Poemas Góticos de Amor
O silêncio fala demais ao coração sobre paixão que quando se entrelaça com o amor se estende em plenitude fazendo o conquistar simples, porém intenso;
Meu silêncio é de luz que sem os devidos medos transpassa qual quer barreira translúcida;
Quero uma vida boa e intensa para não congelar meus sentimentos tão imperfeitos para que você possa me concertar;
O meu silêncio alimenta a sincronia de correr em direção ao amor sem se declarar ao certo;
Entrelaçando com os meus objetivos, abraço-os sem as dúvidas aparentes;
Porém o meu silêncio não define o que falo com os olhos;
O teu silêncio não me assusta... Perfuma... Teu amor não me confunde... Enfeitiça-me...
O vazio não se estende se eu estiver com você e nem muito menos você sem mim;
Quero você e não em pedaços, mas sim por completa, sonhar e viver nos meus abraços...
O meu silêncio no amor é um tanto barulhento
E as minhas ansiedades nunca foram escondidas
Os meus sentimentos nunca me ensinaram
A guardar só para mim
Se me entrego pelo amor
Só se assusta
Quem sente dor...
Oh... Mulher inocente
Venha me provar
E me tenhas como
O seu homem
Que te darei
Evidências para viver;
Falaste de amor com certa facilidade... Mas prefiro ficar em meu silêncio
Pois na virtude do amor quem muito fala nada faz sem atitudes
E quem se acha importante na verdade é fútil e nada tem a acrescentar;
Porém me calo e deixo as circunstâncias tomarem uma direção única
Para amenizar as dores como a cana azeda que todo gosto engana;
As palavras declina em situações improvisadas ao coração;
Em meu mundo o silêncio fala mais alto
O amor é a força maior e a simplicidade
Inspiração de um amanhã...
Entenda a língua do amor
Ouça a voz do seu próprio coração
Não deixe que o silêncio seja o teu obstáculo
Nem que as palavras a tua perdição, entenda os sentidos;
Caia pela emoção
E não se ausente saiba escolher a direção
O caminho da grandiosidade o caminho que leve a paixão;
É preciso se compreender para dar partido
Ou ser livre por amor, em silêncio ou cantando...
Seja lá como for... Que não tenham marcas da dor
Em não desistir para se arrepender e não implorar, por favor;
O meu abismo canta em silêncio em mim;
Eu sempre achei que o amor me salvaria
Mas com prazo de validade
Não foi o que eu queria;
Por onde anda o amor? Se escondendo das extravagâncias mundanas?
Ou se guardando em silêncio e buscando o seu entendimento pelo valor?
Por onde anda o amor? Será que saiu de cena e se esconde para não ficar mal visto ou prefere ficar as espreitas, como tanta gente pensa?
Não! O amor não é desse calibre, porque o amor é sincero, não se esconde... Ele é livre, Ele cuida, ele guarda, é paciente... Não exige, mas respeita;
o amor perdoa, O amor abre mão, mas também sabe dizer não, eu só sei que o amor é assim... O amor mora em você e o amor mora em mim!
O amor não morreu, apenas repousa para quando renascer possa eternizar e ser uma coisa boa!
E agora sei por onde o amor andou... Pelo coração de quem está apaixonado ou no coração de quem um dia amou;
Onde andas que te ouço
Num canto que me enlouquece
No silêncio da noite
E me faz vibrar de amor.
Cada dia te sinto mais perto
Num abraço de almas
Que se conhecem profundamente
Tão belo e forte este sentir meu amor.
Palavras e gestos ocultos
Trazem silêncio na noite
Nascem versos de amor
Escritos nas estrelas
No céu bailam Anjos
Ao som de belas melodias
Sonhos enviados ao universo
Esperam resposta
Na certeza que tudo tem retorno.
as lembranças
as memórias
o silêncio
o amor morreu
tua voz
perdi a hora da vida
o luto do sentimento.
"O Preço do Amor"
Recebeste em silêncio o calor do meu colo...
Nas noites sem sono, eu vesti tua dor...
Meus braços foram teu primeiro consolo...
E minha vida, teu mapa de amor.
Dei-te o tempo que o mundo não dava...
Fiz do meu peito abrigo e guarida...
Com lágrimas minhas tua febre baixava...
Cada cuidado, uma parte da vida.
Mas eis que o tempo virou o espelho...
E os dias dourados se foram no chão...
Agora cansada, suplico um conselho:
Preciso pagar-te por um coração?
Se não há salário, não há gentileza...
Se não tem valor, não sobra afeto...
Sou só tua mãe — sem mais nobreza,
Na velhice, teu olhar ficou discreto.
Ah, filha querida, onde está tua alma?
Trocastes o amor por um contrato frio?
Esqueceste da fonte, da estrada, da calma,
Do leite ofertado nos dias vazios.
Talvez um dia o mundo te ensine,
Que afeto comprado tem prazo a vencer.
E quem vende o tempo por um “me convine...”
Não sabe o que é realmente viver.
No seu próprio lugar
Esse silêncio ruidoso sempre a me acompanhar.
Um amor se parte.
Cacos por todo lugar.
Meus pés sangram.
Melhor não me movimentar.
Coração sangra.
A dor da partida.
Uma agonia lenta...
No passar lento do vento.
Um sussurro.
Tudo vai passar.
Então não importa tudo o que está a sangrar.
Tudo daqui a pouco estará curado.
Tudo estará no seu próprio lugar.
Contigo nesse amor
Deixemos no silêncio dos olhares
Tudo que o amor nos fez sentir.
Não procure as palavras
Ao que o coração foi dito por encanto.
Só nos deixe saber
Sem temor e sem pudor
Que nos queremos
Nesse amor que não tem fim.
E até que cesse a luz dos teus olhos,
Até que venha o teu último expirar,
E, sem mim, repouses o teu último sono,
Deixe ao menos que eu espere por ti...
Eu me verei no último raio de luz dos teus olhos,
O meu amor Inspirará o teu último expirar,
Transcenderei o teu sono após o meu
Para acordar do outro lado contigo nesse amor.
Edney Valentim Araújo
O saber
Procuro a paz desse amor
Que apascenta a minha dor.
O silêncio do teu coração
Ensurdece meu clamor...
É neste riso frio
Que sufoco meu gemido
No ardor de minha dor.
Se de dia ou de noite
Não importa como for,
Nada faz com que eu te esqueça...
Não há fogo que me aqueça
Se não for o teu calor.
Aquieta-te, oh minh‘alma...
Ela saberá do teu sofrer
Sem de ti compadecer,
Tua aflição sofrerá sozinho
Pra dividir com ela
Só o “saber” do teu amor.
Edney Valentim Araújo
Quando
Quando o silêncio
Fala mais alto
De que o alarido do grito
Eterno deste amor...
Quando a luz
De um olhar
É mais intensa
Do que o brilho das estrelas...
Quando a singeleza
De um sorriso
Alegra o corpo
E toca a alma...
É momento de reconhecer
Que estou rendido
Por inteiro
Ao teu amor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
