Poemas de Lembranças
Certas coisas doem mais do que podemos imaginar,
Certas feridas não se cicatrizam
Certas lembranças se eternizam
Certos sonhos se tornam frustrações...
Esqueço-lhe de vez, ou lhe espero?
Livro-me de suas lembranças, ou, recordo do seu sorriso?
Espero-lhe na varanda de casa, ou tranco o portão?
Deixo-te longe como estas, ou Lhe trago para perto em meus sonhos?
Devo Lhe dizer que me machucou, ou que de certa forma matou os sentidos de todos aqueles sonhos?
CONJUMINANDO-ME
Conservo dentro do âmago de mim,
Lembranças abandonadamente esquecidas...
Sentimentos que atropelam minhas palavras
E me distraem de mim mesma.
Momentos que vagarosamente me incendiavam
Com chamas de pensamentos já adormecidos,
Faíscas que ficaram ao longo do tempo
Queimando meu interior.
Brotam relatos inebriantes de ti com lapsos de saudades
Meu coração entorpecido de sua ausência,
Reflexos de excesso de teu outono em meu corpo
Como se nada mais fizesse sentido!
Meus olhos úmidos sem verdades absolutas!
Negam impiedosamente a despeito de instantes marcados.
Ainda assim...
Seguem a diante na melancolia da estrada...
“Já que é longe demais voltar a trás!”
Senti intensamente a vida antes que ela passasse...
Transmigrando fragmentos de mim em ondas de saudades,
Para o mar do meu desejo.
E entre regressos e despedidas que tenazmente me devoram
Reponho lenhas nos meus sonhos antes que se apaguem.
E me retiro...
Antes que encontrem ossadas das minhas palavras
Soterrada de desânimo...
Não deveria ser julgada pelo nítido
Moro nas entrelinhas...
E sou apenas um copidesque,
As vezes um tanto autêntica por demais!
construindo-me a cada instante vivido,
Até que não haja mais...
By Joelma Antunes.
Subjetividade
Minha alma morreu
O que tinha pra doer
Já doeu
Lembranças boas do meu eu
se perdeu
Coração frio
Pensamentos sombrios
Ausência de sentimentos
Dias extenuantes
Um nativago qualquer a espreitar a morte
Sem rumo, perdido entre o sul e norte
Recôndito a empatia alheia
Com a esperança resumida
As ruínas de um castelo de areia
Condenado a própria sorte
Vivo minha depressão
Vendo a cada segundo
Minha lenta morte
Retoquei do piso ao teto
Removendo as lembranças
Consertando as lambanças
Que surgiram no projeto
Procurando ser discreto
Pensei tê-lo renovado
Mas descobri abismado
Não ter surtido efeito
Cada canto do meu peito
Tem o seu nome gravado
Glosa: Eliézer Aguiar
Mote: Luiz Ademar
De quão distante posso viver
Das profundas lembranças e distantes, de quão distantes podem ser as magoas? Se estão e são distantes, pois enterrados foram, mil palavras não explicam nem justificam a tamanha dor ardente que habita em mi.
Se é distante, que seja o vento meu aconchego, e a chuva minhas lagrimas, não posso de amar tanto assim. Que de tal modo te amei que so resta disilusão, ate quando a chuva ficará aqui? Veem! Venha mi salvar dessa paixão infinita que nem em um universo cabe. De mi não restão palavras para expressar se não te olhar em meu canto solitario.
Não guarde mágoas.
Guarde lembranças que edificam,
lições de vida e coleções de sorrisos.
Palavras de apoio, músicas, poesias.
Não guarde mágoas.
Somos seres em evolução,
passíveis de falhas.
Inexiste perfeição.
Perdoe. Perdoe sempre, mas acima de tudo, perdoe-se.
Anule sentimentos ruins como o medo, a culpa, a raiva
Ou diminua seu poder sobre sua vida,
dando-lhes menos importância e atenção.
Seja qual for sua crença e convicção.
Agora,
jogue tudo que for negativo fora.
Se algo ensinou, cumpriu a missão.
Estamos aqui de passagem.
Esqueça o peso da bagagem.
O Universo é generoso, o amor é infinito.
Você é fagulha e emoção
E a fé nos dá proteção.
Bom dia!
Mais um fim
de semana passou
boas lembranças
foi só o que ficou
mesmo que seja
um dia normal
o que você fez
o torna especial.
Às vezes nós só estamos cansados
Das mesmices de certos acontecimentos
De certas lembranças
É como se essa fase fosse um enfado
Em que nada que se planeja se encaixa
E o ciclo continua
Clama-se por força
Chama-se a esperança
E nem mesmo o eco se retorna.
Partindo com lembrancas inesqueciveis
por do sol ao seu lado
um pouco atorduado
com um sentimento inexplicavel
''Na c(alma)ria do mar,
minha mente flu[tua]
na lembranças do amor
que ficou na embarcação
que a onda levou.''
Sinto que reencarno muitas vezes nessa vida. As vezes as lembranças de momentos que vivi, é tão distante que nem parecem que são meus.
O tempo passa e assumimos novos personagens, giramos o mundo com novos sonhos sempre em construção, uma concreta miragem, todos parte da engrenagem de um todo, desilusão. Mudando com ou sem razão o destino da viagem.
Assim todos seguem...
A vida com suas fatalidades, nunca se sabe a hora,
mas chegará.
Guardo todas as lembranças bonitas para que nessa despedida tenha o que recordar, estando eu a ficar!
Cada um é uma gota, uma estrela, um grão de areia nessa imensidão, leva um pouco, deixa um pouco...
Me peguei em meio a uma tempestade de lembranças.
Lembranças de uma simples e mais perfeita história de amor.
Abro a janela,e a chuva parece não cessar,
Alagando a minha mente com lembranças.
Lembranças de você,do seu sorriso,do seu perfume,de um olhar.
Lembranças de momentos especiais,mas também lembranças das lágrimas que derramei por você.
Porque meu coração me deixou fazer isso?
Me fez admirar você,amar você...
Mas agora tenta te esquecer!
Vivem Me Dizendo... por Saik
Sonhos, desejos, esperanças
No fim vira tudo lembranças
Dizem pra mim que quem quer sempre alcança
Mas eu vejo que a vida não é justa, muito menos mansa
Dizem pra mim que o bem atrai o bem
Dizem pra mim que o mal só traz mal
Mas só vejo feliz quem não ajuda à ninguém
E os que ajudam, quase sempre, tem uma vida infernal
Dizem também que depois que eu morrer
Meus atos definem o que vai me acontecer
Se fiz o bem minha alma vai se enaltecer
Se fiz o mau vou pra sempre queimar e sofrer
Sendo assim eu pergunto à mim mesmo desesperado
Como atrair o bem enquanto vivo?
Não encontro resposta, mas me encontro extasiado
Permaneço estático ou volto a ser ativo?!
Não fale comigo agora
As palavras marcam
Lembranças do passado
Coisas de outrora
Contribuiu o destino
Para que desfizessem os laços
Que nos pendiam em santa lembrança
Dos dizeres que ficaram perdidos
Vagando tristes no mar da intensa solidão
Me procure no canto do pássaro perdido
Me procure no olhar da criança esperançosa
Me procure no caminhar do velho cansado
De tanto esperar...
De tanto que me procurastes que fugi de ti
Silenciei-me procurando entender
Tento caminhar sozinho mas não encontro refúgio
Se meu refúgio está em outros lugares
Em que tu não estás!
Que falta você me faz amor.
Teu abraço, carinho, calor.
Que nostálgicas lembranças me traz minha flor:
Você tão longe, eu aqui sozinho, que dor.
PRINCÍPIO E FIM
Minha mente encontra-se vazia
Dos pensamentos que antes existiam
Das lembranças suas que hoje esquecidas
Me fazem voltar ao que eu era no princípio
E o que sou agora no fim
