Poemas de Cores

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⁠Quero ir mais além de um colorido de cores enfeitado sobre a terra, quero penetrar sua esfera
Quero ir mais além de um céu azul vestido de manjedoura, quero desavessar seus mistérios...
Quero ir mais além do infinito e da profundidade, quero possuir o território das essências, aonde olhos nenhum podem ir.

Sem choro
Sem lamento
Sem dor
Quero ir pra onde não tenha adeus e nem lembranças

Quero uma ida sem volta
Sem medir distâncias e altitudes
Quero ir aonde o limite não me alcance

Quero ir...
Apenas ir...
Deixe- me ir...
Preciso ir...

Quero ver a linha do horizonte acima do oceano a me guiar
Quero ver os raios de luzes se desprender no caos da escuridão
Quero ser o passado no presente
Quero ser o futuro no presente
Quero ser a ironia do tempo
Quero fazer o que ninguém ousou
Quero ser o que o mundo esqueceu
Quero ser o diferente dos iguais
Quero ser apenas um entre muitos
Quero a chave da minha liberdade que me roubaram
Quero ser livre
Quero ser prisioneiro de mim mesmo
Quero ser apenas eu em espírito e em verdade, e mais nada.

Inserida por joaoeudesdeana

Rabiscos...

Quando escrevo meus rabiscos
sai da minh' alma uma vontade
de pintar as cores do amor.

É o que flui por entre as linhas
tão bem traçadas em uma folha em branco sem vós e sem vida.

São rascunhos das lembrança e momentos
resgatados do baú de um tempo passado,
que renasce cantando poesias e abraçando o coração.

___Eliani Borges.

Inserida por ebr1966

É só uma tempestade, afinal de contas, quem está na chuva é para se molhar. Enxuga esses lágrimas e vai ser feliz menina-moça-mulher.

Inserida por leandromacielcortes

Não perca seu tempo deixando-se levar e pensar através dos outros. Os outros não conhecem suas necessidades, vontades, desejos e sonhos. Os outros nunca serão você.

Inserida por leandromacielcortes

Pessoas irão falar sobre você ao redor do mundo porque você nasceu para ser notícia, sua presença é um evento.

Vivo a realidade em meio a lindos e doces sonhos. Não há nada do que seja real, que não possa ser pincelado pelas cores apaixonantes da fantasia.

Sim, o medo é a vertigem da liberdade. Liberdade pra dentro da cabeça, pois sem vertigem a vida fica em preto e branco. Cor sempre, por favor.

Somos a pátria do compadrio, do coronelismo, do nepotismo, da burocracia gigantesca e ineficiente, da falta de cidadania, de uma política tradicional podre, do jeitinho mais rasteiro. (...) Claro que existe um outro lado, telúrico, da terra, do corpo do Brasil, que eu amo, a energia geológica e geográfica. E também certos aspectos do povo brasileiro, suas cores e sons, o lance do futebol. Mas o Brasil institucional é brabo.

A beleza e o mistério deste mundo só vêm à tona por meio do carinho, da atenção, do interesse e da compaixão… abra bem os olhos e realmente veja o mundo, atentando para suas cores, seus detalhes e sua ironia.

As pequenas coisas que dão prazer são feitas de momentos breves, quase mágicos, nos quais os cinco sentidos parecem parar no tempo e, sem pressa, saborear toda as sensações, antes de registrá-las para sempre na memória.
Estes pedacinhos de cotidiano são feitos de cheiros, sabores, cores e sonoridades particulares que tocam você, às vezes inexplicável, e que ficam associados àqueles momentos especiais de sua vida. São pedrinhas semeadas ao longo do caminho de sua existência. Ao parar para observar, por alguns segundos, estes instantes e estes pequeninos prazeres, você saberá do que é que você gosta e, assim, aprenderá a se conhecer melhor. Pois dizer o que ama é um pouco como escrever a sua história ou desenhar o seu próprio retrato.

Ela é toda colorida. Às vezes azul e tranquila como o céu, às vezes verde e estável como a natureza que lhe cerca. Mas ela também tem tons quentes, como o vermelho, amarelo, que expõem toda a sua fortaleza, brilho e calor.

Mundos Coloridos

Num mundo há vários mundos.
Mundos que se misturam…
Mundos que se repelem…
Mundos que se esbarram…
Mundos que se esquecem…
E de longe os melhores mundos são aqueles que pintam um ao outro…
Mundos de sorrisos, de lágrimas, de alegrias, tristeza, loucuras e principalmente mundos que não se afastam.
Mais confuso ainda são mundos que fazem parte de outros mundos. E desses mundos que se pintam novos mundos vão surgindo até se tornarem um só…"

Noite chuvosa e fria.
Que a chuva se torne em flores e o frio em abraços que aqueçam mais que cobertores.
Que o sono chegue cedo, trazendo sonhos inspiradores de fé, de ânimo e de um novo dia com muitas cores.
Deus te abençoe.
Andrea N S Tavares

Quântico
Se banhar-se fosse solução
purificava-se em ácido nítrico
diluindo as chagas do passado
Nas aquarelas de um destino

O azul escuro cobre todo o céu
O pensamento da menina inventa o infinito
Todo seu ser é composto de sonhos
Ela imaginou a vida em uma tela:
..As pessoas se olham nos olhos
Os sorrisos brotam amor
Coragem é enxergar com o coração
A cada ato de coragem nascia uma flor
Sentiam um pelo outro
Viam além da superfície
Emprestavam os ouvidos
Vida configurada no modo: gentileza.
A bondade são estrelas
Todo universo é brilhante
Caiam sobre nos e iluminava
Somos bailarinos radiantes
O sol ao reluzir traz compaixão
Os seus raios transformam-se em canção
Abraços aqueciam o frio
Que o desamor causou no verão
A menina anda removendo as pedras
Arrancando os espinhos
Passa por adubos mal cheirosos
Mas presenciou as flores que plantou, desabrocharem.
Abriu os olhos e pode ver que homens
Queriam a paz, mas faziam guerra
Enquanto ainda transpirava harmonia
Fechou os olhos novamente
Para que dela fosse embora a agonia
Ver o seu mundo preto e branco
Pessoas se odiando, se maltratando
Era como morrer pouco a pouco
Precisou de esperança e lápis colorido
Pintou com as cores do arco-ires a dor
Lembrou o amigo que ao teu lado estaria
Disse ao desespero que existe um caminho
E ao que chorava, ofereceu sua alegria
O sentido da felicidade era fazer alguém feliz
A simplicidade morava dentro dela
E seu pedido foi que ao abrir a janela a realidade fosse aquela tela.
"Se a vida fosse uma tela,
Como você pintaria ela?"

Lembro de tentar não olhar mais na direção dela, mas era inevitável.
A camisa branca folgada contrastava com as tatuagens evidentes e a calça preta. As pernas dobradas em posição de índio e o copo de café tamborilando entre os dedos.
Aquele sorriso tímido... Aqueles olhos que sorriam. Não conseguia distinguir quem estava sorrindo mais... Eu ou ela. Não por haver algo engraçado no momento, mas Lembro de tentar não olhar mais na direção dela, mas era inevitável.
A camisa branca folgada contrastava com as tatuagens evidentes e a calça preta. As pernas dobradas em posição de índio e o copo de café tamborilando entre os dedos.
Aquele sorriso tímido... Aqueles olhos que sorriam. Não conseguia distinguir quem estava sorrindo mais... Eu ou ela. Não por haver algo engraçado no momento, mas ela simplesmente continha o poder de iluminar e incendiar tudo só com aquele sorriso.
Aquela havia sido apenas a primeira vez.
A primeira vez em que eu via a garota de olhos sonhadores e espírito incorformado.
Os cabelos pendiam sobre os olhos e o jeito como ela os sacudia para trás só me deixava mais hipnotizada.
Eu estava em choque.
Devia estar ridícula, mas nada mais naquele local me importaria. Eu estava ao lado dela.
A menina que havia tirado meu sono diversas vezes antes mesmo de eu saber o seu nome.
Dona do toque mais eletrizante e do cabelo... Ah... Aquele cabelo... Mais que qualquer um.
Lembro dela não cheirar a perfume, lembro do teu cheiro... Daquela pele quente... Da vontade que senti em parmanecer no abraço desde o primeiro instante.
Eu lembro de cada detalhe de quando você chegou e como a história me fez pirar, mas agora que se foi... O que contar?

Flor de pessegueiro
E lá está ela, altaneira, teimosa, colorida e viçosa; é um ser anômalo, destoante no meio do concreto e do cimento; solitária, imperturbável, florescendo prematuramente devido ao calor fora de época; que importa se é inverno ou primavera, teu brilho e teu colorido se sobressaem na paisagem acinzentada das ruas mortas de tédio e de rotina.
Por um momento minha visão do mundo, normalmente em preto e branco, vislumbrou aquela árvore vestida de rosa, destoando do acinzentado da rua e da minha vida. Por um momento, e só por um momento eu tive a ilusão de voltar a ver as cores, o brilho e a alegria da vida. Mas eras única, impotente e insuficiente para preencher de cores e de vida uma alma grisalha e envelhecida.
Talvez no campo, onde o barulho das ruas não me alcance, onde eu possa ouvir o chacoalhar das folhas das árvores numa golfada de vento, o cantar solitário de um pássaro; onde o horizonte não se esconda atrás de prédios feios e frios; talvez lá eu encontre cor e luz suficiente para trocar minhas vestes cinzentas pelo verde dos campos ou pelo colorido das flores e minha tristeza seja engolida pela alegria pueril das aves, pelo coro melancólico das cigarras ou pelo silêncio cúmplice de uma noite estrelada.

Finja-se de meu vermelho,
e viva comigo todo o azul.
Sonhe comigo lilás,
e acorde comigo doce branco.
Que nunca te esqueça rosa,
e nunca te toque forte roxo.
Que sinta comigo salmão,
e respire quente violeta.
Ande comigo turquesa,
e toque-me suave bege.
Deixe-me entrelaçar preto,
e sussurrar macio diamante.
Levar-te verde,
e amar-te transparente.

IPÊS
(Rayme Soares)

A natureza canta
A luz do sol ou da lua determina a clave
Da harmonia se incumbe, o acaso
Melodias brotam das escalas cromáticas
São notas musicais e zilhões de cores
Diante disso tudo...

Cabe a cada um de nós definir o ritmo
...e tocar!

O que eu vou levar pra minha casa

Depois de passado meu tempo, quando na lista infindável dos dias impressos no calendário já não houver junhos para mim, de volta pra casa vou levar sem arrependimentos:
Muitos sorrisos que dei. Algumas risadas esparramadas nas conversas com minha mãe; detalhes do olhar que meu pai tinha sobre tudo; os laços que tenho atados aos meus irmãos; muitas músicas; a surpresa diante de qualquer pássaro. Diante de qualquer beleza que voa; o silêncio diante das belezas – que sempre foram minhas mais indescritíveis preces.
Vou levar alguns sábados à tarde, e algumas sextas-feiras inesquecíveis. E a lua.
Vou levar muitos textos que amei; as cores das flores e do céu. Vou levar pedaços bem grandes dos outonos e suas luzes mágicas. Vou levar meus amigos, tios e tias, primos e primas e minhas histórias de infância. Vou levar meu amor incondicional pelas árvores e pelo que há de mais pequeno e verde. Vou levar as pequeninas flores do campo e sua singeleza coberta de manhãs.
Vou levar minhas meninas margaridas, porque sem elas nenhum lugar será completo. Vou levar o que tenho sido e o que não consegui ser. Vou levar meus meninos – a filha e o filho que criei. Vou levar o barulho das águas que habitam o mundo das mais variadas formas até chegarem ao lugar em que, juntas, se chamam mar.
E do mar vou levar o cheiro. E vou levar as palavras, porque sem elas não há salvação.
Vou entregá-las a Deus e deixar que Ele escreva em mim o último, o derradeiro, o mais perfeito poema.
E que, assim, eu possa ver a verdade – que a morte é simplesmente o jeito que Deus tem de nos fazer poesia.