Poemas e Poesias
Do amor espero muito e tanto
Do ardor espero o mesmo e parto.
Da ida espero o mesmo encanto,
Na volta espero o mesmo afago.
Do olhar espero o seu encontro,
Do riso espero o seu retrato.
Das mãos espero o mesmo toque,
Da boca espero o embaraço.
Nascido da mesma vontade,
Que bate e não se aguenta
Que invade o mesmo peito e parte
O embate que na vida aumenta.
Espere, ó bem, o meu resgate
Ao sol que luz da vida trás,
O amor se torna um desastre
Se não são dois corações iguais.
Do sol
E da luz que arde,
Parti pra viver da arte.
Da lua
Que vieste encher,
Parti para poder te ver.
Da chuva
Que há de me molhar,
Parti pra poder amar.
Do inverno
Que o frio trás,
Parti procurando mais.
Da moça
Que pouco vi,
Pouco falei
Então parti.
Existem 3 tipos de poetas, e embora pareçam semelhantes, não se confunda.
O primeiro é o de café e cigarro, normalmente escreve sobre a beleza da vida em melancolia, o que há de sublime no ar sombrio da vida.
O outro seria o de bebida e cigarro. Esses costumam escrever através de suas visões realistas sobre as dificuldades, problemas, e mazelas que enfrentam, mas utilizando um tom cômico, o famoso "rir da própria desgraça".
E por último, os apaixonados. Ah, esses são um problema em particular. Normalmente só podem ser entendidos por aqueles que passam pela mesma situação, ou todas as palavras soam como melosas e desnecessárias.
"A alma da poesia só é captada por quem lê, quando o mesmo coloca - se no lugar de quem escreve."
As palavras não estão vivas. Em mim não encontram morada, das minhas mãos não saltam ao papel.
As palavras estão fugindo, em êxodo da minha própria mente.
O que era inspiração agora é passado, velado e relutantemente esquecido.
Se para o cientista, o gosto está na descoberta, para o poeta, está na moça que vai e que volta. Quando ela não volta, a tinta da caneta seca, a mente não produz, e o poeta se torna uma estátua de sal.
Escrevo pra falar de amor
Expressar a dor,
O que é comum aos alheios
Tem em meus olhos esplendor.
Narrativa da vida
Sem ponto de partida.
Se por aqui tudo finda,
Fica a obra do autor.
O épico é interpretativo.
Deuses, imortais e heróis
Mas falo de meros mortais se amando, sentimentos de um doce finito.
O propósito é alcançar, sim
Alma carente de paixão.
Paixão pela arte, em parte
O que venha a tocar o coração.
Naveguei como os melhores navegadores em suas expedições.
Corri como maratonistas corriam por um grande prêmio.
Escalei a maior das montanhas como os melhores alpinistas.
Escrevi como os maiores poetas.
Lutei como os melhores pugilistas.
Me diverti como o maior dos palhaços.
Amei como o mais sublime dos românticos.
Cheguei até onde outros já haviam chegado, e nunca além disso.
Morri, e nada de novo vislumbrei.
Sou apenas um dos outros, somente porque não dei um passo a mais do que eles.
Caminhando pelo passado
Caminhando pelo Recife
Sons estranhos me aparecem:
ao passado o presente assiste,
e algo estranho me acontece.
É Pernambuco da capitania,
que Duarte Coelho já sentia
sua força impoluta,
tendo ouro como açúcar,
doces brisas pelas ruas.
Soldados e suas espadas,
navios em suas esquadras,
e, olhando em direção ao mar,
corsários a passar,
disputando este lugar,
lutando sem cansar,
como hoje lutamos nós,
o egoísmo é o grande algoz,
pois pertence a humanidade,
vejo isso nesta cidade,
em relances de verdade.
O Recife é imortal,
é pedra fundamental,
de feito excepcional
produzido por Nassau.
Nassau é a Ponte
do passado ao presente.
O Capibaribe que nos diga!
Em suas águas o abriga,
como uma imensa Veneza
de rara e eterna beleza,
pedra de valiosos quilates,
como provam os mascates
cujas vozes ecoam por toda parte,
por ruas, entradas e becos,
seus comércios e apetrechos.
Na Rua da Praia houve até revolução,
Por aqui Insurreição.
Sua história é contada com muita devoção,
pois de história nós entendemos,
com vários ilustres convivemos:
Matias de Albuquerque, Henrique Dias, Gilberto Freire,
Paes de Andrade, Frei Caneca, Abreu e Lima,
Joaquim Nabuco, José Mariano, Paulo Freire,
Capiba, Luiz Gonzaga, Oliveira Lima,
Hermilo Borba Filho, Álvaro Lins,
Ariano Suassuna como cidadão, Nélson Ferreira,
João Cabral de Melo Neto, Osnan Lins,
Antônio de Figueiredo e Manoel Bandeira.
Conhecidos pela democracia, insurgência,
muita coragem, senso de igualdade,
ideário cívico, inteligência,
muita força e heroicidade.
Estando longe ou perto,
a saudade é sem igual,
sentimento de muita emoção,
que vai do frevo do Carnaval
à fogueira do São João.
Permita-me uma aliteração:
“Recife reino reluzente
dos Poetas ausentes”.
A minh’alma transborda
caminhando pela orla,
tudo vejo no ar da simplicidade:
águas, pontes, casas e grades
caminhando por esta cidade.
Teu beijo
Sinto- me leve,
vagarosamente em movimento,
tudo muito de repente,
partindo nas asas do vento
Acho que vou longe,
não sei porquê, não sei pra onde,
mas de uma coisa eu sei,
num relance, num instante
Percebo-me no universo,
na carona de um cometa,
entre correntes de estrelas,
dando voltas em silhuetas
Viagem de uma vida,
na fantasia de um desejo,
quando despego de tua boca,
quando deixo o teu beijo
"Esperou-se tanto o melhor dia, o momento certo... Esperou-se tanto, um sinal divino que viesse de fora...
Que não ficaram juntos, não houve história, não se teve tempo... Um esperava o outro, mas os dias seguiam, indo embora...
Esperou-se tanto que passou uma vida inteira, porque para eles, nunca chegou a hora..."
Na Bahia, tudo termina e principia no mar.
E para lá projetarei meus passos derradeiros
(Como o fiz com os primeiros...)
Em verdade vos digo, o mar é o lar dos encantados!
Já dito... vou para onde correm os rios...
Eles não podem estar errados.
Capangueira... Capangueira...
Besta fera do Capão...
Capangueira... Capangueira...
Protegei meu coração.
Que o poder do teu veneno
Derrote o povo pequeno
Que me quer no seco chão.
Nostalgia escolar 19/12/20
Quem diria,
Te ver de novo,
Todo esse tempo,
E eu não esqueci seu rosto,
O cabelo o sorriso,
Lembro dessa época, eu era garoto,
O lance era outro,
Eu não te conhecia,
Quem te apresentou?,
Sua amiga Maria,
Lembro da gente se beijando,
Do lado do muro da escola,
Eu todo tímido,
Você deu início,
A Andressa minha colega de sala,
Passou e viu, no canto da boca um sorriso,
Pra não dizer rindo,
Nega a cada beijo,
Eu queria outro,
Quando você não estava,
Soltava sorrisos feito bobo,
Sorte minha ter te conhecido,
Recentemente quando te vejo,
Vem a nostalgia,
E não deixa esse bom tempo,
Ficar perdido.
Adner Fabrício
Oque eu realmente quero?
Quero muitas coisas, coisas boas
Quero não mais vê-la chorar
Ou por problemas passar
Poder te mostrar que o mundo
Podemos segurar, eu e você.
E nada pode parar o que
Desejo tanto te falar
Nessa noite solitária meu desejo é
Amá-la sem jamais soltá-la.
Ter seus dedos ao encontro dos meus
Quero mesmo é respirar do seu ar
E mostrar que a ti desejo amar
Casulo Efêmero
A alma, imortal e etérea,
Em casulo se abriga, exulta,
Como se na terra, efêmera,
Preparasse a sua volta.
Como o casulo que se forma,
A vida passa, se transforma,
Deixa marcas e ensinamentos,
Nos corações, em sentimentos.
E ao deixar a casca vazia,
A alma alça voo, serena e livre,
Deixando um legado para os seus,
Que ao longo da vida gerou e viveu.
Deixa para trás a morada,
E segue com a alma lavada,
Pois viveu plenamente, deixando marcas,
Nas almas tocadas, nas vidas abarcadas.
Borboleta que encanta, brilha,
É a alma que agora voa, trilha,
Transformada pelas asas do amor,
Em um ser de luz, com cheiro de flôr.
Assim, a morte não é fim,
É uma nova fase, um recomeço,
A alma livra-se do casulo enfim,
E segue sua jornada com apreço.
Que possamos entender a mortalidade,
Como uma oportunidade de crescimento,
Aprender, deixar saudade,
E viver cada momento com sentimento.
Que a borboleta de cada alma,
Deixe rastros profundos na história,
E que a morte, não seja só um trauma,
Mas uma passagem para a eternidade da glória.
Contradições e Esperança
Eu tenho muitas contradições,
Mas a vida é essa: se aprende errando,
Corrigindo os erros, vivendo lições,
No exercício constante, vou me transformando.
Aproveito cada chance de crescer,
Em cada oportunidade, busco evoluir,
Nas lições que a vida insiste em trazer,
Encontro motivos para não desistir.
Aprendi que quase nada está no meu controle,
Mas preciso ser melhor a cada dia,
Mesmo na solidão, busco um farol,
Que ilumine meu caminho com sabedoria.
Sinto muita solidão no peito,
Mas não deixo de buscar a solução,
Quero Deus, anseio por Seu leito,
Pois sei que Nele encontro redenção.
Nas contradições, forjo meu ser,
Na busca incessante por paz e luz,
É em Deus que encontro o verdadeiro viver,
A resposta para o que minha alma conduz.
A vida é um contínuo aprender,
Errando, acertando, buscando o ideal,
Em Deus, encontro forças para não esmorecer,
E faço da minha jornada algo essencial.
E assim, nas contradições e na esperança,
Vou trilhando meu caminho, sempre a buscar,
Em Deus, a fé e a confiança,
Para, cada dia, mais alto voar.
A TERRA BRASIL
Poeta Brithowisckys
Dessa alvorada crescente
Disse JK, nosso eterno presidente!
Aqui resplandece a sua Glória
Da epopeia dos bandeirantes
De uma terra chamada Brasil
De sua capital intitulada Brasília
Com seu deslumbrante céu
Resplandece como um fulgurante véu
O horizonte mais intenso e varonil
O céu mais charmoso do Brasil!
Daqui vislumbro o largo horizonte
O mais belo pôr do sol que há
Da cidade sem montanhas e montes
Reflete o esplendor de Glória
Nas águas serenas do Lago Paranoá
No mastro da praça dos três poderes
Tremula impávida a nossa bandeira
Símbolo suntuoso de uma nação inteira
De um país varonil chamado Brasil
De um heroico, povo guerreiro
Na capital do todos os brasileiros.
EXISTE VIDA APÓS VOCÊ
Foi depois de você que fiz novos amigos
Foi depois de você que aprendi a viver
Foi depois de você que entendi o caminho
Foi depois de você que entendi que era comigo
Foi depois de você que me interessei
Pela vida, pela música, pela poesia
Foi depois de você que descobri
Que existia vida após você!
