Poemas Góticos
Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Nota: Trecho da crônica "A Morte Devagar", publicada por Martha Medeiros no dia 1 de novembro de 2000. Muitos vezes é equivocadamente atribuída a Pablo Neruda.
...MaisEu estou triste até a minha alma, um véu sombrio que me cobre. Em cada esquina do ser, a melancolia ecoa, um lamento que a luz do dia não alcança. Os risos se perdem, os sonhos desvanecem, e só resta o silêncio que grita, um companheiro constante em meu retiro solitário. Ah, como pesa esse céu cinzento em meu coração cansado! Mas ainda assim, sigo, um espectro na névoa, vagando em busca de um sussurro de esperança.
A morte é beijo da boca sepultura: procura proceder bem, corta um farrapo de uma boa acção durante a rugidora noite, e este será o teu sudário no seio da terra. A morte é a exaltação da verdade.
Quero tudo pois nada é bom demais para a minha morte que é a minha vida tão eterna que hoje mesmo ela já existe e já é.
A perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo (a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo (a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é NEVER.
Vida e morte foram minhas, e eu fui monstruosa. Minha coragem foi a de um sonâmbulo que simplesmente vai. Durante as horas de perdição tive a coragem de não compor nem organizar. E sobretudo a de não prever. Até então eu não tivera a coragem de me deixar guiar pelo que não conheço e em direção ao que não conheço: minhas previsões condicionavam de antemão o que eu veria. Não eram as antevisões da visão: já tinham o tamanho de meus cuidados. Minhas previsões me fechavam o mundo.
Eu trocaria uma eternidade de depois da morte pela eternidade enquanto estou viva.
A vida é tão contínua que nós a dividimos em etapas, e a uma delas chamamos de morte. Eu sempre estivera em vida, pouco importa que não eu propriamente dita, não isso a que convencionei chamar de eu. Sempre estive em vida.
Uma vitória louca, uma vitória doente. Não era amor. Aquilo era solidão e loucura, podridão e morte. Não era um caso de amor.
Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona.
Independente da minha derrota, continuarei a seguir em frente! Sei que posso está decepcionando minha família e até a mim mesmo, mas também sei que meu dia chegará. O dia em que eu direi "EU CONSEGUI", vou olhar para trás e ver que todos os meus pensamentos ruins foram apenas uma pequena paranóia. Uma paranóia q todos os dias me afastava do mundo!!
A sabedoria do silêncio
O silêncio afasta as turbulências criadas na mente e também cessa os impulsos acalorados pelas situações da vida prática.
Essa é a maior defesa e o maior escudo da nossa saúde mental e espiritual.
Reverencie o silêncio sempre que observar que uma tempestade está se formando.
O silêncio, o silêncio
Onde terá ido parar
A tranquilidade, a quietude
Sinto falta, verdadeira saudade...
O grito do silêncio.
Há gritos na vida que só o silêncio responde. É necessário ficar calado para entendê-lo em sua plenitude.
O ser humano leva anos para aprender a falar e uma vida para ficar em silêncio.
Às vezes, as grandes falas confundem mais que confortam. O silêncio é mais esclarecedor que muitas palavras.
“Deus pinta a noite de múltiplas cores para que cada cor do dia vá se despedindo…
Entre cores e a grandiosidade da obra de Deus, tudo vai se recolhendo e se escondendo em algum recanto… os sons vão silenciando e a voz de Deus se faz ouvir na brisa que passa, no silêncio que voa…
A noite vai chegando…
Tudo se ajeita em cada lugar, de alguma forma!
Os problemas vão desaparecendo e quando as cores cedem lugar a escuridão para brilhar no novo dia que virá, DEUS SAI PELO MUNDO RECOLHENDO OS HOMENS E DERRAMANDO TODAS AS GRAÇAS QUE CADA SER HUMANO PRECISA PARA TER PAZ!
Deus cuida de nós!
De você e de mim!
Até o novo dia chegar!
O fogo aquece e acalma, transmuta, eleva, abre consideravelmente nossos chamas internas.
O inverno chega e com ele vem as energias do amor divino de acolher-se num chazinho bom, num aquecer no silêncio da mente, do corpo e do espírito. Sentir-se num aquietar, pois é o repouso belo e as boas vindas da completude.
Primeiro chega o frio calmo, bem de mansinho e trás o momento de recolhimento com alegria, o silêncio não deve ser associado a semblantes fechados, mau humor. O silêncio é a voz suave e doce, é o olhar amoroso para o próprio peito, é o regar nutrido, o pegar a si mesmo no colo, é a farra boa do despertar para a vida; é deitar-se na grama para receber o calor do sol, é dançar o corpo na espreguiçada caprichada na cama pela manhã, assim deve ser o inverno. Assim é minha preparação para o recolhimento que antecede o mês em que nasci.
Como é bom sentir este amor, este acalentar da alma. E o meu peito e puro amor e gratidão!
Giovana Barbosa
