Poemas Góticos de Amor

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Aqueles que se divertem rindo dos outros
na verdade
se escondem do pranto de si mesmos.

Inserida por MiriamDaCosta

⁠"Luto"

No luto, descobrimos que lutar é uma questão de sobrevivência, sem sabermos aonde foi parar a nossa existência.

Inserida por tatyanenicklas

A PRECE: Genuflexão da Alma diante do Eterno.
CAPÍTULO IV

A prece não é apenas o murmúrio dos lábios ou a repetição de fórmulas já gastas pelo hábito. Ela é sobretudo a genuflexão da alma, uma inclinação silenciosa do ser íntimo diante da grandeza infinita do Criador.

Léon Denis, em suas páginas de suave elevação, recordava que a prece é o fio invisível que nos liga aos céus. Não se trata de um gesto exterior, mas de um movimento interior: quando o coração se curva em reverência, o espírito se ergue em luz.

A ciência dos Espíritos, revelada por Kardec, confirma esta verdade. A oração é força viva que, partindo de nós, percorre o espaço como onda sutil, alcançando aqueles a quem desejamos consolar, socorrer ou agradecer. Não se perde uma súplica; todas encontram ressonância nos planos espirituais, onde inteligências superiores as acolhem e as transformam em bênçãos.

A prece não muda as leis eternas, mas transforma quem ora. Modifica o ânimo, pacifica os sentimentos, ilumina o pensamento. O homem que ora abre as portas de sua consciência para que a esperança o visite, e, nesse instante, o desespero cede lugar à serenidade.

Assim, a prece é diálogo da criatura com seu Criador, ponte invisível entre a terra e o céu, eco da eternidade no íntimo do ser. É a genuflexão mais pura: aquela que se faz não com o corpo, mas com a essência imortal que somos.

Pois, quando o coração se recolhe em oração sincera, o próprio universo parece escutar, e Deus responde em silêncio, pelo alívio que desce, pela coragem que renasce, pela paz que se instala.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A existência corpórea é apenas um estágio, jamais o fim. Os que chamamos de mortos seguem vivos, e sua presença nos envolve como brisa suave que não vemos, mas sentimos. A certeza espírita nos mostra: a vida não cessa, e o amor é mais forte do que a separação.

O túmulo não encerra vidas; apenas abre horizontes mais vastos para reencontros felizes.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O Delicado Poder de Decidir

Há decisões que não ferem moldam. Outras, porém, se recusam a nascer, e nessa inércia jazem os destinos não vividos, os amores que não se anunciaram, as auroras que jamais se ergueram. A pior decisão, portanto, não é a errada é a que se dissolve no medo antes mesmo de existir.

Decidir é confrontar-se com o abismo íntimo entre o que se sonha e o que se realiza. É um gesto de lucidez, uma convocação da vontade à arena da consciência. O indeciso acredita proteger-se na hesitação, mas ignora que a própria vida não suspende o seu curso para esperar-lhe a coragem. Nada é mais corrosivo do que a postergação disfarçada de prudência.

Não se colhem rosas a golpes de machado, porque toda conquista verdadeira exige delicadeza. O mundo interior responde não à força, mas à harmonia; não ao ímpeto brutal, mas à persistência serena. É necessário compreender que os frutos do destino não amadurecem sob coerção — são persuadidos pela paciência.

A vida, em sua soberana neutralidade, apenas reflete o cenário que lhe é oferecido. Se a alma lhe apresenta tempestade, ela a devolve em desordem; se lhe oferece jardim, ela o devolve em perfume. Somos, pois, escultores invisíveis daquilo que nos sucede.

Assumir a própria escolha é aceitar a dignidade de ser causa e não simples efeito. É o gesto silencioso de quem reconhece: “sou o autor do instante que me define.”

Porque viver, afinal, é decidir e decidir é despertar.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A DISCIPLINA DO ESPÍRITO ANTES DO IMPULSO.

“Pensar antes de agir é o primeiro ato da razão soberana. Reagir antes de pensar é a abdicação silenciosa da consciência.”
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
O pensamento é o intervalo sagrado entre o estímulo e a decisão. Nele repousa a dignidade humana, tal como sempre foi compreendida pelas tradições clássicas da ética e da filosofia moral. Agir sem refletir é entregar o governo da alma ao acaso das paixões, enquanto pensar antes de agir é restaurar a hierarquia natural, onde a razão conduz e o instinto obedece.
A reação imediata nasce do automatismo psicológico dependente do desequilíbrio e da desordem. Já o pensamento pausado é fruto de educação interior, de memória histórica e de autocontrole, virtudes que o passado sempre soube preservar e que o presente insiste em esquecer, por razões pessoais bem egoístas. Quem pensa governa. Quem apenas reage é governado.
Que cada gesto seja precedido pelo silêncio do juízo, pois é nesse breve recolhimento que o ser humano reafirma sua grandeza moral e reconquista o domínio de si mesmo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Todos chegaremos em um último dia, mas ninguém é consciente desta data, e nem o que será após.
Por isso, não seja tão passivo(a) diante do tempo, e nem guarde o seu melhor para depois. Diga aos seres queridos, o quanto que os ama. Não só diga, mas faça-lhes sentir.
Porque o grau de saudade e as lembranças que vais deixar na terra, é o que irá definir - justamente - se a sua história em vida valeu a pena, ou não!

Inserida por marachan

Quieto

Em leito, sinto
Oh quão frio
Lobo só, sem matilha
Não tema
Está só!
Não reclame, diziam eles
Engula o choro!

Em leito, sentia
Já não mais
Mas, nada!
Frio sou
Não!
Tornei-me

Em leito, sentiria
Na pele
Seleção natural
Quantos lobos
Não entendo
Algo errado

Em leito, sinto
Coração, não mais
Odor pérfido
Não eram lobos
Abutres
Liberdade, enfim?

Inserida por DanielAvancini

⁠Ecos de uma guerra sem fim

Os mortos sabem o que os vivos insistem em negar: a guerra nunca termina. Ela se esconde nos becos e nas esquinas, na miséria que grita silenciosa e nos olhares vazios de quem perdeu tudo, menos o desespero. A farda que um dia vesti carregava o peso de um mundo que sangra, mesmo quando teima em se cobrir com um véu de paz ilusória. Cada dia de patrulha era uma batalha travada não apenas contra homens armados, mas contra as sombras que habitam o coração da sociedade.

Quem segura um fuzil aprende que a verdadeira guerra não está apenas nos disparos ou nas trincheiras; ela está nos ecos que esses sons deixam na alma. O som seco do gatilho não se cala. Ele reverbera nas noites de insônia, nos pesadelos que queimam a mente e nas lembranças que jamais se apagam. Deixar o front não é suficiente para calar esses ruídos. Uma década já se passou desde que me reformei, mas ainda carrego comigo os rostos dos que ficaram para trás e as histórias que nunca serão contadas.

Apenas os mortos encontram o fim da guerra, pois para os vivos, ela continua de formas diferentes. Cada dia longe do campo de batalha é uma nova luta contra os fantasmas que o dever deixou. Esses espectros habitam o silêncio, a solidão, a memória. A farda pode ter sido guardada, mas o espírito do guerreiro não descansa. Ele permanece, marcado pelas cicatrizes invisíveis de uma guerra que não se apaga, mas se transforma em um fardo que poucos conseguem compreender.

A paz, para quem já viveu a guerra, é um sonho distante, quase impossível. Ainda assim, é o que nos move, mesmo sabendo que ela talvez nunca se concretize. A ilusão de que a guerra tem fim é o que mantém muitos vivos. Mas eu sei, como sabem todos que enfrentaram o abismo, que a verdadeira batalha não se encerra no cessar-fogo. Ela continua, para sempre, nos corações daqueles que sobreviveram.

Inserida por italo0140

⁠Fragmento VIII - Violência simbólica II

É em tal precipício de pulsões que o fortuito cumpre o hábito.
A brisa torturante varre o antídoto da inópia, assim,
não pode experimentá-lo nem morte, muito menos vida.
Não há armas nessa peleja; nem tampouco ato que livre.
Parcas águas não podem saciar o homem sem domínio de si,
obstinado a beber daquilo que lhe é comum.

Inserida por CatarinaL

⁠A meia lua

Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.

Inserida por CatarinaL

⁠Uns vivem com medo de morrer
Uns vivem querendo saber à respeito de vidas passadas
Uns vivem querendo saber se existe vida após a morte
Todos acima não estão vivendo a única vida que temos para viver no momento.
Viva com intensidade e responsabilidade a sua vida, pois essa vida é um caminho só de IDA sem volta.

Inserida por Carloseduardobalcars

Padrões repetitivos, estereótipos, ninchos fomentadores de egos, redes sociais, grupos, caixas agrupadas, previsibilidade.
Todos estão nessas perspectivas de vivência na sociedade.
Pessoas ditas "fora dos padrões" também formam um padrão. Eu entendo, todos querem pertencer algo, ter afagos, elogios, jogos comportamentais.
Sair da matrix é algo doloroso e extremamente solitário, mas quem sabe também não exista um padrão nisso? Apenas difícil de ser identificado à primeira vista.

Inserida por Vanspakes

⁠Nesta madrugada fria ,lembro -me de você,que apareceu em minha vida como o sol que nasce para iluminar o universo.
Contigo vieram as estrelas e a lua,que lá da imensidão dos céus brilhavam sobre a terra iluminando os meus passos cambaleantes.
O vento trazia consigo o aroma suave da primavera ,que se espalhava , e
e a atmosfera alegrava os pássaros e inebriava minha alma.
Mas o inverno chegou:o sol,as estrelas e a lua,que antes iluminavam,deixaram de iluminar,ocultando-se entre as nuvens levando você e deixando comigo somente as lembranças deleitáveis do passado.

Inserida por paulo_fernandes

Batalhas: que nunca deixem de existir;
Derrotas: que sempre me aprimorem;
Vitórias: que sejam mais que derrotas;
Inimigos: que me ensinem e aprendam comigo o valor das batalhas;
Amigos: que sejam verdadeiros e estejam comigo custe o que custar;
A Morte: que não me alcance tão fácil;
A Vida: que seja uma constante de tudo isso que é viver.

Inserida por FranciscoFontes

Ó Senhor Deus nosso, já outros senhores têm tido domínio sobre nós; porém, por ti só, nos lembramos de teu nome.
Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso os visitaste e destruíste, e apagaste toda a sua memória.

Isaías 26:13,14

Inserida por FranciscoFontes

Com o medo aflige
Com a dúvida assola
Com o tempo dirige
E a vida
controla

Inserida por FranciscoFontes

Vida fácil é aquela que já não é
É aquela que já se foi um viver
Pois vida mesmo é luta constante
Viver é possuir um divino dom
É estar, é ser, é tudo poder fazer
Quando não se luta intensamente
Assim quando não há pelo quê
Mesmo existindo, mas sem fazer
Como se nada mais ser possível
A morte é um fato consumado
Quem dera pudesse acordar estes
Que tiveram a sentença resolvida
E tirar-lhes da vida fácil em curso
Para ver viverem a luta do fazer
Dançando ao eterno som da vida

Inserida por FranciscoFontes

⁠Ah, seria um dom único poder viver tudo que se quisesse, apenas à nossa maneira.
Mas, a realidade, sabemos.
No fim das contas estamos sós, tudo que temos é a companhia de nossos mais fiéis amantes, apenas.

Inserida por Loren_Esmeralda

Ser educado às vezes tem o seu preço...
Educação é uma coisa tão rara hoje em dia, que quando você é educado com as pessoas.
As mesmas já acham logo que você é homossexual, Nerd ou Bobo.
Isso só Pelo simples fato de você trata-las bem.
Mas a verdade é que, educação e uma honra, e nobre é quem a tem em sua vida.

Inserida por Renato01976