Poemas Famosos de Medo
Obscuro
Mais um dia e eu aqui estou,
sem muito o que falar,
com medo de arrpender-me,
com medo de magoar,
com medo de descobrir a verdade.
Verdade essa que vive dentro de mim,
presa nos meus sentimentos,
nas minhas razões de viver.
Verdade que faz meu lado humano
falar cada vez mais alto,
e que me machuca,
que corroí, doí!
às vezes nos enganamos
com nos mesmos
e somos magoados por nossa alma!
Somos desprezados por nosso corpo
e subestimados por nossa mesnte!
Chegamos ao ponto de desespero,
pensamos em fazer uma besteira,
mas, a tão grande necessidade de CONTINUAR...
Não nos permite nada fazer,
E assim vamos prosseguindo
na grande batalha da vida!
Questionando-nos, e tentando responder,
o que os olhos não podem ver,
mas o que o coração sente!
Eu confesso que Nunca fui fã de circos,
Quando criança tinha medo de palhaços
Talvez isso seja bizarro prefiro o dia das bruxas
Elas nunca precisaram fingir nada.
Um lápis, um papel…
Um dia conheci um lápis que se borrava de medo do papel, viviam um ao lado do outro. Um todo apontadinho e o outro branquinho sem nem uma manchinha ou risquinho…viviam ali em cima da mesa, sem fazer nada, esperando a madeira do lápis apodrecer e o papel amarelar…Um dia apareceu um vidro de tinta distraído que acabou derramando e borrando o papel, que inconsolado, sentindo-se sujo, usado para nada, quis se rasgar de desgosto…o que fez com que o vidro até chorasse pela tinta derramada…foi então que o lápis viu o borrão no vizinho papel, apreciou, gostou e assinou em baixo…foi então que aquele borrão da tinta derramada no abandonado papel vazio se transformou em uma obra de arte…que agora emoldurada passeia por aí em promissoras exposições…e o lápis…continua li apontadinho acomodado, esperando a parceria de um ou outro distraído vidro de tinta..
Eu vou chorar porque tenho medo.
Eu vou chorar por todas as minhas perdas.
Eu vou chorar porque me sensibilizo com a vida alheia.
E no fim das contas. Eu vou chorar de alegria.
Jogo da Verdade
Nada me abala, já sei do enredo,
já li os seus passos, seus planos, seu medo.
A máscara cai no silêncio do olhar,
e eu sigo firme, sem me rebaixar.
Você joga sujo, com fala ensaiada,
mas minha alma é limpa, e bem acordada.
Não temo embate, nem sua armadura,
porque minha verdade é minha cura.
Vejo a má-fé, sinto a intenção,
mas não carrego ódio no coração.
Se é jogo que quer, pois então prepare:
jogo com luz — e minha luz não pare.
Medo de Amar
Se um dia gostar de alguém, não tenha medo de abrir seu coração e falar dos seus sentimentos, pois os sentimentos devem ser compartilhados, e falar do que se sente é maravilhoso, por quantas vezes perdemos pessoas por medo de falar, o que se sente, ou deixamos alguém que poderia ser um amor ou uma paixão, sair de nossas vidas, por medo de falar o que estamos sentindo pela pessoa, então sempre que gostar de alguém fale, não tenha medo da reação do outro, você disse o que sentia.
Eu me desnudo sem medo de cair, sem rede de segurança, sem véus para esconder. Minha alma é um abismo, profundo e escuro, onde apenas a verdade pode respirar.
Eu me exponho, como uma ferida aberta, sem curativos, sem disfarces, sem medo de sangrar. Meu coração é um grito, um berro de silêncio, um sussurro que ecoa, sem palavras para dizer.
Eu sou a minha própria sombra, a minha própria luz, a minha própria verdade, sem filtros, sem disfarces. Eu me desnudo, para me encontrar, para me conhecer, para me amar. Sem máscaras, sem véus, apenas a minha essência.
Eu me exponho, como um rio que flui, sem margens, sem fronteiras, apenas a corrente da minha alma. Meu ser é um espelho, que reflete a verdade, sem distorções, sem sombras, apenas a luz da minha existência.
Eu sou a minha própria criação, a minha própria destruição, a minha própria redenção, sem culpa, sem pecado. Eu me desnudo para me libertar, para me soltar das correntes que me prendem, das sombras que me cercam.
Eu sou a minha própria liberdade, a minha própria prisão, a minha própria escolha, sem medo, sem arrependimento.
(“Nudez”, de Douglas Duarte de Almeida)
Das paixões que tive
daquelas que ousei confessar
não as vivi por medo,
e vivo aspirando o que não foi
pois, daquelas que se interessaram
fugi por meus compromissos
anulei a possibilidade
as fiz desistir
só não as tirei do peito
aqui de dentro de mim.
Dele vem o meu socorro
Quando o vale escurece e a alma se inclina,
quando o medo sussurra e a dor se avizinha,
quando os pés vacilam no chão do abandono,
e os céus parecem trancados no sono...
Ergo meus olhos aos montes calados,
procuro socorro nos altos sagrados.
E ali, no silêncio que o mundo não vê,
sinto uma Voz que me chama com fé.
Dele vem o meu socorro, o Eterno, o Senhor,
que moldou os céus com palavra e amor.
Não dorme o Deus que me guia em segredo,
não falha Aquele que vence o meu medo.
Ele é abrigo na noite mais fria,
é luz que acende a esperança vazia.
É rocha firme em mar revoltado,
é mão estendida ao que está prostrado.
Quando a alma já não encontra saída,
quando a cruz pesa mais que a própria vida,
Dele vem o sopro, o alento, a calma,
que restaura os ossos, que ergue a alma.
Não confio em sorte, nem em meu braço,
meu auxílio vem d’Aquele que traça
os caminhos da vida com graça e poder e mesmo ferido, me ensina a viver.
Dele vem o meu socorro, constante e fiel,
como chuva no deserto, como maná no céu.
E ainda que o mundo inteiro desabe sem cor,
me basta saber: sou cuidado por amor.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Talvez eu tenha medo de dormir
Talvez eu tenha medo de sonhar
Talvez um dia você chegue para mim
Talvez um dia esse Talvez acabará...
Ter você, é caminhar pela vida confiante... Sem medo de errar, mesmo errando,
sem medo de me entregar, já entregue.
Andar pela vida, e mesmo com arranhões, continuar em frente...
Ter você é querer ser melhor, é querer dar o melhor de mim, é ver as coisas de uma melhor forma, é querer corrigir os meus erros, e ter força para lutar, crer, vencer.
É poder te olhar nos olhos a cada chegada e ficar com saudades a cada ida...
Ter você é olhar e ver uma família linda
O medo apavorado não fere nem causa danos,
pois nasce da própria mente que o procura por medo.
É a consciência quem o chama o causador por insegurança,
e nele se perde por temer o que imagina se forte.
"Se o mundo te empurrou pro abismo, agradeça: é de lá que nasce o general que ignora o medo. Quem nunca sentiu o peso da própria sombra jamais saberá o valor da luz que carrega dentro. Aqui não tem espaço pra quem desiste — só para quem sangra e levanta com as mãos sujas de guerra."
— Purificação
INCERTEZA
Vem aquela insegurança
Paramos de andar para a frente
Esse medo tão de repente
Falta até a esperança.
Essa vida tão distante
A conversa o riso
Os encontros
Antes era constante.
Uma confusão no pensamento
Saudade do calor de um abraço
A importância de cada momento.
Autoria- Irá Rodrigues
Eu.
Eu danço com ela lentamente
Mas observo em seus olhos:
Ainda há medo em você?
Você gosta de arte,
Porém tem medo das opiniões e do futuro
Se esconde e se mostra demais
Se esconde, mas fala pra se esconder
Eu te vejo dormindo em meus braços
Quando você disse que se amava, me amava
Seus olhos brilharam
E eu vi tudo, seu brilho – e seu medo de brilhar
Mesmo brilhando...
Não me esconda da guerra — me acenda dentro dela.
Alarga meu espírito até que o medo se afogue em mim.
Não tire os espinhos — caleja minha alma.
Faz do meu nome um eco que o inferno respeite.
Tua mão, não me proteja — me molde.
Leva embora o que enfraquece. Deixa o que endurece.
Se o mundo me negar, que o céu me reconheça.
Purificação
Alexia, quero que saiba
Eu tenho medo
Medo de te pedir em namoro
Pois eu não sei sua reação
Você diz que me ama
Mas mesmo assim
Eu sempre tenho um pé atrás
Até porque você é muito linda
Tanto que sempre tem alguém querendo você.
Vou declarar ao mundo, sem medo, sem freio,
que te amo, e que esse amor é inteiro.
Quero que todos vejam, ouçam, sintam —
a força desse sentimento verdadeiro.
A caminhada te acolhe
Dizendo o horizonte à percorrer
O silêncio sauda
Combatendo o medo
No universo das incertezas
Uma pausa não é um luxo
Equilíbrio do corpo e mente
Uma escada, uma ponte
Vida de pensador e sonhador
Vitalidade e persistência
Para recomeçar de novo.
Tatuagem Invisível
Jamais tatuei meu corpo — não foi medo,
Mas por respeito à pele e ao seu clarão.
É nela que o silêncio se faz imensidão,
É nela que se oculta o meu segredo.
Quem sangra e não soluça, busca cedo
Marcar na carne a dor, sua prisão.
Mas minha dor gravou-se em dimensão
Que foge ao ferro, ao traço, ao frio enredo.
Só tenho uma inscrição — Iranete, amor —
Cravada em mim no osso e na retina,
No vão da alma onde o tempo se desfaz.
E o mundo, ao me olhar, vê esse fervor:
Um nome eterno em luz, sem tinta,
Que só se lê no corpo feito em paz.
Por Evan do Carmo
