Poemas de Poetas Portugueses

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⁠Enquanto o olhar apreciar
a Palma Real de duas terras,
estarei em busca de novos
poetas para o amor recordar

O amor precisa de zeladores
para manter a fé nele viva,
Porque sem fé fica difícil
até para ele seguir em frente.

Que o amor precisa da gente
não tem como mais fingir,
somos a nossa rota a seguir.

Agora é só a gente se acertar
e permitir que o amor venha
envolver e com ele nos levar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Poetas da Construção

Sempre ouvi falar dos pedreiros em piadas e comentários. Dizem que têm mãos de ferro, a famosa cantada que nunca falha, e até um prato digno de um banquete. Mas será que realmente entendemos o valor desses mestres das construções?

Escolhemos casas para morar sem imaginar o quanto de suor e dedicação foram investidos para que elas se erguessem. Quando algo quebra ou precisamos de uma reforma, imediatamente chamamos um pedreiro, pois não sabemos fazer o que eles fazem. Estudamos, obtivemos diplomas, somos reconhecidos na sociedade, mas diante do trabalho desses artífices, nossos títulos se tornam meros papéis. Eles não nos ensinam a construir um lar, onde começa uma família. E para formar uma família, começamos com uma casa, erguida pelas mãos calejadas de um pedreiro.

Outro dia, da minha janela, vi os pedreiros trabalhando no condomínio ao lado. Trabalhavam como formiguinhas, em uma dança harmônica de risos e piadas. Paravam para tomar café, dividindo tudo entre si. Compartilhavam um velho rádio, vibrando com as músicas que tocavam, e cada um cantava mais alto que o outro. Havia pedreiros de todas as idades, e um deles parecia ter uns 20 anos. Pensei comigo mesmo: como seria maravilhoso ter a amizade dessas almas vibrantes, que faziam do seu tempo de trabalho um momento de irmandade e fraternidade.

Aqueles pedreiros eram como poetas da construção, escrevendo versos em tijolos e cimento, compondo uma sinfonia de gestos e sorrisos. Suas mãos ásperas contavam histórias de resiliência e amor pelo que faziam. Cada parede erguida era um testemunho de sua maestria, cada lar construído um poema de dedicação.

E assim, entre risos e música, eles transformavam um simples canteiro de obras em um palco de emoções. Eram artesãos da felicidade, criando sonhos em concreto, moldando o futuro com suas próprias mãos.

Inserida por fluxia_ignis

Escritores, poetas, compositores, tentam explicar o amor...
Explicar pra que? Melhor vive-lo, e bem vivido, seja perto,
ou distantes, sentindo-se juntos...

COMO EXPLICAR O AMOR
Marcial Salaverry

Como explicar um sentimento
que é quase um lamento...
Apenas tangível por um coração sensível...
Como explicar sua existência,
se não tem aparência...
Nasce no mais fundo interior...
Surge não se sabe como...
É o Amor.
Como dizer o que é,
se só existe no sentir...
Nunca se sabe quando vai surgir.
Como definir o que é apenas etéreo,
Sentimento cheio de mistério...
Nunca se sabe quando
nem a quem se vai amar...
Basta um toque...
Um beijo... Um olhar...
Por vezes
apenas algumas palavras sussurradas,
ou mesmo apenas escritas,
Deixam as estruturas abaladas,
prontas para alegrias ou desditas...
Ama-se estando ao lado, abraçado,
ou mesmo estando distante... afastado.
Ama-se no beijo dado,
colado, ou mesmo
no beijo sugerido, enviado...
Felizes estando juntos e também afastados...
Existindo o amor,
sente-se do amado o calor...
Descobri como definir o amor...
O Amor...É o Amor...
Sempre o amor,
seja ele como for...
Um vez existido,
há que ser bem vivido...

Inserida por Marcial1Salaverry

Se a pergunta entre os poetas é “Ser ou não ser” a pergunta de hoje em dia é “Ter ou não ter”;

Não tenha medo, pois eu te amo. Segure as minhas mãos, e eu te guiarei ao meu coração....

⁠A dor da separação não foi nada comparado a ter que admitir que todos estavam certos a teu respeito, todos, menos eu, que de fato achei que se alguém te amasse de verdade você abandonaria esse teu antigo hábito de traição. Mas a única coisa abandonada aqui sou eu.

DIVAGAÇÕES

Divagando em minha teia de pensamentos
Enquanto tecia memórias
Quis saber qual palavra mais causa tormentos
Morte, dor, desprezo, escória...
Entre tantas mazelas
Lá estava ela
QUASE
Quase é a palavra
Palavra que mais maltrata

Quase passou no concurso
Quase chegou a tempo
Quase conseguiu o aumento
Um quase beijo
Quase amor
Quase se libertou
Quase foi escolhida
Quase ganhou a corrida
Quase, é a mais doída
Quase, jamais gera vida

Quase, é a palavra daquele que não alcançou
De quem não ficou e nem chegou
De quem se perdeu no caminho

Ainda em minha divagação, pensei
A água quase quente não serve pro café
Ah!! Uma vida sem café não dá...
Nem tem discussão. Né?!

EU QUERIA SABER

Quanto tempo o tempo leva
Pra água esculpir a pedra
O tolo parar de bancar o juiz
Perceber que ser aprendiz é melhor

Quanto tempo o tempo leva
Pra eu descobrir quem sou
Se sou uma ou se sou várias
Se a dor é minha ou do poema

Quanto tempo o tempo leva
Pra engavetar uma teimosa paixão
A violenta saudade domar
Uma ferida virar cicatriz
A ausência parar de doer
Leva, Tempo?
Leva!

ANTAGÔNICA

Anoitece lá fora
Enquanto eu amanheço
É inverno do outro lado da porta
O sol me aquece por dentro

No verão deixo que caiam minhas folhas
No inverno floresço
Na primavera aqueço

Desabrocho em qualquer ocasião
Já não obedeço estação
Não me adequei aos padrões
Sermões se tornaram vazios

Se desejam calor
Eu faço frio.

TEMPO

Às vezes tão lento
Quando tudo que queremos é que se vá
Leve as dores
Apresse as tempestades
Fica ele ali tal qual relógio com o ponteiro quebrado

Ora passa rápido
Como os números no cronômetro
Mal pode ser visto
Quando se percebe
O menino cresceu
A rosa murchou
Perdeu-se o trem
Nem foi dado o adeus

Tempo
Se passas lento como as borboletas
Ou ágil como os Colibris
Já não importa
Desisti de entender em qual asas vêm

Me ensine a voar contigo.

Quando nos perdemos?

Quando foi que nos perdemos? Por que uma risada parou? Por que todos nós mudamos? Acho que não saberemos essas respostas... ainda nos encontramos perdidos em meio de tanta coisa.
Uma lágrima que caia de tanto gargalhar se tornou uma lágrima de tristeza que cai quando se lembra do passado, dos tempos que vivemos e daquela amizade que tanto amávamos... parece que também se perdeu o decorrer do percusso.

"Aquele dia em que você quer ir embora, mas não sabe o destino.
Aquele dia em que você quer pensar e tenta pensar em qualquer coisa menos na palavra 'desistir’.
Mas esquece que pensar demais cansa, desgasta, não te deixa dormir.
E se isso vira rotina… o dia nublado começa.
Aquele dia em que levantar da cama é doloroso.
E o teto parece ser tão atrativo de se olhar..."

Oração da Semana
Que possamos praticar o auto-amor, nos amar, nos permitir, nos tornarmos nossa melhor companhia, ter mais fé em nós, para assim ter fé nos outros.
Que possamos nos perdoar e ter consciência que ninguém é perfeito, que o importante é reconhecer e evoluir, pois só assim também vamos conseguir perdoar os outros.
Pois o amor só pode se tornar amor quando está enraizado em nós para assim transbordar no outro.

Pratique o auto-amor, se ame mais, cuide-se, ofereça a si mesmo uma boa música, um bom livro para nutrir a sua imaginação e o seu conhecimento, cuide do seu corpo, da sua alimentação, o que entra e sai do nosso corpo diz muito sobre nós mesmos.
A maturidade começa quando buscamos nos conhecer primeiro, para assim termos uma visão correta do que somos e de onde podemos e queremos chegar.
Quem se ama e busca se conhecer diariamente não se ofende com o que não lhe pertence, pois o seu modo de ver a vida e o modo que os outros te veem está intimamente ligado
a maneira que você se enxerga primeiro. Então, seja o que você quiser, só assim os outro irão enxergar realmente quem tú es.

Então, viva a sua vida!
Por Allan Garrido

Viva a sua vida. Esqueça as preocupações à toa, aquelas que povoam a sua mente e não deixam você dormir. Já parou para pensar que amanhã você, nem mesmo, pode estar vivo?
Dramático? Talvez... Mas é a realidade! Diga-me uma coisa:
- Você tem controle do que vai acontecer no próximo instante? Não precisam me responder, é claro que não!
Então viva a sua vida. Claro que não é por isso, por essa falta de controle do futuro, que você vai sair estragando o seu presente. Óbvio que não! A proposta aqui é que você viva um segundo, um minuto do teu dia de cada vez. Que você viva a sua vida e encare-a de frente. Que você saiba aproveitar os momentos de alegria, de prazer e descanso com seus amigos, parentes, namorados(as) e etc...
Não estrague esses instantes. Talvez eles sejam os únicos. Já parou para pensar nisso? Quantos amigos ou até mesmo seus pais não se lamentam de não ter aproveitado mais esta ou aquela pessoa e que se arrependem até o último fio de cabelo por isso, e dizem:
- Poxa! Se eu soubesse que iria partir teria aproveitado até o último segundo, teria agido bem diferente...
Tá vendo! Olha ai o amargor do arrependimento! Por isso meus amigos, não deixem para fazer amanhã o que se pode fazer no dia de hoje. Amem, dancem, cantem esqueçam um pouco seus problemas, curtam o momento de estar vivo, apesar das dificuldades, e celebre a vida. Os momentos em que passamos são frágeis e tudo pode se desintegrar num instante, num breve instante.

Só observando onde vai você com tanta pretensão de ser poeta...
... Não queira ser poeta.
Permita que a poesia seja você!

"⁠Sou contravenção, contramão,
de tanto tentar me conhecer você vai se perder.
Sou via dupla de emoção,
faixa de pedestre sem sinal,
e as vezes, também sou o tédio do natal!"

A vida e seus diálogos ...

Iludo-me pensando que sei
e assim sei o que ainda não cabe
preencho-me de algo que é nada
pois, é isso... nada sei...

Quando penso que sei
ali há o outro que vai além
disso que pensei saber
ilusório, este não sei
e base desse tudo e nada...

Por isso há o senhor
você, tu, o outro
pois também dentro do nada
sabe e cabe dentro do que sei
cala quando vê que sabe
fala quando o não saber não cabe

E assim crescemos, fazemos o saber
na troca do que não sabemos
na partilha desse nada
vamos conhecendo, transformando
por fim sabendo...

... que saber é movimento
diálogo entre eu e você!

Tô indo embora
em busca do vazio que me acolhe
e em liberdade,
me permite voar ...

⁠Às vezes, as palavras são como notas soltas, melodias que flutuam no ar, sem destino certo.
Elas sussurram segredos e desejos, como o vento que acaricia as folhas das árvores.
Nossos suspiros são versos não escritos poemas que se perdem na vastidão do tempo. Eles ecoam nas paredes do coração, como o eco de uma canção antiga e esquecida.
E assim, entre ais e uis, dançamos na vida, cada passo uma estrofe, cada olhar um verso. Somos poetas da existência, compondo nossa história nas entrelinhas do destino.