Poemas Góticos de Amor
Que as gotas de chuva que molham meu cabelo,
lave a alma e as tristezas que a vida me acometeu,
e renove as minhas forças para viver.
Quero estar com você, morena
Quando o Sol sorrir pra nós
Que a tristeza é tão pequena
Quando estamos a sós
É triste mas a única mensagem
Que eu no dia recebo,
É de mim próprio a dizer que ainda se vai abrir a passagem,
Para chegar a coisas que eu ainda não percebo!
Podem dizer o que quiserem,
Só digam é que existi,
Fiz a um sítio a que a luz não chega uma viajem,
E até ia outra vez, mas prefiro lutar por ti!
Pelo que tu disseste hoje parece
Que o teu coração é o dele, e o dele é o teu,
Agora o que aí entre vós acontece ,
Fica aí e não volta para o coração que eu queria que fosse meu!
Deve haver uma razão
Por eu não pôr nos meus poemas um ponto final,
Porque a minha vida e o amor não têm um travão,
E hoje confesso que se tivesse já havia funeral!
Carta de despedida
Estou indo embora, e não parto sem tristeza.
É tão difícil dar fim a uma história que começou com tanta beleza.
Ontem eu sabia, mas hoje já não tenho tanto certeza.
Se sou capaz de viver sem você, se consigo ser minha própria fortaleza.
Eu perguntei pra rosa:
- Por que você esta tão triste ?
Ela me respondeu:
- Nem a minha cor e nem o meu perfume trouxeram ela pra você.
Eu respondi
- O seu perfume e sua linda cor não foram capazes de traze-la, então não chore pois os seus espinhos vão traze-la !!!
As noites ficaram mais tristes
E mais vazias
Noites essas que tinham um sentido
Sentido esse sendo embora
Foi embora por neglignecia
E falta de assertividade
A culpa reina nas noites
Culpa de não ser o suficiente
Não ser o suficiente para ela.
E não poder ter ela
A oportunidade descartada
E culpa da perda
Perda essa que parece um luto
O sentido dos meus dias mudaram
Mudaram para o pior
Não tenho mais o que me motiva
Não tenho mais as mensagens dela
E o afeto dela
Tudo isso foi embora
O sentimento de acolhimento
Com a esperança de uma vida melhor
Planos traçados diariamente por mim
Agora não valem nada
Isso que mais doí
Saber que não poderei ter ela
Que não poderei chamar de minha
E não poderei dizer que ela estará do meu lado
Meu pior erro foi se apaixonado
Pela pessoa errada
Pessoa essa que amei com todas minhas forças
Imaginar uma vida sem ela
Seria uma grande utopia para mim
Esse sentimento de perda é o pior que existe
Sentimento esse que não desejarei a ninguém
Que deixa um vazio, reflexões e falta de aceitação
A desconfiança começa a superar as qualidades
E medo volta, insegurança retorna
Sera que alguém vai me amar
Terá a paciência de entender meus problemas
Cada dia mais isso parece utópico.
MELANCOLIA
E passa o tempo, cabelos embranquecidos
Diversas outras, e mais diversa sensação
São como desejos sem vida e carcomidos
Nuns suspiros do destino soltos pelo chão
O dia se faz segundo, e a rapidez pousada
Enrijando as quimeras dos pobres mortais
Nem mesmo a tal imaginação é iluminada
E capaz de parar as frustrações enfermais
E o tempo implacável baila sem paragens
Enquanto o caimento avança impiedoso
E a ilusão, então, deita sobre as miragens
Passou, vai passando: do amor a poesia
Triste amador que não foi ser amoroso
Pois, lhe restará devaneios e melancolia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 setembro, 2021 – Araguari, MG
MINHA POESIA
A minha poesia já não é mais triste
Que chorava as agruras de outrora
Pois no meu verso a ventura existe
E o agrado, mora na estrofe, agora
Cada versar de dor, outro arrojado
Apagando as sensações sangradas
Não mais quero verso abandonado
Que sejam as emoções iluminadas
Em muitas prosas sozinho versei
Numa cena em vão, triste cenário
Porém, outra poética ao verso dei
E deste modo rompe nova fantasia
E todo o amor de antes, necessário
Aqui se encontra na minha poesia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Setembro 30/2021, 13’50” – Araguari, MG
Adriel para Ana (21 anos) ♥
Da melancolia a alegria,
Do pranto, ao contentamento;
Do espanto a lamuria, da Fúria a paixão;
Uma caixa de mistério um enigma;
Olhos de esmeralda acalma a alma;
Me levam a outra dimensão...
Como uma flor de lírio, faz me alucinar;
Estou com delírio, de me apaixonar;
A mente, sente, uma conexão de total sintonia;
Simultaneamente, os pensamentos brotam em total sincronia;
Realmente, posso acreditar, que me conecto com você por telepatia;
Dia angelical, a flor-violeta nasceu, e hoje tem 21;
Por efeito borboleta, como uma roleta ocorreu o destino incomum;
Imagino deus jogando cartas, escolheu dois Às, Ana e Adriel;
Nesse dia tão especial, vou elogiar 21 vezes meu anjo do céu;
Hoje você merece uma tempestade de amor perfeito, pois você é uma fada;
Abracadabra, a primeira vista a poção da paixão teve efeito;
Uma heroína, tem poder de aumentar a dopamina e me viciar,
Uma montanha russa de emoção, fomenta a adrenalina que nos faz aventurar;
Você é uma princesa e eu seu príncipe, um grande amor real;
Juntos construiremos castelos de sonhos pelo amor incondicional;
Você é a dama da beleza, da honestidade, do caráter, da sinceridade;
Você é uma princesa deslumbrante com personalidade exuberante;
Com muito carinho do seu eterno miminho;
Uma tristeza tão grande
Fecho lentamente meus olhos.
Trago pra bem perto as lembranças...
Saudades daquele tempo
Em que viver era tão leve... era como ser eterna criança.
O aroma do perfume.
Nos lábios do mel o sabor.
Emoções à flor da pele...
Tão lindo esse meu primeiro amor.
Hoje uma vontade imensa de para trás ir...
Pra dentro de um forte abraço
Meu primeiro amor trazer...
Olhar em seus olhos... sorrir um eterno sorrir.
Fecho os olhos.
Não quero ver ao que ao meu redor agora está.
É uma tristeza tão grande...
Pouco a pouco se diverte ela em me matar.
MORTE E RESSURREIÇÃO
A cada coração partido
Um sonho desfeito
A cada sonho desfeito
Um novo sonho surge
Não importa quantas vezes meu coração se despedace
Estarei sempre pronto a sofrer tudo de novo
Pois os ventos que levam a quem amamos
São os mesmos que nos trazem a quem aprendemos a amar
É isso que nos mantém vivos
A esperança de que o novo ressurja amanhã
E o desejo de querer amar de novo
Mesmo sendo o sofrimento uma certeza
E a possibilidade de um novo coração...
... Despedaçado
Por quê não podemos mais ser amigos?
E chega o dia em que nos deparamos com a triste realidade.
Aqueles amigos de infância ou de longa data, não estão mais por perto.
Aqueles amigos que julgamos um dia que ficariam conosco até o fim,
ficaram pelo caminho.
Sem deixar telefone, endereço, ou um abraço.
Porquê nos desiludimos com as pessoas?
Porquê não podemos ser amigos até que a morte nos separe?
Este é um dos mais puros sentimentos de amor que existe.
Irmãos por escolha, não por obrigação.
Porque quando de repente nos encontramos, não podemos simplesmente rir das palhaçadas e coisas engraçadas que a vida nos submeteu?
Porque a pergunta que não quer calar é:
Onde você trabalha?
Onde você mora?
O que você se tornou?
Assim você poderá julgar se é interessante ou não voltarmos a sermos amigos para se beneficiar desta amizade.
Amizade não se volta.
Amizade nasce e vive eternamente enquanto os dois (ou mais) corações continuarem batendo.
Amizade não se importa com a casa de pernas pro ar, com a marca de roupa que o outro veste, ou com o lugar em que estão.
O que importa mesmo é apenas a companhia.
É a alegria que o seu coração sente ao poder conversar ao vivo e a cores coisas que não se pode conversar com mais ninguém, só com você, ou, com agente mesmo.
Que me toque teu olhar...
tua vida... tuas mãos...
E me encha de felicidade
o meu triste coração.
Que me venham o teus lábios,
teu sorriso de manhã.
Venha tua malícia... tua sedução...
ardendo em beijos de hortelã.
Só não quero tuas lágrimas,
nem desejos que as tenha.
Quero teu fogo em brasa,
igual o fogo que devora a lenha.
A Ilusão da Tristeza é a carência de si mesma
E a loucura que nasce do seu ventre,
São bárbaros feitos de vidro.
O artista em sua essência é triste
Mas será que a felicidade não existe
Neste teu céu cheio de cores e alegrias?
O artista é triste pois assim é mais fácil pra fazer poesia.
Alegrias se vão, Tristeza não.
Tire da minha estrada a sua sombra,
dos meus olhos a sua imagem,
do meu corpo, o sonho e o desejo
de beija-la com os meu braços...
Delete tudo que meus olhos possam ver
e que me coração possa desejar e pedir...
Fuja de todos os amigos e de si mesma,
mas saiba que no calabouço do meu pensamento,
sem que lá seja minha prisioneira,
eu a olho a todo instante, cuido de você,
contemplo-te e amo-te do meu jeito,
seguro de que de lá nunca me deixarás...
Lá ninguém poderá rouba-la de mim...
Lá és inteiramente minha...
"Morreste?
Não! Tu eternizastes,
Pois,
A morte é apenas um manto
Transparente na minha mente,
E tu, cubriste o no barro."
Ezequiel Barros
Lágrimas secas b/e1, em memória de Genenciano Filipe Batista, saudades de te Pai.
ENTRE EUS E NÓS
Melancólicos são bons em assumir a culpa. Em reconhecer suas misérias. Em compartilhar suas incapacidades.
Nossa visão realista é boa. Muito boa.
Por outro lado, melancólicos se sentem seguros em seus desertos. Não que lá seja bom, mas é bom. Não que o fato de estar lá nos faça feliz, mas faz. Estranha bipolaridade que nos define. Curioso sofrimento que nos abraça.
Suas muitas lágrimas embaçam a visão e te impedem de enxergar o óbvio, Melancólico. Onde só vemos culpa, existe o amor do Pai. A rejeição parte de você mesmo, não Dele.
Ah, Melancólicos... se enxergássemos que o mesmo Deus que nos fez assim é o Deus que criou o consolo, o conforto...
Ah, Melancólicos... se soubéssemos que há muito mais deleite nos braços do Pai do que na solidão de um quarto...
Ah, Melancólico! Você usaria sua melancolia para ver o que os outros talvez não consigam ver. Sentir o que os outros talvez não consigam sentir. Demonstrar o que eles talvez não consigam demonstrar.
Não por sermos melhores, pois mais que todos sabemos que não somos. Mas por nossa sensibilidade extrema, avassaladora, profunda, sufocante... e isso eu garanto: nenhum deles tem.
Alegria, tristeza e sorriso
(Marcel Sena)
Dum sorriso uma lagrima cai, alvos dentes refletindo a luz do luar
De um embriagado momento de prazeres, divagações que a mente, mente.
Dum sorriso uma lagrima cai, doce semana corrida, trabalho, aula e academia.
Luta cotidiana, entre dizeres e fazeres, entrando e saindo sorrindo.
Dum sorriso uma lagrima cai, a face de um palhaço mascarado.
Brinca e folia, alegria levando ou tentando, aos próximos do coração
Dum sorriso uma lagrima cai. Um tormento nublando o coração e a mente
Tristeza sombria, por anos habitada, nunca notada, jamais perguntada.
Dum sorriso o planto rola, coração invernal, um apêndice das trevas
Uma hora desmonta, sobre um sorriso capenga, a tristeza repousa.
Um sorriso absorvendo as lagrimas, no corpo tenta enjaula-la.
Pronto, falso sorriso iluminando a noite. Recomeçamos a vida é um globo.
Cuiabá, 06 de maio de 2017
