Poemas sobre Guerra
PAZ PRA SEGUIR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já pequei minha cota e fui além;
foram muitos os passos desmedidos,
mas também não faltaram promissórias
regiamente cumpridas por meu tempo...
Sei que o tempo não pôde me conter
de voltar a ferir os estatutos,
cometer novos erros, repeti-los
quando a casca da idade me blindou...
Mesmo assim honrei todos os boletos,
hoje acerto resquícios de passados
que ressurgem dos guetos da memória...
Quando penso no quanto caminhei,
no que sei que não sei, pois aprendi,
quero paz pra seguir meus dias bônus...
Amar-te é um crime em que a punição é o meu próprio amor.
Amor sem pudor.
Amor que, condena o coração à solidão e dor.
Amor que, por ti, a pena é perpétua.
Amor que, em meu sonho, um pesadelo desperta.
Ah mulher...
Amar-te é guerra, guerra onde não existe paz, não existe trégua.
Guerra onde não existe lei, não existe regra.
Guerra em que, batalho todos os dias.
Guerra a qual, o campo de batalha é a minha vida.
Guerra em que, quando olho em seus olhos se faz um canhão e com imensurável poder de fogo destrói meu coração...
“Uma hora, a bebida acaba e a saudade aperta.
Uma hora, a mesa lotada, vai te deixar vazia e o que te fazia livre, se tornará sua cela.
Cada gole que dá, ao tentar afogar-me, só faz transbordar, a sua mazela.
Qualé o sentimento, que em seu peito impera?
Ódio, rancor, de amor, uma quirela?
Uma hora, a bebida acaba e a saudade aperta.
O seu abraço, por tantas vezes fora a minha paz, mas agora, parece-me, que o afeto é uma guerra.
Mas tudo bem, deixe estar, no fim são só palavras vazias, que o vento carrega.
A lágrima é fria e quando ela banha a minha face, não só o corpo, mas minh’alma gela.
O coração esfria, o tratamento muda, o carinho some e a indiferença impera.
E aquele amor, que um dia fora uma chama intensa, será somente cinzas, na fogueira dessa nossa novela.
O que tínhamos esfriou, nosso ardor era de causar inveja.
Eu sei que sente falta do abraço, diferente da bebida, a saudade não acaba, aquele abraço não existe, e o peito aperta…”
os mundos se unem e entendem as suas divergências, ou não.
mas mesmo assim, seguem uma linha tênue de alinhamento,
em certos passos pulando de astro em astro que eu invento.
os planetas orbitam entre meus dedos,
brinco com eles como quem quer descobrir todos os seus segredos.
emitindo um xeque-mate, eles querem começar um novo combate.
grandes poderes, discussões sobre cada ideia.
não concordam com a tal pangeia,
aceitavam assim como um alimento que estivesse parado na sua traqueia,
que o incomoda
e não desceria qualquer outro ideal, exceto o que a sua mente já passeia.
por si só, escolheriam viver sozinhos nesse universo de meu Deus,
estariam esculpidos em todos os seus museus.
ego inflamado? jamais.
mas se tratam querendo cada vez mais,
resultado do trauma dos violentos pais.
não importa o quanto seria difícil,
mas estava pronto para lançar um míssil no planeta vizinho
e no fim, ficaria sozinho.
nunca na história
planetas "unidos" entenderam o que é conviver de verdade,
mesmo que isso desafie a gravidade.
me fazem perder fé na humanidade,
acham que sabem o suficiente para ser uma divindade:
acredite, não sabem da metade.
não querem ser apenas cidadãos,
mesmo que rezem tanto por bençãos,
condenam até quem segura o universo nas mãos.
Morro do Alecrim
Caxias Maranhão a Princesinha do sertão.
Terra de grandes personagens Matemáticos, Poetas da História enfim então.
O morro do Alecrim é o ponto mais alto da região, lá em cima do morro das Tabocas ficou as tropas do Fidié olhando a região. Um ponto estratégico militar, onde culminou a Balaiada uma Revolta sangrenta no Sertão.
Não podemos esquecer os seus líderes que foram Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, Raimundo Gomes Vieira e Cosme Bento das Chagas então. Mas quem deu nome a essa Revolta foi o Manuel Ferreira, pois ele fazia cestos que tinham uma bela função e assim aconteceu essa luta então.
No jogo das nações, o capital impera,
Na busca alucinante pelo lucro que hoje se espera.
Riquezas são cobiçadas, terras são tomadas, e nas entranhas do sistema, a guerra é forjada.
Onde os interesses econômicos ditam o caminho, o povo sofre calado e sozinho.
Indústrias bélicas prosperam, alimentadas pela ganância, enquanto corações partidos se acumulam a distância.
A competição voraz, a busca pelo poder,
Leva civis alienados a se enfrentar, mesmo sem querer.
Em nome do mercado, vidas são sacrificadas, e o ciclo vicioso da guerra nunca é questionada.
Mas quebrar as correntes do capital, é possível sim, escolher o caminho da paz, um futuro de amor humano enfim.
Você, raparigo cobiçado dos olhares vis. Onde ponha sua coragem em tempos de aperto. Esquecestes que a vida na verdade é guerra? E que os momentos bons são apenas descansos passageiros?
Daniel de Moura Jorge: Por que fez-se mórbido à afirmação que fora sua, não deste a cara a luta por medo?
Daniel de Moura Jorge: Não sejamos nós, homens como quaisquer, sejamos nós mesmos, aqueles que aprenderam no forje na batalha o valor da luta.
[15:20:34] Daniel de Moura Jorge: Encare seus medos, faça dessa disputa sua guerra. Não pense em quem machuca e nem como pode, talvez, se machucar.
Daniel de Moura Jorge: Isso é obra do futuro, que é obra do agora, que é obra de você.
Daniel de Moura Jorge: Rebento. Vá em frente e arrebente. Seja tu, mais que uma pipoca.
Daniel de Moura Jorge: Seja homem entre todos que lutam, seja força e não disputa.
ANJO CAÍDO
"Ele treina, guerreia, cai e se levanta.
Pobre anjo caído, erga-se.
Eles dizem: "treine mais, faça mais, seja mais" e ele se afoga em sua perfeita imperfeição.
Eles dizem: "Não se cobre tanto criança, anjos caem."
Pobre anjo caído, treine mais, faça mais, seja mais.
Está sentindo o sangue, escorrendo dos seus ossos? consegue ver a miséria e se contentar com isso?
É como se meu espírito fosse implodir, arremessando todo o caos aqui de dentro.
Pobre anjo caído, erga-se.
Você ainda tem guerras aqui fora, ainda amam você, precisam de você. Um dia tudo isso terá fim, mas ainda não."
Jaz Morto!
Zak! Morreste!
Jaz amado foste!
Jaz triste pernaneceste!
Reclama para o diabo!
Amigo, morte já te chama.
Zak! Apodreceste.
A vida foi bela.
Viúva mulher tu deixaste!
Filhos órfãos tu perdeste!
Caí sobre o império...
Zak! Reflete...
Não largues a esperança
Porque talvez a morte não foi em vão.
Tua bravura foi reconhecida
Pelas almas dos mais fracos!
"E agora, Deus?"
E agora, Deus, quem te consola?
Quem ouve Tuas preces quando tudo em volta desola?
Quando o amor que criaste vira arma,
e o perdão, um fardo que ninguém mais carrega com calma?
Quem te estende a mão quando a criança chora?
Quando até o milagre se demora?
Quando o homem, em nome do céu, faz guerra,
e esmaga o irmão, achando que Te encerra?
Quem sussurra no Teu ouvido quando o vazio ressoa?
Quando nem os anjos entendem a dor que ecoa?
Será que o Teu peito também arde em silêncio,
vendo filhos se perderem no próprio veneno?
E agora, Deus, quem Te embala o pranto?
Quem cura Tuas dúvidas, Te devolve o encanto?
Ou será que és só espelho do que criaste?
Afinal… Criador e criatura te apavoram?
É preciso ter mais do que paz dentro de si,
É preciso ter um caos que te mova à algum lugar,
A paz é preguiçosa, um fardo silencioso, o comodismo diário, o sossego que esconde a agitação.
A paz é cega, ela é o enaltecer da desigualdade, o permitir da dominação.
A paz é o silenciar dos homens e mulheres , é o consumir da carne, é abraço sem toque , o sentir sem sentido.
Nos fizeram acreditar na paz , enquanto nos matavam na guerra.
A paz é o Brasil coberto de sangue e pintado de verde e amarelo.
Deus dá o agasalho pra quem não tem frio!!
Dá o pão pra quem não tem fome!
Dá a paz pra quem faz a guerra!
Dá a vida para quem não quer mais viver !!
Parem o mundo eu quero descer !?!?!?
"Quando um imigrante habitar com vocês no país, não o oprima. O imigrante será para vocês um concidadão: você o amará como a ti mesmo, porque vocês foram imigrantes durante a colonização."
Este é um dos pilares da sociedade europeia amar o próximo faz parte de sua fé cristã.
Tudo que planta colheras. Podes plantar batatas e colher uvas?
*
Entra ano e sai ano,
e o sistema apenas fica pior,
e o ser humano
não sabe definir o que é AMOR,
e o tempo que aquele guardião do Éden pediu pra governar a terra e os homens está esgotado...
E guerras, sofrimentos, fomes e lamúrias continuam em todas as terras...
*
(Jo: 2: 1-13)
"O MUNDO que eu quero é aquele onde a pureza e o amor sincero das CRIANÇAS e dos ANIMAIS, vençam a iniquidade dos despóticos humanos adultos.
Pois o mundo não quer guerra...
A VIDA pede PAZ!..."
Eu cheguei á esse mundo
em Maio de 1967,
desde sempre,
ouço e leio sobre conflitos e bombardeios
entre Israel, Irã, Iraque, Líbano e etc...
E no meio de toda essa belicosidade do Médio Oriente...
sempre estiveram presentes
os EUA e a Europa com seus sórdidos interesses e hipocrisia.
Hoje, posso afirmar que ...
daqui a algumas décadas ...
o mundo continuará lendo e ouvindo
sobre esses conflitos e os seus contornos...
Infelizmente!
Não é pessimismo!
É a realidade péssima.
17/06/2025
✍©️@MiriamDaCosta
A tranquilidade é indispensável, traz uma paz ao coração, renova o espírito cansado, então, sua presença de fato não tem preço, mas não está presente o tempo todo, por isso mesmo que não pode ser menosprezada, valendo muito mais do que ouro, com certeza, uma dádiva.
Poder participar de uma ocasião tranquila traz um frescor à alma, principalmente, em um lugar que outrora esteve em guerra, porém, agora é pacífico, ornado por uma natureza linda e verdejante e uma simplicidade cativante de cores vivas, uma experiência única e revigorante.
A este respeito, acredito que nossos pensamentos são semelhantes, quando o pouco pode ser muito, o simples ser fascinante e transformador, ainda que seja num momento tranquilo, sentado em um banco, admirando uma bela vista, sem nenhum tipo de incômodo.
Pensamentos bastante recorrentes, feitos de perguntas que saem em busca de suas respostas correspondentes, deixando a mente com uma movimentação caótica, um ambiente instável, onde a razão e o amor não se entendem e causam um efeito desagradável.
A vida com défice de emoção esmorece, mas viver sem razão não é saudável, a sensatez da maturidade se perde, da imaginação que transforma algo simples em um motivo de exultação a um sonho inexplicável, ambos frequentes, expressivos, nem sempre sincronizados.
Histórias confusas, emocionantes, aventuras, fases, loucura, racionalidade, uma bagunça notória que mesmo que não ocorra constantemente, não fica por muito tempo sem que aconteça, o que resta é poder desfrutar intensamente dos preciosos momentos de trégua.
Quando o coração e a prudência se abraçam, antes de voltarem à guerra, um equilíbrio que se instaura, uma fortaleza que concede abrigo e as forças restauram, acendendo sorrisos, lágrimas são secadas, amor genuíno, alívio para a alma, regozijo raro que não se apaga.
