Poemas de Mistério
Fico ouvindo a orquestra da vida, embalando a alma nos misteriosos sons de uma sinfonia inacabada...
Como se sabe quando o amor é real? Existe alguma coisa que identifique quando o sentimento mais sublime realmente está presente? Uns dizem que ele é como uma bomba atômica explodindo dentro da gente e, para desencadear a explosão, basta um olhar, um toque de mãos, um sorriso. Outros dizem que ele é algo sensível, suave como uma brisa que vem e balança os cabelos, trazendo uma sensação de plenitude e conforto como nada mais pode fazer. Quem tem a verdade? Os que falam do fogo consumidor ou os que defendem a brisa mansa? Haveria, talvez, uma terceira via para amar, onde nem fogo nem vento, onde nem terra nem água, nem sentimentos e nem palavras possam estar presentes? Quem saberá definir o incompreensível ou dizer onde o invisível estará, ou ainda, explicar o que o inexplicável é? Por que existem tantas perguntas para amar e tantas respostas por se dar? Porque ao fim das quatro letras "a", "m", "o", "r", sempre existe um ponto de interrogação e nunca um ponto final? Por que amor tem apenas duas vogais e duas consoantes, se nem todo nosso vocabulário o pode abranger? Por que o porquê de amar? E por fim, por que o porquê do por que de amar?
É sempre assim, as pessoas dizem que você deixou de ser maneiro (você não é mais conveniente para tal necessidade) e acabam lhe descartando (você não é mais útil)...
Esperei a vida inteira. Hoje nada mais importa. Apenas a leveza do ar, o amor verdadeiro, a intensidade da vida, a profundidade do tempo, a magia do momento, o mistério do universo e a paz de espírito.
Escrever é uma arte. Arte de sentir. Arte de expor e de doar. Arte de ter em nosso poder, o bálsamo. Arte de redesenhar o obvio, o mistério e a incógnita. Escrever nada mais é do que um recado que Deus quer dar através das palavras escritas.
Uma educação castradora não nos faz pensar, mas é exatamente esse o objetivo da deseducação alienadora dessa pátria da desordem e do regresso! Não é culpa dos professores, é culpa do sistema alienador e enganador do "mistério da deseducação" - doutrinação castradora, enquadradora, limitadora, isso não tem nada a ver com gênero! Estamos falando de educação para libertar - não educação para castrar e condicionar!
Quando o encontro é tipo desses reecontros que parece ja está escrito em nosso corpo, alma e espírito, não há como fugir. É como desvendar os mistérios do amor, é como descortinar o véu da sabedoria, é como perder a bussóla, é como se perder e achar dentro de si,no outro, o sentido que deixa os dias mais belos. É construir o que edifica a alma.
