Poemas sobre Guerra
Exclama quem pode, indaga quem quer
Explode quem pode, à guerra quem quer
Explica quem pode, entende quem quer.
As guerras e batalhas da vida
Sempre estaremos em guerra, sempre estaremos batalhando, não importa onde e quando. As batalhas acontecem desde as coisas pequenas até as grandes, desde uma briga em família até uma guerra. Olhe para o nosso passado: a história sempre se repete. Onde a dor era passageira, agora não é mais; onde crença e religião não eram um problema, agora acabam causando brigas e guerras. Esquecemos que nossas palavras podem ferir o próximo; esquecemos o significado de viver e de sentir o prazer da vida. Onde um jantar em família pode se transformar em um campo de batalha, deixamos de perceber a importância de apreciar os momentos simples. Este é o nosso mundo: antes, tudo era colorido; agora estamos em um mundo de cinzas.
Dias de glória só chegam depois de uma guerra, e quem não te abandona na batalha é quem vai estar contigo no topo, celebrando.
No momento do sucesso, vai ter um monte de interesseiros dizendo que te ama, mas só vai ficar contigo quem não te larga quando o bicho pega e você não tem nada pra dar.
Fica ligado!
A minha alma está em guerra, lutando contra a correnteza das incertezas. Meu coração insiste em não desistir de você, mesmo quando a esperança parece ser uma lâmina afiada que me corta ao tentar segurá-la.
Ainda assim, meu amor não se rende. Talvez amanhã o vento sussurre novas promessas e o sol ilumine o caminho que nos leva um ao outro. Sei que é difícil, e que a dor às vezes rouba o fôlego, mas o que sinto por você é forte demais para se apagar nas sombras de uma noite difícil.
Até lá, vou continuar sonhando. Quem sabe, em um amanhecer próximo, seus olhos encontrarão os meus e, enfim, a tempestade dará lugar à calmaria que tanto desejo ao seu lado.
A cabeça do rei
Muitos tempo depois,
A muito guerra findada,
Entendeu a verdade exposta:
a cabeça do rei degolada.
Um crânio oco de osso,
Uma coroa de ouro dourada,
A cabeça de um rei asqueroso,
Descarnada num poste empalada
Percorreu os estágios do luto
De negação à aceitação
Lutou contra o sono profundo
Precisava entender a razão.
Cem dias de paz restaurada,
Nos portões da cidade murada
Beirando a estrada de entrada
A cabeça foi iluminada
Um epifânico momento noturno
Que da caveira escapou em berros
Nunca fui rei desse mundo
Eles quem sempre eram servos
To vendo o mundo inteiro a se destruir
Corrupção, miséria e guerras estão logo aí
Na humanidade o amor já se esfriou
Separação entre rico e pobre, religião e cor
O medo impera nos corações
E a humanidade não admite estar sem soluções
- Pensa
O que é a guerra?
A guerra é causada por egos desmedidos. Egos de quem se julga senhor e dono da vida do outro.
A guerra só serve para criar ódio ao povo ofendido e medo por represálias ao povo que atacou inicialmente, no pós-guerra.
A guerra traz dor e sofrimento. É um atraso descomunal para seres humanos ditos do século XXI. Onde está a civilização, os valores, o falado progresso?
A guerra é um círculo vicioso que enriquece muito poucos e à custa de muitos.
A guerra é ganância, poder, ódio, desdém e loucura. É uma luta cega sem fim à vista. É e sempre será uma demonstração de poder para fazer com que os mais fracos obedeçam por meio da força. Isso nunca acontecerá. Quem é esmagado no presente vai querer esmagar no futuro.
A guerra devia ser resolvida com diálogo. O ser humano aprendeu a falar há tanto tempo. Tanta gente com cursos e formação. Parece que ninguém ensina como se comunica a insatisfação, o desacordo, o erro e o engano. Sem comunicação correta e no momento certo, haverá sempre guerras e guerras bem desmedidas.
Guerra é guerra, e só trará mais guerra. Nunca trará paz.
Quando o ser humano aprenderá como se comunica?
sem ar
sufoco em meio às tempestuosas guerras
sem ar
sufoco em meio às guerras cotidianas
sem comida no prato
sem rede nem cama
sem água de qualidade
sem tempo nem grana
imito a sobrevivência
enganos da aparência
em mim insistem
e
insistentes
persistem:
– grito!
sufoco com minha própria voz
– choro!
sufoco com minhas próprias lágrimas
– clamo!
sufoco com minha própria oração
sou despido
e despedido
do templo
da minha estranha
existência…
[ausência, decência, clemência, dormência]
Beleza incomparável
Ligando meu céu a terra
Me deixando vulnerável
Em meio a uma guerra
O céu na mente soletra
Palavras de incerteza
A terra no peito grita
Oque o coração deseja
*A LOUCURA DA PAZ* (Victor Antunes)
Tantas mortes, tantas guerras, tanta ambição e pose... Tudo passa, tudo acaba... tudo será sempre, soterrado, pelo cruel tempo...
E tudo que o homem busca é a paz; não sabe como, nem quando, nem porquê, mas almeja, a paz.
Nessa saga milenar, sempre conquistou uma... para descobri-la efêmera depressa..., porque fundada nos caprichos e desejos egoistas; hedonistas, mesquinhos...
E vivendo a loucura pura da guerra renitentemente busca conquistá-la, a paz... mas a vê algures distante... Tolo: não a viu nunca, nem a vê, porque ela está aqui, em cada palavra, em cada tom, cor, luz e desejo... Dentro de cada um, que plenamente a ama, a deseja, a propõe e cria...
Paz, hoje, amanhã, sempre, para sempre... Por que não agora, já, nesse instante, agora?!...
E assim, amando, perdoando, reconstruindo, criando, a ver chegar... Suave, plena, constante, dia-apos-dia, em cada manhã, em cada estação, em cada canto e flor, em cada por e levante, em todos os sóis... a paz...
A doce, serena e interna paz...
***
Napoleão
Napoleão, o imperador destemido,
Com seu exército, por terras percorrido.
A guerra era sua busca incansável,
Por domínio e poder inabalável.
De Austerlitz a Waterloo, ele marchou,
Com estratégias que o mundo admirou.
Mas a guerra, cruel e impiedosa,
Cobrou um preço além do que se pensa.
Napoleão, com sua ambição desmedida,
Trouxe à Europa uma era sofrida.
As batalhas, os campos de sangue e dor,
Marcaram sua história com resplendor.
Sua queda em Waterloo foi o fim,
Do império que ele construiu para si.
Napoleão, na ilha distante, destituído,
Encerrou-se ali o seu reinado temido.
Sua saga na guerra ficou marcada,
Como um capítulo da história passada.
Napoleão, com sua grandiosidade e dor,
É lembrado até os dias de hoje, com fervor.
Hoje um sorriso, amanhã uma lágrima, mas isso é a vida. São guerras diárias que nos fazem aprender e conquistar o que está em nosso coração.
Não estamos sozinhos nessa batalha, para aqueles que tem fé um novo dia é o começo de uma nova história.
Frase de Islene Souza
Toda guerra é insana
É o fruto da ambição
É ato de crueldade
É a arma do vilão
É maldade, é desamor
É prazer em causar dor
Em ferir o próprio irmão
Dia D
Que toda guerra seja de travesseiro
Que todas as balas sejam de chocolate
Que todo soldado seja de chumbo
E os doentes, figurantes de um filme.
Que a realidade seja como quando acordamos de um lindo sonho, feliz e cheios de esperança por dias melhores.
Da alma mais aguerrida
Passada por muita guerra sofrida
De antemão a vida querida
Como um sopro desaparece
No melhor canto da sua ala
Aladas tais quais satélites
Na órbita de seu próprio espírito
Sempre pensando e agindo
No âmbito de sua ciência
De se conhecer melhor
Para escolher o canto
Por onde vive a passagem
Para outro mundo espiritual
Que a alma se materializa
Sem ser apenas uma imagem
Virtual
Sendo mais que penas do passado
Sendo, aí, o atual.
Nos vales devastados da Palestina,
Onde a guerra escreve com tinta vermelha,
Ergue-se o heroico povo, em luta clandestina,
Contra a opressão, que o mundo sela.
Terras que choram histórias de resistência,
Mares de túmulos que não silenciarão,
Cada vida perdida, um ato de persistência,
Cada lágrima, um poema de insurreição.
Com pedras nas mãos e fogo no olhar,
Desafiam tanques e armas covardes,
Sob um céu que insiste em desabar,
Enquanto líderes fecham os olhos, fardos.
Sombra de um apartheid desumano,
A liberdade é só um sonho distante,
Mas em cada coração palestino, humano,
Bate um tambor de resistência vibrante.
Cada criança que sorri entre ruínas,
É um desafio à história de indiferença,
Cada mãe que sepulta, nas cinzas,
É um grito de horror à nossa inconsistência.
Radicais não são eles, mas nós, os adormecidos,
Que aceitamos a barbárie, cúmplices mudos,
Enquanto a Palestina se cobre de mártires esquecidos,
Heróis de um conto que escrevemos em escudos.
Ácido é o silêncio da comunidade global,
Críticos somos todos, impotentes espectadores,
Enquanto um povo écrucificado no altar mortal,
Da política e da hipocrisia de nossos senhores.
O heroico povo palestino, resistência encarnada,
Não se curva, mesmo diante da escuridão,
Pois na batalha diária, sua verdade é sagrada,
E sua existência, um eterno hino de libertação.
