Poemas Góticos
O Vórtice da Alma não apenas nos abre; ele transforma cada fragmento, cada silêncio e cada sombra em força, coragem e caminho claro.”
— Purificação
No Cálice da Alma, cada fragmento, cada sombra e cada silêncio se tornam armas de coragem, força e destino.
— Purificação
A sombra.
Nos recessos da minha alma,
Onde as sombras gritam em silêncio,
Você é a lembrança que me assombra,
A dor que me consome, o amor que me matou.
Teus olhos, dois túmulos de esperanças,
Onde eu enterrei meus sonhos,
Teu sorriso, a imagem que me persegue,
A saudade que me devora, que me aniquila.
As noites são eternas e frias,
Quando você não está ao meu lado,
As estrelas são lágrimas de um amor morto,
E a solidão é o meu destino.
Eu te amo, mas você se foi,
Deixando apenas um vazio infinito,
Um buraco no meu peito,
Que nunca mais será preenchido, que nunca mais terá vida.
Você era o meu tudo, meu nada,
Meu amor, minha vida, meu fim,
Agora, você se foi,
E eu sou apenas um fantasma, uma sombra do que fui.
O DESPERTA DO SER
A espiritualidade não habita no que reluz,
mas no silêncio que a sombra produz.
É no escuro do peito, longe do vitral,
que pulsa a verdade, crua e visceral.
Não és o que vêm, nem o que dizes ser.
És o espaço imenso entre o querer e o fazer.
Quebre o vidro. Deixe a poeira entrar.
A essência só respira quando para de encenar.
O propósito não é ser o melhor espelho do mundo,
mas mergulhar no próprio abismo, calmo e profundo.
Só quem desiste de ser vitrine para os outros,
consegue, enfim, ser templo para si mesmo.
Na sombra fria do entardecer,
Ouço o silêncio da noite crescer,
As estrelas escondem seu brilho no ar,
E o vento parece querer me avisar.
Carrego em segredo um doce temor,
Mistura estranha de sonho e amor,
Enquanto meu peito insiste em bater
Por alguém que talvez nunca vá perceber.
Caminho entre dúvidas pelo luar ausente,
Tentando sorrir, fingir ser valente,
Mas o futuro dança como névoa no chão,
Confundindo esperança e solidão.
E se o destino mudar meu caminho?
E se a dor for meu único carinho?
Mesmo assim guardo essa chama acesa,
Frágil, inquieta, cheia de incerteza.
Porque amar também é se perder,
É cair no escuro sem saber
Se ao final da noite haverá amanhecer
Ou apenas saudade para sobreviver.
Ainda assim, em silêncio, eu espero,
Mesmo com medo, mesmo sem saber ao certo,
Que um dia duas almas possam se encontrar
E juntas, enfim, aprendam a sonhar.
Tem dor que vira casa.
A gente decora o vazio,
rega silêncio, inventa flores na sombra.
Fica.
Por medo. Por costume. Por não saber partir.
Até que o corpo pesa, o peito chama,
e a alma, paciente, sopra:
abre a janela.
A cura não faz barulho.
Chega no banho demorado,
no café que abraça as mãos,
numa lágrima que lava o que ficou esquecido.
De repente, o que doía já não sangra.
É história — não ferida.
É marca — não prisão.
Quem te ama entende teu tempo.
O sol não some — ele espera.
E você também vai.
Ninguém mora pra sempre onde dói.
— Edna de Andrade
Quando a Lua Sussurra
No silêncio da sombra,
uma luz se ergue serena.
Não chora pelo que fere,
sua força é calma que acena.
Caminha por noites densas,
mas sua presença ilumina.
Se veste de simplicidade,
sorri como quem guarda aurora.
Quando a Lua sussurra segredos,
ela brilha em brilho raro,
e cada passo deixa traços de encanto
onde antes havia apenas silêncio.
Estrela de brilho infinito,
que floresce na sombra,
transforma a vida em beleza
e dá ao mundo seu calor calmo,
silencioso, eterno.
A dor é ferida, mas também é portal. É silêncio, mas também é grito. É sombra, mas pode ser aurora. E talvez seja justamente por isso que ela nos humaniza: porque nos lembra que viver é atravessar, e que cada cicatriz é também uma inscrição de resistência, uma marca de que seguimos, apesar de tudo.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Ele vem na sombra do silêncio,
um sussurro que congela a alma.
Cada passo seu é uma promessa de dor
e um alívio que só ele pode trazer.
Seus olhos são tempestades contidas, suas mãos,
veneno e remédio ao mesmo tempo.
No toque, a vida se dobra e se curva,
como se obedecesse à lei do medo
e da entrega.
Mas há beleza na destruição
que oferece,
um equilíbrio cruel entre
ferida e cura.
Painkiller,
lenda urbana do próprio tormento,
aquele que dói para que possamos, enfim, respirar.
Te amo em silêncio.
Vivo na sombra da solidão,
E a dor me acompanha pelos caminhos onde a tristeza se espalha
Mas; maior seria minha saudade se eu deixasse meus sonhos morrerem
Espreitar
Quando
no caminho
à sombra do silêncio
o sol se deitar...
Faz sentido a casa voltar!
-- josecerejeirafontes
Calmos, na sombra incolor
Que dos galhos altos vem,
Impregnemos nosso amor
Deste silêncio de além.
Juntemos os corações
E as almas sentimentais
Entre as vagas lassidões
Das framboesas, dos pinhais.
Cerra um pouco o olhar, no teu
Seio pousa a tua mão,
E da alma que adormeceu
Afasta toda intenção.
Deixemo-nos persuadir
Pelo sopro embalador
Que vem a teus pés franzir
As ondas da relva em flor.
A noite solene, então,
Dos robles negros cairá,
E, voz da nossa aflição,
O rouxinol cantará.
A sombra do teu olhar me acompanha como guarda-costas. A voz do teu silêncio me persegue como se eu fosse bandida, o teu caminhar anda comigo lado a lado, teu cheiro está em mim como vinho que embriaga.
Teu sorriso é eco no meu pensamento, tua boca canta em verso a minha saudade.
Lembranças de você viajam em mim como estrada.
Teu rosto é retrato guardado nas minhas memórias, teu falar é música aos meus ouvidos, teu corpo é tatuagem na minha pele.
Tuas mãos é marca no meu corpo.
Você é pra mim como o luar em noites escuras, como sol em tardes frias como vento em meio a tempestade, como chuva em noites quentes.
Vive em mim, acampa em mim, mora em mim.
Você, o real da minha fantasia...o desejo do meu sonho !
À Sombra da Lua
Ouço um silêncio...
Deitado em minha cama
à sombra da Lua
e do gotejar da fina garoa.
E pouco perturba o verme
voando no quarto,
sim; se há tantos grilos
no escuro da mente.
Lá fora, na noite de Lua
procuro versos no silêncio
que me deixem sonhos bons
na noite deitado
à sombra da Lua.
ANONIMATO
Grato ou ingrato seu anonimato?
Teu silêncio tem cor da sombra
Que propícia aos crimes, e aos amores,
Hoje seremos felizes...
longe, temores, paúra e lascívia
Longe, fantasmas, ilusões do medo.
Somente ilusões de terror por amor
Grato ao ingrato anonimato ....
_____________ Maria Izabel Sá Ribeiro
Abro os olhos
Mas só vejo a minha sombra
Tento escutar o silencio mas
Só me oiço a mim
Tento mover-me mas não consigo
Sinto-me presa nas trevas.
✿╯¸.•¨.¸.•*¨*.•*¨. ¸.•*¨* (¸.•¨
Trago-te
uma face magoada
trago-te
a sombra de minha face.
A boca guarda em silêncio os gritos interiores
e os ocasos se sucedem
nos meus olhos.
Sinto meus dedos que rompem as grades
das janelas
e se ferem de azul.
Mas as mãos,
(que desejariam voar)
estão quietas..."
À sombra do silêncio fico a espreitar...
a esperar uma canção que me faça lembrar
e permita eu te amar
mesmo sabendo que não posso mais te tocar.
Neste silêncio que deixa esta noite longa
tão muda muda, que eu escuto o barrulho da minha sombra
E o meu coração palpitar enlouquecido
A te buscar em vão nas minhas fantasias
O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.
O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.
Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.
Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.
Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.
Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.
A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.
Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.
