Poemas Góticos de Amor
Eu nunca toquei nele,
meu amor vive no silêncio, invisível,
um sentimento que cresce em segredo,
sem saber se ele sequer quer me ver.
Apenas o observo de longe,
com olhos cheios de um sonho só meu.
Ele é sol na minha manhã,
mesmo que eu seja apenas sombra em seu caminho.
Será que ele me notaria?
Será que minha voz faria diferença?
Ou sou apenas mais um rosto no fundo,
perdido entre a multidão que ele nunca vê?
Amar assim é um paradoxo cruel,
é segurar o mundo nos braços da incerteza.
E ainda assim, meu coração insiste,
como se a esperança fosse sua única morada.
Paraíso Secreto
Te quero em silêncio, no escuro, escondido,
Nosso amor proibido, um desejo contido.
A distância machuca, o tempo é cruel,
Mas quando te tenho, o mundo é um hotel.
No pouco que temos, fazemos milagre,
Teu toque é loucura, teu beijo é mensagem.
Nossos corpos se falam, sem medo, sem freio,
No instante que juntos queimamos em desejo.
E cada encontro é um voo perdido,
Rumo ao paraíso, num céu proibido.
Depois o silêncio, a espera, a saudade,
Até o próximo fogo, a próxima verdade.
Amor carente
Quando olho para a lua,
Vejo-me como estou na tua,
E no silêncio da noite na rua,
O meu pensamento flutua.
E nessa noite de luar,
Fui hipnotizado pelo teu olhar,
E logo, logo,comecei a lhe amar,
E com isso tive que me entregar.
Me entregar em uma noite fria,
Ao som de uma linda melodia,
Nossos beijos quentes em sintonia,
E preso em teus braços, tenho minha alforria.
Quando vejo essa noite enluarada,
Lembro-me dos teus abraços de madrugada,
Onde posso fazê-la sentir-se amada,
Porque sou louco por você,minha namorada.
Quando vem a noite em sua essência,
Os teus beijos libertando-me da inocência,
Então me entrego a você como na adolescência,
Sem medo e sem prudência.
Vem o amanhecer gelado,
Você me prendendo em teus braços,
Entre beijos e abraços,
Me regozijo e me desfaço.
Eu te amo tanto,infinitamente tanto,
E esse sentimento ecoa por todo canto,
Minh'alma se embriaga em um triste pranto,
De pensar em perdê-la tanto....
Lourival Alves
Amor é ser Casa e Abrigo
Amor é o silêncio que fala mais alto,
Onde a paixão, antes incandescente, se transforma em paz.
É a dança suave entre os olhares,
E o encontro de almas que se reconhecem no espaço.
Amar é enfrentar os medos, abraçando as imperfeições,
É no caos encontrar ordem, na dor, consolo.
O tempo se dissolve, mas o afeto cresce,
Com paciência, o coração constrói sua morada.
Não é apenas um querer, mas uma escolha constante,
De se apoiar, de se curar, de se reinventar,
Amor é ser casa e abrigo para o outro.
SimoneCruvinel
A Sublime Transcendência do Amor Perene
É no silêncio profundo, onde o tempo se aniquila,
Que se entrelaçam os olhares, imersos na infinita partilha.
Nos dedos que se encontram, como o fio invisível da existência,
O toque é eternidade, a carne se dissolve em resistência.
O amor verdadeiro não é mero vestígio,
Mas a essência que permeia, imortal em seu rito.
É o calor da alma que se transmuta em matéria,
E o perfume das promessas, exalando a imperiosa quimérica esfera.
No abraço, o ser se funde em um só corpo,
Onde cada respiração é um cântico solene, exposto.
As palavras tornam-se ecos, mas são silenciosas e plenas,
Sendo a boca apenas o ponto de transgressão das amarras pequenas.
O som da respiração é o zéfiro que acaricia,
E cada suspiro é a poesia de um amor que se eterniza.
Os lábios se tocam, e o gosto do beijo é a epifania do enigma,
Onde o desejo é sacramento, e o corpo, pura magnífica enigma.
É a cor do infinito, que se vê na aurora do ser,
A textura do silêncio que se torna a própria razão de viver.
O amor verdadeiro é o fogo alquímico, que purifica o abismo,
Onde o coração se eleva, transcende, e se torna o próprio cinismo.
Quando o mundo se desfaz nas sombras do cansaço,
É no abraço do amado que se encontra o espaço.
O amor verdadeiro não se apega ao efêmero,
Mas navega nos rios da alma, profundo e etéreo.
Em cada passo, é a perda e o encontro, o eterno movimento,
É o gosto da entrega, o aroma do discernimento.
A sinfonia do ser se dissolve no outro, numa dança inaudível,
Onde o amor verdadeiro se faz sublime, impossível, infundível.
No labirinto do tempo, um amor se perdeu,
Memórias desbotadas, um adeus que doeu.
Silêncio ecoa onde antes havia canção,
Um vazio profundo, uma estranha solidão.
Saudades que não sentimos, um paradoxo cruel,
A falta que se esconde, um véu de papel.
O coração emudecido, sem lágrimas a verter,
A alma anestesiada, sem nada a dizer.
Vestígios de um passado, em fotos amareladas,
Sorrisos congelados, promessas enterradas.
A rotina segue em frente, sem olhar para trás,
Mas a ausência persiste, em cada passo que dás.
Um amor que se esvaiu, como areia entre os dedos,
Sem deixar rastros, sem deixar segredos.
A vida continua, em seu curso implacável,
Mas a ferida lateja, em um canto inabitável.
Saudades que não sentimos, um enigma a decifrar,
A dor que se mascara, sem se revelar.
Mas no fundo da alma, um grito silencioso,
Um lamento contido, um adeus doloroso.
*Saudade Esquecida*
No silêncio da noite, ela se fez presente,
Memórias de um amor que foi ardente.
Esquecido, dizem, mas no fundo do peito,
A saudade surge, sem jeito.
Seus olhos, estrelas em um céu apagado,
Sussurram segredos de um tempo passado.
Cada lembrança, um aperto no coração,
Um amor perdido, uma eterna canção.
Nos cantos da alma, guardado está,
Aquele sorriso que não volta mais.
O toque suave, o abraço seguro,
Desvanecem-se no tempo, como um sonho obscuro.
A vida seguiu, passos leves, hesitantes,
Mas no peito, a dor é constante.
O que foi amor, agora é saudade,
Uma cicatriz profunda, marcada na idade.
Chorarei cada vez que te recordar,
Pois o amor esquecido, não se pode apagar.
E a saudade queima, sem cessar,
Um fogo eterno, difícil de amar.
A dor do amor é um silêncio profundo,
Onde as palavras falham, e o corpo padece,
É um lamento que ecoa no fundo,
Uma saudade que nunca se esquece.
É o coração partido em mil pedaços,
E a mente que insiste em reviver,
Cada toque, cada gesto, os abraços,
Agora sombras que não podem fazer.
O amor, em seu brilho, traz a beleza,
Mas também a tristeza de uma perda,
E a alma chora, sem nenhuma certeza,
Se o que foi vivido é dor ou promessa.
Na quietude da noite, a saudade é cruel,
Como a brisa fria que congela o ser,
E mesmo quando se apaga o céu,
A dor do amor ainda insiste em viver.
No silêncio da noite, um grito ecoa,
A vida desponta em um frágil alvorecer,
Uma mãe, em seu amor, tudo doa,
Oferece seu último suspiro para o filho viver.
Na dor sagrada, sua alma transcende,
O corpo se curva, mas seu espírito se eleva,
Num ato supremo, ao mistério se rende,
Deixando ao mundo a dádiva que enleva.
A luz da manhã traz um choro vibrante,
Um milagre em pequenos braços que nascem,
Mas na ausência dela, ecoa distante,
O sacrifício que jamais se desfaz.
Seu amor não cessa, é chama que aquece,
Mesmo longe, vive em cada sorriso,
Sua essência eterna permanece,
Um laço que tece o mais puro paraíso.
E ao olhar para o filho, o mundo compreende,
Na fragilidade, o amor mais profundo,
Mãe, heroína cuja força transcende,
Na entrega total, constrói um novo mundo.
Amor Verdadeiro
Amor que chega sem pedir,
É brisa leve ao entardecer,
Traz no silêncio um existir,
E no olhar, o puro querer.
Não é paixão que vai e vem,
Mas chama calma que aquece a alma,
Companheirismo que faz tão bem,
Um porto seguro, onde o coração se acalma.
É aceitar o outro como é,
Com luzes e sombras, com erros e acertos,
Caminhar lado a lado, com fé,
Em dias fáceis e tempos incertos.
Amor verdadeiro não se apressa,
É construção de um laço eterno,
Nas alegrias e nas promessas,
Na vida, o refúgio terno.
E assim, dois corações se unem,
Numa melodia que nunca se cala,
Porque o amor que é sincero e puro
É o maior tesouro que a vida exala.
Maior Presente
No silêncio que acalma, no olhar que confia,
O amor e a fé são a maior harmonia.
Presente divino que ao céu elevamos,
A prova do quanto em Deus confiamos.
Amar é doar, sem medida ou condição,
Ter fé é andar, mesmo sem direção.
Juntos, constroem uma ponte sagrada,
Que une a alma à morada encantada.
Pois o que damos a Deus, com pureza e ardor,
É a fé que renasce, guiada pelo amor.
E no altar do coração, humilde e sincero,
Oferecemos o presente mais belo e eterno.
SimoneCruvinel
Amor Silencioso
No silêncio da noite, meu coração sussurra,
Um amor escondido, que a alma murmura.
Teus olhos, estrelas que iluminam meu céu,
Mas em teu mundo, sou sombra, sou véu.
Caminho ao teu lado, sem que percebas,
Um amor que floresce nas pequenas belezas.
Teu sorriso é sol, aquecendo meu ser,
Mas em cada risada, eu me faço de esquecer.
Nos sonhos, te encontro, em mil fantasias,
Construo castelos, vivo alegrias.
Mas ao despertar, a realidade é fria,
Pois o amor que eu sinto, é só minha poesia.
Te observo de longe, com um olhar profundo,
Guardando em segredo um amor tão fecundo.
Minhas palavras ficam presas na garganta,
E o que eu sinto, em silêncio se levanta.
Se um dia souberes do que meu coração guarda,
Saberás que te amo, de forma tão tarda.
Mas até lá, meu amor, eu sigo a sonhar,
Com a esperança secreta de um dia te amar.
Após certa idade, criamos um novo olhar,
Amor por coisas que o tempo faz brilhar.
O silêncio suave de uma manhã serena,
Uma casa arrumada, uma mente plena.
O prazer de voltar para casa e seu lar abraçar.
Realizar pequena tarefas, sorrir, dançar e cantar,
Paz por não ter nada e ninguém a quem provar
Valorizando a leveza, e o mundo em volta a silenciar.
Menos do ruído que insiste em gritar,
Mais da doce calma que nos faz flutuar.
Assim, com o tempo, aprendemos a ver
As pequenas belezas que nos fazem viver.
"Vivendo as Bênçãos e o Amor de Deus"
Nos braços de Deus, repouso em silêncio,
Seu sopro dissipa as sombras da dor.
É d’Ele o tempo, o instante e o alento,
É n’Ele que encontro o mais puro amor.
A cada manhã, renasço em Seu ventre,
Filho da graça, herdeiro do céu.
No vento que passa, Sua voz me acende,
Na brisa que embala, Ele escreve o meu véu.
Se as dores do mundo me fazem vergar,
Se a noite se veste de angústia e pranto,
Em Suas promessas descanso meu mar,
Em Suas mãos, toda lágrima é encanto.
No cântico mudo que nasce do peito,
Um doce sussurro me leva a seguir.
Sua luz me habita, refaz-me em Seu leito,
E em cada passo me ensina a existir.
Se o medo me cerca com sombras e abismos,
Se os dias são feitos de pedra e espinho,
Seus olhos colhem meu choro em lirismos,
E fazem da dor um novo caminho.
Nos vales escuros, nos montes sem trilha,
Seu amor me envolve, farol imortal.
Nada me falta, pois tudo brilha
No peito aceso por luz celestial.
E assim sigo em paz, rendido e inteiro,
No colo divino que tudo refaz.
Pois quem se entrega ao Amor verdadeiro
Jamais se perde, jamais está só.
Elucubrações da madrugada
A paz do silêncio me envolve e alenta,
Exalando o néctar que ao amor se apresenta.
Perfume que transcende, uma chama a arder,
Avassalador, a paixão a florescer.
Um êxtase transborda, pura abundância,
Deixando rastros de felicidade e confiança.
O poeta se inunda em prazer profundo,
Sentimentos bons, como um eco no mundo.
A chama acesa, vibrante em sua essência,
Reflexo da Fonte Grande, pura emoção e presença.
Cada vida, um verso em constante vir,
Uma explosão de emoções a persistir.
Meu Grande e Único Amor
Eu não te amo em silêncio,
te amo com grito, com alma, com pele,
com a urgência de quem espera
uma vida inteira por um toque teu.
És meu começo, meu meio, meu fim.
Não existe outro, nunca existiu.
Desde que te vi, o mundo mudou de cor,
e tudo em mim passou a ser… teu.
És meu desejo mais sincero,
minha saudade preferida,
a razão dos meus olhos brilharem
e do meu coração bater em poesia.
Sei que amores vêm e vão,
mas o teu... o teu ficou.
Cravou-se em mim feito chama,
e incendiou tudo o que sou.
Não quero metade, não quero talvez.
Quero teu corpo colado no meu,
tua alma dançando na minha,
teu nome sendo o único que faz sentido.
Te declaro agora, sem medo algum:
És meu grande e único amor,
meu tudo, meu para sempre,
meu destino e meu lar.
No silêncio da noite, ouço tua voz,
Sussurrando segredos que dançam no ar.
Teu amor é a luz que me traz feroz,
A certeza de que sempre vou te amar.
Teus olhos são faróis na escuridão,
Reflexos de um sonho que nunca vai acabar.
Em cada olhar, encontro a razão,
E em cada toque, a promessa de nos amar.
Teus lábios têm o gosto da doçura,
Um néctar que embriaga meu coração.
A cada beijo, sinto a ternura,
E a magia que nos une em uma canção.
Juntos, construímos um mundo só nosso,
Repleto de risos e memórias sem fim.
Você é meu abrigo, meu porto seguro,
E em teus braços, encontrei meu destino assim.
Prometo te amar em cada amanhecer,
Ser teu sol e tua lua a brilhar.
Com você ao meu lado, posso viver,
A mais linda história que o amor pode contar.
"Silêncio que me fere, amor que me acende"
Calas-te, e teu silêncio tem o peso de mil oceanos. Não é um simples calar — é um eco surdo, uma ausência que grita mais alto que todas as palavras que um coração apaixonado já ousou dizer. Enquanto me calas, eu sangro. Enquanto te calas, eu me desfaço em lembranças. Porque o meu amor, quando te evoca, não fala em sussurros — ele ruge em lampejos de saudade que rasgam a escuridão do tempo.
Teu silêncio me atravessa como lâmina feita de distância. Meu amor clama com a urgência dos ventos que assolam os campos ressequidos da espera. Mas tu, amor, te escondes nas sombras das horas mudas, como se cada sílaba tua fosse um precipício — e o retorno, um risco que já não desejas correr. E eu — eu permaneço aqui, com a alma em carne viva, tocando a lembrança do teu riso como quem acende um fogo antigo que ainda arde em segredo.
Por que te calas, se meu coração fala em trovões? Em cada batida dele habita um poema teu — um vestígio do que fomos, uma promessa do que ainda poderíamos ser. Mas te calas. E, no teu silêncio, afundam-se todos os navios que um dia construí para chegar até ti. O amor não morreu — apenas ficou sem voz, como um pássaro que esqueceu o caminho de volta ao céu.
Eu grito. Com os olhos. Com as mãos. Com memórias. Meu amor grita — em versos, em delírios, em febres de saudade. E tu... calas. Como se não ouvisses. Como se o amor fosse um idioma que tua alma desaprendeu de falar. Mas eu sei: no fundo do teu silêncio ainda pulsa um eco do que fomos. E talvez, só talvez, teu calar seja medo. Medo de me ouvir — e descobrir que ainda sou tua.
Porque, quando o amor é verdade, ele não se extingue — apenas silencia para escutar o outro amar mais alto.
Amor amo-te no meu silêncio
nem as flores do meu jardim sabem
Quem diria que o perfume das rosas seria
O meu destino até ti.
