Poemas e Poesias

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Coral Da Madrugada

Caminhando sozinho altas horas da noite que horas são? Apertando o passo para chegar mais rapido é o que quero então

E nesse caminho tudo parece um pouco assustador, o vento fino faz o clima ter um pouco de pavor
Na árvore tinha uma coruja e eu pensei não cante faz favor

Olhando para o lado vejo um gato miando e um grilo cantando com isso eles fazem o coral da madrugada
Caminhar sozinho essa hora é difícil ainda mais quando a luz do poste está apagada

De onde estou vindo? Não me lembro, só sei que amanhã um sermão vou estar ouvindo
Mas agora quero chegar em casa custe o que custar, se for possível vou correr até ficar sem respirar

O silêncio da madrugada vem com um ar de mistério, pensei nisso quando passei perto daquele cemitério
Oque será que pode ser perigoso agora? Fantasma? Monstros? , seja qual for eu saio fora

Passo perto de um andarilho e paro pra conversar, coloco a mão no bolso com dinheiro quero o ajudar
Fiquei ali uns minutos ouvindo ele suas histórias contar

Estou caminhando só, mesmo assim não sou digno de dó
Oque pode ser tão assustador que você não possa enfrentar? Enfrente a escuridão para o caminho encontrar e assim seu medo libertar.

Inserida por AdrianoLopes1

Vestido de branco,
verde, azul ou colorido.
Disfarçado de médico.
É um anjo.
Que salva vidas!

Inserida por Crysgrer

DESGASTA

Tanto tempo, tanto tempo...
Papa terra, papa vento,
papa a papa da mamadeira
taca e ataca no jumento
atracando a vida inteira
celibato, papa, convento.

Vou na papa da papada
papando com colherada
as águas batem na proa
engaja,canja gente boa
brisa induze a garoa
e asas, voam por nada.

Tanto tempo, quanto tempo!
passa rispes sentimentos
será a chave da vida!?
Ou enfeite de momento...
Quem sabe, tudo desgasta?
ou se acaba, ou se arrasta
na face do senhor tempo.

Antonio montes

Inserida por Amontesfnunes

SALADA X CAETANO

Não poetei Caetano nem Gil...
Nem não, os vi, no Rio,
atrás da cortina de pano...
Nem eles também, não me viu.

Zé Ramalho e Gal Costa...
com seus galhos e suas apostas,
o povo nota as anedotas...
Minhas costas adota o passado,
de um tempo todo marcado...
Pelo o alvo do cajado.

Não poetei, Maria Betânia...
Tão bacana essa dama!
Flor de petúnia que se arruma
com a flora de Amazônia.

E Morais Moreira as carreiras...
no trilho elétrico, com Alceu Valença
que presencia! Continência...
Sal na moleira, pensa!
Não poetei a nossa musica, Brasileira.

Que fardo esse entalo...
Queria eu!
Poetar... Roberto Carlos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

AMOR EM LABAREDAS

Quando amo me entrego
Não puxo o freio
Não sei ser meios
Ou sou tua,
ou sou nada.
Tudo o mais é reflexo de mim
Não sei ser menos antes do fim
Não me permito superficialidades
Mergulho nos teus abismos
Nos meus abismos
E te possuo lá
... Onde a razão não adentra
Onde não se permite juízos.
Onde somente o amor dita as regras
Assim...
... Às surdas, às mudas, às cegas
Assim te possuo
Até que me peças mais
Me implores por tudo
E eu vou
Lá, onde tudo o que cabe somos nós
e o grande amor feito labaredas, agora,
que nos consome.

Elisa Salles
@Direitos autorais reservados

Inserida por elisasallesflor

Para quê?
(Victor Bhering Drummond)

Para que servem os entardeceres?
Para que agradeça pelo longo dia que viveu.
Para que servem os finais de tarde?
Para entender que há sempre um recomeço.
Para que servem os pores do sol?
Para agradecer pela poesia da noite.
E para que servem os lagos?
Para contempla-los e mergulhar neles todos seus sonhos para que ressurjam como realidade.

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Inserida por victordrummond

Ela saiu de um belo dia
Na madrugada se abrigou
Fez de seu coração
Um vazio necessário
Pois já estava cansada
Desse tal de “amor”
hoje caminha sozinha
Sem planejar seus passos
Contando com seu amor, próprio.

Inserida por tonyoliveiraamorim

Observo seu sorriso
E sinto que não é o mesmo que o meu
Sinto seu abraço
E percebo que não sente o mesmo que eu
Talvez seja seu jeito ou só medo
Talvez eu esteja certo
E isso tudo seja só um passeio.

Inserida por tonyoliveiraamorim

Transito por está noite
Com a solidão e minha sombra que me assombra
Sigo adiante preso a mim mesmo
Com resto de liberdade que sobrou
Procurando encontrar uma saída
Que me deixe enxergar o mundo de outra forma
Sem precisar de ninguém para sorrir
Buscando minha felicidade interna

Inserida por tonyoliveiraamorim

Vida me mate aos poucos, mas não me deixe
Me apague aos poucos, mas não se deixe
Se valorize e não se queixe
Dance! Não fique encostada na parede
Sorria! Mesmo que tudo escureça
Tirar o brilho também evita dor de cabeça
Aprendizado também se conquista nos momentos de fraqueza
Seja feliz, enlouqueça!

Inserida por tonyoliveiraamorim

" Onde estão os ventos que acariciavam meu rosto?
onde está o horizonte que tanto procurei?
onde está o amor da minha vida?
talvez eu não soube segura-los quando passavam
deixei-os ir sem tentar ao menos convencê-los a ficar
agora eu sei que sorrir é preciso
que levantar a cabeça é vital
agora eu sei, preciso viver
correr pelos campos imaginários de minha alma
hoje é tempo, ainda tenho muito, mesmo em meio às perdas
sobreviverei
Acho que é hora de recomeçar...

Inserida por Nedya

Eu me vi perdido, mas me encontrei em você
Eu sofri sorrindo quando não conseguia mais te reconhecer
Cada verso escrito me decomponho amor
Cada pensamento lírico é um esplendor

Talvez eu goste de sustentar essa dor
Mesmo que as vezes me sinta um ator
Talvez devemos amar sem temor
Sem lembrar o que o passado causou

Inserida por tonyoliveiraamorim

MORDA

N'água, nada...
Nade e se afogue
se afogue grogue, com gole
tome tudo, não seja mole
tome o mundo, tome seu porre.

Corra, corre...
Se esconde e se sacode
Morde, morda, não morde,
bate a cabeça como bode
logo depois, faça como pode.

Morda, todos os dentes da gangorra
todo peso, toda arroba boba
sem moda sem estilo sem roupa
morda a popa escorra a loca
feixe a porta d'essa masmorra.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

BEIJO TEMPORAL

Seus beijos são ardentes
assim, como aguardente quente...
Evoluem como chuvas de temporal
formando corredeiras, cachoeira...
ventos assoviando no varal.

Correntes de água correntes
brisa de aconchego,
sob laranjeiras do quintal
... Arrastão de sentimentos
inebriando paixão...
Deixando o coração contente.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

´´Curta o agora divirta-se...
Pois amanhã pode chegar tua hora de partir, ir embora...
E quem sabe não está neste instante jogando tua chance de ser feliz, fora.``

Inserida por 0neves

´´O vazio me habita
O silêncio me conduz
Enquanto minha
Alma grita
Meu sorriso
Emite
Luz.``

Inserida por 0neves

´´Solidão

No início é torturador
Depois, satisfatório
Onde o sol ilumina vivo em guerra
Onde a penumbra
Assombra, choro!``

Inserida por 0neves

´´Não aceito ser substituído
Nem mesmo ser substituto
Foi escrito nosso destino
Cada volta que o mundo deu
Foi pra quê ficássemos mais juntos.``

Inserida por 0neves

´´Não adianta!!!
Depois do sofrimento
É irremediável a dor
Já tentaram a morte amenizar?``

Inserida por 0neves

Momentos de uma noite agitada, ou não... Onde musicas mal cantadas se tornam risadas e o papo cabeça nada mais é que uma brisa, aí é que vem a diversão..
No chão de terra, na noite, no calor do fogo, cada olhar uma tradução, e eu só consigo enxergar o céu, estrelado, com a lua e nossa imensidão...
Nem sempre nossa mente está no mesmo lugar que o corpo, ainda bem... viajo tanto sem sair de onde estou, e nem me dou conta de quando quero voltar.. aliás, eu não quero voltar, onde o céu estiver acompanhado da lua, será o meu lugar.
O simples sempre será mais, taí a explicação do porquê muita coisa hoje tanto faz.

Inserida por GustavoLeal