Poemas de quem Deu um Fora
Deus, conceda-me uma noite tranquila.
Deus, conceda-me um amor perspicaz.
Deus, conceda-me agudeza de um espírito sadio.
Deus, conceda-me encontrar a tua lei, para que seja feita a tua vontade.
É difícil explicar que um poema
não possui objeto como um navio
os recipientes desse uma estação as flores dela
Indivisível como um número primo
Ele foge do tempo como você
e acaba
quando você deixa de escrever deixa
de ler quando você não se
lembra mais do que você acabou de ser
há apenas um instante
durante um momento durante uma palavra
rampa do cais flama poeira cometa
que assobia para um bando
de pequenos pássaros cantando longe
sobre nós tudo afastado nada tangível
nem mesmo preto no branco
Este verão me ensina
que a solidão descansa
e se expande em um abraço
Este verão me ensina
a não confundir um corpo
disponível
com a ânsia pela alegria
Este verão me ensina
a ser um espelho de água para cada pedra
Este verão me ensina
a amar pequenas e grandes bolas de sabão
antes que rebentem
Este verão me ensina
que mesmo sem alguém
tudo continua
Que amor que encanto faça favor
Ah pois a emancipação é um
chazinho-de-quinta-feira-à-tarde
Todas trazem qualquer coisa para mastigar
Se você precisar de um ombro para chorar
Se precisar de alguém, eu estou do seu lado
E eu sei que não é o mesmo que era antes
Se eu pudesse voltar no tempo, amor, eu voltaria
Se um dia eu me perder
Eu sei que estarei amparada
Eu sei que vou ter para onde ir
Sei que nada sei na vida,mas você também não sabe e por isso chegamos até aqui para que possamos descobrir juntas.
Até quando não sei, ou até quando ELE nós permitir,pois só ELE é o DONO do tempo,DONO de tudo
E pelo que sei temos esse Livre arbítrio onde resolvemos ficar e permanecer.
Tire um dia para VOCÊ
Se mime,coloque uma roupa que se sinta bem
Tire fotos,faça poses...
Se valorize,valorize seu Momento
Se Ame❤❤
EU NÃO TENHO A ALMA DE UM CORRIMÃO
Eu sou mais elo, de liga e do laço.
Respeito para mim é coisa fina,
assim como o abraço.
Mais do que as transas e os beijos,
as mãos dadas me parecem mais sinceras.
Tão ruins quanto as promessas
são as esperas.
Todo corpo é uma casa
cada corpo é um frasco onde se lê: frágil
onde se lê: força
onde se lê: entre sem bater
Há entre nós silêncios confortáveis
e conversas transparentes
palavras feitas de dedo e vapor
palavras que só acordam com o calor
O coração como engrenagem
Uma passarinha voava
Um passarinho olhava
A gravidade do ar acabou
Passarinho ficou flutuando
Passarinha caiu de amor.
A solidão é uma companheira fiel.
Em um mundo de lutas e divergências ser solitário é uma dádiva.
A solidão é a garantia da segurança e do conforto. O conforto de ter que enfrentar a si mesmo, e não o complexo dos outros...
Dói enfrentar as armaguras do próximo, os espinhos...
A solidão e a tristeza precedem a genialidade e a inteligência, a ausência de pessoas nos torna observadores cítricos de suas maldades...
O que me afasta do mundo e do social é a necessidade de agradar, de sempre estar sorrindo, particularmente eu odeio sorrir, na verdade é muito trabalhoso ter que viver em sociedade...
A beleza supera a essencia...
A tristeza e a solidão é o preço a se pagar pela grande mente...
" E assim nasceu um amor..."
É inevitável o amor que sentimos;
A vontade que eu tenho;
A vontade que você tem;
A vontade que temos;
Os desejos que desejamos;
As loucuras que a vida nos traz;
A vida que tanto nos combina;
Com dois corações se amando tanto
hoje idealizamos dentro de nós o nosso grande e primeiro amor
hoje você nasceu dentro de nós...
Você já tem um nome, nome de imperatriz!
Já tem vida, já tem luz...
Lívia...
Sou um Grito de Arte,
Uma escritora falida,
Num estrondo de silêncio,
Ensurdecedor,
Minha Arte vive em mim,
Mas, não posso viver da minha Arte,
Sou um Grito,
Estrondoso,
De silêncio,
A vida é uma violência à minha inteligência,
Onde todos os dias,
Sou violentada à deixar a esferográfica de lado para os versos,
E colocá-la entre os dedos,
Para melhor atendê-los,
Essas são as grades do capitalismo selvagem,
Onde,
Um uniforme, para alguns é capaz de ditar regras de julgamento,
Onde deixo meu mundo das ideias,
Escritora que sou, para escutar insultos,
Falta de educação, falta de empatia, não de todos,
Mas, de muitos,
Que julgam-se melhores por estarem por detrás de uma mesa...
Ou com um crachá de cargo à mais,
Tanto faz.
Ando por aí, sem rumo ao vento,
Com meu ser ferido, sangrando, ardendo.
Com um fervor maligno me absorvendo.
Não sei mais oque fazer.
Já não sinto vontade de viver!
Calma! A vida ainda não chegou ao fim.
Apenas não estou conseguindo seguir.
Seguir com o peso da sociedade,
Apedrejando meus pensamentos
Com injustiças, e pré conceitos.
A relação entre céu e inferno,
Bem e mal, e meu estado emocional.
Meu espírito e minha alma
Vagam no interior da escuridão,
Na procura de uma razão.
AMOR DE CAMPEONATO
Oh querida!
o nosso amor é um campeonato,
pela conquista da taça do teu beijo
entrei em campo e nesse jogo desejo,
erguer o troféu como vencedor, de fato.
Na partida
vou tocando a bola com categoria,
sou craque e jogo com empolgação,
eu avanço, driblo com raça e emoção,
ouço os brados da galera... que euforia!
Dou de bandeja,
passo a redonda e faço tabelinha,
mas teu peito mata o tiro e rechaça,
espalmando essa minha bola na raça
para salvar tua meta em cima da linha.
No afã da peleja
recebo falta, mas vou jogando fero,
cobro escanteio, porém a trave evita
o gol, e num final de lance o juiz apita
o término da primeira etapa: zero a zero.
Após o intervalo
pego um bom alento e me declaro
para voltar a campo com muita garra,
chuto de longe, mas teu quíper agarra;
vou tocando a bola, me arrojo e não paro.
Nesse embalo
a partida prossegue e bem renhida,
tua zaga afasta meu chute de perigo,
cobro uma falta, mas que cruel castigo!
As minhas bolas não encaixam, querida!
O jogo vai correndo,
resvalo com a boca o lançamento
fatal e assim cometo pênalti na área;
você cobra e a pelota vai por via aérea,
e tua mãe protesta que há impedimento.
Ao sair pedalando
o juiz dá cartão amarelo para mim;
noutra jogada já entro numa dividida,
lanço o balão a meia-lua e na medida,
mas você a desvia com os dedos, enfim.
Não recuo e luto,
na pequena área sai a jogada feliz,
executo bom arremesso pela lateral;
de calcanhar enfio a bola, lance genial,
É gol! Gol com a mão não vale, diz o juiz.
Minuto a minuto
a nossa refrega vai pegando fogo
e afoito arrisco a jogada da história;
mas quando já tento o lance da vitória,
que bruto azar!... Teu pai encerra o jogo!
Do seu Livro "Cascata de Versos" - 2019
Tempo ao Tempo.
O cortejo.
Já vimos carro-forte transportando bens e dinheiro seguindo um cortejo fúnebre?
Somente por coincidência, seu destino não será o cemitério.
Tempo ao Tempo.
Cartão Felicidade.
Há um programa de milhagem pioneiro e muito antigo: usar o cartão felicidade e acumular vida.
Na quietude dos meus pensamentos
Voo alto...
Sonho grande...
Em um verso emocionado
A alma revela...
O que o coração transborda!
Agradecer...
Deve ser um hábito diário.
Agradeça pelo que tem...
Agradeça pelo que aguarda.
E coisas lindas irão acontecer em sua vida!
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