Poemas Góticos de Amor
Não sei por que tentam excluir nossa cor,
se uma mão branca e a outra negra juntas
fazem sombras iguais como uma poesia de amor!
DRUMMOND
Sentou-se numa pedra que havia
No meio do caminho.
E passou o José todo triste;
sem saber pra onde ia.
Logo depois passou um anjo,
E disse: "Vai, Carlos! ser gauche na vida".
E disse Drummond: "Eu não serei poeta de um mundo caduco..."!
E Drummond, saiu recitando: " Eu também já fui brasileiro..."!
" Não lhe ouvir,
Não lhe tocar,
Não lhe sentir...
Uma tristeza
Para Mim...
Mas,em meu
coração há fé
e amor,e sei que
esse dia,
de poder
lhe amar,
não tardará
à chegar..."
Saudade...
palavra
simples,
Com um
efeito
imenso
em meu coração...
Choro,sinto e
triste permaneço,
até que
um dia
esse sentimento
possa
tornar-se
( suspiro ),enfim
recomeço.
Tatiane Oliveira-08.11.2012*
Na sombra da noite
A coruja decola em seu voo silente
Com uma visão singular e aguçada
Garras pontiagudas e mortais
Causando o terror em suas vitimas:
Ratos apavoram-se, morcegos voo,
Insetos sacodem seus exoesqueletos
Buscando abrigo em seus esgotos e esconderijos.
Na ânsia de sobreviverem as suas desgraças.
Notívago
Presa em um corpo emprestado,
Neste teatro dúbio e triste.
Há dias em que a
"Alma"
Esbraveja, se sacode...
Como em um ato de rebeldia.
Fúria...
Devaneios, ideias vãs...
Sem lembrança do antes.
Sem esperança no depois.
Na certeza que ao apagar as luzes.
Estará voltando pra casa.
O anjo da morte abriu suas asas
Trazendo o vento da sua desgraça
Em toda a sua vida só o que plantou
O ódio, a ganância e os que humilhou
PALAVRA QUE LIBERTA.
Os dias mais alegre que vivi foram os
dias que olhei aqueles tristes sorrisos
nas calçadas, pudever que por trás
de cada sorriso triste, havia um
pouco deesperança.
A PRÓXIMA HISTÓRIA.
A triste história que te contaram te deixou ainda mais triste porque você não conseguiu compreender todas as partes, apenas ficou com a parte triste. Veja que a história não é triste, a parte boa é que você está livre para fazer novas escolhas. Liberte-se e comece a viver novas histórias, sendo o protagonista de todos os capítulos. Não saia de cena apenas como um figurante.
Na noite em que a luz não fulgura,
O sono me escapa, tristeza me apura.
Minha maior aflição, corrói minha alma,
Não ser merecedor dessa dádiva.
Corro de olhos fechados em tua direção,
Em busca de tua feição, perdido na escuridão.
Luto para alcançar-te, em minha imaginação,
Não se feches para mim, meu belo pavão.
Anseio por ti em meus sonhos mais profundos,
Se não posso ter-te, deixa-me sonhar no mundo.
Alimentar essa sensação por anos a fio,
E talvez, no reino dos sonhos, possa me amar com desvario.
A Culpa é Nossa!
No espelho da alma, a face da nação,
Reflete a sombra da nossa omissão.
Guerras, fome, a dor que não se finda,
A culpa é nossa, que a treva ainda brinda.
Na política, o eco do descaso ecoa,
Escolhas erradas, a esperança que voa.
A saúde, um grito de angústia e dor,
A educação, um sonho que se esvai, sem cor.
A economia, um jogo de cartas marcadas,
Onde a ganância, as almas dilaceradas.
A negligência, um veneno que se espalha,
A responsabilidade, que a covardia amordaça.
Somos nós, os artífices do presente,
Com as mãos manchadas, o futuro ausente.
A culpa é nossa, no silêncio que consente,
A injustiça, que a alma da nação sente.
Sem esperança acaba a luta.
Sem esperança a tristeza toma conta.
Sem esperança nos entregamos.
Sem esperança tudo fica cinza.
Ó, meus demônios, sombras que me habitam,
Formas retorcidas de um eu que não quis,
Vós, que me arrastais para abismos sem fim,
E me aprisionais em celas de aço frio.
Medo, imenso abismo, que me devora,
Onde a esperança se afoga e a razão se perde,
Tu, que me paralisa e me aterroriza,
Transformando meus sonhos em cinzas mortas.
Insegurança, tua voz ecoa em meus ouvidos,
Sussurrando dúvidas e plantando espinhos,
Tu, que me roubas a paz e a alegria,
E me faz duvidar de cada passo que dou.
Mas eu vos desafio, demônios e abismo,
Não me curvarei diante de vossa tirania,
Lutarei contra vós, com todas as minhas forças,
E conquistarei a liberdade que me pertence.
Em minhas veias corre um rio de rebeldia,
Que alimenta a chama da esperança que me habita,
E me impulsiona a enfrentar cada desafio,
A fim de construir um futuro mais bonito.
Ó, universo, testemunha minha luta,
E concede-me a força para superar,
Os obstáculos que se erguem em meu caminho,
E alcançar a luz que me guia.
Relíquia
Ferrugem,
O Sangrar do Ferro,
A Morte do aço,
A Escuridão, As Trevas,
A Imensidão do Espaço,
Esqueça-me!
Deixe-me empoeirar,
O Meu verdadeiro valor,
Algum dia,
Alguém ei de dar...
INSPIRAÇÃO E POETA
Sendo poeta
(um sonhador),
não choro versos
sem conhecer
tristeza e dor...
Também decanto
em riso farto,
se for de parto
bem natural;
só se meu canto
não for postiço...
Para ter carro,
tenha-se casa;
quero ter asas,
mas antes vou
compor meu céu...
Sentir se a poça
é funda ou rasa
dirá, com calma,
se vale a pena
pescar a lua;
lançar minh´alma...
A INSPIRAÇÃO E O POETA
Sendo poeta
(um sonhador),
não choro versos
sem conhecer
tristeza e dor...
Também decanto
em riso farto,
se for de parto
bem natural;
só se meu canto
não for postiço...
Para ter carro,
tenha-se casa;
quero ter asas,
mas antes vou
compor meu céu...
Sentir se a poça
é funda ou rasa
dirá, com calma,
se vale a pena
pescar a lua;
lançar minh´alma...
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Perdi a soma de quantas vezes venci a morte por doença, inanição, assassinato, acidente, vício... Depois de tantos anos e muitas voltas por cima da quase morte, sei que será difícil, mas vencerei meu maior desafio: Não morrer de amor por você.
A HONESTIDADE DA MORTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Chega o ponto em que o homem smplesmente amontoa bens; coleciona fortunas; guarda poderes em sótãos; abarrota os arquivos de fama e prestígio... soca seduções em armários e não sabe mais em que buraco enfiar tantos títulos, vendo que o infinito prossegue, ao passo que o ser humano fica; chega em seu limite, restando apenas o abismo... a certeza de sua fragilidade... a consciência de que a morte continua insubornável. A vida não tem preço nem tanque para repor combustível. O desejo de realizar o sobre-humano, exceder a linha de um horizonte que nunca será presente, há de se tornar o resumo da falência de tantas conquistas.
Viver é um conjunto de realizações contínuas... mas no campo dessas realizações, temos que ter equilíbrio, moderação, lucidez e longanimidade. As raias da loucura e da avidez por tirarmos de todos o mundo inteiro, tendo-o só para nós e a qualquer preço, tem perigos indizíveis. Se Deus existe, como pode ser que sim, nenhum de nós ascenderia em tempo algum, ao cargo de seu braço-direito. Quem um dia chegou lá, segundo a literatura sacra, está no inferno há muito tempo.
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aceito a morte... não a sala de espera... se havemos mesmo de morrer, por que a morte não vem sempre antes da "desexistência"?
