Poemas de Lembrança
SAUDADE, SIMPLESMENTE SAUDADE.
Autora: Profª Lourdes Duarte
Guardo a tua lembrança em meu coração,
Como se guarda um pedaço de paraíso,
Uma pérola rara ou um cristal.
Trago tua lembrança como uma brisa mansa
Ou como um furacão a me atordoar.
Hh! Se em troca dessa saudade,
Que aperta meu peito e me faz sofrer,
A minha alma me transportasse para onde desejo ir
Porque saudade é solidão acompanhada
É sentimento de vazio que me tira o sono
É a ausência do que ainda não se foi ou deixou de existir.
Aos olhos da saudade, o mundo é pequeno,
Saudade que tento fugir para não sofrer
Se me esqueceres, uma coisa eu te peço
Esquece-me devagarzinho porque mesmo que o tempo passe
O teu lugar, no meu coração irá existir.
DOCES LEMBRANÇAS E SAUDADE
Autora: Profª Lourdes Duarte
Guardo em minha mente, tuas lembranças
Afogo a saudade que brotam do coração
Saudade que transborda no olhar, em lágrimas
Da felicidade que juntos compartilhamos.
Um amor intenso, único e verdadeiro
Eterno, pois mesmo tu estando em outro plano,
Doces lembranças, são motivos de felicidade
E me dão a certeza que um amor assim,
Um dia, em outro lugar nos encontraremos.
O que fazer das lembranças que me deixar-te!
Lembranças que apertam meu coração
Do teu cheiro, da tua voz, do teu toque...
Do teu companheirismo, meu marido, meu amado.
Depois de anos e intenso amor vivido
Inesperadamente partiste, pra casa do pai
Embora, duas décadas se passaram
Não consigo te esquecer, meu amado.
Vivo de esperanças e recordações
Ao longo dos anos, tentando ser feliz,
Pois um amor assim, como foi o nosso,
Não dá lugar para outros sentimentos
A não ser, doces lembranças e saudade.
*****
Augusto Branco diz que “O verdadeiro amor não morre, ele adormecer
Mas tal como o vento, jamais deixa de soprar. Um Amor de verdade retém em si a própria essência do Tempo e do Universo
É imortal, é Infinito".
Esse poema, fiz em homenagem aos meus pais. Ao amor único e verdadeiro que viveram e nós filhas, fomos testemunhas, da felicidade que viveram.
Duas décadas da partida do meu pai para casa do pai e por nenhum dia, minha mãe deixou de sentir saudade. A saudade é tamanha, que vive na esperança de um dia, o encontrar.
O amor não tem idade, o amor é amor e quando verdadeiro torna-se imortal e infinito!
Você é minha lembrança favorita
A incerteza que machuca
É a ilusão mais bonita
E a esperança mais profunda
Sonho
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Um sonho de menino;
Um sonho de criança;
A lembrança de uma infância,
Que o tempo e a distância levaram,
Me deixando com esperanças.
De carona com a saudade,
Lá vou eu fazendo arte,
Arte de voar e sonhar
Arte de fazer acontecer
Arte de inspirar e escrever.
Em minha inocência de criança,
Imito pássaros e borboletas,
Imito albatrozes e helicópteros,
E vou filmando a mãe natureza.
Com minhas asas velozes,
Chego onde eu quiser,
Vôo alto, vôo baixo,
Vôo até onde Deus quizer.
As vezes não sei de nada,
Ao mesmo tempo tudo eu sei,
O céu é meu limite.
E é nele que realizo tudo que sonhei
Na carona dessas asas,
Dou sentido brilhantes a ilusão,
Faço manobras no céu estrelado,
Dou de cara com o luar prateado,
Nas galáxias e constelações.
Nessa carona,
Ouvi dizer que voar é imaginar,
Que sonhar é viver.
Então acordo para ver
Se dormindo estou, pois nisso não quero crer.
Em minhas asas,
Chego ali e chego lá,
Volto cá e torno a sonhar.
Pois sonhando eu vôo alto
E deste sonho não quero acordar.
Recolho minhas asas
Dou uma pausa para o lanchinho,
Deito na rede e me embalo com os passarinhos,
De repente lá estou eu,
Decolando novamente.
Nessa carona,
Sigo sem destino..
Como criança sonhadora,
Nessa carona fiz minha parte.
Com dom de Poeta que temos
Sem pedirmos licenças,
Nesse dueto versejamos,
Junto escrevemos
Junto,
Voamos....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Surgiram enredos embriagados,
Coisas de uma tarde com gosto de charutos,
E a lembrança de uma noitada de vinho,
E tantas outras com gosto de lúpulo,
Nada melhor que qualquer bom motivo,
Para um gole de um rebolado sonho,
Tocando sem parar nesse palco,
É o samba do devaneio,
Agora é a tristeza que está na cara,
O choro é pesado,
E o tempo roubará a lembrança?
Fica a saudade,
Eu não lembro quantos pessoas amei
Engraçado! Ontem eu tive uma lembrança, mas não era amor, porque eu não lembro das coisas de amor
Porque que a gente não lembra?
Se ontem era amor
Talvez não fosse porque se fosse amor eu lembraria
Mas eu não lembro
O amor é mais fraco que a dor
Porque a dor eu lembro
Eu só não lembro do amor
Eu não lembro das pessoas que eu amei
É por isso que amor rima com dor
É inspira(dor)
É desespera(dor)
É perturba(dor)
Mas eu não sei porque estou falando de amor e dor, se eu não lembro
Eu nunca lembro das coisas de amor
Como é? Amor?
É disperso
É controverso
É um outro universo?
Eu não sei! Eu não lembro dessas coisas de amor!
Amor é subversivo
É suburbano
Como é amar outro ser humano
Ainda bem que eu não lembro
Ele até rima com humor
Com cor
Com sabor
Ainda bem que o narrador deste amor, não lembra
Eu nunca lembro dessas coisas
É até meio ameaçador, o amor
É sem pudor
Faz a gente virar escritor
É por isso que eu não escrevo e não lembro
Até tem um certo rigor
No amor
No amar
Faz até a gente subestimar o que a gente lembra
Ainda bem que eu não lembro o que é amar
Tem calor
Tem calar
No amar
Do amor
Eu nem lembro
Amar
É navegar em alto mar
De dia amar
De noite amor
Mas eu não sei
Eu nunca lembro
Me faz um favor?
Não me pede para escrever sobre amor
Porquê eu não lembro.
A lembrança de um sonho foi o que de melhor restou.
Prefiro um sonho a uma realidade dolorosa.
Então volto a sonhar!
A vida é lembrança,
É memória e é momento.
Viver é carinho,
É afeto e acalento.
Equilibrando emoções,
Humor e sentimentos,
Buscamos em coisas simples
O nosso contentamento.
Amigos
A doce lembrança
Eu e você quando criança
Fazendo uma aliança
Estruturada na mais pura confiança
Dois opostos
Dispostos!
Dois amigos
Eu, contigo!
E você comigo
Quanta saudade
Da sua irritante honestidade
E de sua imensa bondade
E de nossa linda amizade
Uma ligação
Toda recordação
Muita emoção
E uma afirmação
Você sempre estará no meu coração
Um dia você irá se olhar no espelho e ver que o tempo passou, a velhice chegou e a lembrança ficou.
Lailison Douglas.
O quanto vale um pôr do Sol?
Um nascer da Lua ?
Uma memória ou lembrança?
Viva, observe a beleza do dia,
mesmo ele estando nublado.
QUINTAL 2017
Palavra: Funeral
Por mais que eu tente desviar, a primeira lembrança que me vem à mente dos meus queridos que já se foram, é a imagem do dia de seu FUNERAL. Faço um enorme esforço para que isso não aconteça, mas em vão, elas surgem, mesmo por uma fração de segundos. Depois vêm as vivências, o cotidiano, acompanhado da saudade.
Dos meus netinhos que partiram sem nem bem chegar, visualizo sempre a entrada deles na capela como se fossem uma oferenda, envolta numa caixinha branca. Presentes para o Senhor no ofertório.
Com eles é uma saudade do que eu poderia estar passando juntos hoje, entrando pela porta e já gritando alegres: vovó...vovó...vovó...
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melanialudwig
Haverá um tempo
Em que o passado soará como uma linda canção
E a canção, trará de volta a lembrança de um passado...
Saudade...
Haverá um sorriso
Uma lágrima talvez
Mas também a completa certeza
Que nada foi em vão mas que tudo valeu a pena...
E nessas andanças,
prefiro a distância
que me arranca a lembrança
daquelas loucuras tão profanas.
Envolvo-me com a distância
de uma memória sem fragrâncias, que me doem o prazer de suas lembranças...
Tua lembrança
Tua lembrança, um sonho deletado
Um e.mail na lixeira do computador
São literárias de um ignoto passado
Apenas memórias dum antigo amor
Tua lembrança, gemidos e soluços
O meu poetar rociado de lágrimas
Lavados dos meus vários embuços
Liras de murmúrios e de lástimas
Cá do cerrado te digo: vai, prossiga
Que mesmo sem teu querido olhar
Teu nome não mais escreve cantiga
E meu versar não mais vai te cantar
Cá do cerrado te digo: vai, e esqueça
Não mais te soletro nas noites de luar
E mesmo que o meu pranto aconteça
É a lembrança na saudade de te amar
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 2016 - Cerrado goiano
MINHAS SAUDADES
As minhas saudades! A todas elas fio
Na poesia, arrendadas da lembrança
Entre os dedos coando o sofrer vadio
Do falto, eis que me vou nesta dança:
- Não queria ver-me, assim, neste estio
De poética rimando o pesar em aliança
Hora por hora, em um sentimento frio
Sem quem me adore, sem esperança...
Pranto e choro! Ó solidão, triste prece
Um poetar no morto papel de fatuidade
Num aperto, que tudo inda estremece!
Ó inspiração, tu que sopras estas dores
nos poemas onde só queria suavidade?
Assim, só trama saudade dos idos amores!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 12, 2021, 20’46” – Araguari, MG
Do meu tempo de criança
pouca coisa me restou
Mas guardo vivo na lembrança
um tempo bom que já passou
brincadeiras na calçada
Na Minha cidadezinha
O revoar da passarada
E uma menina que tinha
A face mais iluminada
Do que o sal de Tardezinha
Eu visitava vó Luzia
Em São João do Manteninha
E lá encontrava alegria
Pois vó era madrinha
De uma meiga menininha
De uma meiga menininha
Brincávamos num riacho
Que passava ali por perto
Éramos seis, eu acho
Todos de sorriso aberto
É o dela era o mais lindo
Tenho isso por certo
Amiga de minha infância
Não esperava te encontrar
Mas ao te ver, voltei no tempo
E sem esforço pude lembrar
Cada instante, cada momento l
Pois o que o coração ama
A memória não pode apagar
SAUDADE
Tem cheiro
Tem calor
Tem arrepio
Tem sabor
Tem nome
Tem endereço
Tem lembrança
Que nunca esqueço...
Morrer,
Não é só ausentar da vida
Tornar-se lembrança na despedia.
Morrer,
É ir além (literalmente)
Ser e não ser um alguém.
É também, nascer recorrente
para um espírito do bem
aos Céus, se foi benevolente.
Amém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03, junho, 2016 - Cerrado goiano
