Poemas de Vazio
Te protegi
Regina Vieira Michelon
Repleta de carinho
Neste vazio de estar
Te protegi.
De balas perdidas,
De ambição,
E do meu coração ferido e doído.
Numa enorme prova de amor
Que fui reprovada.
Perdi o dia e a hora,
Perdi o compromisso,
Acordei. Era sonho.
Sobrevivo em lágrimas, que não deixo cair.
Sobrevivo em chagas, que não deixo abrir.
Sobrevivo num sufoco, que não deixo explodir.
Vêem dias e noites. Vazias.
Sempre vazias.
Com uma esperança morta e fria
Que não deixo fugir.
Vou vivendo. Trilhando novos caminhos
Sem retorno, de onde parti.
Sigo em frente sem pensar em distância.
Com a tua ausência, sempre presente
Calada e mumificada.
Tentando a duras penas acostumar,
Com esta dor, de aqui não estar.
reginamichelon@hotmail.com
é a hora do ser...
que reflete no ter.
ser sem ter é difícil
ter sem ser é vazio!
Luxos e essência
possíveis a todos...
Solidão Um vazio da alma que não se encontra explicação
Solidão a ausência de um bem querer, próprio do seu ser
Solidão poço sem fundo, pessoa sem rumo de olhos fechados na estrada do mundo
Depois de um amor, o coração pede outro!!
Nenhum coração suporta o vazio,
Coração oco, é coração morto.
Por quê??
Hoje é mais um dia daqueles…
Sabe aqueles dias que você acorda com um vazio dentro de si como se faltasse um pedaço seu? Pois é…falta mesmo…falta um pedaço de mim, que se encontra distante…e nem imagina o quanto ele é importante para que eu viva em plena harmonia.
A falta dele me consome tanto que sinto que deixo de existir por alguns instantes. Tê-lo novamente é o desejo que me mantém forte e consciente da realidade que vivo a fugir.
Seria tudo mais simples se no final de um relacionamento ambos os lados simplesmente deixassem de amar. Mas não é assim que acontece…ou ambos sofrem ou somente um lado fica feliz.
Depois de tanto sofrimento seria bom se pudéssemos usar a tão famosa frase, “viveram felizes para sempre”.
Se a arte imita a vida e a vida imita a arte, por que no amor da vida real não pode ser igual??(Jul 10th, 2011 4:47pm)
O copo está quase vazio ou quase cheio? Isso é com Você!
A grama do vizinho parece mais verde? Essa percepção é Sua!
Você quer fazer desse dia um daqueles dias bons, ou pretende encontrar tudo que há de errado e ficar reclamando? Cabe a Você decidir!
Escute seus pensamento. São eles predominantemente positivos ou negativos? É Você quem decide!
Vai relaxar ou se estressar? A escolha é só Sua!
Já vivi momentos lindos,
fui feliz e não sabia,
Hoje sinto um vazio...
Me perdoa amor da minha vida...
Ficou tudo tão, aparentemente, vazio...
Quando pararam todos os gritos internos.
Havia me acostumado com o tumulto aqui dentro,
e agora tudo estava mudo.
O vazio total e a urgência de recomeçar
Em que casa, em que rua, em que mundo eu vou morar?
Onde eu vou entre o fim do trabalho e o começo do sono?
Prá te esquecer me entrego pra qualquer bobagem na TV
Saudade...
O quão vazio fico sem você...
A saudade que me sufoca
Sem eu ter certeza do porque
Sem ao menos você ter partido
Eu acabei de acordar do seu lado e, já sinto saudade...
Saudade talvez resumida em medo...
Medo de ter que ir, sabendo que volto..
Em milhões de grãos de areia no maior deserto, talvez infinitos..
Eu saberia escolher o qual te representaria.
Arrepios, gelos na barriga, só de te ver!
O quão bom seria viver uma vida só ao teu lado, e se for pra escolher vidas,
Escolheria todas em que meu coração encontra o teu, só pra poder viver e sentir, tudo de novo, ao seu lado!
Eh Saudade, que me toma, me inspira...
E que só me faz pensar em quando te terei de novo...
Vazio
Já sentiu saudades de algo que não teve?
Eu as vi, nascer, crescer, aprender e se desenvolver.
Tudo isso com você.
Mas eu era uma sombra, um vazio para você
As noites calorosas, eu só poderia ver
O espetáculo onde a atração principal
Só fazia doer
E que dor, um peito vazio
E cheio de rancor
Só vejo cor
Se houver dor
Mas sinto saudades
Saudades do seu amor
Amor que crescia e se desenvolvia
E que ironia
Estou falando do seu amor
O amor que para mim se escondia
Isso doeu muito, pai...
Eu me rendo a Ti
Me sinto tão vazio
A alma cansada de sofrer
As lágrimas mal consigo conter
Mas meu coração sempre sente Tua presença
Mesmo que fraco eu esteja
Sei que estás comigo, Senhor!
Basta eu clamar... minha voz levantar
Tua palavra escutar, sei que irás me salvar
A tua misericórdia
é tudo o que tenho
Mesmo triste eu me convenço
e em esperança eu me rendo...
Eu me rendo a Ti...
Mais um dia
de (sol)dade,
onde a poesia
é transformada
em nostalgia.
Mais um dia
vazio de abraços,
onde até os sorrisos
são ausentes, e nos olhos
as lagrimas escapam.
Mais um dia descartável.
Mais um dia sem você...
Às vezes, não é saudade.
É só um vazio de certas ausências
quando há presenças inúteis ao seu lado.
Tudo o que você vai dar nesta vida
Nunca será suficiente
No final permanecerá
Um lugar vazio
Uma sepultura que ninguém visitará
Eu já amei uma pessoa de coração vazio...
E quase fiquei sem o meu coração tentando preencher aquele vazio.
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
