Poemas e Poesias
Vírgula
Moça,
Que eu seja vírgula na poesia da tua vida,
Melodia nas canções que entoa,
Cor nos desenhos que dá traço,
Eterno enquanto seu abraço,
Que eu seja calor na luz que banha a cena em que brilhas,
Lugar tão firme quanto as tábuas em que voa,
Tão suave como as palavras que pronuncia,
Tão desejável quanto a vida leve soa,
Que eu seja carinho enquanto houver saudade,
Proteção enquanto houver maldade,
Sonho bom que mata o pesadelo,
Beleza nua através do
espelho,
Que eu seja incerto como teu horário,
Cheiro bom no seu incensário,
Fogo no olho, improviso no ensaio,
Dramaturgia que leio ao contrário,
Que eu seja paz em tua jovem vida artista,
E vírgula em tua poesia,
Porém, que não seja modernista,
Só assim talvez me exista
E não te perco de vista,
Que eu seja vírgula só para sentir o seu respirar ,,,
Terra da garoa
Neste poema que escrevi
Das coisas que vivi
Das coisas que senti
As tortas palavras
Nas linhas retas
Pautadas na minha consciência
É me redimir
Um erro que cometi
Minha timidez me impede de te levar uma flor
Minha sensatez me faz poeta
Para me esconder nestas palavras
Sei o que sei
Sei o que não sei
Sei o que sou
Sei o que fiz
Só sei
Nas últimas horas
Em você pensei
Desculpas
Arthur Silva
Eu sempre critiquei suas poesias
Disse que achava brega, que era mecânico demais pra falar de amor
Infelizmente, cai nas garras de uma heresia
Daquilo que eu mesma acreditava
Talvez porque eu jamais amava
Ao ponto de querer escrever
Ao ponto de sentir e querer transcrever
Em palavras soltas um amor tão grandioso, um sentimento tão intenso que aflora dentro de mim.
Não quero ligar pra regras
Quando se trata de expressar essa paixão grandiosa que sinto por você
Não quero que exista um padrão, quando for pra falar de amor
Quero que tudo seja leve como teu calor
Numa noite fria de agosto
Debaixo de um cobertor
Quero ser sua, por inteiro, pra sempre, até a próxima vida
Farei outra rima
Pra dizer ao mundo o quanto sou agradecida
Por ter você como alma
Que cura um trauma
Que preenche meu vazio
Acalenta meu coração
Me faz me sentir a mulher mais amada do Brasil
🎵 Poema/Oração Musical: "Sopro de Aliança"
Sopro sagrado, som do deserto,
Chama que ruge do trono aberto,
Ergue teu som, chifre bendito,
Rompe as trevas, rasga o infinito.
Na sombra da cruz, eu repouso e clamo,
O sangue do Cordeiro é o meu escudo e amo.
Como o carneiro que salvou o herdeiro,
Sê tu, Senhor, meu rochedo inteiro.
Sopra, chifre, voz de Deus altíssimo,
Faz tremer muralhas e véus do abismo.
Que caia a inveja, que cesse o olhar vil,
Pois meu abrigo é o Teu amor sutil.
Anjos de fogo guardam meu chão,
Armas de treva não tocam minha mão.
Espada da fé, escudo da luz,
Tudo em mim agora Te conduz.
Ó Pai, ó Filho, ó Espírito Vivo,
Sela-me em glória, torna-me cativo
Do Teu querer, da Tua aliança,
Sopro divino, eterna esperança.
Guarda o poema do amanhecer
Na tua alma
E viverás no reino da esperança.
Guarda o poema do silêncio no teu coração
E Deus será em ti uma radiante canção
Guarda em ti o mágico horizonte
É serás um verso de fé e esplendor.
Guarda o cântico dos pássaros
No ninho das tuas palavras
E serás beleza e amor!
"GUARDA EM TI"
O sol e a poesia
Cantam a mesma canção.
Iluminam cada ser
Alheios ao inverno
E à Primavera de cada Coração.
Escrevo-te um poema simples,
mas pleno do meu valor sentimental por ti.
Tua voz, acalanto aos meus ouvidos
é melodia que embala minha alma.
Teu toque, sutil e meigo,
é como massagem que desperta meu corpo no silêncio da emoção.
Teu olhar, tão brilhante,
guia meus passos no caminho
que me leva até você.
E tua voz, soa como chama acesa, a
sussurrar.
Vem para mim, meu amor,
e eu vou, inteiro,
porque amar-te é leve,
é paz, é fascinação.
'CALAFRIOS'
Permaneces aí prostrado,
herói.
Imortal tal qual meus poemas dormentes.
Anacrônico,
fiz setenta semana passada.
Fantasiando abraços,
crenças.
Destinos grisalhos,
sombra molhada...
Estrelas aportam teus fascínios.
Porém,
caem sem que percebamos,
devorando terras prometidas,
paralisadas!
Enérgico,
seguras meros destinos com as mãos.
Impelindo sonhos,
fincando o divã do alvorecer...
És letal,
ainda não sei!
Mas tenho calafrios na espinha dorsal.
E falo de amor usual aos tantos órgãos fatigados.
Recitando canções diurnas,
sou breve poema.
Épico paradisíaco.
Infernal...
'POEMA INACABADO'
Declamar-te minha
Cultivo poemas
Nas noites pratinas
Disperso no tom cristal
Mar glacial
Poemas sem teoremas
Gélidos sob as cores sintéticas
E a alma cética
Barco esquelético
Metamorfose insurgente
Cheiro neblina
Pedra atracada
Aduela alvejada
Noites lufadas
Garoa rapina
Recitarei-o inacabado
Vocábulos
Nos verdes disfarçados
'FACETAS'
Verdades sobrepujadas e as milhares de faces pairando nas noites sem Luar,
Poesia retangular,
Quadrática.
Maquilagens nos 'sofás disfarçados'.
Quadros 'seminus' nas 'salas mascaradas'.
Vitalidade invejável,
Por trás das sombras:
Tudo impecável/relevâncias...
Na capa dos diários,
Frases de um violino apontando corpos celestes,
Mas o teor dos poréns,
Sucumbiram-se nos vácuos/matérias.
Escorregadia nas mãos sem melodias.
São as Montanhas,
Geradoras Vãs de alegrias,
Gladiando e hostilizando o 'eu',
Criando estigmas,
Ar rarefeito,
Apagando as estrelas...
Portas cilíndricas,
Quebradas,
Se perdem por trás das cortinas,
Estilhaçando as facetas em construções.
Clarão e sons emblemáticos corrompem as mesclas inexpressivas dos olhos.
A assimetria da vida pede novas jornadas,
Seguindo resiliências insípidas,
Abraços.
E os dias brilhantes/patéticos transmudam-se em dormências,
Sem figuras titãs,
Espaços...
'TREMAS'
Pinto tremas,
Diluo poemas,
Pulmões em papéis,
Aquarelo clichês,
Descrevo raios,
Painéis de porquês.
Suspiro ilusões,
Anagramas...
Cromatizo torrentes,
Cicatrizes,
Infortúnios,
Mares escaldantes,
Chegadas.
Pintalgo argilas,
Cheiros/ecos
Labaredas molhadas...
Rabisco ventos,
Acordes,
Matizo desejos,
Trapiches,
Simetrias,
Beijos,
Tardes/Fotografias,
Sonoro despertar...
Riscos/traços,
Largas melodias,
Emblemas,
Embaraços.
Escrevo nos lagos,
Nas chamas,
Vulcões,
Perplexas melancolias...
Plagio o meu 'eu',
O amor em abstrações,
Abraços,
Relevos
Reproduções,
Quarto vazio.
Objetos/estrelas.
Na face do tempo,
Crio paixões,
Novos tremas.
Proposições,
Teoremas...
'QUANDO EU PARAR DE SONHAR...'
Quando eu parar de sonhar,
serei um hipócrita simulando poesias.
Praguejando dias irreais.
Sem cordilheiras,
fingirei a presença de verbos...
A caminhada será insensata,
abstrata com sua burca espalhando negrume.
O novo Oriente implorará complacência.
Pretenso,
não mais falará de religião...
Quando eu parar de sonhar,
Não terei os abraços convencionais,
desleais/egoístas.
A casa não terá crianças para avivar os dias fúteis.
O ar exalará despedidas misturada à escassez de utopias...
O coração arrítmico confessará segredos não mais sonhados.
Medos terão descansos promíscuos.
Ao lado a realidade verídica,
tão implícita,
agonizando os dias reais...
'POEMA DESESPERADO...'
Cada um de nós, uma vertente nos punhos. Exceto o desespero, tal qual a proliferação do amanhã, sem cortina de cores...
Canto palavras ao chão sem sentidos. Jogo vogais nas cortinas, falando das desesperanças do amanhã. Tenho sílabas, proparoxítonas. Não quero o olhar dos que tem idade de oitenta...
Quero crianças nas calçadas soltando borboletas. Sem criação de desesperos. Espreitando no peito calçadas de nuvens em meio à multidão. Poema desesperado, cantando canções de ninar...
A onda beija a praia num brinde espumante
A poesia imperando no peito á contemplar
Mistura fogo e pólvora amada e amante
Escrevo logo seu nome que começa com MA.
Hoje o céu está mais lindo
Vejam é lua cheia!
Ao autor da arte eu brindo
Poetas, poesias granjeia
Desponta ditosa na montanha
Veemente, obstinada, arrais
Marés levantam, vento assanha
Venusta dispensa auroras boreais.
Ela era poesia... Ele, não sabia ler
Ela era verso livre, dança de palavras ao vento, um livro aberto cheio de entrelinhas.
Tinha alma de outono, folhas caindo em promessas douradas, e um olhar que escrevia histórias sem precisar de tinta.
Falava com os olhos, sussurrava com os gestos, recitava amor em silêncio.
Mas ele... Ele não sabia ler.
Não enxergava as metáforas bordadas no riso dela, nem as estrofes ocultas nos suspiros entre uma conversa e outra.
Passava os dedos sobre sua pele sem decifrar as rimas que ali moravam, sem perceber que cada toque era um poema esperando ser sentido.
Ela declamava sentimentos na sutileza do olhar.
Ele ouvia, mas não escutava.
Ela escrevia epopeias com a alma.
Ele as tratava como rabiscos sem sentido.
E assim, ela seguiu sendo poesia.
E ele, analfabeto de amor.
Poema Papel
É como não poder voar...
chorar sem querer...
e quando a vontade aparecer não conseguir chorar...
é a mais pura vontade de crescer...
os sons já não se importam mais...
a tristeza de alguém que não consegue ver...
é a perspectiva que perto está...
e só faz a ansiedade aumentar...
será... que deve ser a vida como ela é...
e se todos nós vivemos de sonhos...
é como não precisar acordar...
viver o presente por ações futuras...
ou não saber viver...
É como não poder voar...
Poesia
Quer saber quanto doi a saudade? Escolha amar alguém do sertão.
Quando olhei nos olhos dela, foi tão gostosa a sensação, minhas mãos gelaram na hora, meu coração disparou e em meio àquele furor nossas almas se encontraram e eu pude perceber, o que é tanto alguém querer mesmo tendo outra opção.
Ela pra mim sorriu e minhas mãos alcançou, eu retribui com um beijo e o abracei com desejo pois sabia que ali encontraria abrigo pra meu coração ferido, carente e cheio de amor.
Quer saber quanto doi a saudade? Escolha amar alguém do sertão.
Os dias foram passando e ela ao meu lado a sorrir, mal sabiam nossas almas que no fim daquele dia, ai meu Deus que agonia, ele teria que partir.
E na despedida eu fui traído, mal sabia a bandida, da tristeza malvada, o quanto seria invocada para o nosso amor levar. E hoje te espero agoniado, volta logo para casa que aqui é o teu lugar.
Quer saber quanto dói a saudade? escolha amar alguém do sertão.
Desde então aquele dia, a vida se tornou vazia, olho o mapa todo dia, querendo um jeito encontrar de te ver mais perto chegar.
E em desespero clamo, pra que Deus por um engano, abrevie a saudade, que tanto meu peito invade, que tanto me faz chorar.
Amor te espero ansiosa, olhando aquelas orquídeas, que me faz feliz da vida, me lembrando que na hora da partida, me prometeste voltar.
Volta logo pra o aconchego, que aqui eu te espero sem medo, só em ti encontro sossego e eu prometo sem segredos que pra sempre vou te amar.
PLÁGIO
.
O artista que cria
Música, arte, poesia
Ilumina a escuridão
Mas aquele que copia
Segue a lanterna que alumia
Mas que está em outra mão.
.
Quem copia não inova
Apenas aguarda coisas novas
Vindas dos artistas criativos
Para furtá-las sem escrúpulos
E assim mantém minúsculos
Os seus neurônios inativos.
.
O plágio é recurso do incapaz
Que se esmera sempre mais
Em tomar o que não lhe pertence
Mas para quem é plagiado
Não vale a pena ficar indignado
Porque só se copia quem está à frente.
.
Deixe que os que plagiam
E que assim se saciam
Sigam copiando tudo
Porque chegará o momento
Em que olharão para dentro
E não encontrarão conteúdo.
.
