Poemas de um Solitário
Imensidão
Diante de vasta beleza e imensidão,
me sinto solitário com meu pequeno coração,
batendo angustiado em tamanha aflição,
sem compreender meu papel na criação.
Percebo atentamente cada estrela a brilhar,
e fico imaginando qual seria meu papel neste lugar,
e percebo que sou livre para escolher e valorizar,
a dádiva da vida e na criação de Deus a se esmerar.
Não devo me cobrar tanto em o mundo a mudar,
apenas agradecer e aos a minha volta sempre amar,
dando minha vida aos que nesta vida vivo para amar,
sem medir esforços a me entregar, hoje e sempre a lutar.
Agora peço a Deus, apenas paz e sabedoria,
para a minha volta saber criar paz e harmonia,
aceitando com amor meus desafios e teimosias,
sem perder a fé, a coragem e servir com alegria.
Navegando em sonhos surreais
Uma só mente
Vaga e ambulante
O ser solitário
De um coração vibrante
O pensante pensador de vastos sentimentos delirantes
Navegando em sonhos surreais.
O branco entrelaçado com o preto
Quebrando barreiras do preconceito nas mentes subliminares e egoísta.
O fino lixo mental
Descrito nas cores quentes
Apregoando maldades
Na disseminação do mal.
240822
Se você for solitário, não reclame pela ausência de amigos. Pode ser, que você também nunca tenha sido um amigo para alguém.
Dezembro de 2022
Pedido em Acrópole
De doer
Que só
Solidão
Devorando
Tragédia
Comédia
Sempre
Juntos
O solitário
Caminho
De seres
Banais
Banalidade
De seres
Normais
Percepção
De
Desnecessário
Escuridão
Auto- imposta
Tudo
Tão
Naturalmente
Desnatural
Copo Sujo e Bar Qualquer
Um tempo
De
Se beber
Solitário
Num buteco
Lendo
Desinteressado
O jornal
De
Um dia
Qualquer
Seu
Precioso
Momento
De
Solidão
Amor solitário
Eu abracei o meu amor e mesmo assim ela sentiu frio;
Eu a beijei e mesmo assim o olhar dela não brilhou;
Eu a amei mais uma vez com intensidade e mesmo assim ela não mudou;
Logo! O que me restou, foi ir embora sem olhar para trás.
Vendo meu coração tão triste e solitário até Deus chora em forma de chuva em noite de trovoadas e relâmpago.
Dedicado para; Josy cleidy
Solitário, vivendo sob o manto da Solidão,
Tentando passar despercebido,
Uma frágil proteçãodepois de ter sofrido
E com esta ilusória compaixão
vai seguindo cativo.
No meu íntimo intenso, penso que carrego comigo o espírito de um lobo solitário, que não é compreendido na sua plenitude, que passa um certo tempo adormecido, mas quando desperta, faz eu querer estar acompanhado apenas da minha amada solitude ao som causado por meus pensamentos, principalmente, aqueles bons que conversam e motivam o meu imaginário, festejam com o meu senso poético.
Talvez seja justamente esta a razão da tranquilidade que sinto à noite, da grande atenção que dedico a lua, encantadora de várias formas em todas as suas fases, que transforma marcante a mais simples ocasião, que me traz uma sensação muito cativante, singular como deve sentir um lobo que caminha tranquilamente sob a forte luz do luar sem nenhuma companhia desgastante, sem ninguém que eu possa incomodar.
Para a saúde do meu bem estar, graças a Deus, isso representa um fragmento da minha complexidade e este espírito de hábitos noturnos sente a necessidade de adormecer, o que me permite aproveitar outras companhias, deixar a solidão pelo menos descansar, poder saborear também a simplicidade e outros benefícios do dia claro, caloroso, frio, chuvoso ou nublado, uma vida não tão solitária, um sono bastante necessário.
Apesar de saber que não está sozinho, nele, é muito recorrente o sentimento de lobo solitário, que não costuma andar em bando, então, segui seu caminho desacompanhado, no máximo, algumas companhias momentâneas, sendo apaixonado verdadeiramente pela lua, encontra um ponto forte de equilíbrio no seu luar esplêndido, pode não ser a conduta mais saudável, mas aparenta ser a mais viável em certos momentos.
Nesta parte solitária da sua jornada, também desfruta de suas vantagens, não precisa permanecer na presença de quem lhe desagrada, pensar no que vai dizer, passar por perturbações que desgastam, assim, pode saborear uma paz oportuna, trazendo uma sobriedade pra sua alma, motivado por sua amada solitude, preservando sua integridade, um ganho muito relevante, quiçá, um vislumbre da sua maturidade.
Ele obviamente não pode alegar que seu o caminhar não tem dificuldade, muitas vezes, uma luta árdua para sua sobrevivência, mantendo sua mente equilibrada, altos e baixos, risos e lágrimas, fervor e cansaço diante de problemas externos, sofrendo calado com conflitos internos, sem querer ser um peso insuportável, além de pensar ocasionalmente que seria pior se estivesse acompanhado, prejudicando outra pessoa depois de si mesmo.
Chega a ser um pouco egoísta em determinadas ocasiões por estar só em boa parte do seu tempo e não necessariamente por más intenções ou por não reconhecer o bem lhe fazem e que já lhe fizeram, principalmente, do agir do Senhor, espero francamente que um dia, ele venha a mudar este seu comportamento, percebendo o amor que lhe rodeia, até lá, por enquanto, continuará caminhando sem a sua alcatéia.
Um lobo solitário
caminhando sob a chuva
sem se preocupar em ficar molhado
por achar que é um desabafo dos céus
e também por saber como é estar angustiado,
e assim, segue seu caminho iluminado pelo luar,
que estava um pouco ofuscado por estar nublado,
até encontrar um lugar seguro pra descansar
pra enfrentar o próximo dia que logo irá raiar.
NOVELO DA VIDA
(Bartolomeu Assis Souza)
Em meu deserto solitário
Em meu profundo cansaço
Nesta travessia sem fronteiras
Em léguas longínquas
O novelo da vida esvai-se
E a vida é o desejo
Que se desenrola...
Até o fim...
A morte é o fim do novelo...
E ao morrer vou para bem longe...
Onde jamais irão encontrar-me...
Esqueça os planos q nao deram certo,
mas lembre-se d ter sempre um sonho
Esqueça os dias solitarios q vc enfrentou,
mas lembre-se dos sorrisos q encontrou
Esqueça os erros q já não podem ser corrigidos
Mas lembre-se das lições q vc aprendeu!
Pondero por um instante
Silencioso mundo solitário
Cada segundo é eterno
Mas passa tão rápido
O ontem era meu hoje
O amanhã é meu agora
O hoje já nem sei mais o que é
O MEU OITAVO FINAL DE ANO SOZINHO
By: Harley Kernner
No meu oitavo final de ano solitário, encontrei nas entrelinhas da solidão uma poesia que deu-se início a minha jornada de silêncio. Foi o projeto difícil, um verdadeiro desafio para o meu coração, mas aos poucos fui descobrindo a beleza das minhas próprias palavras, e tecendo versos de autodescoberta e resiliência. Cada verso era um brinde às minha futuras jornadas de solidão, pois é nessa solidão que encontro a força para ser a poesia que habita em mim, e a cada dia torno-me o homem melhor.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escrito particular
Poeta Sem Livros
O escritor
O escritor é um amante solitário
com pincel de letras, escreve lágrimas
bebe da água do silêncio
Banha-se no oceano do passado
suporta o peso da existência
caminha entre pedras e vales.
.
O poeta é solitário
se esconde de si mesmo
usa a coroa da poesia
com linhos finos de beleza
pra cobrir sua nudez
.
Todo passo é solitário
os pés caminham, sem perfume
vivem a sombra dos mares
morrem na vida, sem sono
choram na triste estrada
levam consigo saudade
vivem os cantos das flores.
.
Todo anjo é solitário
Uma criança de amor
perdida em grande poema
vivem sem cronos sem kairos
sentem as cordas divinas
gritam na grande esfera
morte! Onde está tua vida?
.
Todo homem é solitário
sempre dorme quando acorda
é um poço dentro do mar
a glória de luz efêmera
Academia de portas fechadas
perdido no reino das palavras
poesia de um grande escritor
Peixe ferido
de água salgada
solitário na rede,
Muitas vezes
se parece com a gente
quando na vida
tudo acaba nem
mesmo em poesia.
Diante de tudo o quê
se passa no mundo,
Sou como o solitário
da Ilha do Coral lá no fundo.
Das estações um coração
acendendo as emoções
como farol na escuridão
para quem vem e quem vai.
Porque acredito que se deve
falar o quê merece ser dito
por crer em um novo destino.
Se no final se é apenas
este o meu caminho aceito,
abraço e nele com afeto fico.
