Poemas de Família
Já dizia a mãe desse pensador:
Quem tem dois tem um
Eu digo:
Quem tem três ou mais
vai ter sempre mais reservas
Me atrevo a te dar um conselho:
Tenha mais de dois filhos.
Do Nascimento à Vida do Poeta -
Numa tarde quente de Abril
minha mãe levada a parto
sofreu venturas mil
ao parir-me nesse quarto.
Nasci em dia sem razão
dum porquê que me transcende
a Vida comeu-me o coração
como um verso que nos prende.
E assim no quarto escuro
da minha longa podridão
nasci velho prematuro
com mil facas na mão.
E na verdade que perdura
num presente que é ausência
meus olhos de loucura
eram filhos da demência.
E sentia um vazio
que não podia compensar
minha mãe que me traiu
deu-me à vida p'ra penar.
Havia em torno Primavera
mas em mim era Inverno
ter morrido, quem me dera,
estava longe deste Inferno!
E o Pai que nunca tive
foi carrasco do Poeta,
mas quem sofre e sobrevive,
se não morre, recupera ...
A esperança estava a meio
entre os dois que era eu
e a metade de estar cheio
foi a dor que não doeu!
É o amor exactidão
p'ró destino indisponivel
mas quem sabe se a razão
não liberta o impossivel!
E p'ró mistério de chegar
fui matando a paciência,
fui levado a deixar
tão cedo a inocência ...
Fui velho ao nascer
num sangrar até doer,
velho sou e hei-de ser
sempre velho até morrer!
A Culpa do Poeta -
Minha mãe eu sou poeta
num mundo sem sentido
a lágrima d'um Touro, (asceta)
que da manada está perdido ...
Não estou vivo nem estou morto!
Minha mãe que culpa tens?...
Não tens culpa deste aborto!
Diz-me ó morte quando vens!!...
Minha mãe de quem a culpa
se não é minha nem é tua?!
Quem me deu a triste luta
que m'enlouquece pela rua?!
Sou o grito d'um vulcão
que quer a terra prometida,
que mentira d'alcatrão
numa estrada à deriva!
Sou culpa e condenado,
assassino sem ter morto,
sou um preso não julgado
nas cadeias deste corpo.
E que culpa terei eu
de estar vivo num caixão?!
O destino quem mo deu
foi alguém sem coração ...
E que culpa tem a vida
deste gosto amargo e doce
que uma gente desconhecida
ao meu corpo sempre trouxe?!
Vou pegar o meu destino
como um touro em plena Praça!
Mas a Glória do bovino
é ser morto por ter raça!
Fecho os olhos, lembro a vida,
ai esquece-la quem me dera,
minha ânsia consumida
é só culpa do Poeta!
Conselho de Mãe
Mãe o que são essas olheiras em mim?
Minha filha, o ato de dormir é uma conta corrente, não uma conta conjunta.
Inocência de Criança
Criança chorando porque a mãe está lavando sua boneca na máquina de lavar, e na simplicidade de criança a mesma teme por perder sua amiga, pois ela pensa que a atitude da mãe pode tirar a vida de sua amiguinha.
E é nessa simplicidade de viver das crianças que devemos nos apegar, que devemos valorizar, muitas vezes esquecemos o significado de uma amizade verdadeira e sincera, celebrar a amizade todos os dias, mesmo que muitas vezes de longe devido ao fato da correria do dia a dia, é o que nos mantém acessos e vivos por dentro.
Por mais que o tempo passe e que as dificuldades possam surgir, os verdadeiros amigos sempre estarão firmes e fortes te apoiando apesar da distância que possa haver, agradeça seu amigo por todos os momentos proporcionados até aqui, permita que ele ou ela saiba o quanto é importante para você e em sua vida.
DE JOELHOS MINHA MÃE
Ajoelho-me e peço-te perdão
Minha querida e doce mãe
Pelo amor que mora no meu peito
E pelo amor que me tens
Prostrada na minha humildade
Rezo a ti minha mãe
Pela desumanidade, pela maldade
Pela injustiça, pelo egoísmo
Ajoelhada te peço perdão
Por todo o mal que te fazem mãe
Perdoa-lhes, que eles não sabem o que fazem
Estão tão cercados de coisas inúteis
Que nem sabem amar, perdoar, rezar
De joelhos minha doce mãe
Espero que aos teus pés
Floresçam flores
Em todas as nossas madrugadas
Amém.
Mãe
Catrina, Iku e Anúbis sempre se apressam
E enquanto o barqueiro se prepara
Alguns cantam e dançam
Outros rezam, clamam
Eu? choro, encolho...
Só lembro de nós.
Do tempo que tivemos
Aprendi o que é amor
No tempo, que passou,
Não tive nenhum pavor.
No lugar de apreço que fica,
Não sei se é jogo ou política
Dessas pessoas que nem ficam.
Mas também não sei se é amizade ou fé
Dessas outroras que me sorriem (guiam).
Você me deixou em hiato
Difícil de cicatrizar ou encher
Alma sem um naco,
Esmaecendo (mas tentando viver).
Ficou... tácito.
Nada é dito, só seguido
Paredes brancas à volta
Surdas, mudas; retóricas
Cicatrizes que nem este silêncio costura.
Vejo o pão que sobra no café
(A saudade sobe) “Aquele afago... faz falta”
O 'não' pra saber quando dá pé
Tua voz, minguando, que’inda exalta...
Você me recorda de amar enquanto puder.
Outro infinito curto demais;
Disseram que não volta, não mais.
Então, neste choro estendido,
Só posso pedir
algum sentido.
Para cada adeus, um olá.
Assim, em cada nova partida
(Que não posso impedir de chegar)
Vou te recordar.
O tempo provou
Que este 'vazio' é um porto
De abraços
(De adeus)
De esperanças
(e angústias)
De milagres
(Mil lágrimas)
De forças
(e fraquezas)
De felicidade
(e dor)
De celebração
(e luto)
Um porto de Encontros
e Despedidas.
Nossa Senhora, Virgem Mãe
Sussurra aos meus ouvidos
Canções de amor e felicidade
Numa sinfonia angelical
Embalando o meu sono
Virgem mãe, Santíssima
Protege as nossas decisões
Dai-nos coragem de escolher
O caminho da fé e da oração
Eu vejo tudo aqui em cores
É um sonho tão lindo
E eu me pareço com a minha mãe
Exatamente onde eu deveria estar
Se pudesse durar para sempre
Eu tenho alguns vivendo em mim
Mas eu tremo como se fosse meu pai
Exatamente quem eu deveria ser
Nossa Senhora, Mãe divina
Ampara todos os doentes
Dá a vida eterna aos mortos
Vitimas desta Pandemia
Que rodeia o mundo
Amém
Não é um lamento, apenas uma constatação
Te vi vendendo doces pra ajudar sua mãe
Hoje te vejo descendo com roupas velhas a mão.
Morador de rua?
É o sistema capitalista, máquina de moer gente.
Quando será a nossa vez?
Uma constatação.
Sozinho
Sumiste!
Mãe, nossa mãe!
Entramos num campo solitário
Entrestecidamente angustiados
Sem ti por perto...
Nos transformamos em...
Caminhantes sem caminho
Peregrinos sem destino
Totalmente deprimidos.
O dia se foi!
O sol perdeu o brilho
Uma chuva de choro caiu em nós
A natureza já não tem estilo
E, quanto a nós?
Sobrou apenas a dor
A mesma que nos corrói.
Não sei!
Se continuo ou se prossigo
Viver sem ti, juro não consigo
Agora sou como vento,
Que sopra sem direção
Me sinto sozinho!
Desgastado de solidão.
Diz o ditado: quando nasce um bebê, nasce uma mãe,
mas na verdade uma mãe nasce quando o segundo risquinho do teste aparece, quando você fica sabendo que milhões de células estão evoluindo todos os dias dentro de você, um brotinho de gente está sendo criado.
Uma mãe nasce a partir do momento em que sabemos que não estamos mais a sós, tudo muda, uma nova motivação nasce, não é mais só eu, agora somos nós! Que aventura iniciamos aí!
E ai o medo de não dar conta começa ! O medo de que não dê certo nos consome, afastamos esses pensamentos por que afinal, aquele Serzinho já sente tudo o que sentimos.
O foco agora é ser casinha, ser um corpo saudável, ser caminha quente para a maior obra do criador, o nosso bebezinho!
Ser mãe começa muito muuuito antes do bebê nascer, ser mãe começa quando o seu coração já não bate mais sozinho!
Eu me tornei mãe quando descobri no dia 21/03/23 que eu já não estava mais só,que o amor entre eu e o seu papai transbordou.
Eu te amo desde então, um amor inexplicável, amor sem medidas, sonho acordada todos os dias. Como pode tanto amor nascer em tão pouco tempo? Não sei,isso é coisa de Deus.
Oro todos os dias para que você meu bebê, venha saudável, forte e seja muito feliz, meu arco íris de amor.
Sim, eu já sou mãe ❤️
A dor é para ambas famílias e a maior vítima foi uma MULHER e MÃE
É doloroso saber
É uma realidade partir
É sem palavras pra se dizer
É emoção sem sorrir
Duas filhas sem mãe
Quatro filhos sem pai
E a cidade dolorida
De coração partido
Clamando por paz
O amor deve ser vivido com paz de espírito, com serenidade na alma,
como o amor que uma mãe dedica a seu filho...
Esse é sem dúvida o mais lindo amor, pois nem sempre é reconhecido,
mas ela sabem amar com toda a força de seu ser...
Ósculos e amplexos,
Marcial
A SERENIDADE DO AMOR
Marcial Salaverry
Com o coração sempre puro, procuramos sentir serenidade, sempre em busca da felicidade... Sem sentir medo, e sem tampouco desistir, embora por vezes ficando sem rumo, procuramos encontrar nosso prumo...
Olhando para o alto, vemos que lá está Deus, e sempre é Ele quem nos orienta... E se a esperança por acaso não sentir, é só não desistir, é saber persistir, e lutar contra o que nos atormenta... Sempre fica uma luz, uma cor, uma estrela brilhando, ou a brilhante luz do luar...
O que se impõe, é buscar apoio no amor, sem se deixar dominar pelo desespero, e sem tristeza, veremos a luz, a beleza... Lá está o amor, o carinho, e olhando naquela direção, encontraremos o que pode ser linimento para o coração... O amor que toda mãe sente por seu filho, e que Nossa Mãe sente por todos nós...
Sigamos adiante, seja como for, pois à frente, nos espera o amor... Sigamos sempre procurando, sempre o amor buscando pois ele nos está esperando... Sinta comigo a doce emoção e a muda sensação que nos domina o coração...
Reconhecendo o chamado do amor, e naquele doce momento, tirando todo tormento, entregamo-nos ao suave calor que sem contestação, nos vem deste doce sentir, um amor livre, solto, que só deseja saber-se amado com a mesma intensidade, e que sempre devemos reconhecer, jamais esquecendo de quem nos doou esse amor, e apenas espera nosso reconhecimento, para sentir que está vivendo UM LINDO DIA...
Marcial Salaverry
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