Poemas de Ausência

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​"Incluir o Divino nos teus planos não é garantir a ausência de tempestades, mas assegurar que o Teu barco nunca navegará sem bússola."

A ausência de um ente querido machuca de tanta dor, mas o tempo acaba nos ensinando a aceitar essa separação. Embora o amor e a saudade nunca se esgotem, um dia nos conformamos.

Aqui estou na companhia da ausencia. Outra vez me vi com você nos pensamentos.
Coloquei-me a refletir na causa disto, afinal, lhe conheço a alguns meses e passamos apenas alguns dias juntos.
Foi tão pouco tempo para tantas lembranças, tanto sentimento que não entendo.
E na real, nem tenho que entender mesmo, apenas viver este momento.
Com tudo isto chego na certeza de que não é o tempo que determina a verdade de um sentimento.
Não é o tempo que faz o amor nascer, o amor simplesmente, acontece sem espaço para o tempo.
A intensidade dos momentos, a entrega a cada segundo, isto faz o coração bater de lembranças.
Estou aqui sozinho mas basta fechar os olhos para estar contigo, e como isto é bom...

Lembrar-me-ei de ti
Lembrar-me-ei de ti, e eternamente
Hei de chorar tua fatal ausência,
Enquanto atroz saudade
Não extinguir-me a seiva da existência;
E recordando amores que frui,
Por estes sítios sempre entre suspiros
Lembrar-me-ei de ti.
De noite no aposento solitário
Cismando a sós, verei a tua imagem
Aparecer-me pálida e saudosa
Dos sonhos na miragem;
E então chorando o anjo que perdi,
Meu leito banharei de ardente pranto
Chamando em vão por ti.
Quando a manhã formosa alvorecendo
De seus fulgores inundar o espaço,
Demandarei saudoso
Esse lugar em que no extremo abraço
Teu lindo corpo ao peito meu cingi;
E deste vale os ecos acordando
Perguntarei por ti.
Quando por trás daqueles arvoredos
O sol sumir-se, vagarei sozinho
Por essas sombras, onde outrora juntos
Nos sentamos à borda do caminho;
E às auras que suspiram por ali,
Inda teu doce nome murmurando,
Hei de falar de ti.
Além, onde sonora a fonte golfa
À sombra de um vergel sempre viçoso,
Que sobre nós mil flores entornava,
Irei beijar a relva em que ditoso
Sobre teu seio a fronte adormeci,
E com a clara linfa que murmura,
Suspirarei por ti.
E quando enfim secar-se a última lágrima
Nos olhos meus em triste desalento,
Bem como a lira, em que gemendo estala
A extrema corda com dorido acento,
No sítio em que a primeira vez te vi,
Exalando um suspiro, de saudades
Hei de morrer por ti.

Livro Libertino

Ausência que preenche.
Falta que completa.
Todas as possibilidades são prováveis,
todas as probabilidades possíveis.
Das curvas de um zero
às ondas do infinito.
O papel desse livro
é azedo de branquelo
e livre de martelo!

Mesmo sem significado
mesmo sem nome
Aceito o diferente, o não uniforme.
E com a ponta plena
de uma leve caneta de pena
Escreva pelo menos um parágrafo.

Ou mais
na verdade tanto faz.
Só não deixe que o livro se feche!

A distância é pequena para quem ama, e a tua ausência é lenha para o fogo que me queima quando penso em ti.
Estou aqui, mas o meu pensamento está ai com você, sempre.
Te amo.

Eu acredito em você

Apesar da perda

A perda de alguém que amamos é uma ausência sem substituição, mas temos que continuar caminhando para não nos perdermos de nós mesmos, para não nos perdermos dos outros que nos amam e que ainda estão aqui, para não perdermos a oportunidade de conhecer as pessoas que ainda estão por aí e que poderão nos amar também.
Temos que continuar caminhando sem esquecer que não estamos a sós nesse mundo, e que a felicidade está sempre adiante. Devemos continuar caminhando apesar da perda.

Quão admirável sua ausência de elogios
Que fazem de meus versos ainda mais vazios
Perdi a sintonia de outrora
Com sua indiferença e antipatia
Me sinto mais sozinho agora!

Pequeno pássaro
Eu queria que fosse um pássaro,
pequeno pássaro,
cuja morada fosse a ausencia de barreiras
Que voasse livre pelo universo
em toda a sua imensidão.
Mas, isto é impossivel,
visto que está presa
na gaiola do meu coração.

Desistência por Desespero.

Na ausência de palavras para expressar a dor e findar tamanho sofrimeto com a chegada de uma nuvem branca, desarmei-me na intenção de que me atingissem e me levassem ao lado neutro da batalha.

B' Salles

As luzes quando se apagam, deixam em nós a escuridão.
Sua ausência dá o contraste para nossos olhos poderem captá-la, porém, passados alguns instantes, nossos olhos se acostumam a ela e começam a vislumbrar, definir algumas formas, começam "a ver" na escuridão.
Assim também ocorre com a ausência de alguém que parte; o contraste de sua presença nos faz sentir a sua ausência. Aos poucos acomoda-se em nós o desconforto dessa ausência e fica então a doce saudade. Se dermos tempo ao nosso coração para que, como os olhos, se "acostume" com a ausência, ele também poderá vislumbrar e definir a presença mais sutil. Como as formas e objetos que não deixaram de existir com a escuridão, apenas tornaram-se mais sutis, necessitando de maior sensibilidade para serem vistas.
Quanto sofrimento poderíamos evitar se realmente soubéssemos disso!

Ausência...

Sempre que nos despedimos de alguém ou quando estamos só, sentimos um vazio, algo que mesmo estando numa boa, ainda tem uma lacuna, um inconsolável mau estar.
Olhamos pro lado, pro outro e tudo lembra você. Não importa qual foi o sofrimento; ainda era melhor com você. E surgem as indagações. Oque será? Como será daqui pra frente? Como vamos superar? Por onde recomeçar? Qual o primeiro passo? Ficamos aturdidos, só se sabe que tem que prosseguir, não dá pra ficar diante da lápide chorando, não tem como regressar no tempo, ou restaurar algo que poderia ter feito, temos que prosseguir. Não será fácil, mas a vida continua. Talvez!!! Pensam muitos, se tivesse eu tido consciência de ter dado o melhor de mim ou nunca tivesse deixado se quer um minuto você a sós? Não poderia... tudo foi como teve que ser. Temos nossa própria vida, temos que continuar na estrada vivendo. Mesmo com nó na garganta temos agora que cuidar do que ficou e também nos dá atenção nas horas em que tiver que ser.
Ficar remoendo já não adianta culpar-se ou culpar alguém tão pouco, foi tudo maravilhoso, todos os dias de sol, chuva, ou frio, e ainda ter disfrutado do seu amor, ouvindo palavras de carinho. Mas ainda fica o agradecimento, a Deus por ter permitido uma convivência fraterna e ao seu lado disfrutar bons anos juntos, compartilhado muitas coisas dentre elas alegrias, valeu apena ter estado unidos um do lado do outro meu Amigo. Muito Obrigado...

Felicidade é uma ausência total de Desejos,
um perpetuar-se em está livre dos condicionamentos do meio logrado,
consciente do conhece a ti mesmo,

2017/2018

Em 17 a tinha
Em 18 já não tenho
Em 17 ela me fazia sorrir
Em 18 sua ausência me faz chorar
Em 17, com ela, eu só pensava em amar
Em 18, sem ela, eu penso em me matar
Ela saiu da minha vida
Mas não do coração
Ela segue em meus pensamentos
Mexendo com meus sentimentos
Em 17 eu a conheci
Em 18 eu a perdi
Em 17 seu jeito me conquistou
Em 18 sua ausência me machucou
Tudo mudou em um ano
Menos o fato de que eu a amo
Em 17 ela surgiu
Em 18 ela sumiu
E se ela não voltar
Não sei se 19 para mim existirá

Não duvides do meu amor
A tua ausência me causa muita angústia
Mas a tua dúvida, me causa muita dor.

Saudade.
Chega e entra sem pedir licença.
És a dona da chamada ausência.
Chega e aperta a ferida.
Nem se importa se estou na lida.
Contigo tenho que aprender a andar.
Me ajustar ao teu caminhar.
Dependendo do momento, sei a sua idade.
E seu nome? Chama-se saudade.

Encarar o erro cometido impercebido
Não negar que se equivocou
Não culpar a sombra pela ausência do sol
Não chorrar o erro cometido

Até a lua se esconde no dia
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinhos
O sol no eclipse é sol obscurecido
Na flor também o inseto faz seu ninho

Erram todos, eu mesmo errei muito com você
Que me faltam razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar

Reconheci que preciso podar minhas folhas murchas
Meus galhos cesos me esporam minhas fraquezas
Não tenho todas as respostas e sim as perguntas

Os sentidos traíram-me, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te escuso, e me convenço

Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me como ladrão amado e amoroso.

Caio sobre mim descobrindo minhas falhas
Escondidas sobre minha capa de ignorância
Te ver assumindo minhas culpas me achacou

Seu poder de me fazer perceber minhas falhas
De perceber que estou indo para o lado errado
E me ajudar a me encontrar

Eu errei, percebi, me encontrei, ....

Saudade nao mata,dói.
Distância não faz esquecer,
mas pode esfriar um sentimento.
A ausencia de certas palavras não torna o amor inexistente,
mas pode afastar dois corações.

AUSÊNCIA.

Buda viveu como Cristo
nada nunca escreveu
sem nada deixar escrito
disse coisas ao mundo
que o mundo nunca esqueceu.

Budistas e católicos
Enfim todos os religiosos
Guardam suas visões de Deus
Engraçado não ser o oposto
O homem toma conta, adeus.

O mundo continua em antítese
O reverso do esperado
Criam os infantes as teses
Ideia de que tudo isso
pode ser demonstrado.

Eu espero o amor
tomando conta de tudo
o que se sucedeu
foi só a vida engoliu
todos os amados do mundo.

Sobram sempre as crianças
Livres do tormento e consciência
Correm atrás de sonho
Essas vidas de latência.

O que sobra a nos carecas da idade
Aqueles que não perderam cabelos
Ainda assim se foi o tempo
Sobrando as vidas nem sempre as verdades.

Vender a ilusão da vivência
Assumimos a posição guardiã
Desesperançosos de sonhos
e quem sabe da própria existência.

Sobram os monges
Trancados um seus monastérios
Longe da vida e da experiência
Sem erros e sem vivências.

Sem sofrer
ou viver
mas
em paz.

É essa a resposta
Uma vida autocontemplativa.
É assim o homem perfeito
Apagando a emoção
soterrando a vida.

Pensem em uma vida perfeita
Voltem a ser crianças
Hoje é seu dia renasça
Entre neste trem sem destino
E não conte a ninguém só faça.

Pode não sair do lugar
As viagens do coração
quando assim tem e são
nem sempre locomovem.

Tenha sua jornada tranquila
meditativa, apaixonada
madura, louca, ocorrendo no ar.

Que dominada a emoção tão revolta
não perca seu ímpeto latente
possa mesmo apaixonados tornar-nos
gentis figuras de gente.

Quando não for possível ser bondoso,
afaste-se.
Melhor a ausência do bem
do que a presença do mal.