Poemas Góticos
Sob o Cedro-vermelho
em flor dando sombra
e descanso ao amor
é uma uma premonição
que diz que o nosso
dia está bem mais próximo
do que a gente imagina,
Por isso todos os dias
vivo em preparação com
os meus Versos Intimistas.
A sombra de uma bela
árvore de Guanacaste,
Uma conexão ancestral
com a palavra e a terra.
Eu sou aquela do jeito
que você quer ter,
pode ser e do jeito
que você assim quiser.
A Primavera perpétua,
inevitável e poética
que vem te movendo
e me inteira querendo.
Com os olhos fechados
o oceânico sonho,
com os olhos abertos
desejos em festejos despertos.
Gigante Oak milenar
que vida e sombra
para os seres concede
a relembro com honra.
No éter, no brio e memória
não esqueço jamais
de como iniciou a História,
glória eterna ao heróis da terra.
Nada apaga sob a tua
sombra porque a mente
ao menos descansa.
Enquanto te lê porque
de mim ninguém consegue
por muito se Deus esconder.
Florada discreta e sombra
generosa que protege
do Sol ardente que torna
a Costa Rica calorosa
Faz lembrar tempos antigos
de roupas lavadas com
os frutos da Guanacaste
e distraí com amorosidade
Guanacaste faz artes e constrói
com nome de inspiração
náhuatl que fala da ancestralidade
Debaixo de uma Guanacaste
juraremos inequívoca fidelidade
sem precisar dizer uma só palavra.
Imensa Whitewood
que nos dá sombra,
cura e constrói nesta
Antígua e Barbuda.
Vejo sinais de que
sempre que estiver
de pé a vida continua
e para tal plantarei mais.
Não abro mão de ser
de fé e de compartilhar
a minha paz com quiser.
Porque quanto mais paz
com quem precisa compartilho
para sempre receber mais.
A gente se ama muito e do alto
e sem nenhuma sombra de dúvida,
ao Norte da Ilha de Ronde se avista
poeticamente a Ilha Diamante.
Com os pés nas areias em breve,
o mar das Pequenas Antilhas há de beijar
e a brisa nos tirar para dançar
para espalhar romance por todo o lugar.
Não temos medo do futuro
e pressa de absolutamente nada,
porque sabemos o quê queremos.
O amor não nos pegou desprevenidos, sempre soubemos que combinamos:
dois corações reunidos e festivos.
Com o barco de pesca
em Cayo Madrisquí aportar,
e sob a sombra absoluta
de uma árvore descansar.
É o quê temos para daqui
a pouco para que nada
tire da o ânimo da rota
de viver a nossa História.
Deixar o quê é de impulso
amoroso nos governe
sempre daqui para frente.
Com os olhos fechados
confiar inequivocamente
um ao outro os sonhos.
Passear de mãos dadas
na Ilha das Conchas,
Um beijo discreto debaixo
de uma sombra de uma árvore.
A cena está finamente
feita na imaginação,
Ando sorrindo e cantando
ainda sem aparente razão.
A intuição tem escrito
poemas de amor para mim,
é alguém vindo no destino.
Sem receio de ser chamada
de ultrapassada ainda persisto
em ser quem sonha acordada.
Experimentar o abandono
e a sombra das árvores
da Ilha das Cabras no mar
sem nada para se importar.
Um minuto para respirar
e para pensar quando
a maré começar a mudar
para não me deixar levar.
Porque assim tem a vida
tem que ser e assim será
onde o quê é de juízo está.
Colocar cada um sem quer
agradar no seu devido lugar,
para a paz ser e a espalhar.
Deste-me o teu coração,
Completo e derramado
Em secreta devoção
Completamente livre.
A sombra do teu amor
Trazes-me com solenidade;
A vitória de ser só tua
Vivendo na imensidade.
Concebido, desenhado e feito
Contorno dos teus lábios lindos
Com o carinho do meu beijo.
Augurando reencontrar-te
No paraíso dos teus abraços,
Tenho por tanto tempo segredado
Receando fazê-lo desagradado.
Desejado, concebido e perfeito,
Imagino estes teus olhos lindos
Olhando o meu lateral trejeito.
Carrego por ti um interminável
- desejo
Uma sensual escravidão
- reverbero
Caí na tua sedução
- sem receio
Eu me entregarei de forma inefável,
De um jeito leviano jamais visto,
E sem nenhum retoque eu te quero...
Eu procuro por você
como que busca uma sombra,
Como a água do mar
busca pelas areias,
Eu procuro por você
porque você é o sentido
Como o vento balança o mar;
Eu escrevo para te tocar,
Danço para o teu corpo embalar...
Sigo os teus passos
porque você me interessa,
Recolho cada vestígio teu
pelas areias,
- como quem recolhe conchinhas;
Eu quero fazer um presente
para te agradar,
Fazer-te carícias macias
e te dar a minha alegria,
Sonho com a Paraíba noite e dia
- você virou poesia!
Quem sabe um dia em João Pessoa
a gente se encontra?!
O futuro só ao Bom Deus pertence,
- o Cabo Branco é uma bela praia
do litoral pessoense;
Quando fecho os olhos,
sei que você me sente;
É o amor chegando maravilhosamente,
Com o bom jeitinho paraibano
tomando conta da gente.
... percebam,
caríssimos, como tudo nesse
mundo se movimenta à sombra e
sobrepesos das amotinadas 'linhas tortas'...
Isto porque, as igualmente proféticas
'linhas retas', até esse momento, não
conquistaram um mínimo espaço e
acolhimento em nosso cardápio
existencial!
“Escolher é algo perigoso: quando escolhemos, temos que abrir mão de todas as outras possibilidades.”
O amor é quando alguém preenchia um espaço na sua vida, um espaço que ficava inteiramente vazio quando essa pessoa ia embora?
Às vezes eu gostaria que a vida nunca tivesse um fim. Tudo que é bom, dizem, nunca dura.
Hoje foi o dia da minha tristeza aonde eu vi como e a vida real, onde eu vi que não tenho ninguém, onde eu vi que ninguém se importa, nem quem mora comigo se importou comigo!!! HOJE EU ME SENTI SOZINHO. HOJE EU VI COMO SÃO AS COISAS! E QUE EU PRECISO ME SENTIR BEM COMIGO MESMO,
Mulheres vai e vão na nossa vida! cara tenho que larga essa tristeza de mim, não posso ficar dependendo dos outros pra ser feliz.
Sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, (...) faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que ela era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranquilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro (...)
Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Nota: Trecho da crônica "A Morte Devagar", publicada por Martha Medeiros no dia 1 de novembro de 2000. Muitos vezes é equivocadamente atribuída a Pablo Neruda.
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