Poemas Góticos de Amor

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⁠Gratidão.

Gratidão por tê-lo tecido,
por enxergá-lo,
por compreendê-lo,
e por firmá-lo no chão —
porque é sobre ele que dou meus próximos passos.

Estou de pé.
E subirei.

Não tirarei meus pés desse chão — piso firme, como quem pisa sobre serpentes.
Piso com confiança, porque os lábios que feriam, agora estão silenciados.
O veneno perdeu o efeito.
Na verdade… me fortaleceu.

Você não perdeu o valor.
Eu é que ganhei consciência.
E isso muda tudo.

Este texto é uma marca —
uma fronteira entre o que fui e o que estou construindo.
É o testemunho do homem que, dia após dia, pensou em desistir,
achando-se fraco...
sem perceber que estava resistindo.

Hoje, a minha mente é minha.
O veneno que me derrubava, virou alimento.
As conexões partidas se romperam com o ranger dos dentes,
mas abriram espaço para o silêncio fértil.

O amor que virou ódio,
o ódio que virou compreensão,
a compreensão que virou indiferença…
e a indiferença —
me libertou.

⁠Eu sou o que restou depois da tempestade.

Eles me procuraram.
O quebrado.
O derrotado.
Aquele que caiu e não voltou.

Mas não encontraram.

Porque eu renasci no silêncio das noites frias,
nas calçadas onde ninguém me ofereceu abrigo,
na solidão que me forçou a conversar com meus próprios fantasmas.
Eles queriam que eu desistisse.
Mentiram, me traíram, me empurraram até o fundo... e eu fui.

Mas lá no fundo, eu descobri uma verdade:
quem aprende a andar no escuro,
descobre o que é confiar em Deus.

Antes de tudo desmoronar,
eu escrevi nas paredes do meu quarto como quem já sabia que o fim estava próximo.
Palavras como alertas.
Como profecias.
Como quem já tinha morrido em silêncio,
e deixou ecos no lugar de explicações.

Falei das orações.
Do amor que nunca foi verdadeiro.
Da distância que eu previa.
Eu previ o que fariam comigo.

Como um homem caminhando de braços abertos para a traição,
eu deixei acontecer.
Em silêncio.
Sem vingança.
Sem olhar para trás.

Porque há olhos que você nunca mais encara.
Porque há feridas que provam sua honra.

Eu não precisei gritar minha dor.
Não precisei provar nada.
A vida recompensa quem caminha com honestidade.

E eu ainda estou aqui.
Mais inteiro do que muitos que tentaram me destruir.
Eu fui importante — mesmo quando não reconheceram.
Fui espelho.
E espelhos quebram quem foge da verdade.

Aos que buscam meu nome,
que encontrem minha força.
Aos que desejaram meu fim,
que assistam ao meu recomeço.

Eu sou o que restou depois da tempestade.
E o que restou… é indestrutível

⁠Certa vez, ouvi um orador diante de uma multidão dizer:
‘Não sei a quem você machucou, decepcionou ou feriu. Mas hoje, eu lhe digo: siga em paz.’
Naquele instante, algo explodiu dentro de mim.
Que tipo de facilidade é essa que concede perdão a quem talvez nunca reconheceu o próprio erro?
Será que perdoar tão prontamente — sem uma reflexão, sem um pedido de desculpas — não alimenta uma geração que evita a responsabilidade?
Uma geração que acolhe argumentos vazios, que prefere o conforto de um perdão automático a encarar a dor da culpa e a necessidade do arrependimento?

O perdão é nobre, mas não pode ser banalizado.
Declarar “eu te perdoo” sem consciência pode impedir a evolução de quem precisa amadurecer.
E negar esse processo, em nome de uma falsa paz, é enfraquecer o pensamento crítico, é sufocar o aprendizado que nasce da dor.
Perdoar não é esquecer.
É entender, é aceitar, é permitir seguir…
mas sem ignorar a responsabilidade que cada um carrega pelas marcas que deixou.

⁠O silêncio é ensurdecedor,
Mas tem Alguém ouvindo
A oração do seu coração...
Ele ouve e age,
Ele age, sem você perceber
Às vezes, faz doer
Outras tantas vezes, faz sorrir
Pra te fortalecer.
É assim essa coisa de Fé,
Em silêncio pede,
No silêncio Atende,
E na pausa,
às vezes, o milagre vem.
🙌
(vrf14)

Inserida por veraregina14

⁠Silêncio atípico” é uma expressão curta, mas carregada um grande significado. Ela descreve um silêncio que foge do comum — que não é o esperado numa certa situação. É aquele silêncio que estranha, que pesa, que faz pensar e refletir.
É quando se esperava apoio e houve omissão. Quando você de repente se cala.
É o tipo de silêncio que não passa despercebido — porque fala muito mesmo sem emitir som.

Inserida por Michele_Anjos

Enquanto Tudo Silencia

No tempo que escorre sem forma,
há um instante que não se mede
um respiro entre o caos e o acalanto,
onde até a dor se rende à calma.

É ali que florescem os pensamentos
que não ousamos dizer em voz alta,
palavras que pesam feito pedra
e voam feito poeira ao vento.

O mundo segue ruidoso e cego,
mas há silêncio no olhar de quem sente.
E nesse breve e sutil intervalo,
reconstruímos o que fomos por dentro.

Inserida por reinaldohilario

⁠No silêncio da noite, a lua sussurra,
Segredos de amores que o tempo apura.
Estrelas piscam, como risos distantes,
Guardando memórias em seus instantes.

Inserida por LAPYERRE

“ ”

Olá, eu sou Alice Coragem.
E hoje meu texto é diferente.
Porque minhas palavras são para aquele que quer ser lido.
Então eu vou te ler.
Meu texto hoje é em silêncio.











Sem as palavras,
Alice Coragem.

Inserida por alicecoragem

⁠Entre o Silêncio e o Vento

No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.

Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.

O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.

Inserida por reinaldohilario

⁠Às vezes, não é por respostas que a gente anseia e sim por uma tarde silenciosa o suficiente para nos ouvirmos de novo.

Até o próximo insight.

Inserida por BRUNAKATORI

Aos tolos ofereço o meu silêncio,
Porque a inteligência se
cala diante dos ignorantes.

Inserida por JoaquimGomesAlves

PENSANDO EM NÃO TE PERDER
Autora: Profª Lourdes Duarte

A noite chaga, depois de um dia quente de verão
Sinto que a cada minuto que passa,
A saudade vem como uma tempestade
Atordoando-me e sufocando meu coração.

Tua voz tão linda ecoa como sussurro em meus ouvidos,
E a solidão vem me sufocar nesta noite vazia
quando vejo o tempo passar em vão
Sinto a tua falta a me maltratar.

Fecho os olhos tristonhos , mais uma noite
Que irei te sentir em sonho
Sufocada pela saudade e um desejo que inflama.

Aqui neste quarto, frio e silencioso
Lá fora a chuva cai molhando a terra
E o que sinto, me faz viver pensando em não te perder.

Inserida por lourdesduarte

ESCOLHAS E ESFORÇOS
Profª Lourdes Duarte

A mente nos oferece mil opções, escolhas e o esforço correto para as conquistas definitivas. Ninguém pode fazer por nós o caminho, tudo depende do nosso esforço e persistência.
Pare então de olhar só para fora e de se impressionar com o sucesso alheio.
Olhe demoradamente sua consciência, sua harmonia interna; indague-se, faça
silêncio para que a verdade brote natural e que suas conquistas sejam trilhadas por caminhos que você traçou. Pense positivo e seja um vencedor!

Inserida por lourdesduarte

⁠A única possibilidade do encontro com o Divino perceptível, é ficando em silêncio equânime.
E calarmos, ou cessarmos as discussões mentais pra ouvirmos Deus!
Porém requer treino e tempo.

Inserida por dalainilton

⁠me sinto como uma Terra desconhecida
como uma ilha que ainda não conseguiram encontrar
não escrevo pra tentar ser poeta ou algo do gênero, escrevo porquê dói
escrevo porque a vida me rasga o peito
eu preciso ser decifrada, alguém tem de saber caminhar e conseguir sair do labirinto que existe dentro de mim
não sou um conceito, sou o silêncio encontrado em um enorme grito

Inserida por laisvilaca

⁠Dizem que saber fazer silêncio é sinônimo de sabedoria. Em alguns casos pode até ser que seja "um bom caminho", porém, nunca o melhor. Quando o silêncio é usado para ferir o outro, ele se torna uma das armas mais martirizantes. Uma forma de agressividade passiva que, muitas vezes, é pura "descortesia".

Adriribeiro/@adri.poesias

Inserida por adrianasantosribeiro

⁠A casa de agora,
É mortiça, a lucidez faz dela inabitável,
Cada canto moribundo está sombreado,
Todo móvel tem lembranças fantasmas,
O silêncio não é inocente,
O sentimento é uma densa fumaça,
Que impregnou a estrutura da alma desta casa,
Que não é mais lar, mas pedras sem graça,

Inserida por Madasivi

⁠Somente fica aqui um silêncio, importunando,
Tempo de respostas mudas,
Certeza só de ausência,

Inserida por Madasivi

⁠Dissonâncias,
Consonâncias,
Perfeitas ou Imperfeitas,
Bemóis ou Sustenidos,
Dobrados,
Bequadros,
Trocados,
Tanto faz a regra,
Que toque o som de alma,
Para acabar de vez,
Com este silêncio,

Inserida por Madasivi

⁠Céu pardacento,
Emoldurado pelas copas das árvores gris,
Deitado neste colchão de cimento,
Embatuco para amenizar parte da minha cicatriz,

Inserida por Madasivi