Poemas da Terra
"O tempo na Terra é o mesmo tempo no universo? Quando o homem se dá conta de que o seu tempo serve somente para seu mundo, ele se depara com a grandeza do universo e entende que o tempo é curto entre o homem e o universo."
Trecho do livro de Daniel Antonio
20/09/2023
AS CORES
"As cores são tão lindas e estão em todo lugar sob medida entre o céu, a terra e o mar.
Nem para lá nem para cá, está tudo em harmonia como deveria estar.
As cores das nuvens completam o céu, assim como o brilho da lua em uma noite de luar.
Mágico é pensar que tudo coopera para algo completar."
27/01/2024
NA TERRA DOS ESTARRECIDOS
Lá, na minha terra, gostam de mim,
Mas muito ao de longe,
Porque ao longe,
Assim
Feito num monge,
Não lhes calco os calcanhares
Nem lhes corto os discursos,
Iguais aos dos ursos
Arraçados de muares.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-11-2022)
A MENINA E A ÁRVORE
Desprevenido, plantei-te!
Sem escavar sequer um palmo
De terra do fundo germinador.
Quando brotaste o tronco esguio
E os ramitos
Pequenitos
Numa manhã chuvosa,
Custosa e fanhosa
De um Março marçagão,
Colei a minha trémula mão
À tua tão pequenina,
Magrinha,
Comprida, de pianista.
Parece impossível!
Haverá alguém que resista...
Deste-me na minha um esticão,
Como a querer fugir de mim.
Tomei isso como premonição
Negra,
Amarga
E fúnebre.
Continuas com a tua mãozita pequena
Da tua árvore a envelhecer
De madura,
No tronco e nos ramos
Mas com as maçãs tão verdes,
Ácidas,
Intragáveis.
Tão inutilmente
No perto,
Longe
De mim.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 06-05-2023)
TERRA-MÃE
Vinha o outono, de mansinho, a caminho.
Caíam chuviscos, ariscos, na terra-mãe.
Mostrava ela o interior do útero em ferida,
Naquela terra mártir em sôfrego revolvida,
Depois de lhe apararem os frutos do pão.
Daquele pão que ela nos dá airosa,
Famintos que somos do seu sabor
Que mata a fome da boca e do amor,
Mesmo quando a pedra nos sabe a rosa.
Era aquela terra, seio esventrado
Pela charrua crua e pelo arado,
Que depois serena acolhia a semente
Nas entranhas do húmus complacente.
Parecia-me uma mãe dolorosa
Que tinha acabado de dar à luz
Tantos filhos de uma vez só,
Que até o Criador celeste facundo
Em tom suave e místico, profundo,
Num clarão celeste que cega e seduz
Lhe começou a chamar de forma ardilosa,
Terra-mãe e avó-terra e eterna do mundo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 16-09-2023)
OUTONO SEM COR
Dantes, eram cores e terra em sono.
Eram paletas de inebriar no outono.
Agora, não sei porquê,
Ele já não pinta nem dorme
Nem come com fome.
Será que ele vê
O mundo mais estarrecido,
Que já nem folhas deixa no chão,
Quase todas tombadas no verão?
Que outono este, tão distraído…
E eu que queria tanto pintar
Talvez mais até borrar
Uma tela,
Simples, singela,
Com cores mágicas de encantar.
A minha musa inspiradora
Do outono multicor,
Sumiu-se farta da pose,
Nervosa pela neurose
Do mau pintor
Plebeu,
Que sou eu.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-09-2023)
DAQUI
Desta terra em que vos falo,
Outros em tempos a habitaram.
Consta que dela também se fartaram
Dos mandadores crista de galo.
Ó terra amarga de que não calo
As injustiças tamanhas,
Dos que a roubam sem abalo,
Por ardis e artimanhas.
Os ouriços embrulham castanhas
Com a carapaça picante,
Assim me rasgam entranhas
Gentes do pior tratante.
E então logo num instante
E sempre que for preciso,
Peço aos mandões não obstante,
Que tenham melhor juízo.
SAUDADES DE JÚPITER
Vivi tantos anos algures,
Num telúrico planeta
Chamado Terra...
Fugi para Júpiter um mês;
Esqueci o telúrico
E abracei o gasoso,
Num gozo
Sulfúrico.
Lá voltarei um dia, talvez …
Deixou-me saudades
O que Júpiter encerra,
Maior vapor
E muito mais amor,
Que na própria Terra,
De tantas necessidades.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 27-11-2023)
DOÇURA
Criança pureza de Luz que irradia verdade
Enobrece a terra e toda comunidade
Vive em conexão com seu coração espalhando amor e sinceridades
Ser belo, simples. fluído e circular
Conviver contigo é viver em comunhão com todo o SER e ESTAR.
(Erika Kim)
Terra Vermelha
Onde foi morar minha saudade
Esta longe demais
Para alcançar com um abraço
Foi morar em outra cidade
Viajo horas ansiosa
Vendo lindas paisagens
E imaginando o reencontro
Chegou em terra vermelha
Me pego com um nó na garganta
Tanta coisa pra falar
Pouco tempo pra aproveitar
Logo acaba euforia
E o vermelho fica
Na solado sapato
Nas minhas meias
No pneu do carro.
Ser um espírito.
Desprender-se de tudo que está na terra, da humanidade e do palpável.
Voar por aí, virar o ar no céu e a água na terra.
Atravessar todo o possível e qualquer obstáculo.
Um animal, aquele que voa no ar e nada no mar.
Um espectro.
Se fosse escolher a terra, seria o verde.
Metrô
Uma Odisséia Urbana
No ventre sombrio da terra, a multidão se acotovela
Corpos exaustos, almas inertes, a esperança que se revela
Nos rostos, a marca do cansaço, do tempo que se arrasta
E a melodia do silêncio que nos basta
Nos vagões, a solidão se agiganta
Cada um em seu canto, perdido em suas fantasias
Olhares vazios, palavras sussurradas
E a sensação de que a vida nos ignora e nos distancia
Nos túneis, a escuridão nos engole
E a voz do abandono ecoa
Somos sombras errantes, perdidas no labirinto
Buscando um fio de luz, uma razão, direções
Nas estações, o tempo se suspende
E a multidão se transforma em um mar de rostos
Em cada um, uma história, um drama
E a certeza de que a vida nos prega tantos gostos
Mas, no meio do caos, a esperança renasce
No metrô
A vida pulsa
E a poesia
Floresce
Viagem à terra do nunca
Numa noite sem igual
Acho que fiz aquilo por mal
Sentimentos eram defasados
Sonhos, então, desacreditados
O acerto de contas veio
Um tanto tarde, eu sei
Risos estranhos haviam
Todos friamente sorriam
O caminho da podridão
Cada vez mais perto de nós
Estava tudo errado lá
Agora já foi, tanto faz
Tal viagem foi longa
Cheia de perigos do destino
A viagem à terra do nunca
Reservava algo mítico
Cenas de um amor patético
Que jamais serão apagadas
Aquele meio de transporte
Ainda percorre as estradas.
Tendências entre os jovens
Melhores condições materiais
E mais gente infeliz na Terra
Isso que pesquisas apontam
Para a megatecnológica era
O consumismo não satisfaz
Somente intensifica o vazio
Tudo possuir, mas nada ter
Ser refém de modo doentio
Vêm ansiedade, depressão
Tendências entre os jovens
Criados em berços de ouro
Contudo indivíduos pobres
Supostamente conectados
Quase não mais dialogam
Aflitos, cheios de angústia
Alguns até se matar topam
Chega de tanto fingimento
Quando o assunto é saúde
Poderíamos ter consciência
No entanto a gente se ilude.
Anjo da Terra
Tu és, meu amor, como um anjo da Terra
Como a sua beleza não tem igual
Não a nada que se aproxime, nenhum pouco
Do brilho que você emana de forma natural
Cientistas não são capazes de prever
Nem dizer, e muito menos entender
O quão grandiosa é a sua beleza
Quando Deus disse “haja luz”
Foi você que apareceu nas trevas, afinal
De todas as criações do todo poderoso
É você, que o deixa mais orgulhoso.
O sol tem inveja da sua luz
A lua tem inveja da sua paixão
E o mar, de sua vibração
Ó minha querida, tu és pura perfeição.
Eu estive pensando em você ultimamente
Sim, você mesmo, mãe Terra
Sempre bela, lindamente organizada a cada nível
Relações ecológicas, níveis tróficos, ecossistemas...
Você é pura esperteza, tudo funciona perfeitamente
Porém o egoísta e capitalista humano, com suas garras medonhas
Tira tudo da nossa querida mãe; Água, fauna, flora, toda biodiversidade
Destrói tudo que toca, uma verdadeira maldição
E o pior, nós é quem perdemos, mas existe uma questão pouco falada
Foda-se a ecologia, consumo consciente é uma piada
A briga aqui é por ego. Nós morremos, sim, mas não sem tirar tudo de você
Pouco importa se meus filhos vão respirar petróleo ultraprocessado
Eu enchi meus bolsos de dinheiro e deixei a querida mãe Terra num aterro
Tanto faz se ela sofre, eu ganhei, cada lágrima que ela derrama
É dinheiro que tenho no bolso, e sem mato para roçar
Eu venci, nós vencemos, mamãe, apenas chore mais e mais
Sinta doer, sufoque, se esse é o único jeito dos meus bolsos encherem, bem
Farei uma nova viagem às Maldivas.
VIAGEM
A terra do jardim tenho trabalhado
Afofando, aguando, mudas replantando
Em todo canto encontro
Sonhos abandonados, outrora exaltados
Se escondendo do sol
Repousam no passado, seu leito mofado
Quisera verdadeiramente
Terem sido teus os sonhos meus
E não um ensejo forçado
Para unir-se ao latejo expressado
Nos lábios desenhado no mais belo quadro
Que meus olhos viam quando a tinha
No jardim que floria o dia
Eras minha absoluta alegria
Eras o único que não via
E na viagem que seguia não cabia
Ciumar o amigo, desconfiar do umbigo
Dar-me carta de alforria
Bastava-me o que havia
Amor e harmonia
KL
O batismo veio desde o princípio, é uma forma de expiação de nascer de novo, Deus batizou a terra com o dilúvio no tempo de Noé e tudo começou é ponto de partida para uma nova vida onde a pomba anuncia o espírito Santo a vida e em nosso Deus que é o pai e filho e espírito uno dando- se a força activa, para todo aquele que crê e o recebe para remissão dos seus pecados.
Pela nossa conversação continua e no arrependimento e no desejo de querer melhorar, fazendo convênios e ordenanças sendo reverente ao Senhor obedecendo, tendo propósito em servir e seguir seus desígnios nos bons e maus momentos.
Sendo que o caminho é longo e jornada tortuosa entre muitas vivências o batismo confirma que somos filhos de Deus e não adianta ter pressa, porque não devemos forçar porque estamos na graça e dela tudo provém acreditar que o esforço será mais fácil a medida que vamos pondo aquilo que aprendemos no evangelho em prática e em tudo na vida é assim deixo esta mensagem em nome de Jesus Cristo Amém
Planeta Terra
No passado era outra era estamos em outra dimensão e expandirmos para outra era a primeira era a era do carvão depois a da indústria depois a da tecnologia depois a da robótica , a que se segue é o desenvolvimento da nanotecnologia e nanorobôs e depois a eternidade.
Com o percentual do progresso da evolução da espécie humana vamos progredir e expandir nosso conhecimento e experiências e aperfeiçoar técnicas de pesquisa e de desenvolvimento da espécie humana e não retrocesso.
O serviço do ser humano é ser um ser social cultural, social, dotado de aptidões e competências para responder as suas necessidades e dos outros, sendo que deve proteger a sua terra, o planeta que habita preservando pelo ecossistema. Usufruindo dos seus recursos sem abusos nem causando desiquilíbrio.
Terra planeta de vida
Que nos abriga
Acolhes-nos e protegemos
Estás em sintonia com o astros
E o universo
Terra que giras a volta do Sol
Dás -nos a noite e o Dia
Fazes nascer uma criança
Uma Flor uma arve
Corem rios a demarcar continentes os mares trazem ventos
As serras e montanhas no cimo frias nivelam os níveis médios da água
Tudo em equilíbrio num desiquilíbrio porque o Fumo faz nuvens e os humidificação faz gases
Dá-se a persepcao chuvas ácidas que corroem os monumentos, prédios,
Fico por aqui
Um planeta azul é melhor
Porque água é vida
A terra gira enquanto há vida
Será que a terra é redonda?
A Terra está suspensa no nada
E é redonda
A bíblia disse isso no princípio em Jo 26:7
Isaías falou que a terra era um círculo Isaias 40:22
O que se confirma já estava previsto por profetas inspirados em Deus.
Pitágoras sugeriu que era uma esfera
Ezaque Newton terá confirmado que a terra está suspensa sobre o nada
Galileu confirmou que a terra é redonda
Agora com satélites podemos ver a seu formato com telescópios, ela talvez não seja redonda como artista disse e bem, nós o ser humano com a nossa pegada vamos transformado nosso planeta ela vive, a natureza respira e inspira e tem vida ela a terra é vida e para que nós não a mantemos, não a devemos poluir.
Não devemos cuspir, no chão, já o velho índio dizia cuspir para o chão é o mesmo que cuspir para nossa cara. E adianto que devemos zelar pelas nossas águas, e tudo que a natureza nos dá, porque nada é nosso. Porquê tanta corrupção, prepotência, quando nós somos todos de carne e osso, seremos todos iguais quando formos humildes e partilhamos com os demais o nosso tempo, talento e demonstrar que contribuirmos para um planeta redondo a cada dia.
Um bem haja a equipe do Museu Nacional de Arte Contemporânea a artista curador e todos visitantes.
Por: Arte abstrata de Emanuel Andrade
