Poemas de Dostoiévski
" Alguém impôs um limite ao homem, cabe-lhe parar diante desse limite e igualar-se ao resto da manada, ou ultrapassá-lo, Aida que à custa de terríveis sacrifícios."
E quando nos ataca a melancolia e a tristeza se apossa do nosso coração, quando aos sentimos lacerados e tristes, as recordações servem-nos de lenitivo e vivificam-nos, tal como o fresco orvalho que, após um dia de canícula, refrigera, na tarde húmida, as pobres flores murchas pelo ardor do sol, e lhes dá nova vida.
O conhecimento é superior ao sentimento, a consciência da vida é superior à vida. A ciência nos dará sabedoria, a sabedoria revelará as leis, e o conhecimento das leis da felicidade é maior do que a felicidade.
O homem é a criatura que pode se acostumar a tudo, e creio que essa é talvez a melhor definição para ele.
"A beleza é algo terrível que nos aterra! Terrível por ser indefinível: não podemos defini-la, pois Deus só nos deu enigmas. Os extremos se tocam: todas as contradições vivem juntas... É o diabo a lutar com Deus , e o campo de batalha é o coração humano"
Este planeta parece-me um purgatório para espíritos divinais que foram assaltados por pensamentos pecaminosos. Sinto que nosso mundo tornou-se uma imensa Negação, e que tudo que é nobre, belo e divino transformou-se em sátira.
Eu tenho um novo plano: enlouquecer. É assim: as pessoas perdem o juízo, e depois são curadas e trazidas de volta à razão!
Quando olhar para o passado, sei que pensarei no tempo que perdi para nada, em erros, erros e ociosidade, desperdiçando minha vida; por desprezar o tempo, quantas vezes pequei contra meu coração e meu espírito – por isso, meu coração sangra. A vida – um dom, a vida –, a felicidade, cada minuto podia ter sido um século de felicidade.
Não mude, continue a me amar, não deixe minha memória apagar-se em você, e essa certeza em seu amor será para mim o que me manterá vivo.
Quando eu olho para o meu passado e penso quanto tempo perdi em nada, quanto tempo foi perdido em futilidades, erros, preguiça, incapacidade de viver; quão pouco apreciei, quantas vezes pequei contra meu coração e alma – então meu coração sangra. A vida é uma dádiva, a vida é felicidade, cada minuto pode ser uma eternidade de felicidade.
Se alguém se lembrar de mim com rancor, alguém com quem eu tenha brigado ou em quem tenha deixado uma má impressão – diga-lhes que deixei tudo isso para trás se acaso estiver com eles. Não tenho amargor ou raiva em minha alma, adoraria poder abraçar e reconciliar-me com qualquer um de meu passado neste instante.
O preso ficou lívido quando o chamaram. Em geral oferecia corajosamente o dorso às varas; aturava o castigo sem dizer palavra, depois erguia-se como se nada acontecera, igual a um filósofo que encara friamente a sua pouca sorte.
