Poemas e Poesias
Eu não posso colocar a sua vida num só poema que eu possa escrever, numa só canção que eu possa compor, mas posso sim, com certeza, colocar muitos poemas e muitas canções na sua vida. – (Paulo Del Ribeiro)
Toda poeta tem um cemitério particular, dos poemas compostos, vividos (ou não), desvalidos, arquivados, esquecidos. Quando vividos, eram alegres, lidos, compartilhados, admirados, entregues, para então serem guardados… Certas poesias têm amor, desamor, dor(sua causa mortis). Começam com um encanto, para morrer num desencanto. Ao contrário de qualquer outro fim, a poesia é teimosa, inquieta, sagaz. Ao mínimo sinal de chuva e luz, desperta-se das profundezas de seu estado, e renasce ainda mais bela e florida, para ser entregue a novos amores, novas vidas. Assim, a imortal poesia teima em eternizar-se, ate que haja um último ser capaz de amar, ou os dois últimos seres da Terra. Só assim, como não houver nenhum coração para habitar, dar-se-á por satisfeita e findará, eternamente morrerá.
Poesia é o ilógico lógico, o lógico ilógico, conexão sem razão: é a linguagem secreta de um sentimento que só é desvendada por outro poeta.
Poesia e pintura estão intimamente ligadas. O que uma faz com palavras a outra faz com formas, linhas e cores. Sinto que escrevo imagens e pinto poesia. Assim tem sido desde sempre. Não é uma escolha, é uma condição.
Minha poesia não tem a menor pretensão de mudar o mundo. Mas, ressaltando o amor, escrevo um mundo melhor!
Levemente púrpura, era a poesia que silibada outrora pelos anjos ganhou o contorno do teu rosto no silêncio dos meus olhos, antes que, como uma esfinge pálida se imortalizasse em meu peito.
As lágrimas expressam profundos sentimentos. Quando me emociono diante de um poema, de uma imagem, de uma situação, meu coração bate mais forte, minh’alma fala pelos olhos e se expressa pelos dedos, ao criar poéticas prosas, românticos contos. A lágrima é uma das expressões do amor incondicional. Quem não lagrimeja ao ouvir "Eu te amo?" Ao ver o dia amanhecer? Ao respirar profundamente com o sol a pino ou ao se enternecer, no magistral anoitecer?
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
A fotografia e a poesia são intimamente ligadas pelo amor de quem a faz.
É uma força superior que se manifesta através da lente ou de um papel cada um com a beleza do teu momento íntimo.
Se essa foto fosse um poema, no lugar da foto seria um papel, e no lugar da câmera seria uma caneta a escrever:
"Oh quão sublime é ter o dom de amar um coraçãozinho, que não sendo o nosso, bate dentro de nós."
A poesia é uma constante necessidade existencial de estar em contato consigo mesmo para desvendar e desnudar mundos.
Todos nós somos como versos soltos de um poema, que somente nos olhos certos podemos ser vistos em nossa real essência
Um poema não precisa ser perfeito, ao lê-lo temos de ter a impressão exata de que foi escrito para nós!
É preciso tirar a Poesia das prisões intelectuais. O claustro deve ser abolido. As “igrejas”, os “monastérios”, os “colégios”, as “academias”, são todas elas formas de prisões que transformam
e manipulam o poder de imaginação do poeta. Poesia é sinônimo de liberdade plena.
