Poemas de palavras
"Porque aqueles que obedecem Suas palavras e confiam até o fim no Senhor são agraciados a ver a GLÓRIA dEle em nós." -Assim diz o Senhor dos exércitos.
—By Coelhinha
"Senhor, concede-me a graça da clareza e do discernimento. Diante de palavras vazias, promessas falsas ou elogios fingidos, abre os meus olhos para enxergar a realidade das ações. Que eu não seja enganada por aparências. Protege o meu coração das ilusões e cerca-me de pessoas cujas atitudes reflitam a verdade do que dizem. Amém."
—By Coelhinha
Há sentimentos que não cabem em palavras. Não por falta de intensidade, mas por excesso de profundidade. São verdades que só entendem aqueles que já atravessaram certos abismos. O resto do mundo talvez nunca alcance essa linguagem.
- Tiago Scheimann
Nem mesmo a mais primorosa combinação de palavras, nem a narrativa mais vasta e engenhosamente tecida, alcançaria os recantos mais profundos da minha mente. Nela repousam mistérios sem nome, como antigas fábulas esquecidas pelo tempo, fragmentos de sonhos que vagam entre a luz e a penumbra, e segredos que se recusam a revelar sua verdadeira forma. As palavras tentam alcançá-los, mas retornam como viajantes perdidos, incapazes de decifrar por completo os enigmas que habitam esse território invisível.
- Tiago Scheimann
As palavras pertencem à mente,
mas as vibrações pertencem à essência:
é na essência que se revela
a frequência da alma.
Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.
nós éramos amigos
por que não poderíamos continuar sendo?
ele me fazia rir,
usava palavras gentis.
por que quando me confessei,
ele nunca mais me quis?
se ele não liga,
por que ele ligou tanto?
cada brecha que eu fechei,
ele mesmo abriu.
se ele não se importa, no entanto,
por que não admite o que sentiu?
fomos pra frente
e esquecemos dois anos em um.
nós éramos amigos.
agora, pessoas comuns.
Não falo palavras bonitas como o Cazuza
Não sou tão bonito como o Leonardo Dicaprio
Falei algumas besteiras e tirei sua blusa
E te enlouqueci dentro do meu quarto...
Presos das palavras
(1Evaristo)
Até que ponto somos presos das palavras?
Chamar guerreiros é guerra que não acaba.
Somos todos responsáveis em viver
O que aceitamos de nós dizer.
Todos sabem que palavra tem poder,
Qual palavra se permite lhe prender?
Do que se chama condiz
Com o que (pra si) sempre quis?
Agora deve-se cuidar
Do que se chama e se permite chamar
Pois, o que dizem e aceita sobre você
É a palavra que vai lhe aprisionar
E incondicionalmente irá viver
O que nunca quis pra você.
feradapoesia.blogspot.com
Experiência
Eu não nasci em palavras,
nasci em silêncio.
Primeiro, uma nota.
Pequena, quase tímida,
como quem ainda não sabe
se deve ficar.
Então outra responde.
E, de repente,
há uma história inteira
crescendo dentro do peito.
Eu fui aquilo que passou,
aquilo que doeu,
aquilo que quase ficou,
mas escolheu partir.
Fui o medo antes do salto,
a lágrima antes de cair,
o último olhar
antes de seguir.
E quanto mais eu caminho,
mais alto eu me torno.
Não porque a dor desapareceu,
mas porque aprendi
a carregá-la sem me curvar.
As notas correm,
como memórias sem destino.
Sobem.
Insistem.
Transbordam.
E quando parecem chegar ao fim,
eu descubro que era apenas
o começo de outra coisa.
Talvez viver seja isso:
perder algumas versões de nós
para encontrar outras
no caminho.
E talvez a música diga
aquilo que eu nunca soube dizer:
eu estive aqui.
eu senti tudo.
eu sobrevivi ao que me mudou.
e ainda estou caminhando.
Então as notas diminuem.
O silêncio volta.
Mas agora eu sei:
o silêncio nunca foi vazio.
Era apenas
a parte da história
que ainda não tinha aprendido
a cantar.
O docente em Enfermagem, se aprender a disciplinar suas palavras, poderá alcançar muito sucesso, pois o campo de trabalho para docência é muito vasto.
Shalimar Farias da Silva
Ruflando às letras o poema
exibe suas palavras
a ideia pesca na água
da rima o ponto
que narra / agarra
mexe a mente à isca
na água...
mente clara / mergulha
o poema ao ponto
narra / agarra
(Leonardo Mesquita)
Como peixes correm na água
palavras correm num poema
pensamento acima
ocorrem versos livres na rede
correm pra cena
Pelas palavras o homem sonha
Pelas palavras é possível alcançar
Pelas palavras se deixa pra lá
Pelas palavras se chora
Pelas palavras alguém encontra.
Pelas palavras volta-se a sorrir
Pelas palavras lembramos
Pelas palavras não julgo
Pelas palavras vou a tantos lugares
Pelas palavras fui lembrado
Pelas palavras formou opinião
Pelas palavras se pegou na passado
Pelas palavras chegou ao destino
Pelas palavras levou a mais
Pelas palavras não voltou a trás
Pelas palavras pensou bem
Pelas palavras foi necessário
Pelas palavras matou a charada
Pelas palavras entregou tudo
Pelas palavras fossou a barra
Pelas palavras tá bem quisto
Pelas palavras precisa desabafar
Pelas palavras esperava mais
Pelas palavras comprou a ideia
Pelas palavras não vai
Pelas palavras está tranquilo
Pelas palavras prestou atenção
Pelas palavras olhou...
Pelas palavras se ouve o que a boca cala
A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser
Pousando uma após outra o bando de letras formam a frase
migrando de outras palavras
chegam a estas imagens
cada letra enche o papo
provocando um fértil
imaginar; essas letras
tomaram essas palavras
teceram seus ninhos
colocaram seus ovos
e em rápida leitura
pintam no rosto
um bando
(Leonardo Mesquita)
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