Poemas de Dor
Cinzas
Separa as cinzas do teu cadáver,
junta a elas as lágrimas de dor,
o sofrimento ao qual te entregastes.
Lembra da covardia de enfrentares
a verdade, e a vida que Deus te deu.
Mistura também a pouca fé,e a falta
de vontade de te reergueres.
Verás que tudo é a mesma coisa, cinzas,
simplesmente cinzas.
Nada útil fizeste, nada útil ficou, apenas
o peso, que agora carregas do pouco ou
nada que você de real plantou.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista,(Aclac)
Membro Honorário da A.L.B / São José do Rio Preto - SP
Membro Honorário da A.L.B / Votuporanga - SP
Membro da U.B.E
olhos marejados de tanto chorar
nem a paisagem eu consigo enxergar
fica a dor da saudade
e o sentimento de amar
fica no ar a vontade
de te abraçar
fica na memória
seu carinho lembrar
fica na história da vida
de mãos dadas a andar
fica a dor da ferida
que mais tarde irá cicatrizar
fica o amor desmedido
e uma vontade louca de beijar
fica no céu uma luz
e uma estrela a brilhar
fica no olhar da gente
uma lágrima a rolar
fica no peito sufocado
encontrando uma maneira de desabafar
fica tudo de bom e sempre ficará!!!
pintando uma lágrima no rosto
de tristeza, de dor talvez
talvez seja de saudade, de amor
uma doce lembrança na alma
e no coracao da gente fica
uma sensação de perda e vazio
mas o tempo enxuga nossas lágrimas
e nos devolve a serenidade
da aceitação
da compreensão
da compaixão
da caridade
estou em prece, em oração!!!
Ajude aliviar a dor do próximo;
Tal atitude tem um valor
tão grande,
que chega tocar o coração
de Deus!
APENAS UMA DOSE
Uma dose de veneno
Uma dose de dor
Uma dose de mentiras
Com apenas uma dose:
Criamos o amor
Dor da alma!!!
Como somos frágeis...
Quando menos percebemos a alma grita, geme, pede por socorro...
Ahhh!!!! Se pudéssemos mudar isso, como num passe de mágica...
Mas não dá!!!
Não é bem assim que as coisas funcionam,
Como gostaria que fosse fácil!!!
Ou ao menos que a informação fosse mais acessível;
Pois sei que o “saber” é o medicamento....
Como realmente não sabemos nada a nosso respeito,
Temos dores na alma e nem ao menos conseguimos dizer em palavra o que ela é!!!
Meu Deus como é grande nossa falta de conhecimento!!!
Como somos frágeis sem ti,
E antes da dor na alma, nós, nos achamos o máximo;
E até de que não precisamos de ti.
Como não entendemos seu meio de trabalhar,
E como nos desesperamos com o desconhecido,
Realmente somos como grãos de areias em tamanho;
E não temos a percepção de como podes “ser” grande em nossas vidas.
PEDIDO PARTICULAR AO MEU EU
À minha dor, peço clemência...
À minha fé, peço resistência...
Ao meu pavor, peço abstinência...
Ao meu juízo, peço coerência...
Ao meu ódio, peço inexistência...
Ao meu amor, peço excelência...
À minha loucura, peço complacência...
Aos meus sonhos, peço reverência...
À minha ingratidão, peço ausência...
À minha paixão, peço potência...
À minha felicidade, peço permanência...
Ao meu sorriso, peço indecência...
Ao meu senso de humor, peço inteligência...
À minha vida, peço existência...
...Queria recitar a dor
Mas, prefiro te mostrar em meus olhos
Na minha insônia atroz
No meu andar solitário
No amor que pra mim é algo só imaginário...
Verdade seja dita
Mas com amor, por favor
Porque verdade "mal dita"
Pode causar dor
E para o amargo da vida
O que adoça é o amor.
Amor sem dor não é amor.
Amor sem sofrimento não vale um só momento.
O amor não passa como o vento.
Se não houvesse dor, sofrimento, tormento..
O amor não seria natural seria banal como um invento.
Tudo acontece
A verdade doí,
a dor machuca,
a morte destrói,
a vida caduca.
O sofrer mata,
o poder ilude,
o querer cala,
o ter discute.
Ah! Acende toda luz,
Iluminando a Terra
que convive com a dor,
Sem esperança.
Vai onde há a dor, e cura!
Vai onde não há amor, e ama!
Vai onde há a dor, e alegra!
Vai onde não há amor, transforma!
Teu toque forte muda a sorte de quem Te encontra.
Deus, onde estás?
(Deus, onde estás?)
NÃO SEI
Não sei que dor é esta
Que me obriga a vaguear
Desconheço o que sinto
Neste corpo já sofrido
Desta amargura penitente
Que me cobiça a mente
Não sei o que procuro
Muito menos o rumo
Que tomar, só sei que é
Algo que me prende
Que me entristece
Nesta curta vida a minha
Onde as palavras não são
Se não cardos que me pertencem
Nos abafados murmúrios
De uma saudade em sofrimento
A minha dor
Dói
a mesmíssima angústia
nas almas dos nossos corpos
perto e à distância.
E o preto que gritou
é a dor que se não vendeu
nem na hora do sol perdido
nos muros da cadeia.
a saudade,
a saudade machuca mais não doí,
alias uma dor que não machuca, mas faz bem.
E um dia você acorda . .
abre seus olhos e consegue ver um lindo dia. Muita luz e alegria.
Recuperado do amor que um dia foi negado.
Será amor?
Não sei, esta inquietude.
Este aperto, esta dor;
Esta alegria
Que invade a alma,
Enchendo-a de gozo,
E tornando-a vazia.
Está ansiedade extremo
Está saudade
Do nada, e de tudo.
Esta anestesia
Que exalta a solidão
Este egoísmo do sofrer
Transformando
As pedras do caminho
Em flores para o coração.
Olhos rasos d'água
Dor que me cala
Da margem da vida, o desespero me faz olhar para traz
Me resta escrever
És tu minha doce mãe, meu maior pesar
Não chores por mim minha rainha, pois em teu coração não morrerei
Chores sim, pela dor que te fiz passar
Sofras sim
Pelo desgosto que cobre a alma, e derrama sobre mim o teu sufoco
Ó, pobre mãe, que tudo me deste!
Agora descanse em vida
O caos, teu filho levará na morte.
A dor de viver em dor
A confusão de ser confuso
A explicação de quem não sabe explicar
A vida de quem pensa que sabe viver
E assim são certos dias, vários pensamentos e pouco sentido prático.
