer o que nunca é demais:
Você é meu sonho, meu amor mais certo,
E para sempre serei teu, em todas as pazes.

Inserida por alessandro_ferreira

⁠"Entre Ausências e Correntezas"

Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som.
Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar.
Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências.
O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida.
Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim.

O barquinho que me levava não era feito de madeira;
era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro.
Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar.
E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura.
O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho.
Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito.

Era como se ele lesse os meus silêncios.
Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei.
Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado.
E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu.

Em certos trechos, o barquinho parecia dançar.
Em outros, quase desistia.
Mas o rio nunca me deixou.
Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações.
Apenas aceita. Acolhe. Acompanha.

E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi:
apenas me tornei parte da correnteza.
Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência.
E, juntos, seguimos…
Eu, o barquinho, o rio — como testemunha
de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.

Inserida por rosangela_montano