Poemas de Teatro
O teatro, não tenha dúvida, exerce um estranho poder de cretinização, mesmo sobre as melhores inteligências.
Tolos que somos. Vivemos acreditando ser diretores do grande teatro de nossas vidas, quando somos em verdade, meros figurantes.
No teatro da vida, onde somos forçados a representar tantos papeis, sinto que chegou o fim de todas as temporadas dos meus eus. Serei, doravante, apenas um.
Neste teatro nem tudo são flores, nem tudo são amores, nem tragédia, nem drama, mas no meu palco só tem sentimento, festa e samba!
Eu tive a oportunidade de fazer teatro, mas não quis porque eu não quero ser alguém além de mim mesma.
O inconsciente é o ensaio geral de um teatro privativo, cujas cortinas só serão abertas para apreciação e participação de uma plateia consciente
É até aceitável que a vida seja comparada a um teatro, mas só é verdadeiramente encenada por aquilo que se passa entre as coxias
“No teatro neoliberal da educação, o professor é personagem explorado e o mercado é quem dirige a cena. Não há instituição educacional que compreenda melhor o educando do que o CEEBJA. Foi nesse espaço que pude vivenciar situações singulares, que me proporcionaram uma compreensão profunda sobre o verdadeiro significado de ser educador e gestor. Ser diretor de uma instituição como essa é conviver diariamente com múltiplos educandos, vindos de realidades, histórias e universos sociais diversos, o que exige sensibilidade, empatia, compromisso e constante capacidade de mediação entre sonhos, desafios e possibilidades.
“Não vivemos no mesmo cenário, mas seguimos o mesmo roteiro. No teatro da vida o ingresso não é gratuito. Sou o espectador do meu personagem e tanto faz fazer comédia ou drama em uma cena passageira.”
A mulher verdadeira é aquela que oferece tudo ao homem! Mas faz aquele teatro pra entregar...
(Mario Valen - Patife)
“Não adianta substituir o diretor, mudar os personagens, alterar o valor do ingresso se o teatro continua o mesmo.”
No teatro da dissonância, os que aplaudiram a arrogância e o autoritarismo agora se incomodam com o eco dos seus próprios aplausos.
Entre tantas “cães” fusões, a hipocrisia late mais alto.
Hoje, temo menos o fim da vida do que o teatro da despedida — velórios encenados, a turma da moral encenada e as gargalhadas condenadas.
