Poemas e Poesias

Cerca de 59680 poemas poesias Poemas e Poesias

Terra da garoa

Neste poema que escrevi
Das coisas que vivi
Das coisas que senti

As tortas palavras
Nas linhas retas
Pautadas na minha consciência
É me redimir
Um erro que cometi

Minha timidez me impede de te levar uma flor
Minha sensatez me faz poeta
Para me esconder nestas palavras

Sei o que sei
Sei o que não sei
Sei o que sou
Sei o que fiz

Só sei
Nas últimas horas
Em você pensei

Desculpas
Arthur Silva

Inserida por arthur2301

⁠Eu sempre critiquei suas poesias
Disse que achava brega, que era mecânico demais pra falar de amor
Infelizmente, cai nas garras de uma heresia
Daquilo que eu mesma acreditava
Talvez porque eu jamais amava
Ao ponto de querer escrever
Ao ponto de sentir e querer transcrever
Em palavras soltas um amor tão grandioso, um sentimento tão intenso que aflora dentro de mim.
Não quero ligar pra regras
Quando se trata de expressar essa paixão grandiosa que sinto por você
Não quero que exista um padrão, quando for pra falar de amor
Quero que tudo seja leve como teu calor
Numa noite fria de agosto
Debaixo de um cobertor
Quero ser sua, por inteiro, pra sempre, até a próxima vida
Farei outra rima
Pra dizer ao mundo o quanto sou agradecida
Por ter você como alma
Que cura um trauma
Que preenche meu vazio
Acalenta meu coração
Me faz me sentir a mulher mais amada do Brasil

Inserida por maieskicecilio

⁠🎵 Poema/Oração Musical: "Sopro de Aliança"


Sopro sagrado, som do deserto,
Chama que ruge do trono aberto,
Ergue teu som, chifre bendito,
Rompe as trevas, rasga o infinito.

Na sombra da cruz, eu repouso e clamo,
O sangue do Cordeiro é o meu escudo e amo.
Como o carneiro que salvou o herdeiro,
Sê tu, Senhor, meu rochedo inteiro.

Sopra, chifre, voz de Deus altíssimo,
Faz tremer muralhas e véus do abismo.
Que caia a inveja, que cesse o olhar vil,
Pois meu abrigo é o Teu amor sutil.

Anjos de fogo guardam meu chão,
Armas de treva não tocam minha mão.
Espada da fé, escudo da luz,
Tudo em mim agora Te conduz.

Ó Pai, ó Filho, ó Espírito Vivo,
Sela-me em glória, torna-me cativo
Do Teu querer, da Tua aliança,
Sopro divino, eterna esperança.

Inserida por MichaelBruthor

⁠Guarda o poema do amanhecer
Na tua alma
E viverás no reino da esperança.
Guarda o poema do silêncio no teu coração
E Deus será em ti uma radiante canção
Guarda em ti o mágico horizonte
É serás um verso de fé e esplendor.
Guarda o cântico dos pássaros
No ninho das tuas palavras
E serás beleza e amor!
"GUARDA EM TI"

Inserida por IdalinaChicharo

⁠O sol e a poesia
Cantam a mesma canção.
Iluminam cada ser
Alheios ao inverno
E à Primavera de cada Coração.

Inserida por IdalinaChicharo

⁠Escrevo-te um poema simples,
mas pleno do meu valor sentimental por ti.
Tua voz, acalanto aos meus ouvidos
é melodia que embala minha alma.
Teu toque, sutil e meigo,
é como massagem que desperta meu corpo no silêncio da emoção.
Teu olhar, tão brilhante,
guia meus passos no caminho
que me leva até você.
E tua voz, soa como chama acesa, a
sussurrar.
Vem para mim, meu amor,
e eu vou, inteiro,
porque amar-te é leve,
é paz, é fascinação.

Inserida por Raimundo1973

'CALAFRIOS'

Permaneces aí prostrado,
herói.
Imortal tal qual meus poemas dormentes.
Anacrônico,
fiz setenta semana passada.
Fantasiando abraços,
crenças.
Destinos grisalhos,
sombra molhada...

Estrelas aportam teus fascínios.
Porém,
caem sem que percebamos,
devorando terras prometidas,
paralisadas!
Enérgico,
seguras meros destinos com as mãos.
Impelindo sonhos,
fincando o divã do alvorecer...

És letal,
ainda não sei!
Mas tenho calafrios na espinha dorsal.
E falo de amor usual aos tantos órgãos fatigados.
Recitando canções diurnas,
sou breve poema.
Épico paradisíaco.
Infernal...

Inserida por risomarsilva

'POEMA INACABADO'

Declamar-te minha
Cultivo poemas
Nas noites pratinas
Disperso no tom cristal
Mar glacial
Poemas sem teoremas
Gélidos sob as cores sintéticas
E a alma cética
Barco esquelético
Metamorfose insurgente
Cheiro neblina
Pedra atracada
Aduela alvejada
Noites lufadas
Garoa rapina
Recitarei-o inacabado
Vocábulos
Nos verdes disfarçados

Inserida por risomarsilva

'FACETAS'

Verdades sobrepujadas e as milhares de faces pairando nas noites sem Luar,
Poesia retangular,
Quadrática.
Maquilagens nos 'sofás disfarçados'.
Quadros 'seminus' nas 'salas mascaradas'.
Vitalidade invejável,
Por trás das sombras:
Tudo impecável/relevâncias...

Na capa dos diários,
Frases de um violino apontando corpos celestes,
Mas o teor dos poréns,
Sucumbiram-se nos vácuos/matérias.
Escorregadia nas mãos sem melodias.
São as Montanhas,
Geradoras Vãs de alegrias,
Gladiando e hostilizando o 'eu',
Criando estigmas,
Ar rarefeito,
Apagando as estrelas...

Portas cilíndricas,
Quebradas,
Se perdem por trás das cortinas,
Estilhaçando as facetas em construções.
Clarão e sons emblemáticos corrompem as mesclas inexpressivas dos olhos.
A assimetria da vida pede novas jornadas,
Seguindo resiliências insípidas,
Abraços.
E os dias brilhantes/patéticos transmudam-se em dormências,
Sem figuras titãs,
Espaços...

Inserida por risomarsilva

'TREMAS'

Pinto tremas,
Diluo poemas,
Pulmões em papéis,
Aquarelo clichês,
Descrevo raios,
Painéis de porquês.
Suspiro ilusões,
Anagramas...

Cromatizo torrentes,
Cicatrizes,
Infortúnios,
Mares escaldantes,
Chegadas.
Pintalgo argilas,
Cheiros/ecos
Labaredas molhadas...

Rabisco ventos,
Acordes,
Matizo desejos,
Trapiches,
Simetrias,
Beijos,
Tardes/Fotografias,
Sonoro despertar...

Riscos/traços,
Largas melodias,
Emblemas,
Embaraços.
Escrevo nos lagos,
Nas chamas,
Vulcões,
Perplexas melancolias...

Plagio o meu 'eu',
O amor em abstrações,
Abraços,
Relevos
Reproduções,
Quarto vazio.
Objetos/estrelas.
Na face do tempo,
Crio paixões,
Novos tremas.
Proposições,
Teoremas...

Inserida por risomarsilva

'QUANDO EU PARAR DE SONHAR...'

Quando eu parar de sonhar,
serei um hipócrita simulando poesias.
Praguejando dias irreais.
Sem cordilheiras,
fingirei a presença de verbos...

A caminhada será insensata,
abstrata com sua burca espalhando negrume.
O novo Oriente implorará complacência.
Pretenso,
não mais falará de religião...

Quando eu parar de sonhar,
Não terei os abraços convencionais,
desleais/egoístas.
A casa não terá crianças para avivar os dias fúteis.
O ar exalará despedidas misturada à escassez de utopias...

O coração arrítmico confessará segredos não mais sonhados.
Medos terão descansos promíscuos.
Ao lado a realidade verídica,
tão implícita,
agonizando os dias reais...

Inserida por risomarsilva

'POEMA DESESPERADO...'

Cada um de nós, uma vertente nos punhos. Exceto o desespero, tal qual a proliferação do amanhã, sem cortina de cores...

Canto palavras ao chão sem sentidos. Jogo vogais nas cortinas, falando das desesperanças do amanhã. Tenho sílabas, proparoxítonas. Não quero o olhar dos que tem idade de oitenta...

Quero crianças nas calçadas soltando borboletas. Sem criação de desesperos. Espreitando no peito calçadas de nuvens em meio à multidão. Poema desesperado, cantando canções de ninar...

Inserida por risomarsilva

Poema do amor impossível

Quisera fosses sonho, pra sonhar-te
Literalmente doce, devorar-te
Se fosses um poema, declamar-te
Talvez fosses problema, resolver-te
Quisera fosses morte, pra morrer-te
Se feita pro consumo, consumir-te
E se eu te visse triste, divertir-te
Mas eu existo apenas pra querer-te
Quisera fosses fumo, incinerar-te
E se você sumisse, procurar-te
Quem sabe então; eu nunca te encontrasse
E Deus me desse a sorte de esquecer-te

Inserida por edsonricardopaiva

Poema de compreensão.

Na vida nada se tem
Como o ar que te escapa entre os dedos
Vai rodando a longa estrada
Um dia há medo
Em momentos, coragem
A paisagem que sumiu pela janela
Coisas boas e ruins
As pessoas
Nada que se vive
A vida vem para mal ou para bem
Mas passa
Esvaindo igual fumaça
E nada se tem ou se leva
Até mesmo as lembranças evaporam
A tudo que tive
O momento mais suave da existência
Não se leva nada
Nesta estrada estreita
Só se deixa
Nossos passos vão ficando no caminho
A gente só precisa
Aprender o que não sabe
Atentar onde pisa
Para que os passos sejam leves
E as lembranças suaves
Pois
Nessa nossa breve existência
Nada se leva
Nada se deixa
Nada e ninguém nos pertence
A vida é uma curta experiência
De cujos resultados, nada saberemos
Diferente
De tudo que se pensa
Enquanto vive
Tudo passou por mim
Mas eu nunca nada tive.

Inserida por edsonricardopaiva

"A tristeza é mãe da poesia
Mas se o Poeta, mesmo triste
Não as faz assim
Seu problema não é de alegria
Tem dias em que o Poeta
Está passando por uma frase ruim"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

O PÁSSARO QUE MORREU ONTEM
(Poema em homenagem ao herói venezuelano Oscar Perez)
.
Não há como ser livre
Espíritos livres, pensam liberdade
Mas meu pensamento está na alma
Minh'alma, em minha mente
E minha mente está em mim
Assim, não há como ser livre de verdade
Pois hoje eu penso não ser eu
Eu era um pássaro, que morreu ontem
No meu voar, sem precisar de amparo
Eu tinha um Deus como amigo
Que me provia a água, que chovia
No meu beber, sem precisar de cântaros
E meu cantar de pássaro subia aos Céus
Meus Céus e meu Deus
Eram bem maiores que os seus
Assim era o meu viver
Sem abrigo, anteparo e nem casa
Feliz, feito alma livre
Que não pensa, porque não precisa
E sem pensar me feriram
Quebraram-me as asas
Qual se fosse nada
Qual se fosse brisa
Mataram-me, sem precisar sentir vontade
Uma das poucas liberdades que se tem
E aquele, agora sou eu
Sou eu, sem o poder de ser eu mesmo
Mesmo assim, de alguma forma
Eu sou obrigado e vou seguindo às normas
Regras de gente, totalmente imprecisas
E já faz algum tempo que estou aqui
Pacata vida, de pássaro que não voa
Pensamento preso à alma, pois pensar precisa
Vivendo à toa, esse tempo infinito
Sentindo a saudade, que também me mata
Porém, quase nunca, uma morte certa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Poesia Sutil.

Eu penso ser muito bom
O fato de a flor não saber
Pois, se a flor dedicasse atenção
À tamanha admiração
daquele que a fita
Pode ser que aconteceria
de a flor então desejar
Querer ficar mais bonita
A estranha rareza a que se busca
Alçada no ver da vaidade
é beleza irreconhecível
Pois o olhar da cobiça a ofusca
Conduzindo almas perdidas
Nos caminhos da ilusão
Felicidade ... rara; querida!
Pobre plágio de alegria
A transforma num fácil jogo
E vem a falsa impressão
de estar dando as cartas
Farta-se em vê-las perdidas
Difícil esse jogo da vida
Perceba a felicidade
em andrajos vestida
Fingindo desenxabida
Morando na casa ao lado
Simplicidade é ter um valor
Invisível aos olhos de ver
Que nem ao menos pára para iludir
Infinita ... reluzente
Milhões de vezes mais cara
Real essência da vida
Modesta, invisível
Contrasta ao que não se basta
Do desejo em possuir
Àquilo que a alma enleva
Palavra jamais aludida
Uma entrave obsessiva
Insistente em mentir pra verdade
Suave arremedo, perdida
Enquanto a beleza mais bonita
É o fato de a flor
Ser bela sem o saber
A beleza mais bela da vida
É aquela que a gente não vê.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pterodactilia.

Era doença sem nome.
Uma crença que não tinha um credo.
Era Deus a fazer poesia
Daquelas que o tempo não leva
Tão belas, que leva muito tempo
Para lê-las todas
Um meio-dia infinito
Era um minuto na eternidade
Mas o vento
Sempre as levaria
Pra lugar distante
Pois, diante de força tamanha
A existência do Universo
É breve
A verdadeira força do vento
Se esconde
No ato de soprar de leve
E sem pressa
Transformando
A mais alta montanha
Em algo leve
Em algo que o vento leve
Tão depressa quanto a vida
Era a pterodactilia de Deus
Doença de fazer
Versos
Poesias
Universos
Fazendo-as parecer
Um pensamento esdrúxulo
E em meio a tudo isso.
Durante o correr de Eras
Saber que era o mundo inteiro
Alguma coisa que coubesse
dentro de um cinzeiro
E sobraria espaço
Era somente questão de espera
Outra parada em qualquer estação
Escrito e previsto
Que o começo e o fim
Se encontram num lugar comum
Num ângulo
de trezentos e sessenta graus
Vai e volta e se consome
E assim bem e mal se vão
Todo lugar é um lugar qualquer
E qualquer lugar é lugar nenhum
Aquilo que ontem era tudo
Desaparece em movimento mudo
Em questão de momento
O vento leva
Até mesmo o sinal de igualdade
E tudo acaba
Sendo eternamente igual
Não se divide o invisível
Em partes iguais
Ponto final
Nada mais.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Escrever poemas de manhã
Escrevo pra filha, mãe ou irmã
Dizer que acordei e pensei em alguém
Não me venha com essa
O amor não dorme
e vive com pressa
Escrever poemas à tarde
Falando do dia frio
É poema pra amor tardio
Amor que não arde
É amor que ficou na saudade
Amores com dor
Inspiram os poemas noturnos
Poemas soturnos
de coisas que foram sentidas
Diuturnamente
Mas passaram
E a gente não sente
É amor que viveu
e não levou à nada
Os melhores poemas do Mundo
São escritos na madrugada.

Inserida por edsonricardopaiva

Tem hora que a gente
sente vontade
de escrever poesia
mas não algo
Simplesmente convencional
Mas algo concretamente
Abstrato
Que falasse sobre alguma coisa
Que pesa sobre a gente
Apesar de flutuar
Algo lírico e poético
Mas que machucasse
Como se uma flor caisse
e fizesse
Alguém chorar
Como nunca chorou
Por nada
Eu queria ser poeta
Conhecer a maneira correta
De ferir somente o coração
Como uma canção bonita
Que fica na memória
e faz sentir saudade
de um lugar onde nunca esteve
ou se esteve, não se lembra
Mas tem vontade de estar
Agora
Eu não sei como se escreve
Algo que faz alguém sorrir
Enquanto chora.

Inserida por edsonricardopaiva