Poemas de Revolta
RE(VOLTA)
"Por enquanto, vão encontrar apenas um grande oco, um eco que sai do esôfago sem esforço e charme algum. Eu só volto quando ganhar mais quilos, quando a lua nascer no meu umbigo e os meus cabelos tocarem os mapas nos meus joelhos. Algum calendário quer me abraçar."
Poeta suburbano
Compondo com veneno nas letras
Declarar, revolta contra
Aqueles que chegarem agora
Tão importante passante
Entenda o preço da oferta
Aqueles que tiverem um pouco de censura
No meio quebrado do dia
É hora de acordar
A revolução no instante
Onde há poucos, quase nenhum...
Possui a função do sim
Agora tá na hora
Temos que entender
Revolução intelectual
A revolta do cotidiano
Um poeta suburbano
O silêncio é a chave que abre todas as portas.
Alivia a tensão no momento da ira, da revolta;
Na sequência abre as portas da reconciliação
Com o teu amor, ou quem sabe até mesmo, teu irmão.
O silêncio é a chave que abre a porta da sabedoria.
Pouco valem as palavras em dias de agonia.
Pois em suma, elas resultam em uma morte precipitada;
É como uma faca cravada no peito de quem amava.
O silêncio é a chave que abre todas as portas.
As perda gera a revolta
E sim haverá um dia pior que o outro
O retorno das vinganças cumprirá seu feito
Resultando em lagrimas piedosas
A minha mal amada alma se revolta...
E decidiu dar outros rumos à minha essência...
Fazer-me caminhar por entre flores e perfumes...e muitas cores...
Deixar de caminhar em rumos incertos...
Sentir em minhas narinas aromas de saudades das rosas
Do jardim de minha infância...
E em arrepio e suspiros...
atravessar montanhas floridas de lírios fulgentes...
E abrir os braços ao vento de todas as almas
... e despi-la ...
Esta alma mal amada
quer apenas adormecer nos braços de tua alma querido e
Nunca mais ver nossos devaneios cessados!
Sentimento Oculto
Por toda minha vida
esperei por esta confirmação,
essa contraditória revolta que tive durante anos,
e agora,
todas as incertezas que sentí...
não passaram de um vasto bloqueio
que me privou de viver intensamente
tantos momentos, elos de sentimento
Cada olhar, cada gesto, cada sorriso...
todos foram em vão.....
a amplitude do que eu sentí por ti....
nunca se apagou....
manteve-se submersa,
dentre tantos estilhaços de meu ingenuo coração...
Como posso ser feliz agora,
sabendo que sofri por tanto tempo....
Parti em busca da felicidade por todos os cantos,
sem saber que minha verdadeira felicidade,
permaneceu ali,
oculta e tão estampada a mim,
acoplada a ti.
Poema escrito por : Carolina Canoves em 30 de março no ano de 2013 ás 20:44
DE QUE ME SERVE
De que me serve a revolta
De que me serve os silêncios
De que me serve as palavras
De que me serve os dias ✈
De que me serve as memórias
De que me serve a cruz que carrego
De que me serve as estradas
De que me serve as armas
De que me serve as ondas do mar
De que me serve os poemas
De que me serve as noites ✈
De que me serve as dores dos outros
De que me serve a humanidade duvidosa
De que me serve os pensamentos profundos
De que me serve as lágrimas perdidas
De que serve as orlas incessantes do vento
De que me serve abafar a dor que sinto.
✈ ♡ •*¨*•✈ ♡
E ser revolta
quando se quer um tantinho de mansidão...
ser passageira,
quando no fundo só quer ir ficando...
ficando
e ser rasa demais, quando, de verdade, se quer profundezas
profundidades aconchegantes,
profundidade mais tranquilizadora.
e no fim de tudo, invejar o barquinho,
ficar querendo só de deixar levar pela correnteza.
'relaxa e flui,
barquinho na correnteza'
Existe algo ainda preso dentro de mim.
iêiê ô
só me restaram as dores da revolta
eu mudo...
exerço a loucura, que ainda posso expressar
é um último suspiro
derradeiro gesto de uma vida.
GUSTAVO
Peço desculpas do fundo do meu coração
Por tudo que eu não fiz
E que revolta meu coração
Deixando triste e solitário
Diante de todo acontecimento
Me sinto feliz
Quando te vejo
Fico com coração fantasiado
Pensando em um futuro brilhante
Junto com você
Gustavo
Tédio
Acho que devo me recompor
E vestir-me com minha loucura
E revolta novamente
Ando acomodada de mais ultimamente.
Eu quero desafios,
Quero obstáculos,
Quero um novo combustivel
E alguém do meu lado
Para vencer comigo.
Quero gosto de sangue na boca
E medo de que tudo dê errado
Para que quando tudo finalmente der certo
Eu possa ter orgulho
De uma grande vitória
E não de apenas mais uma mediocre e tediosa
História onde "todos vivem felizes para sempre".
A realidade é amarga
E no fundo no fundo eu gosto disso
Porque quando em raros momentos
Experimentamos o doce
Ele se torna mais do que fantastico
Se torna perfeito.
ontem
Houve um dia em que eu quis parar, um dia onde minha revolta se voltou pra mim;
Houve um dia em que eu quis deixar de ser verdade, deixar de ser pro-ativa ,deixar de ser emoção;
Houve um dia que eu questionei meus princípios,onde eu abri mão;
Nesse dia em que o sentido se fez ausente,surgiram as palavras mais doces, e as poesias mais coerentes,surgiram também saudosas fantasias de um mundo paralelo e relatos irônicos sobre a autenticidade de meus desejos;
Nesse dia a dúvida se fez autoridade, o medo se fez amigo e a vontade obrigação;
Houve um dia em que eu quis parar de ser momento,parar de ser faísca,parar de ser tudo isso que sou;
Houve um dia em que eu quis ser a metade ,ser menos verdade e mais sorrisos ,ser somente solidão;
Houve um dia em que eu deixei o lápis, amassei o papel, apaguei as luzes e guardei tudo dentro de mim;
Nesse dia surgiram as palavras mais doces, nesse dia eu desisti.
Revolta!!!
Como nos dizia o nosso querido e saudoso amigo, Zeca Afonso. -"Eles comem tudo e não deixam nada!"... Como ele estava enganado! Finou-se sem se ter apercebido da dimensão! dos COMILÕES! que vieram depois daqueles a que se referia! Que se revezam e ainda lá se encontram!!!
Má sorte
Nego a sorte, de não ter o que não tive;
Quanta revolta, do quanto que não vivi;
Sempre de mim, bendita dor se escondeu;
Arrasto o porte, plo chão onde não estive;
Findo da vida, porquanto não existi;
Achar tentando, o que nunca se perdeu.
Um poeta se inspira na tristeza,
Na indignação de uma revolta
Na ausencia misteriosa de uma certeza
Quando se sente abrir uma porta
Quando se está feliz
Com o coração mordaz e acrescido
Não tortura sua cicatriz
Pois o amor o tem vencido
Ao acabar a inspiração
Pelo excesso de alegria
Sabemos que é rápida a empolgação
Pois não haverá constância todos os dias
Mas a falta de constância
Fomentará ainda mais a razão
Para darmos toda a importância
Aos sentimentos do coração
Quando se está triste
não hesitamos em usar o vc
Porém é interpretativo o sentido
E depende de quem vai ler
Mas levo comigo
O meu eu lírico
Demasiadamente angustiante
Mas no fim se aprenderá uma experiência
E não a nada mais estimulante.
È difícil passar pra um poema, tudo que eu sinto
Até mesmo porquê,eu quero rimar
Mas espero que saiba que eu não minto
As palavras parecem pouco pra quem escuta
Mas nesse momento é a unica saída para o escritor
E a minha razão para escrever isso
È saber que você sentiu de novo sua alegria
E deixou de lado sua dor
Eu ainda não posso dizer daqueles nossos momentos
Que na integra ainda nem existiram
Mas posso falar de nossos diálogos
Que de maneira inesperada fluíram
Os dias passam e parece que aumenta mais
A expectativa e uma confiança
Que geram uma ansiedade angustiante
Porém é algo bom que trouxe mudança
E agora não sou a mesma de antes
Minha revolta é que o Brasil acorda por alguns dias
Depois dorme de novo por muitos anos.
Acordou para tirar collor, depois dormiu e votaram nele de novo.
Os mesmo que estão criticando Dilma, se duvidar, vão reelegê-la.
Quase sempre, quem tenta ganhar uma discussão no grito, esconde a revolta muda da própria ignorância e do trato com o raciocínio lógico.
O uso correto da palavra pode levar opiniões divergentes a um denominador comum.
A gritaria só convence a todos que a presenciam que a ignorância fala mais alto, mas não tem força para garantir vitória.
Oh destino que
trago da fonte pura,
estrela do fogo que,
arde da minha revolta
estende as tuas mãos,
que dou-te a minha alma,
livre, seca, pura, orgulho ferido.
Não entendo os silêncios,
que tu fazes comigo,
vazios,sentidos,magoados,
adivinhas sempre aquilo
que eu não digo,
apesar disso continuo
a querer ficar contigo!
A transparência do orvalho,
a frescura do silêncio,
das noites estreladas,
da brisa do vento a bater nas oliveiras,
ouço os meus segredos no gemer,
das águas que correm entre os choupos!
