Poemas de Dostoiévski

Cerca de 167 poemas de Dostoiévski
Fiódor Dostoiévski (1821-1881) foi um dos maiores escritores russos. Os romances "Crime e Castigo" e "Os Irmãos Karamázov" são obras-primas da literatura.

(...) Eu sou um homem ridículo. No momento dizem que estou louco. Seria um título excelente, se para eles eu não permanecesse nada mais que ridículo. Mas de ora em diante eu não me zango mais, todo mundo é assas e gentil pra comigo, mesmo quando caçoa de mim, e, dir-se-ia, mas gentil ainda naquele momento. Eu riria de bom grado com eles, não tanto de mim mesmo quanto para lhes ser agradável, se não sentisse tal tristeza ao contemplá-los.

Fiódor Dostoiévski
O Sonho de um Homem Ridículo

⁠Cem coelhos nunca fizeram um cavalo, como cem presunções não fazem uma prova.

Fiódor Dostoiévski
Crime e Castigo. São Paulo: Jardim dos Livros, 2020.

⁠Se não existe a imortalidade da alma, então não existe tampouco a virtude, logo, tudo é permitido.

Fiódor Dostoiévski
DOSTOIÉVSKI, F. Os Irmãos. Karamázov. São Paulo: Abril Cultural, 1970.

Os moradores saíram por onde entraram, um por um, com esse estranho sentimento de satisfação íntima que o homem mais compassivo não pode esconder diante do sofrimento alheio, seja até do amigo mais querido, do maior amigo.

⁠Fuja da mentira, de toda e qualquer mentira. Particularmente de mentir para si mesma.

Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamázov. São Paulo: Editora 34, 2019.

Oh, que baixo eu caí! Não, do que eu necessitava era das suas lágrimas; o que eu precisava era de ver o seu medo, ver como o coração lhe doía e se despedaçava! Eu precisava de agarrar-me a qualquer coisa, de pactuar, de contemplar um ser humano! E tinha-me a resumir em mim mesmo tantas ilusões, e sonhar tantas coisas de mim, eu, que sou um mendigo, insignificante e reles, reles!"

⁠O sofrimento e a dor são sempre inevitáveis para uma consciência ampla e um coração profundo.

Fiódor Dostoiévski
Crime e castigo (1866).

⁠Dor e sofrimento são sempre inevitáveis à grande inteligência e ao coração profundo.

Fiódor Dostoiévski
Crime e castigo (1866).

As aparições são, por assim dizer, pedaços ou fragmentos de outros mundos, o seu princípio. É claro que o homem são não tem motivo para vê-las, porque o homem são é o homem mais terreno, e deve viver uma vida terrestre, atendendo à harmonia e à ordem. Mas quando adoece, ou quando a ordem terrena se altera no organismo, começa imediatamente a mostrar-se a possibilidade de outro mundo, e, quanto mais doente, tanto mais em contato se encontra com esse outro mundo, de maneira que, quando morre completamente, o homem vai direto para esse mundo.

Fiódor Dostoiévski

Nota: Trecho de Crime e Castigo

⁠O que os homens mais temem acima de tudo? O que for capaz de mudar-lhes os hábitos.

Fiódor Dostoiévski
Crime e Castigo. São Paulo: Jardim dos Livros, 2020.

Não são os milagres que inclinam o realista para a fé. O verdadeiro realista, caso não creia, sempre encontrará em si força e capacidade para não acreditar no milagre, e se o milagre se apresenta diante dele como um fato irrefutável, é mais fácil ele descrer de seus sentidos que admitir o fato.

A moderna sociedade burguesa, uma sociedade que desenvolveu gigantescos meios de troca e produção, é como o feiticeiro incapaz de controlar os poderes ocultos que desencadeou com suas fórmulas mágicas.

O homem suporta muita coisa terrível na face da terra, uma enormidade de infortúnios.

⁠Os pobres e os desgraçados deviam viver longe uns dos outros, para que as suas misérias se não agravassem mutuamente.

⁠Acontece às vezes encontrarmos pessoas desconhecidas por quem nos interessamos à primeira vista, antes mesmo de termos trocado com elas uma palavra.

Fiódor Dostoiévski
Crime e Castigo. São Paulo: Martin Claret, 2007.

⁠A verdade verdadeira é sempre inverossímil, você sabia? Para tornar a verdade mais verossímil precisamos necessariamente adicionar-lhe a mentira.

Fiódor Dostoiévski
Os demônios. São Paulo: Editora 34, 2013.

⁠Acima de tudo, não minta para si mesmo. O homem que mente para si mesmo e escuta sua própria mentira chega a um ponto em que não pode distinguir a verdade dentro de si.

Fiódor Dostoiévski
Os Irmãos Karamazov (1879).

De fato, não existe nada mais deplorável do que, por exemplo, ser rico, de boa família, de boa aparência, de instrução regular, não tolo, até bom, e ao mesmo tempo não ter nenhum talento, nenhuma peculiaridade, inclusive nenhuma esquisitice, nenhuma ideia própria, ser terminantemente “como todo mundo”.

Fiódor Dostoiévski
O idiota. São Paulo: Editora 34, 2015.

⁠A literatura é, por assim dizer, uma pintura e um espelho; um espelho das paixões e de todos os nossos sentimentos; é, ao mesmo tempo, instrução e lição edificante; é crítica e um importante documento humano.

⁠Crê até o fim, mesmo que todos os homens tenham se desviado e tenhas ficado fiel sozinho.

Os irmãos Karamázov

Arminianismo Brasil