Poemas de Teatro
Eu não sou como eu fui. Eu não fui como eu deveria ter sido. Eu não me tornei o que eu deveria ter me tornado. Eu não mantive minhas promessas. Eu fui ao teatro. Eu escutei esta peça. Eu falei esta peça. E escrevi esta peça.
A vida as vezes nos surpreende, nos prega peças, faz do nosso dia-a-dia um verdadeiro cenário em que nós mesmo somos os atores principais.
O ser humano é a continuidade de uma tremenda massa de pessoas. Como as folhas de uma árvore, as pessoas vêm e vão.
Quando se vacila, tropeça e cai, caem também as cortinas atrás de você e as máscaras à sua frente: eis que o teatro revela todo seu elenco verdadeiro.
O ator de verdade perscruta a filosofia da vida, busca garantir a harmonia e a liberdade, e mantém uma fé inabalável pela utopia.
Seja sempre você , fique sempre satisfeito e grato por estar aqui , não se importe nunca com dinheiro , poder e luxúria , seja verdadeiro , seja amigo e seja bom, você nunca vai perder se de verdade seu coração for bom , saiba estender a mão e seja sempre muito humilde.
O verdadeiro chora e ri , cai e levanta , o verdadeiro sabe perder,o verdadeiro vai nos melhores lugares e também nos piores com o mesmo prazer,tem muito amigo pobre e muitos conhecidos ricos e também tem aqueles que pensam ser ricos e lida com todos sem maldade e com igualdade , fica feliz e fica triste , fica gordo e fica magro , fica bonito e fica feio e pisado , criticado , recriminado mais o principal e que o verdadeiro sabe que tudo e passageiro e vive a vida assistindo o teatro dos falsos e atuando no circo daqueles que balançam mais não caem porque estão sempre ensaiando para estarem prontos para o próximo espetáculo e se tiver que ser o palhaço , fica feliz de estar fazendo a platéia sorrir porque afinal de contas o palhaço e sempre o que no final,triunfante,fecha as cortinas com o prazer de ser eleito o personagem principal!
Mas, lembranças do quê? Embora a sensação seja intensa, a recordação não é nítida. É como se lembrassem algo que jamais existiu.
"O ator deve estabelecer uma relação amigável consigo mesmo, o conflito entre o EU artista e o EU humano são inevitáveis, e quando se torna insuportável esta briga entre mente e alma, saiba que, este é o melhor momento do ator."
Às vezes, não nos sentimos como se estivéssemos todos atados a uma peça teatral? Não tem roteiro, não tem diretor, sabemos - ou não - das nossas falas, alguns caminhos a seguir, até sabemos atuar um pouco mais, um pouco menos. Na maioria das vezes sobra pouco espaço - não nos deixam - para ser aquilo que somos de verdade: nossa atuação poderia desagradar, pois a farsa parece mais leve que a realidade. Quem sabe um dia consigamos sair dessa peça ruim.
Olhando para o futuro consigo contemplar o passado de forma muito clara, vejo tudo se repetir como se fosse uma peça de teatro, na verdade um clássico do teatro pois estará em cartaz eternamente a unica coisa que muda de verdade é o cenário e os atores que representam os mesmo personagens.
texto de: Tiago Maia
Doença da dramaturgia: são os atos da peça da vida em que se faz necessário o drama para saber o que é a alegria.
Porque um personagem tem uma vida verdadeiramente sua, marcada por suas características, por isto é sempre 'alguém'.
É a normalidade que cria os atores do cotidiano: o marido atencioso, o filho obediente, o bom funcionário, a mulher ideal, o cidadão exemplar. Por isso a normalidade censura o louco, porque o louco desconhece o artifício de interpretar papéis; o louco é o próprio teatro.
Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.
Subam no palco com toda coragem que puderem vestir. Finjam que o que estiverem prestes a dizer nunca houvera sido dito; finjam que o que estiverem na iminência de fazer jamais tivera sido feito por quem que que seja. Prometo-lhes, ao ouvir o som de aplausos, esta absoluta certeza do quanto houveram sido extraordinários, tendo nos propiciado ouvir e ver o que, de fato, não tivera sido contemplado antes da tua existência.
O mistério da vida se inicia desde nossa gestação no útero materno e permanece até o último ato nesse teatro da vida.
