Poemas Góticos de Amor

Cerca de 265141 poemas Góticos de Amor

LONGE DE MIM

Distante de mim
lá longe, perto do fim
havia um homem
Próximo da morte
quando perto da via
todavia distante
enfim
No próximo instante
tão longe da sorte
e já perto de mim
jazia aquele homem
De tão sujo, imundo
ninguém apareceu
era o fim do meu mundo
o homem era eu

Inserida por EvertonThoughts

VIVO

Vivo à sombra
De uma flor
Que não é minha
Mas que me cativa
Vivo na promessa
De um amor
Porque sei
Que é verdade
Vivo no respirar
De uma rosa
Quando me pico
Nos seus espinhos
Vivo feliz
No silêncio
Das palavras
Como uma flor.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

A tristeza é inevitável

Incluir-se no ninho = ser sozinho; desespero e tentativa de fugir do próprio coração, e da tristeza - que de tão grande, desistência se torna salvação ao esperar resiliência...
Ao desistir de si, se perde de si, vive pelo outro, pois o mesmo promete bronze ao pobre que nunca viu ouro, mas como é tolo, acha que é tesouro e se perde nessa vida... Vida que já não é mais sua e que se torna crua, fria, vulnerável e por fim, descartável.

Inserida por lelaranjon

trajes de minha alma,
disperso em um momento que seja minha morte,
de tais sois apenas o fogo clamor,
esquecido pelo tempo...!
sou obscuro ninguém senti tal desejo,
que se desdem no momento singular
qualquer desejo que defina!
neste horizonte quem fui apenas num estante
que o fogo devorou os céus...
bem como esteja o luar perdido no espaço,
meramente um sonho,
de fronte a real dor que mundo não compreende,
apenas prefiro pensar do nada para o além,
subjugado pelo ciúmes,
notoriedade de talvez o ar do passado.

Inserida por celsonadilo

Quantas vezes o poeta já "dançou"
por não saber dançar;
quisera ele ser apenas a sombra
dos passos...

Inserida por SebastianStriquer

⁠Lindas Rosas

No fim do inverno, as sombras se desfazem,
Frio que se retira, deixando o solo fértil.
Lindas rosas brotam, suas cores nos atraem,
Anunciando a primavera com um gesto sutil.

Pétalas que se abrem ao toque do sol,
Renascendo em beleza, em perfume e cor.
A promessa de novos dias se desenrola,
Na dança suave do vento, no esplendor do amor.

Cada rosa, uma história, um recomeço,
Florescendo após o rigor do frio.
No jardim da vida, um novo endereço,
Onde sonhos antigos se renovam, de forma gentil.

O fim do inverno, uma saudação ao renascer,
Primavera que chega, com esperança no olhar.
Lindas rosas são o sinal de que vamos crescer,
Em cada estação, sempre prontos para amar.

Inserida por davi_martins_2

Não Desista

⁠A vida passa tão rápido, não deixe que suas tristezas, angústias e momentos de desespero, desvie você de seus objetivos. Deus está ao teu lado todos os dias de mãos dadas, enfrentando suas batalhas.

Inserida por ChagasPiter01

⁠Um lago transborda de felicidade e harmonia em tamanho desespero humano, desde a morte até a vida, desde o início ao fim. O lago próspera com sua água TÃO cristalina que se é possível ver o fundo, naquele lugar existe dezenas de milhares de flores dentro d'água, uma visão glamorosa e visceral. Pois os corpos descansam à margem da formação do corpo d'água e torna tudo tão mórbido todavia a morbidez desse lugar traz paz àqueles que tem suas mentes perturbadas pela contradição do lago. Seja ela boa ou ruim, sementes irão de brotar daqueles mais afortunados, enquanto os azarados serão apenas parte da terra pútrida e infértil...

Traga-me o cálice do meu âmago, traga a agonia consigo, traga o último dos teus. O lago será próspero pelos céus.

Inserida por Lugoa

⁠Eu tenho saudades de ti
Eterna poesia do meu coração
Recordo teu riso
Tua voz
Nossa triste ilusão...
Você me deixou tão cedo
Doce saudade, minha linda paixão...

Inserida por samara_sousa_3

⁠Estica-te perna se tens quem te governa,
No calor do verão, à sombra frondosa,
O sol acarinha, a tarde se alterna,
Em murmúrios de brisa tão silenciosa.

Deitado no jardim, espreguiçadeira amiga,
O tempo se dissolve em suspiros de paz,
Enquanto a vida, num quadro, se abriga,
E a tarde se estende, preguiçosa, voraz.

⁠O que é a morte pros vivos?

A morte é, ao mesmo tempo que é um processo de desespero, medo, saudade, memória, culpa, agonia, crença, pedido e uma aceitação inexistente.

Não se trata de deixar o mundo, apenas, mas sim de deixar uma família, tanto por idade, tanto por negligência da própria família em não aceitar tratar um alguém que precisa por crenças religiosas, ou até por divergências políticas.

Isto é agonizante, não só pra quem vos deixa, mas pra quem tem que lidar com uma perda, ou até aceitar que se perdeu um ente querido por pura negligência, que poderia simplesmente ser evitada com o mínimo de cuidado.

Isto é fato, uma fato amargo, difícil de engolir, principalmente para quem sempre achou que não seria nada de mais ou não se importou o suficiente, ou o simples fato de não se importar e se contentar com “Isso logo passa.”
Não faço esse texto por pura criatividade, mas por repulso das pessoas.

Inserida por RatoPensante

⁠“Iluminar nossas sombras pode ser doloroso, mas é na aceitação de que dentro de nós existe sempre uma escuridão que encontramos o verdadeiro sentido da liberdade. Encare a luz da realidade, pois ela é o primeiro passo para a transformação.”


(@marcellodesouza_oficial)

Inserida por marcellodesouza

⁠Nas sombras da alma do poeta, a depressão dança,
Um fardo pesado, uma dor que avança.
Em versos sombrios, ele expressa sua tristeza,
Em cada palavra, a angústia e a incerteza.

Inserida por eraldocosta13

⁠Entre sombras e silêncios, nossos olhares se encontram,
Um sentimento profundo que as palavras não contam.
Nos cantos escondidos de um mundo opressor,
Brotou o nosso amor, oculto, mas com fervor.
Os sussurros ao vento, nossas mãos que se tocam,
Num gesto furtivo que as convenções sufocam.
A sociedade nos vigia com olhos severos,
Mas nossos corações batem em ritmos sinceros.
Sob o manto da noite, nossos sonhos se cruzam,
E em cada amanhecer, novas esperanças se luzam.
O amor que carregamos, tão puro e tão fiel,
Desafia as correntes de um mundo cruel.
Em cada sorriso contido, em cada abraço velado,
Esconde-se um universo, um desejo almejado.
Pois mesmo reprimidos, nossos sentimentos são reais,
E resistem bravamente às normas sociais.
Caminhamos juntos, mesmo que em segredo,
Um amor proibido, mas que nunca terá medo.
Pois mesmo que o mundo tente nos separar,
Nosso amor, invisível, continuará a brilhar.

Inserida por Semolinirenan

⁠
Metamorfose

Ela rasteja nas sombras
Em busca de um coração
Vivia de migalhas e vegetais
Que encontrava pelo chão.

O seu mundo era tão pequeno
Ela se sentia apenas um grão
Então vagava solitária
Sentindo apenas a terra e a vegetação.

Um dia tudo escureceu
Um incômodo cresceu
O seu mundo sumiu
Ela logo adormeceu.

Um dia, seus olhos se abriram
Rompeu aquele local que não lhe cabia mais
Rastejar novamente ela tentou
Mas para o seu susto, ela voou.

A terra foi ficando distante
As folhas já não eram mais tão grandes
Ela ganhava cada vez mais velocidade
E ela sentiu pela primeira vez, o que era liberdade.

Das mais belas cores se vestiu
E para o alto decidida ela seguiu
Pois, quem aprende a voar
Nunca mais volta a rastejar.

Inserida por andreia_pacheco

⁠Agota que rola pela face,
Transpassa emoção,
Neste rosto onde a dor se abre,
Emerge a tristeza em profusão.

Qual rio que corre direção a nascente,
Lágrima revela a alma em exaustão,
No peito a mágoa corta, latente,
Toda a existência ecoa solidão.

Inserida por YasmimCastro20

A Penumbra do Âmago Melancólico.

⁠Novamente volto à penumbra, um local onde meu âmago melancólico, que um dia virá a ser eu novamente, como uma força brutal da natureza, me obriga repetidamente a ser aquilo que mais me causa náuseas. Essa força me compele a contemplar gritos tenebrosos presentes em signos e códigos indecifráveis que ecoam aflitamente na imensidão oca que habita em mim.

Em vão, tento buscar uma alternativa, mas como Drummond disse, "os muros são surdos". Sinto-me forçado e aprisionado em um quarto decaedro que me puxa em direções opostas o tempo inteiro. No centro desse quarto, onde os gritos dão espaço ao vácuo, aquele ser tão deplorável dá lugar a apenas uma imagem: o "POR QUÊ?".

Inserida por Lagrimas_de_Sophia

⁠Lua que ilumina minhas noites
Lua que clareia meus caminhos
Tua luz suave me envolve
Nas sombras sou guiado sozinho
Oh lua tua beleza me encanta
No céu estrelado és soberana
Tua presença preenche minha alma
Acalma o meu coração sem calma
Lua clara me guia
Em cada passo na noite fria
Teus raios são minha trilha
Lua linda minha companhia
No silêncio da madrugada
Teu brilho traz luz prateada
Cantando com a brisa leve
Minha alma se eleva e se atreve
Lua clara me guia
Em cada passo na noite fria
Teus raios são minha trilha
Lua linda minha companhia
Sob teus olhos vou caminhando
Noite adentro vou sonhando
Tua luz é meu abrigo
Lua doce sempre comigo

Inserida por LUIZGMARTINS

⁠Poema de Terror: Caveira e Morte

Em noite escura, sob a lua gélida,
Em cemitério frio, a caveira se erguia.
Olhos vazios, sorriso macabro,
Sussurrava segredos ao vento macabro.

A Morte, figura espectral e soturna,
Surgiu das sombras, com foice afiada e turva.
Observou a caveira, com voz sepulcral,
"Diga-me, caveira, qual o seu final?"

A caveira riu, um som horrível e seco,
"Meu final, ó Morte, é apenas um começo.
Sou pó e sombra, lembrança e esquecimento,
No ciclo da vida, eterno tormento."

A Morte se aproximou, com passos lentos,
E tocou a caveira com dedos frios e cinzentos.
"Mas a vida é bela," a caveira exclamou,
"Em cada instante, um novo drama se formou."

A Morte sorriu, um sorriso cruel e frio,
"A beleza é ilusão, apenas um fio.
No fim, resta apenas a escuridão,
E o silêncio eterno da decomposição."

A caveira chorou, lágrimas de poeira e osso,
"Mas a esperança vive, mesmo no mais profundo fosso.
No coração humano, a chama ainda arde,
E a luta contra a morte jamais se covarde."

A Morte se afastou, com um aceno sombrio,
Deixando a caveira sozinha no vazio.
O vento uivava, como um lamento eterno,
E a noite seguia, em seu manto negro e terno.

Inserida por Belga26

⁠Banquete melancólico

Estou num abismo mas a minha estima está mais baixa
Está tipo o diabo me deu banquete de melancolia
Só para tirar a minha alegria

Mas fecho os olhos e digo que está tudo bem
Mas eu sei que não está nada bem
Já faz tempo que eu não durmo
É tantos conflitos no meu cérebro
Nem vou falar do coração porque está partido
Mas isso é só mais um porém...
Essa maldita vida me fez de refém

Já tentei mudar o rótulo da minha vida
Mas é sempre a mesma história
Eu não gosto ficar sozinho mas me sinto tão distante desse mundo
As vezes me pergunto se sou invisível ou transparente
Porque
Só sou visto quando estou diante de um espelho

Hoje vim pôr todas as cartas na mesa
E mostrar o que fica por trás do meu sorriso
Esse é o meu banquete melancólico
Onde o chá é depressão
E o pão
É a solidão...

Inserida por SergioNgola1