Poemas Góticos
Uma vitória louca, uma vitória doente. Não era amor. Aquilo era solidão e loucura, podridão e morte. Não era um caso de amor.
Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona.
Sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, (...) faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que ela era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranquilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro (...)
Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Nota: Trecho da crônica "A Morte Devagar", publicada por Martha Medeiros no dia 1 de novembro de 2000. Muitos vezes é equivocadamente atribuída a Pablo Neruda.
...MaisO calor de uma simples presença mesmo no silêncio das palavras possui muita expressão de amor, de carinho, para aquele que precisa de uma companhia.
VIVA SEU HOJE...
Assim como há dias de luz, risos e felicidades haverá também dias de sombra, dor e lágrimas, mas tudo será necessário para nos ensinar os valores de cada uma das coisas que viermos a acumular ao longo da vida, sendo assim vamos viver o nosso hoje da melhor maneira possível, pois o amanhã é incerto, o amanhã é apenas um talvez para cada um de nós...
"Um grande amor só pode existir a sombra de um grande sonho ..." Mas quantos desses sonhos ficam perdidos no tempo ..."
A sabedoria do silêncio
O silêncio afasta as turbulências criadas na mente e também cessa os impulsos acalorados pelas situações da vida prática.
Essa é a maior defesa e o maior escudo da nossa saúde mental e espiritual.
Reverencie o silêncio sempre que observar que uma tempestade está se formando.
O silêncio, o silêncio
Onde terá ido parar
A tranquilidade, a quietude
Sinto falta, verdadeira saudade...
O grito do silêncio.
Há gritos na vida que só o silêncio responde. É necessário ficar calado para entendê-lo em sua plenitude.
O ser humano leva anos para aprender a falar e uma vida para ficar em silêncio.
Às vezes, as grandes falas confundem mais que confortam. O silêncio é mais esclarecedor que muitas palavras.
O fogo aquece e acalma, transmuta, eleva, abre consideravelmente nossos chamas internas.
O inverno chega e com ele vem as energias do amor divino de acolher-se num chazinho bom, num aquecer no silêncio da mente, do corpo e do espírito. Sentir-se num aquietar, pois é o repouso belo e as boas vindas da completude.
Primeiro chega o frio calmo, bem de mansinho e trás o momento de recolhimento com alegria, o silêncio não deve ser associado a semblantes fechados, mau humor. O silêncio é a voz suave e doce, é o olhar amoroso para o próprio peito, é o regar nutrido, o pegar a si mesmo no colo, é a farra boa do despertar para a vida; é deitar-se na grama para receber o calor do sol, é dançar o corpo na espreguiçada caprichada na cama pela manhã, assim deve ser o inverno. Assim é minha preparação para o recolhimento que antecede o mês em que nasci.
Como é bom sentir este amor, este acalentar da alma. E o meu peito e puro amor e gratidão!
Giovana Barbosa
Num mundo que se tornou tão impessoal, interesseiro, competitivo, narcisista, que não se pode sequer confiar num parente, cuide de você. Cuide de sua saúde física e mental. Busque a paz interior.
E de hipótese alguma diga quais são seus sonhos e projetos, a ninguém, e comemore suas vitórias consigo mesmo.
É duro ler isso, mas é melhor aprender cedo do que amargurar mais tarde.
#bysissym
“Deus pinta a noite de múltiplas cores para que cada cor do dia vá se despedindo…
Entre cores e a grandiosidade da obra de Deus, tudo vai se recolhendo e se escondendo em algum recanto… os sons vão silenciando e a voz de Deus se faz ouvir na brisa que passa, no silêncio que voa…
A noite vai chegando…
Tudo se ajeita em cada lugar, de alguma forma!
Os problemas vão desaparecendo e quando as cores cedem lugar a escuridão para brilhar no novo dia que virá, DEUS SAI PELO MUNDO RECOLHENDO OS HOMENS E DERRAMANDO TODAS AS GRAÇAS QUE CADA SER HUMANO PRECISA PARA TER PAZ!
Deus cuida de nós!
De você e de mim!
Até o novo dia chegar!
É uma estranha melancolia que me acompanha ultimamente, como uma sombra que não se dissipa. Não é a ausência de alguém, mas um vazio que não sei explicar. Às vezes, olho para o horizonte e me pergunto o que falta, como se algo essencial tivesse escapado de mim sem que eu percebesse. O tempo passa, mas a sensação de que algo ficou para trás permanece. Há dias em que o mundo parece distante, e eu, apenas um observador solitário, perdido em pensamentos que não conseguem se traduzir em palavras. É uma tristeza silenciosa, sem motivo aparente, mas profundamente presente.
A melancolia mora em mim… chega com a dor, se agarra aos meus pensamentos como sombra sem fim. A esperança vem… breve, estranha,
quase incômoda… antes de a escuridão tomar tudo de volta.
As guerras não têm memória e ninguém se atreve a compreendê-las até não haver vozes para contar o que aconteceu, até chegar o momento em que já ninguém as reconhece e regressam, com outra cara e outro nome, para devorar o que deixaram atrás.
A vida não é como os romances, sabe? Na vida há que tomar partido. E está à vista aquele que o senhor escolheu. O dos que perdem por serem burros.
