Poemas de palavras

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⁠As palavras algumas adquirimos, outras ecoam no subconsciente e no consciente, formando uma consciência,que resulta num pensamento sentido.
As palavras também hereditárias por ancestrais.
Que estão inscritas no ADN e pela ressonância de no ventre de nosso mãe começar a formar a consciência de ser e existir, nessa formação tudo contribui para a nossa identidade memória que forma a nossa personalidade o passado, representado no presente com a existência da palavra como vida, que guia dita o percurso de cada um.
Diz-me o que pensas, e sei onde queres chegar...

Peito cheio de palavras


Como uma respiração que não se completa,
fico por cá suspenso entre o ontem e o agora...
com meu peito cheio de palavras
que nunca encontram a coragem de nascer.
O mais profundo dos sentimentos
não morre por falta de amor,
morre por falta de coragem.
E o meu…
ainda vive, silenciosamente agoniado,
feito brasa oculta sob as cinzas,
esperando um passado
que já não volta...
Um passado cada dia mais distanciado de nós.
Às vezes, escuto seus passos
nas salas vazias da memória,
e o coração, ingênuo,
abre a porta para ninguém.
Há ausências que não partem:
apenas mudam de lugar
e passam a morar dentro da gente.
Eu quis dizer “fica”,
mas minha voz se perdeu
na distância entre o desejo e o medo.
Agora, carrego seu nome
como quem carrega uma prece
sem saber se ainda há céu
para recebê-la.
E sigo – incompleto,
respirando devagar,
para não acordar a esperança
que adormeceu em seus braços,
mas nunca aprendeu a morrer.
Eu escrevi silêncios inexprimíveis...
eu gritei, te sacudi, tua cabeça bati...
tudo isso só por amor a ti.
Tu te fizeste silêncio
e não me ouviste,
minha dor não sentiste
e partiste...
me partiste.
Onde andas tu
hoje em dia?
O silêncio ainda é tua companhia?
Os gritos ecoam
desde aquele dia...
Se tu nunca tivesses sido
eu ainda saberia o que é alegria?
Se tu nunca tivesses sido...
Eu, certamente, estaria agora por cá sabendo da vida qual o sentido?

Para ter uma mente saudável,
dispense amizades ruins,
músicas indecentes,
palavras negativas
e coloque DEUS na sua frente!

As ações humanas orbitam em volta da comunicação.


Pelas palavras, nos fazemos representar, tanto individual como coletivamente.


É o manifesto do sentir.


É ferramenta para produzir e transferir conhecimento.


É veículo de informação e meio de expressão.


É arte em si mesma.


Assim, as palavras são o que fazem a comunicação transcender.

"Os pais amam seus filhos verdadeiramente com atitudes,
não com palavras.
Palavras o vento leva e as ações permanecem nos corações que têm gratidão, apenas nesses corações."
Haredita Angel
30.01.24

-Revolucionário é não levar a vida,
as pessoas e as palavras tão ao pé da letra.
-Rigidez mental traz sofrimento nesse mundo de imprevisibilidade.
-Libertador é ser resiliente!
Haredita Angel
21.03.26

* Ode ao Escritor ✍


Escritor é quem respira palavras,
quem sangra letras nas madrugadas,
quem transforma o invisível em verbo
e o silêncio em fonte de palavras...


Carrega o mundo no peito,
traduz o indizível em versos,
costura lembranças,
cria eternidades...


No rastro de sua pena
há luz,
há dor,
há redenção...


Escritor é o que faz da alma,
um livro sempre em construção...


O escritor é aquele que coagula a tinta,
que mastiga a própria sombra
para dar sabor à palavra...


Habita o abismo do sentir,
sem medo do corte,
sem medo do eco,
sem medo de si...


De sua dor faz aurora,
de sua loucura, asas,
e do verbo, o único altar
onde ousa confessar-se humano...


Escrever é morrer um pouco
para renascer inteiro no papel...


O escritor é um guardião de mundos,
em sua pena dormem memórias
e acordam estrelas em forma de letras...


Nas linhas que traça,
colhe o perfume do tempo
e o murmúrio da alma...


Escrever é um gesto de amor,
silencioso, profundo, eterno...
É tocar o invisível
com os olhos do pensar
e o olhar do sentir...


O escritor não escreve apenas histórias,
ele se escreve e se liberta
em cada palavra que cria...


✍©️@MiriamDaCosta

Incisões de uma Alma Poética


O tempo
e o vento
levam tudo...


Nunca
as palavras
germinadas,
entalhadas
na alma...


O tempo devora,
o vento dispersa,
tudo se vai...


Tudo,
menos as palavras
que sangraram da alma,
gravadas em silêncio,
como cicatrizes
que não cedem
à erosão dos dias...


O tempo passa,
o vento leva...


Mas ficam,
no âmago,
as palavras
que um dia floresceram
em terreno de dor e beleza,
raízes sutis
que o esquecimento
não alcança...
✍©️@MiriamDaCosta

Antigamente, os políticos eram tão discretos
em suas ações e palavras que,
mesmo quando cometiam alguma corrupção,
o estrago, quando chegava ao conhecimento público… não se apresentava assim tão rápido... tão óbvio... e tão descarado...

Hoje, ao contrário,
a corrupção desfila pelas ruas
como se fosse rotina,
quase um costume socialmente aceito...

A diferença é gritante:
antes, ao menos, havia o sentido da vergonha.
Agora, perderam até o último vestígio de pudor.
Mesmo diante das evidências,
mesmo com o escândalo estourando
na cara do país inteiro,
continuam se exibindo
orgulhosos de suas próprias falcatruas.

Perderam a discrição,
perderam a vergonha,
perderam o mínimo senso de decência,
e ainda pretendem impor leis
que os protejam,
com a mesma naturalidade desonesta
com que cometem seus crimes.

Cínicos,
atuam como se o Brasil
devesse agradecer
por sua delinquência institucionalizada...

Parece até ...
que ser político virou sinônimo
de ser orgulhosamente criminoso
com licença de roubar
e sabe-se lá o que mais...

Essas atuações escancaradas e descaradas
contornadas de cinismos e deboches diante
da Constituição e dos eleitores devem ter um FIM.
✍©️@MiriamDaCosta

Entre as palavras e o mundo
que as recebe
há sempre um abismo...


Um rio escuro, fundo, largo,
onde poucos ousam entrar,
e menos ainda conseguem nadar
sem se afogar nas próprias sombras...


Interpretar virou um esforço raro,
um músculo atrofiado
num tempo em que tudo
precisa ser rápido, raso e imediato...


Separar fato de opinião
tornou-se um labirinto estranho,
onde muitos tropeçam,
confundindo seus medos e traumas
com verdades
e suas certezas frágeis
com argumentos...


Há gatilhos emocionais pendurados
como armadilhas invisíveis
em cada palavra que se lê ou escuta...
Eles disparam antes do entendimento,
empurrando a razão para fora do caminho...


A polarização cavou trincheiras profundas,
pontos cegos viraram muralhas,
e qualquer nuance é assassinada
antes mesmo de nascer...


O TDAH coletivo,
fabricado pelo excesso de telas,
transformou mentes em páginas
que vivem sendo atualizadas
e nunca realmente lidas...


O viés narcisista ampliou seu império,
ou seja:
se não reflete o meu mundo,
se não confirma meu umbigo,
não serve, não presta, não existe...


A lógica perdeu espaço,
o pensamento analítico
virou peça de museu,
onde poucos o visitam...


E assim,
falar e escrever,
esse direito tão humano
e tão legítimo,
não garante mais compreensão...


Porque entre a boca e o ouvido,
entre a mão e os olhos,
há um rio imenso e profundo...
E nem todos sabem nadar.


Entre a fala e a escritura
há a audição e a leitura...
E nem todos sabem ouvir e ler.


✍©️ @MiriamDaCosta

Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.


Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.


Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.


Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.


Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.


Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.


Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta

Meus olhos cevam-se
enquanto devoro palavras.


Ler é nutrir a alma
faminta de sentido
num mundo que a esquece
à míngua.
✍©️@MiriamDaCosta

Comecei a ler poesia
antes mesmo de aprender
a escrever e juntar letras.


Antes das palavras,
meu sentir já soletrava
afetos e ausências,
chegadas breves,
partidas longas,
silêncios que diziam tudo.


Antes das sílabas,
meu coração já sabia
o que doía,
o que machucava,
o que era justo,
e o que nunca foi.


Aprendi, ainda pequena,
que a poesia
não reside nos livros.
Os livros é que tentam
acolher, tardiamente,
o que a vida sussurra
no avesso dos dias.


Quando me ensinaram
a ler palavras,
eu já lia o mundo
com a alma poética
e os sentidos alfabetizados.
✍©️@MiriamDaCosta

No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.


Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.


Não escrevo:
erupciono.


Não declamo:
transbordo.


Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.


E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta

As palavras e os sons,
às vezes,
passam voando
diante de nossas orelhas.


Muitas vezes,
criam residência fixa
nos ouvidos de nossas almas.


✍©️@MiriamDaCosta

Existe um vai-e-vem infinito de palavras,
um trânsito inquieto
onde nem todas sobrevivem ao próprio nascimento.


Algumas se perdem
no labirinto das intenções mal resolvidas,
girando em falso,
como pensamentos abortados
antes de tocar o território da consciência.


São ruídos disfarçados de linguagem,
ecos que não encontram corpo,
sons que se esfarelam
antes de se tornarem sentido.


Mas há outras, raras,
que atravessam o silêncio
como quem rompe
uma membrana invisível,
e mergulham fundo
na gravidade do que é essencial.


Essas não se dispersam
e nem pedem permissão ao caos.


Elas se erguem
e deixam de ser palavras.


Tornam-se ideia que pulsa,
verdade que inquieta,
permanência que resiste
ao desgaste inevitável do tempo
e à fragilidade transitória
da linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.


Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.


O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.


Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.


E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.


✍©️@MiriamDaCosta

Sempre e nunca
são palavras perdidas
dentro de si mesmas...


Carregam o peso
de um abismo sem bordas
promessas eternas
que o tempo desmente...


São ecos que se diluem
no silêncio das horas
labirintos verbais
onde a alma tropeça...


✍ @MiriamDaCosta

⁠Envio estas palavras ao universo, desejando que um dia cheguem até você. Mesmo ausente, você viverá em minhas lembranças. Viva plenamente, encontre felicidade, ame intensamente, cuide-se e espalhe bondade. Hoje, uma pergunta me fez refletir sobre como mudar nossa visão do mundo. Que essa reflexão traga inspiração e alegria à sua vida. Seja feliz.

Vitor Ferreira de Paula

Fiz, em meu tempo, cartas de amor, declarações e presentes. Ofereci palavras, flores e pequenos gestos que, embora simples, carregavam consigo partes inteiras daquilo que eu era. Em contrapartida, pouco ou nada recebi de volta. Talvez pelas circunstâncias, talvez pelas limitações da vida, talvez até por questões financeiras. Ainda assim, confesso: o mais humilde dos presentes, o menor dos símbolos, teria sido suficiente para me encantar.


Não me arrependo do que fiz. Pelo contrário, há certo conforto em saber que o primeiro buquê de flores que alguém recebeu em sua vida foi entregue por minhas mãos. Algumas pessoas colecionam bens, outras colecionam lembranças; eu talvez tenha escolhido colecionar momentos que sobreviverão à própria memória.


Recordo-me da célebre frase que diz que todas as cartas de amor são ridículas. Talvez sejam. Mas arrisco uma pequena discordância literária: ridículas não são as cartas, nem as declarações. Ridículas são apenas as criaturas que amam profundamente e, ainda assim, jamais encontram coragem para transformar sentimento em palavra.


Porque amar em silêncio é humano; mas declarar o amor é um raro ato de bravura.


— Vitor Ferreira de Paula
Polímata e curioso diante do mundo, 2026.