Poemas de Ciranda
Não era peixe não era
Era Iemanjá
Rainha
Dançando a ciranda
Ciranda
No meio do mar
Intérpretre - N'zambi
Roda da Vida
"Nas voltas que o mundo dá
Faça ciranda das horas
Importe-se
Com o lado em que não está...
Pois o que está embaixo, para cima gira
O que está em cima, pra baixo estará
De acordo com Deus é a sina
Há leis que o Universo ensina...
Pense bem no que fez, no que faz ou fará!
Pois ninguém pode esquivar-se das voltas
Nas voltas que o mundo dá!" Marilia Hoffmeister
A dança das cadeiras
Ciranda da vida, a dança das cadeiras,
Cada volta um ciclo, destino que desenrola.
A música soa, novos ritmos, novas brincadeiras,
E à cada parada, permanecer na dança, nos consola.
Na orquestra do tempo, novas melodias incluídas,
Cada reinício, um novo interesse, uma nova paixão,
Novos rostos, de velhas presenças desapercebidas.
Neste jogo de estar, uns ficam, outros se vão.
A cada parada, um adeus, uma despedida,
Como folhas que ao vento partem, vida após vida.
Mas há o encontro, na pausa, uma nova mão estendida,
Em cada assento vazio, uma história nova, uma ferida reaberta, uma ferida esquecida.
Assim gira a roda, na aproximação da distância,
A cada ciclo, a vida nos ensina a resiliência, a importância,
De saber dançar mesmo quando a música parece incerta,
Pois a cada volta, novo desafio, uma nova descoberta.
E quando a música finalmente parar, o que nos resta?
O eco dos passos, as memórias desta Festa.
Com suas perdas e ganhos, cada momento, uma chegada.
Na dança das cadeiras, da vida, o prêmio maior é a jornada.
Tudo está ligado a vontade
A vida tal qual uma ciranda
Dá pra dançar sem maldade
A gente é quem comanda...
Há um oásis que meu interior desenvolve
Nos sete dias que rezei, não é dança de ciranda que podes dançar
Tem gente que não é gente, a penas uma massa e com fôlego de serpente
Ah, e lá veio o vento brincar,sorrateiramente, com as rhapis da minha vizinha...
é uma ciranda muito divertida e qualquer dia desses eu entro nessa dança...
mel - ((*_*))
Ciranda
O tempo me prega peças
Tal como me estende a vida.
Corre quando o procuro
E passa quando descanso.
Na rua ouço seus passos...
Miúdos...
Que passa de casa...
Em casa...
Risadas!
O tempo me prega peças
E quando sonho que ele aperta a cigarra.
E nessa ciranda das horas,
Os ponteiros me espetam,
Como o levantar das aves.
'CIRANDA'
Pequenas sonatas,
Nas ruas que brilham,
Claves entreabertas,
Assimetria isolada.
Fogueiras - calçadas -,
Atravessando canções,
Estrelas desnudas,
Nas noites rajadas.
Ritmos pousadas,
Ciranda rodando,
Melodia sem cheiros,
Criança - na estrada -.
Bailando camadas,
A alma em canções,
Compassos desvairados,
Dobradiças quebradas.
Borboletas nas casas,
Metamorfose sem sedas,
Voos febris,
Saudade cascata.
No peito de magma,
Procura-se poemas,
Rodas de Tremas,
Cirandas sem asas.
Ciranda
Cirandinha
Já não quero cirandar
Vou dar meia volta
Espairecer
Anéis de vidro
Cortam
Como amores poucos
Quando se acabam
Sou poesia, brisa macia.
Sou mulher que te encanta,
menina de ciranda.
Fragmento do Poema "Menina de Ciranda"
Possui Certificado de Registro Autoral CBL
Falar de Ciranda
É falar
De abraço
De aconchego
De afago
Falar de Ciranda
É falar
De respeito
De equidade
De Igualdade
De amor
Falar de Ciranda
É falar
De reafirmação
De autoconhecimento
De reposicionamento
Falar de Ciranda
É falar de tudo
Das boas
Energias
E da das
Companhias
NA CANDÊNCIA DO SAMBA
Na candência do samba
Eu conheci você
Dançando ciranda
E o maculelê.
Você era a beleza
Em forma e nuance
Eu, um poeta comum
Só queria romance.
Viajamos na noite
Sob a lua de maio
Sem promessa partiste
Me deixando tão triste
Te olhando em soslaio.
NA CADÊNCIA DO SAMBA
Na cadência samba
conheci você,
dançando ciranda e o maculelê.
Morena brejeira dos olhos de mel
não és Julieta, e eu não sou Romeu
somos versos da história
que o amor escreveu.
Morena bonita
de endoidecer
eu fiz este samba pra lhe enaltecer
na rua ou no asfalto
meu partido alto é você.
Na cadência samba
conheci você,
dançando ciranda e o maculelê.
CIRANDA
Ela beijou a manhã porque ventava
E aqueceu a manhã porque aqueceria
Se fosse manhã de sol
Mas ela molhava a manhã
Ela chovia uma neblina mágica porque era primavera
E todas as primas cantariam
Se ela tivesse primas,
Uma ciranda harmonizaria a família
Se ela tivesse família
Ela só tinha o tempo, o vento, a rua
E as vezes, só as vezes...
Tinha uns sonhos esquisitos
Que guardavam o vento, o sol e a chuva
Sobre um teto bonito,
E alguém lhe penteava os cabelos
E lhe vestia um vestido azul anil
De babados bordados a bilros;
Era um sonho de um rosto bem parecido
Ou uma lembrança
Como se já tivesse sido criança
E já tivesse tido esperança...
a minha verdade não é minha
e a minha essência é multidão
eu brinco de ciranda ao redor da montanha
de mãos dadas comigo mesmo
penso que sou feliz e isso é tão longínquo
que os rios me carregam
e as estradas me conduzem
em fila indiana até que eu caia de um crepúsculo
e ressurja no nascente e os primatas
que eu fui eram tão ternos,
tinham a ternura das tristezas e das indecisões
e isso fazia deles seres melhores do que hoje somos
agora eu fico sozinho comigo mesmo e os meus cromossomos
ora refletindo, ora contemplando
e eu me pergunto: será que eu não sou Deus?
porque afinal de contas, eu também sou solitário,
eu também sou triste, fico perdido no que me constitui
e no que compõe o meu DNA.
Primata? -Não, os dias gloriosos se foram;
preservei daquele símio só o angustiante prazer
de se entregar a paixão... e quando ela passa
iluminando o vale com sua aura, eu brinco de ciranda
de mãos dadas comigo mesmo ao redor da montanha
até que ela o encontra sob a copa de uma amendoeira frondosa
se abraçam terna e loucamente apaixonados
a fazer piscar de acanhamento astros há mil anos luz ...
e eu fico pensando: ah, se eu não fosse Deus...
Ciranda e Marias
Na ciranda
Cirandei-os ,
Cirandinha,
Cirandar.
No pais onde vivo,
Só quero aproveitar.
Ciranda da minha vida,
Só que me relaxar,
Curtir a paz eterna,
Que desejo alcançar.
Ciranda do desejo,
Só que me pirar,
Viver uma vida atoa,
Assim não dá .
Ciranda das lembranças,
Que me relembrar,
Lembrar da esperança
De um dia te encontrar.
Tem muitas cirandas,
No meio da festa,
Não vejo você
isso é o que me resta.
Da parte de uma ciranda,
Não posso lhe contar,
Pois tanto que te amo,
Não consigo recordar.
Maria,
Marias,
Do meu coração,
Não faça comigo,
Muita solidão.
Verdade Ciranda,
Tem muita festança,
O mundo desanda,
Esqueça da dança.
Converse comigo Maria,
Tem muitas de você,
Sei que não aviso,
O previsto a conhecer.
No meio da dança,
A rua ciranda,
Começa a agitação,
Sem medo na escuridão.
Desculpe Maria,
Não pude ligar,
Porque nesta data,
Precisei descansar.
Sinto muito,
Deus eterno,
Envie a mensagem,
Que caia do céu.
Nesta noite vi anjos,
Você o principal,
Parece uma novela,
Que não muda de canal.
Abençoe a Maria,
Isso é o que desejo,
Com muita saudade,
De abraços e beijos.
Ciranda querida,
Desculpe atrapalhar,
Tenho medo dos cavalos,
Prefiro caminhar.
Serenata de amor,
Com muito carinho,
Entregue esta flor,
Ao meu benzinho.
Pra terminar,
Me dê a tua ciranda,
Caminhe mais perto,
Sem a tal dança.
Adeus Maria,
Adeus ciranda,
É um belo dia,
Só não desanda.
Quando você me conheceu eu era uma poesia.
Hoje eu sou verso, sou prosa, sou ciranda e samba de roda.
Escancaradamente Mulher!
☆Haredita Angel-08.03.16
Na Ciranda Pantaneira
dançando com você
pude perceber o quê
significa desejar alguém,
E ao mesmo tempo
tocar com as duas
mãos o universo inteiro,
Em mim carrego o orgulho
de ter o teu nome
guardado no meu silêncio
e o teu amor resguardado
o tempo todo no meu peito.
Olhando nos meus olhos
as tuas mãos se entrelaçaram
com as minhas mãos
para dançar a ciranda praiana
dos nossos destinos,
Você me deseja do tamanho
que te desejo todos os dias,
Com balanço e amor atlântico
um traz o outro fascinado
pelo naufrágio divino
nos beijos tão desejados
e de outros tipos de astúcias
que permitidas só aos apaixonados.
