Poemas de Lembrança
O coração humano é um campo de batalha onde cada lembrança tenta reivindicar um território. Algumas constroem templos, outras cavam tumbas. E entre fé e desespero, vamos tentando existir nesse terreno instável. Mas é no caos que aprendemos o valor de cada pequeno gesto de paz.
Os dias me ensinaram a carregar o mínimo necessário. Até o excesso de lembrança vira carga insuportável. Por isso guardo poucos objetos e muitas memórias escolhidas. Elas me aquecem como um fogo que não reclama. E me permitem caminhar sem tropeçar nas coisas velhas.
Saudade sentimento que vive eternamente na lembrança, não obriga a presença, não importa a distância, o tempo afasta, mas não mata a esperança.
Quando nos afastamos fisicamente de alguém, deveria ser natural que qualquer lembrança ou pensamento relacionado à pessoa, também se afastasse.
A vida passa, o tempo passa, a ferida passa, o sentimento passa, a lembrança também passa por todo instante em minha memória
Diz-me que Tu és filho e o prodígio do pródigo se tornará lembrança aos cativos pela libertação das almas.
Quando penso em nois dois me bate uma leve lembrança de tantos momentos bons que vivemos ,assim lembro que eramos puro com a água de uma nascente.
De dia vai ter minha lembrança para confundir e a noite alguma companhia para te consolar, mas nunca serei eu, não por mim, mais por você...
Fecha os olhos, que gostosa lembrança era aquela, tudo cabia, tudo era só o seu mundo, não havia homens, só príncipes.
Talvez a verdadeira herança seja isso: Deixarmos na lembrança o quanto realmente amamos, sorrimos e nos permitimos estar juntos. Deixarmos nos lembrar por todas as vezes que tivemos a oportunidade de olhar para o outro com olhos humanos. Olhos que enxergaram através da alma, sem julgamentos, apegações ou medos; e deixar de si como forma de compensação para tudo aquilo que não fora dito, os sentimentos mais inocentes desse coração, feliz, nobre e ímpido.
O esquecimento nada mais é que o cobertor que esconde a lembrança que não se deixa ser jogada de lado.
Ela tinha uma risada nos olhos, uma doçura no semblante e uma lagrima nos sorrisos. Vestia lembranças com pintinhas de saudades, causava sapatos de partida, nutria amor pelas pessoas que escolhiam não ir embora, mesmo com toda a sua inconstância. Tinha uma paixão gigante pelo agora. Amava pelo avesso, trazia em sua bagagem experiências de amores frustrados, alguns corações partidos, traumas e perdas irreparáveis, e mesmo assim, rodava com os dentes escancarados sempre quando o vento batia em seu rosto, trazendo a tona os mais doces momentos do qual muito fazia esforço de nunca esquecer. E mesmo que a vida fosse por vezes áspera com ela, tinha sempre com sigo um canto, como os dos pássaros que lhe dava esperança de que depois de um dia de chuva certamente haveria de surgi um arco-íris. A memória dela é como música, coisa de artista, que acalanta a alma. Memórias que fazem a vida ter um pouco mais de sentido, como se soasse ao longe um grito: SIM EU VIVI, AS MINHAS LEMBRANÇAS SÃO TESTEMUNHAS! As recordações de momentos mágicos que tanto relutava em manter-las vivas lhe escorriam sobre os dedos rápidos de mais, e ela queria tanto ter o poder de controlar, decidir, aqui eu quero estacionar. Porém o tempo não perdoava ninguém, nem mesmo a menina doce de gestos delicados.
A lembrança pode ocupar o lugar de toda e qualquer ausência, pois a ausência é preenchida com a lembrança e com o tempo não haverá ausência apenas lembrança.
Pensamentos de uma vida inteira, sonho aliado ao silêncio, a lembrança de nós dois jamais será esquecida.
