Poemas de quem Deu um Fora
Meus poemas
mal escritos
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Eles só falam de você....
Ei moço - disse ela,
não é o meus poemas que te fez melhor,
é muito mais, é meu amor por ti escrito neles.
Era um inicio de primavera,
éramos flor semente.
O sussurrar
dos seus poemas
bafejaram a pele
que cobre meu coração
Acordando
vulcões que estavam
dormindo há tanto tempo
já tinha esquecido que estavam lá
Agora em lavras
prestes a explodir
quer buscar seu toque
pra escorrer de mim
A madrugada uiva vãs noites,
e as ruas vazias discursam encrespações,
ao longe já se ver os poemas de dois corações,
e o seu dilema que me atira açoites.
Há outros beijos e outros nortes
que na noite turva se cultua
o adeus de minhas mãos nuas
e o alvitre impecável de nossos corpos.
E no infinito já se ver
outros caminhos sem você
um prazer que aos poucos se desfaz,
Meu amor, adeus, pra nunca mais...
Derrotas
Perdido nos meus poemas eu estou.
Ela expressou o seu pensamento e no final tudo destroçou.
Já não mim encontro nos olhos dela faz tempo.
A minha dor ainda não sarou e não posso nem dizer sobre a ferida feita por ela que não está limpo.
Não sou bem vindo na sua mente.
pelo menos mim mente(Cláudio Santos;Josefina,2022).
Risco a madrugada com meus poemas devora me nos quatros ciclos dos céus na velha história de queixas sobre a lua
Que no futuro falaram que bonito linda poesia e no anonimato eu como meus erros propositais...
Desvanecendo na primeira luz da alvorada sobre o gramado molhado de orvalho, o frio e prateado o gramado a luz do sol em reflexo vívido
As sombras dos buracos negros no espaço no empuxe da verdade nada disso minutos morrendo e a história que conto
sobre mim e nesta automação, ócio dourado que vir cérebro eletrônico, o músculo mecânico de sorriso fixo e frio
Sem coração só fluido e metal eles vem porque os humanos e tornou frio e criou sua imagem e semelhança ai de vós AI de vós porque o povo dirão Amém
Tudo pode te ajudar a sobreviver e por consequência fortalecer...
Recitar todos os poemas que sabe, sentar na calçada com um amigo para jogar conversa fora, pintar um quadro com tinta guache, tomar um banho de rio, passear de bicicleta, dançar mesmo sem saber.
A arte de viver está na sutileza dos mínimos detalhes, apenas aprecie e inebrie!
'CALAFRIOS'
Permaneces aí prostrado,
herói.
Imortal tal qual meus poemas dormentes.
Anacrônico,
fiz setenta semana passada.
Fantasiando abraços,
crenças.
Destinos grisalhos,
sombra molhada...
Estrelas aportam teus fascínios.
Porém,
caem sem que percebamos,
devorando terras prometidas,
paralisadas!
Enérgico,
seguras meros destinos com as mãos.
Impelindo sonhos,
fincando o divã do alvorecer...
És letal,
ainda não sei!
Mas tenho calafrios na espinha dorsal.
E falo de amor usual aos tantos órgãos fatigados.
Recitando canções diurnas,
sou breve poema.
Épico paradisíaco.
Infernal...
'POEMA INACABADO'
Declamar-te minha
Cultivo poemas
Nas noites pratinas
Disperso no tom cristal
Mar glacial
Poemas sem teoremas
Gélidos sob as cores sintéticas
E a alma cética
Barco esquelético
Metamorfose insurgente
Cheiro neblina
Pedra atracada
Aduela alvejada
Noites lufadas
Garoa rapina
Recitarei-o inacabado
Vocábulos
Nos verdes disfarçados
'TREMAS'
Pinto tremas,
Diluo poemas,
Pulmões em papéis,
Aquarelo clichês,
Descrevo raios,
Painéis de porquês.
Suspiro ilusões,
Anagramas...
Cromatizo torrentes,
Cicatrizes,
Infortúnios,
Mares escaldantes,
Chegadas.
Pintalgo argilas,
Cheiros/ecos
Labaredas molhadas...
Rabisco ventos,
Acordes,
Matizo desejos,
Trapiches,
Simetrias,
Beijos,
Tardes/Fotografias,
Sonoro despertar...
Riscos/traços,
Largas melodias,
Emblemas,
Embaraços.
Escrevo nos lagos,
Nas chamas,
Vulcões,
Perplexas melancolias...
Plagio o meu 'eu',
O amor em abstrações,
Abraços,
Relevos
Reproduções,
Quarto vazio.
Objetos/estrelas.
Na face do tempo,
Crio paixões,
Novos tremas.
Proposições,
Teoremas...
POEMAS DE AMOR
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Meus poemas de amor são do tempo que sobra
dos protestos, do medo e da má previsão,
têm o dom da visão de verdades ocultas
que não moram no mundo em redor dos sentidos...
Eles vivem de sonhos que o sono ignora,
são essências da vida que a vivência extingue,
do sorriso que chora, o choro que sorri
sob o bom sofrimento que o poeta rege...
Nos poemas de amor todo amor é bonito
por ser mito na forma com que se decantam
sentimentos reais que são suas matrizes...
Entretanto é de amor que se faz qualquer verso
sobre vida, universo, política e sonhos;
os de amor são poemas de confessionário...
PEDIDO AOS MEUS VERSOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Se os meus poemas puderem,
não tiverem compromisso
com alguns plagiadores;
algumas cartas de amor;
um editor satisfeito
sem ter direito a pagar...
Ou se não for triste caso
de já cansados de si,
de mim, do meu coração
e da minha compulsão
de compô-los toda hora,
pularem fora das pautas...
Não custa nada os meus versos,
os meus poemas de tudo,
perversos, de amor, de vida,
sinceros, sonsos e tristes,
alegres, duros, sensíveis,
fazerem este favor...
Se os meus poemas puderem,
quiserem, lhes der vontade,
já peço desde o momento,
que me abandonem à sorte
segundos depois da morte,
mas vão ao sepultamento...
VERSOS ANTI-DIDÁTICOS
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Não corrija meus poemas,
pois não dou consentimento...
Não existe professor
de alegria; sonho; dor;
saudade; amor; pensamento (...).
A TRAJETÓRIA DOS PRECONCEITOS
Demétrio Sena - Magé
Fiz muitos poemas e textos em prosa que hoje não faria, com a pretensão de conscientizar sobre o racismo. Acho agora, que todos aqueles poemas eram racistas. Também fiz muitos textos que, pretensamente, fariam refletir sobre o machismo. Usei até palavras de um cavalheirismo protecionista que atualmente julgo medieval. Fui machista. Homofobia, mesmo quando não se chamava homofobia, preconceito religioso e tantos outros, tudo isso passou pelas minhas canetas e teclas. Atualmente, seria preconceituoso republicar tais escritos.
É que todas as formas de preconceito evoluem. Ao mesmo tempo, as formas de combater preconceitos, pensar e verbalizar sobre eles precisam evoluir. Mais ainda, nossas formas de antipreconceito precisam ampliar horizontes e nos induzir a novas posturas sociais. Os textos de todos os escritores; as músicas, pinturas e outros desempenhos de todos os artistas, nessa direção, foram válidos em seus tempos. Foram. Hoje capengam, porque o mundo, com novas identidades, inclusive de gênero, exige novas mentalidades, sensibilidades e consciências. E o racismo, que é o pior e mais resistente preconceito, exige ainda maior avanço da sociedade.
Tenho rasgado páginas de alguns livros que lancei, porque os novos tempos tornaram ridículas essas páginas. E todos nós precisamos rasgar muitas; muitas páginas não só de livros, mas também da vida e da sociedade, para sermos um mundo conectado consigo mesmo e com a realidade que ora nos cerca. Realidade essa, que logo será também obsoleta; o que exigirá, mais e mais, novos avanços humanos; civilizatórios.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
ESTRELAS DAS LETRAS
Demétrio Sena - Magé
Os poemas de amor também fazem protestos;
os poemas-protesto também são de amor;
as tiradas de humor podem ser muito sérias;
nossas caras de sérios podem ser piadas...
Os poetas estufam pulmões narcisistas
e se acusam por versos diversos dos seus;
têm mania de "Deus" e querem decidir
quem é quem ou merece as "estrelas" das letras...
Há poetas que sabem passear nos temas;
há poetas com lemas e dilemas tesos;
os libertos e os presos até do ser livre...
Os poetas birrentos não têm na poesia
sua via de acesso ao tal um mundo melhor,
porque são entre si como acusam o mundo...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Esse ano eu quero poemas orgânicos
Sem mistura trans nos versos
Quero uma poesia feita de linhaça
Cheia de prosa e caloria equilibrada
Quero proteínas nos meus versos
Quero uma poesia natural
Feita de arroz de integral
Tão doce como rapadura
Pra botar nos meus sonhos de laranja
Cenoura e beterraba nos meus versos
Que seja escrita em papel reciclado
E de verdade não tenha Gluten nem outras besteiras
E no entardecer um gole de propolina
Pra deixar mais linda a metáfora
Espinheira divina na minha palavra
Gengibre e semente de chia nos meus versos
E que seja eterno o poético
Que o poético não seja enlatado
Envenenado por conservantes
Maquiados de tanta gordura.
Eu brinco com os poemas
Para alegrar a minh'alma
E a Poesia traz a calma
Diminui os meus problemas
Enfrentando meus dilemas...
Eu abro meu coração
Mergulhando na emoção
Vou nadando nesse mar
TENHO ORGULHO DE FALAR
QUE SOU FILHO(A) DO SERTÃO.
Mote: Edionaldo Souza
Glosa: Noélia Dantas
Nesse mundo de poemas
Irei sempre caminhar
As pelejas enfrentar
Pra resolver os problemas
E embaraçosos dilemas
Seguimos com emoção
Com amor e compaixão
Para ter mais alegria
"Vou tocar seu coração
Com a minha poesia"
Mote: Jorge Pregoeiro
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