Poemas de Ausência
"Uma palavra um sentimento
Uma lagrima por cada beijo
Um aperto no coração por cada ausência
Uma abraço uma saudade conquistada
Um adeus são iguais as ondas do mar
Um ciclo de vida sem saber o fim
Uma pessoa sem fé e como um barco sem rumo"
Você pode chamar de sentir frio, e eu de ausência de calor. Não importa. O que importa é que se necessita de agasalho para aquecer.
Só quem não sabe disso é aquele que nunca deixou de ter um agasalho e nunca olhou a sua volta, não vendo, mas enxergando quantos estão com frio!
Alguns brasileiros estão sentindo, neste exato momento, ausência de justiça, de saúde, de educação, de trabalho, de informações de qualidade...
Essas ou algumas dessas ausências de calor, necessita de agasalho.
Existe algum frio listado acima o qual tu sentes? Se não existe, ótimo!
Eu vou cuidar de ti
Zelarei de cada sorriso teu
Serei os sóis das tuas manhãs
Serei a ausência da tua dor
Serei a poesia que te encanta
e a música que te enleva e descansa das loucuras desta vida.
Serei teu vinho predileto e tua comida preferida
Serei teu amante
Teu amigo e teu rei.
... E se não for o bastante, querida,
serei o silêncio dos teus momentos
de introspecção.
Mas estarei sempre aqui.
Ao alcance do teu desejo de ser amada e da tua delicada mão.
O fim de um conto
No escuro te vejo
Em silêncio te ouço
Na ausência te sinto
Um vazio cheio de amor
Amor preenchido de vazio
Um frio, o calafrio
A falta do arrepio
Perdido ou nunca tido
Foi sentido sem sentido
Aquele vinho tinto a recordar o que já nem sei explicar
A mudez dos pássaros faz-me lembrar
Que te dei asas para voar
E sem razões para voltar
Aqui no meu divã
Apenas uma certeza
Perdi meu Peter Pan
O que mais desune as pessoas não é, somente, a ausência:
- É, sobretudo, o silêncio!
Adi J.C. Musskoff.
Sinto-me embaciada pela tua ausência, habitada apenas por este vazio, que me corrompe as entranhas.
Soletro todas as palavras de amor existentes e peço ao vento que tas entregue.
Segredo-lhe baixinho:
-Por favor, não percas nenhuma, pois poderá ser essa mesma que o trará de volta aos meus braços.
Tenho falta de TI ... tanta ...tanta!!!!...
Há momentos em que as palavras fogem, as pessoas simplesmente desaparecem.
O incômodo da ausência diante da insípida saudade.
Determinamos, hora, data e local.
É determinado o começo, um breve meio e um inóspito fim.
Porém, o fim nem sempre é o desejo e o desejo raramente é explícito.
Assim nascem os fantasmas e surge o vazio de uma distância.
Somos seres inteligentes, intelectuais, racionais, mas débeis infantis nas peripécias da paixão.
Gostaria de ter dito, de ter gritado e de não ter esperado o inesperado.
Mais uma grande lição.
Que o som do meu coração, e a voz da minha intuição sejam sempre superiores aos barulhos de meus pensamentos.
"meu jardim estava sem vida, ressequido e triste por minha ausência.
percebi que há tempos não sentia o perfume de minhas flores, outrora meu fôlego de vida.
Quando dei por mim, havia trilhado por outros caminhos, que me lançaram longe de onde deveria estar!
Dediquei então todos os recursos, tudo que havia em mim para encontrar novamente o caminho de volta ao meu jardim.
Quando enfim cheguei, tratei de socorrer minhas flores, retirar as ervas daninhas e podar os galhos afligidos por meu descuido.
E enfim voltei sentir as notas de seu perfume, aquele mesmo de outrora, meu fôlego de vida"
Cadê?
Quando perdemos sentimos o que temos
Através da ausência presente como uma sombra sem luz
Um tipo de desejo invertido
Catapulta o pensamento num tipo de dor
Mostra o quão distante é o finito...
Um dia eu acordei feliz, mas minha felicidade era uma felicidade com um sentimento de ausência, então me perguntei. O que falta? eu estou vivo, com saúde, meus pais estão bem, minha família esta bem…
E um dia eu dormi do seu lado, e acordei feliz, senti que essa felicidade era estranha, era uma felicidade completa, perfeita, não tinha nada faltando, estava tudo bem, e eu estava com você!
Então parei pra pensar, e vi que não preciso de você para ser feliz, mas ao seu lado a minha felicidade é mais completa e perfeita.
A angústia que falo
que o amor às vezes
faz sofrer demais
ausência de alguém
aquela que por ti
sofre na solidão
angústia tão grande
deixa-me tão vazia
faz parar no tempo
tira-me a alegria
faz-me ter medo
lindo segredo
jamais esquecerei
jamais o terei
sei que nada sei
sinto o que falei
a dominar o olhar
que descobriu não ouviu
poderá me tirar
A angústia de que falo
que sinto, que vejo.!
11-2013
Obsoleto
O dia vai passar...
A noite vai chegar, mas a dor continuará aqui...
A ausência do amor, a presença da dor... A proximidade com o fim...
O que eu faço sem você?
Eu não consigo te esquecer!
A ausência do mundo na nossa presença nele. A ausência de nós na presença dele.
Qual dos dois é solidão?
AUSÊNCIA PRÉVIA
Na circunstância tudo estava calmo
a paz vagava pela madrugada
da pequena cidade
A minha companhia, a solidão
refletia no céu estrelado
era uma paisagem de indigência
Em um exato momento
obtive a ausência prévia da minha alma
e em conseqüência
perdi o equilíbrio e cai no precipício
E ao cair, entrei num sonho profundo
onde a escuridão prevalecia...
uma outra morada
Escuro, mas não como à escuridão da Terra
que predomina
a discórdia e a guerra
Uma escuridão ofuscada
onde o silêncio eterno de pequenos pontos luminosos
estatizavam - se
A espera da luz pura
é algo que estou aguardando
é o novo viver?
a ausência dum halo
arrelia
o pensamento
circunda os vultos
descrentes
por demasiado tempo
a escuridão avança…
em tumultos
os pensamentos turvos
arreliam e destroem
quem os pensa
Alvaro Giesta, "dois ciclos para um poema - ciclo dois"
SINTO SAUDADE DE UM TEMPO QUE NÃO SEI QUAL É NEM ONDE FOI
SINTO SAUDADE E AUSÊNCIA DE TUDO
TENHO TUDO E NÃO TENHO NADA.
NÃO SOU INFELIZ
NEM SEI O QUE É FELICIDADE
E INFELICIDADE DESCONHEÇO
Uma lágrima rolou, levando a simplicidade de um sorriso omisso na solidão da sua ausência.
Continuo a me questionar a nossa fraqueza perante a perfeição de um amor puro e verdadeiro.
Mais um dia...outro dia...insignificância de momentos.
Terra e Céu
Entristeço
Com tua ausência.
Adoeço
De saudades.
Me queimo
De ciúmes.
Me inquieto,
Culpo a vida.
Me ilumina
Tua presença.
Recomponho
A paz perdida.
Me aqueço
De desejos.
Tenho sonhos
De quimera.
Morro de alegria
Sigo em paz
Com Deus.
Um ano atrás, eu escrevia uma carta de amor. A que escrevo nesse momento, é de ausência.
Escrevi, falei de amores, dei presentes, recebi, beijei, fui beijado.
Agora, onde tua mão ocupava, o que ocupa, é um copo de vinho, vinho ruim, barato. Minha companhia são as letras e pensamentos.
Onde teu corpo ocupava, existe um vazio. Onde preencho com coisas que nem eu mesmo explico.
Não tenho a companhia de meus pais, não tenho a mesma casa que ias, como morada.
Meu olhar já não é o mesmo, minhas feridas são ainda maiores.
Todo dia encosto minha cabeça no travesseiro, sempre parece úmido, deve ser das lágrimas que não derramei. O cobertor parece cada vez mais curto, durante a noite. Minhas poucas horas de sono, são piores do que ficar acordado.
Todos os dias, meu rosto demonstra o cansaço e a inquietação.
Mas como disse, um ano é muita coisa.
Nessa data, ano passado, devo ter escolhido mais um filme para assistirmos. Você já estava aprendendo a não dormir, durante eles. Devo ter ficado irritado, quando cochilou.
Não lembro dos detalhes, nem dos presentes, nem de nada. Pois essa pessoa que você passou a data, ficou aí.
A noite é algo
que me ilude, uma espécie
de dia escuro, luz negra, ausência
de cor e olhos que vejam a face única das coisas.
