Poemas e Poesias
LAGRIMA NA CALÇADA
Aquela lagrima...
Aquela lagrima cansada,
em toda tarde caída...
Despencava da sua janela
sobre a calçada sem vida.
Aquela lagrima
Ah! Aquela... Lagrima...
Aquela lagrima perdida
sob os ventos da saudade
caiu no tempo esquecida
pala paixão da vaidade.
Aquela lagrima furou pedras,
do paralelepípedos do amor
ao ficar sem sua entrega...
A minha alma, chorou!
Aquelas lagrima chorada
caída nos jardins tristonhos...
Regrou as flores da vida
quando a haste era um sonho.
Aquela lagrima molha a alma
orvalhando os sentimentos
nas água d'aquela lagrima
eu naveguei com meu intento.
Antonio montes
LAGRIMAS NA ESTAÇÃO
N'aquela estação, eu chorei...
Chorei, não pude conter aquela...
Lagrima, expelida pela sua partida.
Então, veio a saudade extravasando
e eu atirei, meus choros de sentimentos
sob os ventos da despedida.
N'aquela estação, eu chorei...
Chorei o amanhã da minha vida
nos braços da minha dor desvalida.
Chorei igual condenado ao tempo
sob o escuro da solidão concebida
chorei sobre as águas das lagrimas, caídas
N'aquela estação, eu chorei
chorei pela partida d'aquela vida.
abandonando a minha vida sentida.
Antonio Montes
CHORO SÓ
Pai, sabe aquela menina que, todo dia,
passa em frente, a nossa casa chorando?!
_ Sim filho...
Aquela menina pequena, serena
em sua sensatez...
_ Isso pai, essa mesma!
Hoje, ela passou chorando, outra vez!
_ Filho... O choro é d'ela, deixa-a chorar.
_ Mas pai...
Do que adianta ela chorar, ninguém ouve...
Se ouve, não quer escutar,
alem do mais, choro, aos outros,
só serve para incomodar.
_ Deixe a menina chorar filho
só ela sabe a dor que sente
e porque chora, alem do mais,
o choro é a marca da desunião
... Mas, lava a alma, regra o ser...
Eleva o ego e faz o amor renascer.
_ Então ta pai, eu vou ajudar, ela chorar
_ Filho, filho...
Chorar sem precisão, não é compaixão.
Antonio Montes
GALHO TORTO
Insaciável ganância,
empoleirada no galho...
_ Um pássaro... _ Não!
Um fardo sem fundo o prazer...
Político dotado de infunda,
coerência e toda sede de
afluxo do mundo.
Esse poder aquisitivo,
que nunca para de crescer...
Essa fome de causar fome
sempre apta, a ver perecer.
Se ele se salva... Ok, ok
eu você, tu e todos...
Podem morrer.
Antonio Montes
Paciência
Paciência, pois depois primeiro encontro haverá muitos outros.
Paciência, pois além dos primeiros beijos também terá desejos
Paciência, pois mesmo com seu passado nosso presente e um legado
Paciência, pois enquanto você chorar irei pensar mil formas de te fazer melhorar
Paciência, pois em cada briga nossa teremos que encarar nossas fossa
Paciência, pois o amor é de fases então me entenda se eu for covarde
Paciência, pois em cada pensamento meu existe lá cada pedaço seu
Paciência, pois se um dia eu for grudento e só um jeito de expressar meu sentimento
Paciência, pois meu amor é tão sincero que mesmo de longe ainda aqui te espero.
As saudades que
tenho são traquinas.
Saudades do corredor
que corria.
Saudades da bronca
daquele dia.
Saudades de um tempo
que não volta.
Quando criança eu tinha um mundo,
mas quando adolescente descobri
que o mundo é que me tinha.
Quando casei o mundo
não era mais só meu
e quando fiquei velho descobri que
o mundo não me queria.
Quando morri
encontrei um mundo
que me quis.
EUFORIA DA SOLIDÃO
Sobre a calçada da noite...
A lua, com seu lençol prateado,
pendulava, cobrindo os passos
do dançarino...
E esse, embalado pelas notas frescas
de um sanfoneiro...
Marcava a tristeza, com sua euforia.
Ali, n'aquele momento...
Enquanto ele dançava a musica da solidão
em seu peito enchia ritmado...
Pelas batidas desconsolada de um coração.
O tempo esse, ah tempo não via.
E as lagrimas d'água...
despencava pela nostalgia fria.
Antonio Montes
Um Dom!
Tem momentos que quero tanto escrever, mas a formação das palavras fogem na minha mente, que é tão confusa e cheias de pensamentos, como se um pensamento juntasse com outro uma ideia se embaralhasse com outra, as palavras não saem, o pior que as ideias não são compartilhadas e admiradas, não podem influenciar positivamente ninguém, porque nem ao menos foram mostradas nem escritas pra ninguém, um dom ilimitado que quando não visto e usado deixa de existi.
►Astronauta
Que belo lugar este que estou
Jamais poderia imaginar beleza mais rara
Observando paisagens que chegaram e logo se foram
As estrelas são belas, e bem claras
O cenário está totalmente pronto
E o Sol está do outro lado da esfera azulada
Sim, não é plana, isso vos conto
No passado cometemos um pequeno engano
Mas aqui sobre o espaço eu me deleito em demasiado encanto
Testemunho como nossos olhos são como câmeras,
Pois jamais esquecerei o que vi, onde caminhei, onde pisei
Sentindo sensações ambíguas
Gostaria de poder tirar fotos da Oceania,
Ou quem sabe abraçar aquela estrela que de longe brilha
Mas estou com as solas de meus pés, beijando a Lua querida.
Minha amada e grisalha mãe queria visitar o Egito
A buscarei e logo para lá estaremos indo
Meu herói mal-humorado almeja uma praia para o feriado
O mostrarei a Via Láctea, sem precisar pagar pedágio
Apresentarei a ele o nosso mundo encantado,
De uma forma que ele nunca havia pensado
A um novo conceito de imensidão ele será apresentado
Beleza maior do que a escrita em diários apaixonados
E a pureza das nuvens que rodeiam a Terra,
Me fez amar mais ela,
Eis minha vista que tenho aqui de cima, que jamais será esquecida.
►Logo Cedo
Logo pela matina o ônibus já está com sua correria
Lá pelas quatro ele passa coletando almas perdidas
Pela janela embaçada eu vejo a cidade apagada,
Caio em admiração perante a noite estrelada
Até os pássaros estão dormindo, não escuto nada
E o frio me abraça com suas mãos geladas
Mesmo o moletom da marca mais cara não escaparia da ventania
E minhas palmas clarearam, rígidas se tornaram
Meus lábios secaram, as bochechas congelaram
Até mesmo meus ossos se enferrujaram,
"Dai-nos calor", eles me suplicarão.
Passando por entre as rodovias eu encontro luzes
A estrada se deleita delas, e que assim continue
Um pouco longe dali vemos catadióptricos a surgir
E, dentre tantas faces sonolentas,
Há aquelas que foram levadas pela correnteza,
Que lentamente se renderam ao Pestana e sua delicadeza
Outras tomaram um café forte e suas colunas estão em porte
Aquele dorminhoco do Sol ainda não apareceu,
Quando preciso do seu raiar, ele tende a me ignorar.
Ruas vazias, praças sem vida, esquinas sem alegria
Neste momento do ponteiro, a comunidade é suspensa
A movimentação nas avenidas ainda está lenta.
E no retorno, contemplarei o nascer do novo dia
E uma voz em meu peito grita
"Viva!".
VINHO VIVO
Eu vi o vinho, vivinho...
O vinho do parreiral do vizinho
frutos maduros, frutos verdinhos...
junto ao chilrear dos passarinhos.
Ouvi o sino tinindo...
no labirinto do velhinho
que outro dia ouvindo
tiniu com o seu carinho.
Eu vi a idade, subindo...
a cada ano, um pouquinho
mosquitos zunindo a pino
enrugando o vovozinho.
Vem idade, não me leve
entregando as rugas suas
essa vida já é tão breve
por favor, não me destrua.
Não me entregue por ai
como se eu fosse um pacote
tu sabe, que meu existir
nunca foi assim, tão forte.
Não sou vinho, sou menino
para idade do planeta
menino ainda novinho
candidato ah perneta.
Antonio Montes
AMOR...
Acho incrível e até estranho,
o fato do meu amor não depender de você...
Meu amor não é afetado por sua indiferença
Por sua ausência
Sua presença
Seu sim
Seu não.
Meu amor é maior que eu
É maior que você
É maior que nós
É plenitude
É vastidão
Subsiste além, mesmo, de nós
Por isso é amor
e é AMOR por tudo isso!
PRENDEDORES DO TEMPO
Eu sinto o vento dando vida
as roupas do varal,
ao mesmo tempo... Vejo-as alegres,
batendo palmas como se tivessem,
saldando o sol, e vibrando o
enxugamento do momento.
Se bem que, no mesmo tempo...
Dá impressão que elas estão
agradecendo o ontem...
Sinto pena por velas felizes...
Sabe se lá porque, o motivo da alegria!
Mas estão lá, presa ah prendedores...
E não se dão conta do seu,
repetitivos castigos.
Antonio Montes
TURBULÊNCIA TEMPLÁRIA
Em noite escura, eu adormeço
ninado pelo coaxar do tempo
e sonho, correndo pelas ruas
e tão logo, sou acordado pela...
Turbulência sentimental.
E de supetão... Desperto-me,
molhado pela chuva templária.
De repente...
Me dou conta que estou,
sendo bombardeado pela mira
da minha goteira. E essa...
Articulada aos desmandos da sua
ausência, a qual encharca-me
pelas águas caídas, da cumeeira
dessa... Sua velha telha.
Antonio Montes
A FALA QUE ACHA
Enquanto a lua esgueirava pelas ruas,
as sombras esqueléticas...
Esgueiravam-se, pelas formas retas
dos seus totens de concretos,
e as pilastras que ninguém não as vê.
Você não acha...
Eu não acho, eles o que acham?!
Quem é que acha, o que não se pode,
ou não quer achar...
Quem é que acha,
a barca, que se perdeu no mar?
Aquele que não fala, não gosta de achar
a lua acha, mas se cala sem falar
com sua prata, ela apenas ilumina a fala
para, aqueles que gostam de achar.
Antonio Montes
102Entre A e z
tão simples,quanto uma folha no outono caindo
Tão sincera quanto uma criança sorrindo
Tão delicada quanto uma flor desabrochando
Ao mesmo tempo tão forte quanto o vento soprando
Tão misteriosa quanto o tempo
Tempo que vem,tempo que vai
Tempo que leva e trás
Fria,como a noite em que a chuva cai
Quente,como o dia em que o sol sai
Agreciva como uma fera
Mansa,acolhedora e carinhosa
Temente mas corajosa
Cercada de pessoas,mas sozinha
Grande, como uma girafa
Pequena,como uma formiguinha
Impossível de se compreender
Mas meiga e doce de se conhecer
Minha musa.
Rendi-me ao seu encanto,
De forma que não sei contar;
Era magia estranha...
A me enfeitiçar.
Negros, eram seus cabelos;
Belo, era seu olhar.
Perfeitos, eram seus lábios,
Ardente, era seu "tocar".
Suas vestes transparentes,
Eram convite à sedução;
E o "balançar" de seus quadris,
Povoando a imaginação.
Sua voz, suave como a brisa,
Sua pele, macia como a seda;
Seu perfume de jasmim,
E um mistério de sedução e beleza.
Presente do Destino
Tudo em você é especial.
O som da sua voz me trouxe vida.
Simples canções tornaram-se sinfonias.
Tomei coragem para fazer poesias.
Teu abraço me deu abrigo.
Em teu sorriso encontrei a alegria.
Seus carinhos fizeram o tempo parar.
Nas carícias o desejo de te amar.
Vi estrelas em seu olhar.
Em seus conselhos a certeza para caminhar.
No calor do teu corpo a proteção do frio.
Seu coração preencheu-me o vazio.
Aprendi que meras discrepâncias
E nem a distância,
São obstáculos para quem se ama.
Cada gesto, cada palavra, cada ato
Fizeram-me acreditar,
Que até o mais duro coração,
Tem a capacidade de amar.
SONHOS ASCÉTICOS
Não é brinquedo olhar cedo, no espelho...
E se ver no tempo, ao mesmo tempo,
sentir saudade, do passado... Se sentir como
se tivesse sendo teletransportado...
Teletransportado pela nau da teletrasnsportação quântica, há décadas e décadas do passado,
ao mesmo tempo... Ter a sensação de esta sendo, projetado a uma senda de um futuro transcendental.
Vendo assim, é estranho pois, ao mesmo tempo, em que está colado ali, ofegante de sentimento, e
sentindo o coração pulsando... É como se tivesse oscilando um outro, ali a seu lado.
Eu sei... Eu sei espelho meu, não és vivo,
mas em seu físico, compacto, tu tens o dom
de manipular os sonhos... Fazer viajar pelos
espaços templários, e naufragar sob as ondas ascéticas.
Me faça naufragarem em uma senda templária
aonde o Deus é movido por um límpido amor
e não nos deixe ser envolvidos pela rugas da
idade nem pela ganância da felicidade.
Antonio Montes
