Poemas de Luto
Para Ti, Inventor/a da POESIA…
Que bom, pra mim tão é, por cá andar;
Já com cinquenta mais dez, em mim tidos;
Anos de vida, em mim, por cá vividos;
A poder poesia, semear!
Semear todo o meu pouco saber;
Mas com um gostar tal em mim havido;
Por ser um dar, neste dizer querido;
Que alguém resolveu para nós fazer.
Bem-haja o/a inventor, deste anunciar;
Esteja ele/a, em Um Bonito lugar;
É neste poema o que LHE desejo!...
Pois NELE/A em mim, sem O/A ver tão me vejo;
Que em escrita, não há acariciar;
Digno, de SI merecido; em TAL DAR.
Com Carinho;
Oh Poesia, palavras puras
Palavras belas e sinceras
Que sempre desperta a emoção
Poesia com paixão
Que traz luz na escuridão
Que desperta o coração
Que vem a pulsar.
Poesia jamais vista
Mas sim ouvida
E vivida e nunca esquecida
Nesse mundão.
Oh poesia que traga
Toda aquela magia do amor
Do povo que virou um fel com
Amargor.
Que jamais sera doce como era
Mas nunca deixa essa vela se apagar
Que a chama do amor renasça
Que a vida vira graça
E todos venha se apaixonar e despertar o amor no ar....
bobagem mesmo
posto que poesia é bobagem mesmo
bora comprar, vender, trocar
tudo que for possível
tudo que não encante nem a alma nem ao coração
tudo que seja nada
pois assim poesia não tem chance
poesia assim que não atrapalhe o instante
poderoso do ser econômico
que não admite a economia matar
o próximo aos poetas apontar
poesia não enche barriga nem latrina
bobagem mesmo é poetizar
se pode inúmeras décadas só mercantilizar
e hoje nem oceanos tem que cruzar
poesia é bom enterrar
bobagem é bom eliminar
do ar da existência
evaporar a poesia é a bobagem exterminar
bobagem mesmo
piu
Fiz poesia linda (!!!!!)para o meu amor
Poesia dedicada aos seus olhos, a sua boca, ao seu sorriso
Tudo me encantava nele
Passava horas escrevendo
Porém, todavia, entretanto
Somente eu sentia a poesia em seus beijos e abraços
Agora sei o quanto insensível ele era
E era mesmo
Agora o que faço com essas poesias
Penso em queimar, rasgar
Mas não consegui!!!!
Descobri que o que mais amo é escrever
Me dou em cada palavra
Não tive coragem de destruir
Elas foram construídas com amor e por amor
E algo feito com amor, é impossível destruir
Tudo na vida tem um motivo
E voce foi, eu descobrir a poesia
POESIA E ADORAÇÃO
A luz do sol inquietante castiga o solo no verão, a chuva a seu tempo adiante faz brotar vida no chão, o verde da vida deslumbrante é visto em qualquer direção o sol com suas rédeas constantes mantém tudo dentro do padrão, não fosse esse equilíbrio intrigante o poeta não teria a inspiração.
A terra suspensa no nada gira sem errar a configuração, os astros fazem sua jornada cada qual na sua constelação, essa estrutura bem organizada causa no homem imensa admiração e o poeta disso tira cada palavra, sua poesia virou adoração, os versos acabam sendo nada perante toda a criação
04/09/20
Se foi a inspiração , o combustível esgotou, a poesia é a voz do coração que um dia gritou, que conseguiu explicar em versos um pouco do que é o amor
A voz da razão é dura e é difícil de escutar, o coração só provoca rachaduras na estrutura que já está pra desabar, o poeta a beira da loucura não sabe o que digitar.
Ainda sai umas poucas fagulhas do coração que se quebrou, vez enquanto dessas rupturas consigo sentir o amor, mas as memórias se misturam, então só restar a dor.
04/09/20
Ampulheta do Tempo
Traduzir a efemeridade com poesia
Era tudo que eu mais queria
Mostrando que envelhecer é inevitável
Porém crescer é opcional
Que egoismo é lama de esgoto
Consome tudo o que é vivo e o torna morto
Ensinar que o medo é uma cova mental
Que te prende em sim mesmo e o banha em sal
Te faz o player 2 de sua mente e o obriga
A tomar más decisões em toda a sua vida
Na ampulheta do tempo o abraço é um bom passo
Pois respeito e empatia andam meio escasso
Mostra que as folhas que com o vento caem
São chances e vidas que com o tempo se esvaem
As lembranças e ações de um eterno momento
São marcadores astrais da passagem do tempo
Que resumem e definem toda uma vida
Seja de dores ou amores a resposta é ouvida
Aproveite(poesia)
Fragmento poético:
Cada momento é único
Cada segundo é diferente
Temos que aproveitar o hoje
Constantemente olhar pra frente
O passado está aumentando
O futuro está diminuindo
O tempo é valioso
E rápido está sumindo
Não tente desvenda o amanhã
Chegamos lá uma hora
Temos que esperá
E aproveitá o agora
(...)
Poesia: Vivam o mundo real
Fragmento poético:
(...)
Acordar todos os dias
E não ser aceito como somos.
Ver muita gente sofrer
E não poder realizar um sonho.
Uma criança vem e diz:
-Quero a paz mundial.
Mas a nação não enxerga!
A imagem do seu próprio mau.
(...)
POEMA RAIZ AMADURECIDA
Mansamente sobre teu peito,
Me ponho a edificar o desejar que aflora.
Como fermento de um querer amadurecido,
Percorro o frescor de tua terra, umedecida de entrega.
Com a presa das mãos vislumbro que és tão bela,
Como as manhãs que trazem esperanças novas.
Seria mais brando não ter a urgência do amar,
Mas como me faria existir ser, em meu vivenciar.
Então, em ti me deixo como raiz estendida,
E teu corpo é meu chão revelando simétricas profundidades.
Assim, a cada instante vou me aprendendo afeto colhido.
Entrelaço-me dessa razão, que mesmo ao arder, consagra:
Amar, é uma alegria que ao também doer, nos ascende e nasce
Poema Lenda do Pescador
No sul da terra, braços colhiam o alimento das águas.
Uma mulher de branco, sempre vinha à porta do pescador.
E lhe pulsava ao acenar e lhe enfeitava em redes de silêncios
Certa hora adentrou-se noite a fora a seguir-lhe.
Nunca mais retornou.
No local ergueram uma torre.
Segredam que desde então,
a luz do farol se encontra com a lua
e que o pescador se faz vento a soprar estrelas
para iluminar quem se fisga no mar, colhido de amor.
Carlos Daniel Dojja
POEMA PANDEMIA
Na rua alguém sem nome vendia sonhos.
Duas pernas aflitas percorriam os sinais.
Um violonista cego tocava Beethoven.
Um belo cão era transportado numa coleira de prata.
Duas crianças ciscavam comida, nas frestas do chão.
Uma senhora de óculos fumava esperança,
Outra fechava a janela para não ser molestada.
Um poeta sem livros anotava palavras.
Jornais destacavam novas guerrilhas.
Gritos anunciavam para breve a salvação.
Mascaras e grades resguardavam o futuro.
Namorados mandavam virtuais abraços.
Gente com sede comprava água com gás.
Num céu sem homens, até a lua parecia distraída de Deus.
Carlos Daniel Dojja
Poema QUINTANARES
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei,
Que há até uma encantada,
Que nem em sonhos, sonhei.
Mas se a mim me permitir,
A vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura,
Que o coração se reparta,
Quero que arda em fogo árduo,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
Há tanta coisa escondida, nestas ruas que andarei,
Até mesmo a própria vida, feita uma canção atrevida,
Que quiçá, talvez um dia,
Com as próprias mãos tocarei.
Carlos Daniel Dojja
Em Homenagem a Mário Quintana
NÃO SOU EU
Saio de cena
Quando volto
Não sou eu.
Busco o poema
Quando encontro
Não é mas
O mesmo tema.
O poema, e eu
Não somos dois
Somos um
Em um mesmo corpo.
Pensando em você,
Pensei em escrever uma poesia
Pensando em
no meu gosto de flores
Imaginei em fazer uma antologia, ou apologia, analogia
Mas, tentando pensar
Eu olhei para a lua
E a lua, cheia, minguante ou crescente
Sempre foi alucinante
Daí eu pensei
Minha melhor poesia
Sempre vai ser
Mesmo que delirante
É que eu pensei em você
Era pra ser mais um poema de amor
Mas senti tanta adrenalina
Que escrever eu não consigo
Esse amor doido me domina
Faz de mim o que quiser
Meu coração ta disparado
Daqui a pouco ele chora
Eu te queria do meu lado
E te beijar a toda hora
É POEMA MEU!
Meu cabelo assanhado
Minha roupa amassada
Meu chinelo estragado
É poema meu!
Meu jeito tosco de andar
Meu jeito estranho de agir
Meu jeito horrível de cantar
Meu jeito doido de sorrir
É poema meu!
Minhas piadas sem graça
Minhas histórias sem fim
Minhas ideias erradas
Meu princípio, meu e fim
É POEMA MEU!
Óh querida, não me peça absurdos,
como se meu poema fosse fel!
Eu escrevo aquilo que me vem,
se você me vier, vou te pôr num papel...
Óh querida, não te perturbes
se nas linhas que escrevo vão lhe reconhecer.
A inspiração é quem me toma sem reservas
ela sim é minha amante, não você.
Vamos jantar um livro
Saborear palavras
Degustar melodia
Sílaba a sílaba
Canto e poesia
Erguer a amizade
Em taças de alegria
Em pratos de harmonia
Unir a nossa voz
Não estamos sós
Unir a nossa Alma
Acendemos a chama
É festa é alegria
Esta vela que ilumina
Este fogo que dá vida
Quando um homem
Acredita na força
Da poesia!
— Vamos jantar um livro!
NARIOU'S VÍRUS
(Poema em homenagem a mim mesma, a partir da definição de uma amiga sobre mim)
Ela veio de repente e toda sorrateira,
Como ave de rapina que cumpre sua sina,
Foi adentrando, aos poucos, os sonhos secretos e loucos
De quem se dizia são e não caía em tentação.
Ela chegou, foi chegando, e loucuras despertando,
Revelando os sonhos vividos em desejos secretos contidos.
Quem era calado falou e aos poucos se revelou.
E houve quem, sendo tímido, se viu de novo menino.
Ela parece uma ave daquelas que voam razante.
Também parece uma ursa com a fome de um gigante.
Ela gosta do proibido e põe sua vida em perigo,
Porque está sempre feliz e gosta de ser aprendiz.
Ela não é um mistério e leva o amor a sério.
Ela é pura fantasia e vive todas com alegria.
Ela sabe que a vida é breve e que só o amor é leve,
Por isso é toda intensa e as suas paixões alimenta.
O seu nome eu não revelo, porque o segredo é o seu castelo,
Mas eu digo de verdade e com a mesma intensidade:
Ela é um alegre vírus que desperta muitos suspiros,
Mas não é um vírus qualquer. É o Nariou's vírus mulher!
Nara Minervino.
